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O Cairo islâmico e atual: Saladino, a Cidadela de Muhammad Ali, e as Mesquitas do Sultão Hassan e Al-Rifa’i

O Cairo, embora mais conhecido por sua bagunça e trânsito ruim, é uma cidade repleta de lugares bonitos, interessantes, e historicamente importantes a ver. Afora o legado milenar do Egito Antigo e marcas de quase 2000 anos da presença antiga do cristianismo copta aqui, há portentosas heranças dos últimos 1300 anos em que o Islã e a cultura árabe se tornaram dominantes no Egito. Ocorreu muita coisa!

Eu disse no meu post de chegada que nós, ocidentais, temos uma defasagem de 2000 anos no que geralmente sabemos sobre o Egito. Uma pena (consertável). Ficamos lá atrás com Cleópatra e não sabemos praticamente nada do que veio a acontecer depois. Eu disse que hoje este país é a República Árabe do Egito, e que você deve levar a sério esse “árabe” para compreender as características da cidade (e do país) hoje.

Pois bem. Nem sempre isto aqui foi uma república, obviamente. Ela data apenas de 1953. Antes disso, o Egito foi por muitos séculos uma terra de reis e califas, desde que Amr ibn al-As liderou a invasão árabe muçulmana de 639 d.C. que derrotou o exército romano bizantino.

A mesquita construída por Amr ibn al-As no Egito foi a primeira de toda a África. Embora ela tenha passado por muitas restaurações, ela pode ainda ser visitada no Cairo, e fica logo ao lado da área cristã copta visitada anteriormente —a uns meros 10 minutos a pé. Comecemos por aí.

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A Mesquita de Amr ibn al-As no Cairo. Originalmente foi a primeira mesquita de toda a África, construída aqui entre os anos 640-641 d.C..
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Uma das entradas. Retirar os sapatos antes de entrar é sempre obrigatório em qualquer mesquita, como nos templos hindus também.
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O vasto interior da Mesquita de Amr ibn al-As. Como de costume, o chão é coberto por tapetes onde de joelhos os muçulmanos fazem suas orações. Um tio na entrada fica olhando os seus sapatos, e você deve dar uma gorjeta (tipo 1 libra egípcia) a ele quando retira-los.

Como puderam os árabes, esses homens simples do deserto, conquistar este tão importante território do poderoso Império Romano do Oriente (vulgo “Império Bizantino”)?

Primeiro, o Império Romano do Oriente, já cristão, falante de grego (em vez de latim), e sediado em Constantinopla (atual Istambul), vivia em constante tensão com o Império Persa, seu vizinho a leste. Entre 618-621 d.C., os persas com sucesso invadiram e conquistaram o Egito dos romanos, inclusa aí sua preciosa Alexandria. Os romanos reconquistaram o Egito dez anos depois, mas já estavam desgastados. Quando chegaram os árabes em 640, o povo egípcio já estava habituado à troca de governantes.

Segundo, eu comentei antes que os egípcios tinham aos poucos se cristianizado nos primeiros séculos depois de Jesus. Porém, havia diferenças teológicas fundamentais entre  eles e Constantinopla. Quer dizer, não eram diferenças teológicas tão fundamentais assim — basicamente diziam respeito à natureza do Cristo, que bispos egípcios diziam ser plenamente uma, divina (monofisitas), e que Constantinopla dizia serem de duas distintas, divina e humana (diofisitas, até hoje a posição das igrejas ortodoxas europeias e da católica romana).

Não seria um problema tão grande se Constantinopla não tratasse divergência como heresia e perseguisse os cristãos egípcios por causa disso. Os árabes, embora muçulmanos, quando vieram foram mais tolerantes com os cristãos egípcios monofisitas do que os romanos cristãos diofisitas haviam sido.

