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Conhecendo Beirute, capital do Líbano: Uma cidade de contrastes

(Este vai ser um post longo.)

Não sei se amo Beirute. Ela é definitivamente uma cidade notável, ocidentalizada mas com aquele toque árabe, e rica pela diversidade única de comunidades religiosas — junção de cristãos maronitas, ortodoxos gregos, muçulmanos sunitas, muçulmanos xiitas, cristãos armênios, entre outros que compõem o mosaico que é o Líbano. É interessante. Por outro lado, Beirute é uma cidade cheia de problemas, que vão desde os altos riscos de terrorismo até uma greve de meses dos incineradores de lixo e que deixou na cidade um fedor nauseante que se estendia por quilômetros.

Se você gosta de caminhar como eu, praticamente tudo em Beirute você pode fazer a pé. O desafio é só orientar-se por suas ruas curvas que sobem e descem, como em cidades que crescem naturalmente, sem planejamento. As ruas têm tanto nome quanto número, e às vezes é preciso saber ambos na hora de pedir informações. A sinalização não é lá das melhores. (Aliás, você verá que tudo o que depende de organização estatal funcionante no Líbano — tipo transporte público, manejo de lixo, sinalização nas ruas, planejamento urbano, etc. — é problemático.)

A cidade não é uma super metrópole turística como as grandes capitais da Europa, mas há várias coisas para ver. Sempre há quem diga “você precisa de pelo menos 1 mês pra conhecer…” (como se pode dizer sobre qualquer grande cidade), mas na prática uns 2-3 dias inteiros me pareceram o suficiente para ver o principal e sentir a aura do lugar.

Beirute, no entanto, é também um ótimo ponto de apoio para fazer visitas bate-e-volta a várias outras cidades do Líbano (que em geral não são tão interessantes a ponto de você querer dormir por lá), então neste caso valeria a pena ficar mais dias. Foi o que eu fiz. 

Beirute 2-07
Vendedor de frutas cristalizadas, geleias, e muitos doces árabes numa feirinha que encontrei em Beirute. Tudo tradicionalmente delicioso.

Beirute é uma cidade que tem lugares muito bonitos e outros muito feios, uma cidade de fortes contrastes. Ela é diferente da maioria das cidades árabes, onde quase tudo parece de baixa renda. Beirute, na verdade, lembra o Brasil em muitos aspectos.

No centro, você verá prédios modernos à beira-mar, hoteis altos que reluzem ao pôr-do-sol, e toda uma área amplamente gentrificada (ou seja, desenvolvida mas sem respeitar suas marcas históricas e tradicionais, e pondo o povo pra fora) de largas avenidas e lojas pseudo-típicas (eu já mostro) na eterna tentativa das lideranças árabes cristãs libanesas de se diferenciarem do restante do Oriente Médio e de tentarem, em vez disso, se aproximar da Europa e do Ocidente.

Há partes agradáveis nesse centro moderno, mas ele é bastante impessoal. É muito distinto do que será andar pelos demais distritos de Beirute, que têm bem cara de bairro com aquele achego libanês característico.

Deixem-me contar a história dele com as fotos.

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O distrito comercial moderno de Beirute. Tem prédios altos, mas é meio sem alma. Você caminha e só carros passam por você.
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O centro foi todo arrasado durante a Guerra Civil Libanesa (1975-1990), e sua reconstrução ficou a cabo de um empreendimento financeiro privado chamado SOLIDÈRE (Société Libanaise pour le Développement et la Reconstruction de Beyrouth).
Beirute 2-05
Beirute tem uma orla longa, mas não tem propriamente praias.
Beirute 2-02
O distrito comercial moderno iluminado ao anoitecer. Eu sei, é bonito, o problema é como foi feito.
Beirute 2-04
Apesar do nome, Solidère mostrou muito pouca solidariedade para com os libaneses, expropriando áreas, recebendo liberdade do governo para pôr moradores pra fora e transferir suas áreas nobres perto da beira-mar para grandes redes de lojas e hoteis. Aqui uma notável placa, que ninguém deixa de ver em Beirute, exigindo o fim das atividades da Solidère no coração do Líbano. Vocês verão que não tem nada a ver com o resto da cidade. Depois de muita controvérsia, vão encerrá-la em 2019.
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A maior obra de Solidère na reconstrução da capital do Líbano foi um shopping center, o Beirut Souks, um centro comercial de luxo que finge ser tradicional.
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O design tem influências árabes, assim como o nome (souk em árabe é tipo “mercado”, “feira livre”, daí o nome habitual de Novos Souks). Mas esse aqui não tem nada de livre, nem é tradicional apesar do nome e do visual. Não espere aquele tiozinho libanês vendedor de doces aqui: você só verá Haagen-Dazs, Armani, Swarovski, Lacoste, & cia, todas marcas estrangeiras.
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Os Novos Souks, bem no centrão de Beirute.

