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Picolés mexicanos, conheça os originais

Este é um pequeno post só pra dizer que a gente no Brasil não entende nada de picolé. Os mexicanos nos dão de 10 a 0 — ou de 7 a 1, se preferirem.


Confesso que quando chegou a moda dos picolés mexicanos no Brasil, a tratei com certo desdém. “Nunca ouvi falar em México ter tradição de picolé“, lembro de ter pensado enquanto vencia toda a resistência da minha frugalidade para pagar 7 reais num picolé. Leda ignorância a minha, agora devidamente corrigida. Mas deixem-me dizer-lhes que tampouco essa versão gourmetizada dos picolés mexicanos aí no Brasil se compara aos originais, e vou lhes dizer por que. 


Comparados aos picolés brasileiros comuns, os picolés mexicanos — aqui chamados de paletas — são maiores, mais saborosos, mais baratos, e têm uma diversidade muito maior de sabores. Esqueça aquela pobreza alimentar americana de só Magnum Chocolate ou Magnum Chocolate Branco. Esqueça também as miudezas da Kibon ou da Nestlé, que parecem com o tempo diminuir de tamanho, ter cada vez menos sabores, e aumentar só no preço. 


As verdadeiras paletas mexicanas são simples: parecem não ter marca, e vêm vestidos só num saquinho plástico transparente. São grandes, custam de dois a três reais, e têm uma infinidade de  sabores, inclusive alguns que você provavelmente nunca imaginou.


Esse da foto acima, pra começar, é de arroz doce. (Arroz con leche, como eles costumam dizer aqui). E não é que o negócio é gostoso? Vem com grãos de arroz. Aqui não precisa ser especial (“morango com pedaços”) para ter pedaço dentro — é o habitual. Há picolé de nozes, picolé de café, de uma infinidade de frutas, etc. O vendedor lhe pergunta se você quer das paletas com água ou das com creme. Há, inclusive, da mesma fruta de um jeito e do outro. E há alguns sabores mais atrevidos, tipo abacaxi com pimenta, que arde de verdade. Uma diversidade maravilhosa. E algo simples — acessível e despretensioso. Vai um?

Paletas 1-02
Paleta mexicana de abacaxi com pimenta na Plaza Grande da cidade de Mérida.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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