Não demorou a, em algumas décadas, os árabes tomarem todo o norte da África (onde estão até hoje), e cruzarem Europa adentro, instalando-se  na Península Ibérica (que teve reinos muçulmanos por mais de 700 anos). Diz a lenda que Uqba ibn Nafi, um dessess conquistadores, lançou-se aqui do Egito e conquistou tudo até onde hoje é o Marrocos, chegando a entrar com o seu cavalo Oceano Atlântico adentro e dizendo a Alá que só pararia ali porque o oceano Dele o deteve.

Esse é o chamado à oração dos islâmicos, ecoando de várias mesquitas cidade afora. (Muezim é o nome do funcionário que canta o chamado todos os dias — não é gravação.) 

O Cairo é hoje essa cidade-formigueiro de 20 milhões de pessoas, infraestrutura precária, poluição etc. (como você pode ver), mas com “jóias” escondidas e que os turistas nem sempre veem (ou sabem que existem).     

A mais impressionante delas é talvez a Cidadela de Saladino, mais conhecida popularmente como a Cidadela de Muhammad Ali (já explico o porquê), numa das colinas da cidade.

Para ir até lá, tomei um táxi nas proximidades da Mesquita de Amr ibn al-As. Sendo homem, e durante o dia, não senti risco nenhum. O risco mesmo é o taxista te passar a perna, como ocorre em tantos países. Os preços são baixos, mas há aquela irritação por você saber que está sendo enrolado. Abstraia.

Eu tentei ficar calado, passar-me por árabe, mas aí o motorista começou a falar em árabe e viu que eu não respondia. Ops. (Paguei meras 11 libras egípcias — coisa de 1 euro. Não faça como alguns gringos abobalhados que aceitam pagar 10 dólares, 20 dólares e esses valores exorbitantes! De preferência, acerte o preço antes de entrar no táxi.)

Ele se empolgou quando eu disse que era do Brasil (como os árabes e iranianos sempre se empolgam). Me falou que agora o Egito está horrível, que o ditador ex-general Abdel Fatah al-Sisi é um assassino autoritário — e fez com a mão o sinal de quem atira com uma pistola, pra eu compreender. Mohamed Morsi, o membro da Irmandade Muçulmana, eleito presidente do Egito em 2012 e deposto com um golpe militar em 2013, segundo ele era bom. Alguns dias antes, eu havia ouvido o meu guia às pirâmides dizer o contrário: “Morsi era um ladrão. Abdel Sisi é ótimo. Muito boa pessoa. Por isso é que nós iremos reelegê-lo“, havia me dito.

Depois de uns 20 minutos presos num trânsito louco, chegamos à Cidadela de Muhammad Ali, uma fortaleza sobre a colina fácil de ver a quilômetros de distância. Coisas do Egito medieval que você desconhece.

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A cidadela. 

Quando em 640 d.C. os árabes tomam o Egito e as atuais Palestina e Síria dos romanos de Constantinopla, é somente durante as Cruzadas que ocorre uma tentativa séria de reconquista por parte dos cristãos. Elas, no entanto, esbarrariam num dos maiores líderes de todos os tempos: An-Nasir Salah ad-Din, conhecido na historiografia ocidental como Saladino (1137-1193 d.C.).

Após a primeira e a segunda cruzadas, os cristãos tomam o controle da Palestina e Jerusalém. Os muçulmanos estavam dispersos, com dinastias inimigas governando Síria e Egito. É então Saladino, que sequer era árabe, mas sim curdo, que os une. (Os curdos são um povo nativo do Oriente Médio, hoje quase todos predominantemente muçulmanos, mas com seu próprio idioma, e que ainda vivem aos milhões na Turquia, Irã, Síria e Iraque, onde são dos combatentes mais assíduos contra o grupo terrorista Estado Islâmico.)