Bela ideia da Solidère de reconstruir o centro da capital do país como um shopping privado para grandes marcas internacionais. Muito simbólico.

O Ocidente, por sua vez, também há muito faz a sua parte para manter o Líbano como um país árabe diferenciado, um contraponto ao surgimento ocasional de tendências pan-arabistas no Oriente Médio (isto é, de os países árabes finalmente se perceberem como uma só família e buscarem algum tipo de união que pudesse fazer uma oposição poderosa aos interesses norte-americanos e europeus na região). Aquela velha máxima do dividir para conquistar, se você quiser a minha opinião.

Quando Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito durante os anos 1950 e 1960, liderou um movimento pan-arabista, o Ocidente quis fazer do Líbano seu principal contrapeso, aproveitando-se da ligação cultural que a população libanesa cristã já tinha com o Ocidente. Chegou ao ponto de o presidente  cristão libanês Camille Chamoun em 1958 solicitar (e obter) intervenção militar dos marines norte-americanos para sufocar protestos populares.

A essa época, como parte da propaganda, Beirute era chamada de a “Paris do Oriente”. Mas antes que você abra a boca em admiração, saiba que essa alcunha já foi dada a duas dúzias de cidades mundo afora (se quiser uma lista, veja aqui), a depender da conveniência do momento. É engraçado quando você já viajou bastante, e encontra moradores de um dado lugar falando disso com orgulho como quem se enamora de um cafajeste sem saber que ele “diz isso para todas”.

A linda American University of Beirut (a melhor do país, uma universidade privada dos EUA em solo libanês) não deixa de ser um dos mais notáveis exemplos dessa presença ocidental para “achegar” o Líbano a si. (E ela é linda mesmo, tem um belo campus no centro com vista para o mar, e você não deve vir a Beirute sem conferi-lo.)

Beirute 2-11
No florido campus da American University of Beirut, nome atual da instituição fundada como Syria Protestant College. Embora a universidade hoje seja aberta a estudantes de qualquer origem ou fé, suas anualidades custam alto, como no caso das demais universidades dos EUA, e na prática é limitada a quem recebe bolsa ou a família pode pagar.
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O campus da Universidade Americana em Beirute é um verdadeiro oásis, numa cidade que é em geral cheia e congestionada.
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Vista do campus para o Mar Mediterrâneo, logo ali.
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Prédios e alunos na Universidade Americana em Beirut. Não deixe de visitar. É um dos lugares mais bonitos da cidade.

O problema, meus queridos, é que o grosso do Líbano não vive assim. O grosso do Líbano vive assim:

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Ecce, Beirute.
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Casas do que me pareceu uma zona de renda média baixa. Foi o que mais vi. Não cheguei a ir à real periferia da cidade, sobretudo no sul de Beirute, onde dizem que a barra às vezes esquenta.

Estas fotos eu tirei quando me perdi tentando voltar a pé do Museu Nacional. O fedor de lixo apodrecendo, sem incinerar há meses devido a uma greve, era uma pestilência no ar. Aquele cheiro azedo de chorume, tão diferente do ar lá do campus da Universidade Americana.

(Se você achar “normal” haver um centro e bairros muito ricos contrastando com vastas periferias pobres cheias de gente, é porque está habituado demais ao Brasil — que é um dos países mais desiguais do mundo, sendo a América Latina o continente mais desigual de todos. A maior parte do mundo não tem esses contrastes gritantes.) 