Saladino derrota em batalha os exércitos cruzados, inclusive os famosos cavaleiros templários, e é assim proclamado Sultão do Egito e da Síria. (Você pode ver Saladino e esses ocorridos no filme Cruzada, de 2005, com Orlando Bloom.) A resposta é a Terceira Cruzada (1189-1192), liderada pelo rei inglês Ricardo Coração de Leão e pelo famoso imperador romano-germânico Frederico Barbarossa (ou barba-ruiva). Eles conseguiram reconquistar áreas na Síria (sobretudo no atual Líbano), mas falharam em vencer Saladino na reconquista de Jerusalém.

É à essa época que ele ordena a construção desta fortaleza no meio do que eram então duas cidades, al-Qahira e al-Fustat, para defendê-las dos cruzados.

Saladino não foi morto em batalha e, como tinha o corpo fechado, sobreviveu também a dois atentados por parte dos assassinos originais, a seita islâmica xiita formada no século XI. Eles eram chamados de hashishi, termo árabe, não porque fumassem haxixe (como às vezes se diz), mas porque esse termo em árabe queria dizer “párias” ou “exilados”, alguém posto pra fora da sociedade. Saladino morreria de uma febre em 1193 em Damasco, Síria, onde está (espero que ainda esteja) seu mausoléu.

A fortaleza acabou apelidada de Cidadela de Muhammad Ali porque este regente egípcio do século XIX, que aqui governava sob a suserania do sultão turco otomano de Istambul, não apenas governava daqui mas também ordenou aqui a construção de uma mesquita com seu nome.

A mesquita é espetacular. (Dizem as más línguas que isso foi a tentativa dele, que era muito saído e metido a independente, de imitar a Mesquita Azul turca de Istambul mas fazer algo ainda maior.)

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A Mesquita de Muhammad Ali, no alto da colina. Ela foi terminada em 1848 (a Mesquita Azul de Istambul é de 1616, só pra vocês saberem.)
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A fachada de entrada com suas arcadas.
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Vista de baixo. Ali uma estante com livros gratuitos sobre o Islã.
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A mesquita vista do seu pátio interior. Aquele “quiosque” ali no meio é o lugar onde os muçulmanos devem lavar os braços e os pés antes de orar.
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Pátio interno da Mesquita de Muhammad Ali.
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Eu ali.
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O esplendor do interior. Nas mesquitas geralmente não há móveis no interior, apenas tapetes, pois as orações são feitas de joelhos.
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A decoração é bastante similar à Mesquita Azul de Istambul. Só que onde aquela é azul, esta é verde.
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Decoração do interior da Mesquita de Muhammad Ali.
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Vista para a selva de pedra que é o Cairo hoje, no horizonte visto do alto da cidadela.

Eu saí dali já durante a tarde, disposto a caminhar até a Mesquita do Sultão Hassan, também famosa. É perto, mas são precisos uns 20-30 minutos andando, e que você tenha ginga para desviar-se dos carros de passam à louca e dos chamados ocasionais de motoristas de táxi.

Fui a pé. Quando eu perguntava no caminho perguntando a direção, para confirmar, às vezes me respondiam “Sim, é por aqui, vamos“, e o cara já se empolgava achando que eu queria táxi.

Só parei quando comprei água numa barraca de calçada, onde dois homens conversavam e eu me detive por uns minutos. Tinham o mesmo jeito prosador seguro-de-si que têm os brasileiros que vivem de vender na rua, só um pouco menos irreverentes. 

— “É seu filho?“, perguntei eu ao mais velho, um senhor de seus 50 anos, e apontei para o mais novo, que parecia ter uns 30. Ele engasgou com a tragada do cigarro (pois quase todos os homens egípcios fumam).

— “If he is my son, I kill myself” [Se ele é meu filho, eu me mato], respondeu ele num inglês cheio de sotaque e com o ar sério, o outro pondo-se a rir.  

Larguei eles lá conversando em árabe, joguei fora a garra de água mineral vazia, e segui caminho rumo à Mesquita do Sultão Hassan.