Beirute se parece muito com as cidades brasileiras nesse sentido, e isso talvez explique algo de sua violência e tensão social como as nossas (com a diferença de que no Líbano há o elemento religioso; como se os moradores da zona sul do RJ fossem de uma religião e os da Baixada Fluminense, de outra.)

De quebra, o Líbano ainda recebeu mais de 1 milhão de refugiados da vizinha Síria — e os europeus ricos ficam chorando por causa de 10 ou 20 mil. Cerca de 1/4 da população do país já é composta por refugiados sírios. 

Quem sofre, no fim, é a maioria dos libaneses com um Estado disfuncional. O canto da sereia do Ocidente nunca preveniu o Líbano de embarcar numa guerra civil durante 15 anos, ou de evitar as bombas de Israel em 2006, ou de dar conta de tantos refugiados. 

O centro mesmo de Beirute, o miolo dos distritos centrais, é bonito mas está todo cercado por barreiras de concreto, arame farpado, e soldados do exército (não é sequer a polícia). Eu apresentei o meu passaporte brasileiro, o soldado perguntou o que eu queria fazer ali, averiguou-me com um breve sorriso de simpatia e aquele olhar que autoridades de segurança conseguem ter, e me deixou entrar no setor fantasma que um dia foi o coração da cidade.

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O acesso está assim.
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A Place de l’Étoile [Praça da Estrela], ou Praça Nejmeh em árabe, com sua icônica torre do relógio. Ela foi financiada pelo brasileiro de origem libanesa Michel Abed, e erigida em 1934. É o centro do centro do centro da cidade. Páginas desatualizadas na internet, inclusa a própria Wikipedia, falam sobre como este é um lugar vibrante, badalado por turistas e pombos. Hoje isso soa como uma irônica piada. Quase não há viv’alma aqui, sequer pombos.

Eu entrei ali para a companhia dos raros outros turistas que os soldados deixaram entrar. Um Starbucks funcionava ali sozinho ao lado de dezenas de lojas fechadas. Achei uma sorveteria sem clientes e fiquei a ver o ermo urbano, sentindo-me o Will Smith naquele filme pós-apocalipse numa Nova York de prédios vazios e ruas desertas.

Eu, inicialmente, ficava a me perguntar se as lojas simplesmente haviam encerrado o expediente do dia ou se haviam fechado as portas pra valer. Até que, olhando pelo vidro para dentro de um restaurante, avistei uma barata morta por cima duma mesa posta e completamente empoeirada.

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Restaurante no centro de Beirute, que hoje está abandonado.

Os libaneses reclamam que não têm acesso à área. Turistas entram se os soldados do momento forem com a sua cara, como foram com a minha. Encontrei turistas queixando-se de que não conseguiram entrar. (Eles aqui em geral gostam de brasileiros, então acho que você não teria problemas.)

O irônico é que lá fica o prédio do Parlamento que os próprios libaneses elegeram, e ao qual em tese dão a legitimidade para governar, mas do qual não podem sequer se aproximar.

Dizem que o governo fechou o centro devido ao medo de terrorismo vindo da Síria, mas há quem diga que foi também para evitar protestos populares do tipo que emergiu em quase todos os países árabes após as insurreições de 2011. Seja como for, não se sabe por quanto tempo esta área permanecerá fechada. Se o tamanho das pedras de concreto for uma pista, isso não me parece coisa que vá acabar amanhã.

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Um Starbucks semi-vazio era um dos raríssimos lugares ainda em funcionamento. (E pra quem nunca tinha visto o nome escrito em árabe…)
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Mesquita ali naquelas ruas vazias do centro de Beirute.

A religião me pareceu ainda ser a grande liga que conecta as pessoas do país — exceto que os conecta em três grandes grupos diferentes (cristãos, muçulmanos sunitas, e muçulmanos xiitas) em vez de numa só grande nação como acontece na maioria dos países.  

Mesquitas e igrejas são, em verdade, dos lugares mais bonitos a visitar em Beirute. A Mesquita Mohammad Al-Amin, no centro (mas fora das barreiras de concreto) é talvez o mais bonito monumento da cidade. Ali pertinho, também do lado de fora, visitei também a Catedral Maronita de São Jorge, um esplendor em tons de bege, marrom e amarelo. E por fim, nas mesmas imediações mas dentro da área cercada, a Catedral Ortodoxa Grega de São Jorge. Todos esses templos, muçulmanos ou cristãos, são muito bonitos e merecem uma visita.