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O começo da minha caminhada.
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Muitas ruas do Cairo são assim. Por aí eu desci caminhando nesta tarde.
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Algumas ruas laterais eram assim.
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Chegando com a Mesquita do Sultão Hassan ali finalmente em vista (à esquerda).

A Mesquita do Sultão Hassan foi completada em 1359, e é um marco da era do Sultanato dos Mamelucos no Egito.

Você aí que, como eu, aprendeu na escola que mestiço de índio com branco se chamava “mameluco“, nunca lhe disseram de onde veio esse nome? Os mamelucos — do árabe mamluk (“propriedade”) — eram soldados escravos de origem estrangeira, em geral do Cáucaso ou de onde vivam os turcos no centro da Ásia. Foi uma forma que os califas e sultões islâmicos encontraram, desde o século IX, de ter a sua própria “guarda pretoriana” livre das lealdades familiares ou de clãs que os árabes tinham. Esses soldados-escravos, os mamelucos, eram leais exclusivamente ao soberano.

O que os soberanos não imaginavam é que essa casta dos mamelucos fosse dar um golpe de estado e se tornar ela própria a soberana em 1250. Iniciou-se o Sultanato dos Mamelucos no Egito, que duraria até sua queda perante os turcos otomanos em 1517. (Os próprios portugueses contribuíram para essa queda, na medida em que romperam suas rotas de comércio com a Índia. Na América do Sul, apelidaram de “mamelucos” também os mestiços bastardos de brancos com índias, portanto sem afiliações familiares no reino, e que eram usados para desbravar o recém-descoberto território.)

Dos mamelucos originais, o Sultão An-Nasir Hassan tornou-se dos mais famosos pela faraônica mesquita que mandou construir. (Ele morreria aos 27 anos, assassinado por um de seus próprios colegas mamluks.)

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De perto diante da Mesquita do Sultão Hassan, à esquerda, e a Mesquita Al-Rifai, construída depois, no século XIX, à direita.
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A verticalidade desses lugares, quando você está ali de perto, é impressionante. Parecem coisas de outro mundo.
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Interior da Mesquita do Sultão Hassan. Vejam a pequeneza do cara de camisa azul ali diante do tamanho do prédio.
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Uma das gigantes arcadas do interior da Mesquita do Sultão Hassan. Eu me senti em alguma história de fantasia, de algum mundo alternativo.
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O interior da mais nova mas não menos gigante Mesquita Al-Rifai. Ela foi batizada com o nome de um santo medieval islâmico (sim, os islâmicos também têm santos) chamado Ahmed Al-Rifai, que viveu perto de Bagdá no século XII.
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O interior, decorado com pedras de diversas cores. Aqui o mihrab, essa reentrância que indica a direção de Meca (para onde os muçulmanos devem orar), e também o minbar, essa estrutura de madeira de onde o sacerdote faz a pregação às sextas-feiras.
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Numa das salas adjacentes, com paredes inteiramente decoradas de mármores e outras pedras, na Mesquita Al-Rifai.
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Nesta mesquita também está o túmulo do último xá da Pérsia, Reza Pahlavi, o monarca deposto pela Revolução Iraniana de 1979. Ele morreu aqui no exílio. (Mais sobre ele e essa revolução aqui, na minha visita a Teerã.)

Deixei aquelas obras faraônicas ao fim da tarde para retornar às mundanas ruas do Cairo. Daqui eu, alérgico a táxis, caminharia cerca de uma hora até voltar ao miolo do centro, onde eu estava albergado.

Deixo vocês com o caráter das ruas por onde passei.

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Um fim de tarde nas ruas do Cairo.
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No meio do povo.
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Feirão na rua.
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Um beco lateral. (E você achava que a sua cidade aí no Brasil era esculhambada?)

EPÍLOGO

Um tempo depois, nesse mesmo albergue, eu comentei com Sara, a moça egípcia da recepção, que havia escutado opiniões conflitantes acerca de Morsi (o presidente deposto em 2013) e Sisi (o ex-general que atualmente governa o país).          