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A Mesquita Mohammed Al-Amin no centro de Beirute, ainda com muitos prédios por reconstruir nos arredores.
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Interior da mesquita (a entrada é livre, mesmo que você não seja muçulmano; basta tirar os sapatos). Ali um rapaz ora voltado para o mihrab, aquele nicho azul na parede que em toda mesquita indica a direção para onde está Meca.
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O interior ricamente decorado.
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A Catedral Maronita de São Jorge, bem ali ao lado da mesquita. A Igreja Maronita é uma vertente ortodoxa oriental do cristianismo, fundada pelo monge São Maron (não confundir com Mairon) nesta região no século IV. O presidente do Líbano é sempre, por convenção, um cristão maronita.
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Interior da catedral maronita.
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A Catedral Ortodoxa Grega de São Jorge, no centro de Beirute. (Fica dentro da área que está cercada, mas com jeitinho os soldados te deixam entrar.)
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Iluminuras típicas do cristianismo ortodoxo grego no interior.
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São Jorge, numa vertente ou outra, parece muito popular aqui. (Esta é da igreja grega.)
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Já esta é a catedral da Igreja Católica Armênia, que é independente. O Líbano é, verdadeiramente, um mosaico muito diverso.

A maioria desses lugares estão relativamente próximos. Num longo dia a pé você consegue visitar todos eles. As áreas que achei as mais interessantes foram Gemmayzeh (sobretudo a Rua Gouraud) e Hamra, distrito cuja artéria principal é uma rua de mesmo nome.

Foi nessa última que, ao sentar-me num banco para tomar um suco de romã feito na hora e assistir ao movimento das pessoas, sentou-se um doido ao meu lado. Ele começou a falar, repetidas vezes em loop, sobre como o seu pai havia lutado na guerra civil e que, “graças a Deus”, não era homossexual. Eu tive dificuldades de não rir diante de como ele conseguia ponderar qualquer assunto com um “but thank God I am not a homossexual“.

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Hamra Street, nas áreas centrais de Beirute.

A principal atração distante do centro é o Museu Nacional, cotado como umas da atrações principais de Beirute, mas vá com calma nas suas expectativas. Eu, que havia acabado de chegar do Egito (com sua imensa riqueza de legado antigo), achei-o pouco impressionante. É pequeno, dedicado a mostrar como o Líbano tem sua origem nos antigos Fenícios (o “mito nacional” dos libaneses), com peças da época deles, dos romanos depois, etc. É interessante e bem organizado, mas dificilmente entrará no seu rol de museus favoritos no mundo.

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Um belo e digníssimo hall principal no Museu Nacional libanês. Não é uma coleção vasta, mas é um museu bem organizado.

Você se afasta do centro e parece haver um sem-fim de casas que você não sabe se são habitadas ou não, algumas claramente abandonadas. As ruas, ao contrário daquelas avenidas largas recém-feitas no centro, são estreitas de um modo que parece inadequado para as range rovers e demais carros grandes que os libaneses ricos gostam de desfilar. (É um inferno de carros chiques parados sobre as calçadas e de motoristas endinheirados mas mal-educados.)

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Ruas nos bairros com as algumas peças assim muito bem estacionadas.

Todos os esforços para fazer as pessoas no Líbano se sentirem um só povo me parecem ter resultados muito limitados. As comunidades cristãs, muçulmanas sunitas e muçulmanas xiitas, no final das contas, me pareceram muito mais coesas internamente do que umas com as outras. Casamentos geralmente ocorrem dentro da mesma fé, e até as vizinhanças tendem a ser categorizadas como de uma religião ou outra. Por fim, tudo isso é cristalizado pelo sistema político confessional do Líbano onde os assentos no parlamento e os postos de governo são determinados com base na comunidade religiosa a que você pertence.

Uma das raras coisas que realmente parecem unir o Líbano é a culinária. A gastronomia libanesa com seus kibes, esfihas, rolinhos de folha de videira etc. é bem conhecida no Brasil — a ponto de chamarmos comida libanesa de “comida árabe” (ver este post sobre comida árabe mais amplamente).