— “Você encontrou alguém que não gostasse nem de Morsi e nem de Sisi?“, perguntou-me ela afiada.

— “Acho que tem uma bem na minha frente“, respondi eu.

— “Pois é. A gente só queria uma pessoa competente pra administrar o país. Ponto. Algumas pessoas estão começando a achar agora pior que na época de Mubarak [ditador que governou o Egito de 1981 a 2011]. O turismo acabou. Isto aqui costumava ficar cheio, lotado, às vezes nem cabia de gente e as pessoas pernoitavam aqui nos sofás, de lotação“, ela foi falando.

O Egito basicamente passou da monarquia tradicional a um regime quase militar, quando iniciou-se a república em 1953. Houve um período de progresso social durante os anos 1950 e 1960, sobretudo com o governo de Gamal Abdel Nasser, mas que depois virou estagnação e repressão a partir dos anos 80. Daí a Primavera Árabe de 2011, eclodindo tantas frustrações acumuladas. 

— “Mubarak foi absolvido, você acredita?“, continuou Sara. “Foi declarado inocente. A diplomacia deste governo atual é horrível. Morreu o estudante italiano aqui [que se suspeita ter sido morto pela polícia egípcia], e ele não fez nada! Mataram os turistas mexicanos confundidos com terroristas, e mal houve uma resposta séria, só fizeram se desculpar e fechar o Sinai para turistas.“, completou ela com o caso dos turistas mexicanos que tinham ido acampar no deserto do Sinai e que foi bombardeado, pois acharam que era um grupo terrorista.

O Egito continua em turbulência. Agora com a eleição do Trump, não se sabe como ficarão as políticas do Oriente Médio. O país ainda se equilibra entre anseios liberais dos jovens, repressão do governo e das classes instituídas, e um fundamentalismo muçulmano subjacente. Aqui no Egito, por exemplo, é proibido que egípcios ou outros árabes acomodem-se em dormitórios onde haja pessoas de outro sexo — só estrangeiros é que têm permissão para isso. Eu fiquei embasbacado quando fiquei sabendo.

Bom, seja como for, era hora de partir. No post seguinte, finalmente a minha despedida do país.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “O Cairo islâmico e atual: Saladino, a Cidadela de Muhammad Ali, e as Mesquitas do Sultão Hassan e Al-Rifa’i

  1. Nossa, e tem mais belezas esse pais!… Que maravilha essa cidadela, e essas mesquitas. monumentais. impressionantes . Maravilhosa arquitetura. verdadeiros tesouros. Belissimo interior dessa Mesquita verde, concorrendo com grandes méritos em beleza, com o esplendor da maravilhosa e deslumbrante Mesquita azul da bela Istambul. lindo jogo de cores e luzes, belos efeitos visuais, lindos arcos, magníficos tapetes, arabescos, decorações, uma delicia para os olhos. isso para não falar do excelente resgate histórico desse povo magnifico de ontem e sofrido de hoje.
    Linda essa praça perto da Mesquita de Hassan. O verde das palmeiras com o cor de areia do Saara das construções, com o azul do céu e os lindos e elegantes Minaretes, tornam a imagem magnifica. merece um postal.
    Ao lado de tanta beleza, é sempre triste ver a pobreza, o abandono dos mais necessitados, das ruas, tão comum em locais subdesenvolvidos em geral com governos despóticos, autoritários, incompetentes e golpistas. Pobres pobres do mundo, pobre mundo dos pobres.
    Valeu viajante brasileiro. Lindas postagens desse pais maravilhoso chamado Egito.
    Lembro que a minha mamma, com 98 anos, que era professora primaria em uma cidade do interior do NE brasileiro e gostava de geografia, quando se perguntava a ela: qual a capital do Egito? ela dizia: Egito capital, Cairo. haha

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