Então deixem-me encerrar o passeio por Beirute com uma recomendação de restaurante, o Le Chef. Perto do centro, barato, e com deliciosa comida tradicional libanesa. Fica na Rua Gouraud no distrito de Gemmayzeh. Quando entrei, um senhor servindo as mesas me deu Welcome, palavra que eu ouviria umas 20 vezes dele ao longo da refeição. Além de a comida ser ótima, o cara é uma figura. 

Comida árabe 1-04
Grão-de-bico, a base daquele creme hummus, com ervas no azeite de oliva.
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Torta salgada de trigo, acompanhada de limão e um molho cremoso com tahine (feito a partir de gergelim) e cebola, além de pistaches por cima. Só uma maravilha dessas une o Líbano.
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E assim, casualmente, eu acabei avistando esta placa no alto do restaurante. ‘Certificado de Excelência para Charbel (que deve ser o nome do cara) pelo excepcional uso da palavra “WELCOME” e melhor serviço ao cliente.’

Definitivamente, há o que mereça o seu amor em Beirute.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

13 thoughts on “Conhecendo Beirute, capital do Líbano: Uma cidade de contrastes

  1. Eu gostei muito de seu relato também sobre Beirute que da uma ideia muito precisa. Mas como libanesa quero dizer que uma pessoa deve entender que Beirute foi Completamente destruída pela guerra e era muito difícil reconstroir-la pela presencia dos refugiados palestinos e para os libaneses era um sonho morar de novo na zona de Beirute no centro.
    imagine que sua casa fue quebrada no RJ uma vez e duas vezes como vai fazer?morai- la? deixai-la?de onde pagar para sua reconstrução?

    quanto ao museu de Beirute no e o melhor do mundo Puxia, porque os melhores objectos que tivéramos estao agora nos museus do mundo tipo o LOUVRE a Paris
    O PERGAMO a Berlin
    O museu arquelologico de Istambul Onde tem os melhores sarcofagos do LIbano e sobretudo do Sidon,
    esperemos recuperar o patrimonio do Libano que fica fora nos museus do mundo que tomaram daqui que seja durante o mandato francês (LOUVRE) o impero ottomano (Istambul e Pergamo).
    boa sorte
    nada

    1. Obrigado por essas observações! É interessante ter esse testemunho de uma libanesa. Eu, como você, também espero que o Líbano um dia consiga recuperar esses objetos históricos levados para serem exibidos em outros países e que nunca voltaram. Um abraço! Mairon

  2. Achei a cidade linda apesar dos problemas e da destruição ocasionada pela guerra. Gostei muito do colorido I love Beirut, da linda mesquita, das igrejas de S Jorge todas com uma bela arquitetura e um interior riquíssimo. Lindissimas. Os altares, os reposteiros, as luzes, tudo lindo. Na mesquita os belos tapetes e os arcos alem das luzes, muito bonita. O Museu me parece tambem muito bonito com um jogo de luz charmoso e uma grande área. Gostei muito dos tons e luzes. Belos. Ressalto a graciosidade da Igreja armênia. Uma fofura. Lindinha.
    Linda imagem de Beirut iluminada, belas avenidas e praças. A orla muito bonita. O mediterrâneo sempre de um lindo azul e o céu compõe o belo quadro.
    A cozinha libanesa é muito apreciada no Brasil, inclusive no NE. O que conheço gosto. Imagine ao vivo e a cores, na propria Beirut.
    Deve ter sido ótima. Parece deliciosa e os pratos muito bonitos.
    Lamentável a situação de pobreza e de guerra e as suas consequências para o povo libanês para a cidade e para o país. Triste ver o comercio parado, o centro ainda com trincheiras. Muito triste.
    Tenho amigos libaneses e sei o quanto doia quando eles falavam que tiveram que deixar seu pais e suas casas por conta de uma guerra insana. É muito triste.
    Pior ter que aceitar’ ‘auxilio” financeiro de pessoa/grupos/empresas que nada tem a ver com o pais nem seus hábitos e costumes. Mas isso ocorre no mudo inteiro.
    De toda forma é muito bom conhecer como esta hoje essa histórica região, esse belo e sofrido pais. Valeu. Grande abraço, viajante.

  3. Gostei muito deste post. Meu irmão esta em.missao de.oaz por lá, fiquei curiosa sobre a cidade e pude conhecer bem a cidade através dos seus olhos. Sensacional. Ótima descrição. E sequência narrativa.
    Vc já esteve em El Salvador? Vc ia gostar de descrever. Vivi lá por cinco anos e é um lugar interessante por conta da questão social, política e da guerra. Fica a dica.

    1. Oi Amanda!
      Obrigado pelo elogio e pela recomendação. Fico contente que você tenha gostado.

      Eu estive há pouco tempo em El Salvador e concordo com você. É um contexto socio-político com muitas coisas a serem ditas. Não tive tempo ainda de relatar aquela experiência, mas virá! (E quando vier, fique à vontade pra comentar, com toda essa vivência que você teve por lá.)
      Abraços, e bem vinda!

  4. Olá Mairon,
    Muito bom seu relato sobre Beirute. Tenho pensado em ir ao Líbano em uma curta viagem solitária (como também em Tiblisi, capital da Georgia) e seu depoimento me encheu de coragem.
    Sou um baiano viajante apaixonado pelo mundo, suas culturas e seres humanos.
    Certamente quem escreve relatos assim não imagina como de repente pode tocar o outro e provocar uma bela experiência de vida.
    Agradeço por sua iniciativa. Desejo que continue movendo o mundo ao se mover pelo mundo.
    Grande abraço.
    Antrifo

    1. Muito obrigado, Antrifo! Gentis as suas palavras. Fico muito contente que o meu relato o tenha inspirado, e espero que essa coragem se mantenha acesa e você realize inesquecíveis viagens também.
      Um forte abraço, e bem vindo à página!
      Mairon
      PS: Tbilisi vem aí.

  5. Ola mairon
    Sou brasileira morando em Beirute a 5 meses. Gostei de sua descrição sobre o Líbano. Ainda estou em processo de adaptação ,porem so o fato de poder andar nas ruas a qualquer hora do dia ou da noite já eh um grande motivo pra gostar daqui,ja que de o de venho as pessoas perderam o direito de ir e vir a tempos. Independentemente do lugar onde se vive. Seja em bairros periféricos ou alta classe. Infelizmente nasci em um país lindo ,porém hoje nos refugiamos em busca de segurança.

  6. Veja. Sou geografo, amo viajar tambem e estaa venfo um filme ambientado na Beirut dos anos 70. Fiquei curioso em saber como andaca a cidade agora e me deparei com seu post. Me chamou atenção por não ser um mero relato de turista “4 rodas”. Ha um olhar sensível pras coisas do lugar, que aguça a curiosidade de quem ainda não tinha pensado no Líbano como próximo ponto de partida. Estou me orgsnizanfo pra conhecer Israel e Egito. Graças ao teu relato, estou considerando Beirut. Parabéns.

  7. Mairon, obrigada, gostei muito do seu post e seus comentários. Nunca estive lá, meu pai era de Zahle e frequentava Beirute e desejo ir conhecer as duas cidades e tb as demais que vc citou como bate-volta. Pode me dizer quais sao as mais interessantes? Estou bem inclinada , mas a melhor epoca do ano quanto ao clima, o que me diz? Nao gosto de frio. 11.08.2018. Obrigada.

    1. Oi Regina,
      Fico contente que você tenha gostado do post e dos comentários. Acho que vai perceber muito disso lá em primeira mão se visitar o Líbano. Se você não gosta de frio, os meses a evitar são novembro a março. Eu diria que abril-maio ou setembro-outubro são perfeitos, pois entre junho e agosto pode fazer bastante calor (caso você se incomode).

      Sobre lugares para ir, para mim Baalbek foi a minha significativa. Byblos me deixou a desejar um pouquinho embora seja bonitinha, e Jounieh/Harissa não tem *taaanto* assim afora a colina da NS de Harissa. Acho que a maior parte do tempo é para Beirute propriamente dita. E, se você gosta de cavernas, a Jeita Grotto vale bem a pena. Dito isso, ouvi coisas relativamente interessantes de Tripoli, Sidon e Tiro, caso você tenha tempo.

      Estamos aí. Bons planejamentos!

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