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Líbano: Dicas de viagem, lugares pra ver, e o que fazer

Vamos a um balanço final da minha experiência no Líbano, com algumas dicas.

  • O que mais gostou.  As Ruínas de Baalbek, e a oportunidade de ver um pouco de perto as tensões interreligiosas do Oriente Médio de que tanto ouvimos falar. A coisa ganha uma concretude muito maior quando você vê a coisa de perto. 
  • Visita obrigatória. Um restaurante libanês, pra conhecer as versões originais dos tantos pratos que se tornaram familiares pra nós no Brasil. (Não quero descreditar nenhum cozinheiro libanês no Brasil; o que quero dizer é que não dá pra vir aqui na origem e “passar batido” sem experimentar.)
  • O que não gostou. A falta de educação dos motoristas, o fedor de lixo em Beirute, e a falta de transporte público.
  • Queria ter visto mas não viu. Trípoli, mais distante no norte do país. Dizem ter uma cultura própria bem característica.
  • Comida(s) a experimentar. A sfiha original, se você comer carne e for ao Vale do Bekaa; manush de vários tipos; doces e frutas secas típicas da região. 
  • Momento mais memorável da visita. Acho que a ida a Baalbek. Olhar um refugiado sírio nos olhos foi bem especial, e toda a tranquilidade daquelas imponentes ruínas desertas, com as montanhas da fronteira da Síria lá atrás, foi bem marcante.
  • Alguma decepção. Achei que Byblos fosse ter mais coisa medieval, devido à fama. Na prática, de medieval só há um castelo e uma igreja — são bonitos e valem a pena ser visitados, mas tenha em mente que o grosso da cidade não tem nada de medieval.
  • Maior surpresa. Encontrar o coração de Beirute completamente abandonado, bloqueado pelo exército, com barreiras de concreto e arame farpado.

Principais dicas

Visto. Brasileiros não necessitam de visto algum para o Líbano, mas sua entrada será barrada se seu passaporte tiver sinais de que você já esteve em Israel.

Segurança. Fala-se muito do Líbano como um país inseguro, mas francamente não notei nada. As ruas me pareceram muito mais seguras que as de qualquer cidade no Brasil. Nós, brasileiros, temos um “faro” instintivo pra isso, e não me senti inseguro em momento algum. 

O que recomendo, contudo, é que você não se aventure por aí em bairros da periferia de Beirute, nem no leste do Líbano (particularmente o Vale do Bekaa) sem alguém da região como guia. 

Logística e Transporte. Beirute serve bem como um hub, um ponto de apoio de onde você pode fazer viagens curtas a outras partes do Líbano. O país é pequeno, e de Beirute você pode ir a qualquer lugar do país e voltar no mesmo dia.

Lembre-se, no entanto, de que transporte público aqui quase inexiste. Procure se informar (na sua acomodação, ou com amigos) sobre motoristas que façam passeios com você ou um grupo. Há muitos. No mais, há ônibus partindo de vários pontos de Beirute para as várias outras cidades do país, mas é muito naquele esquema de chegar ao lugar e ver quando sai o próximo — não há tabela de horários.

Do aeroporto de Beirute à cidade, não pague mais de USD 20 por táxi. Você pode conseguir por menos se for bom de barganha.

Dinheiro. O Líbano tem as libras libanesas (chamadas aqui em francês de libanaises) como moeda, mas na prática usa corriqueiramente o dólar como moeda paralela. Você pode pagar tudo em dólar, até na padaria da esquina, então trocar libras libanesas é completamente desnecessário. As que te derem como troco serão mais que o suficiente. Até os caixas automáticos te dão dólares. (A cotação fixa é USD 1 = 1.500 libras libanesas.)

Os custos, eu diria, são equivalentes aos da Grécia ou Turquia. O Líbano é geralmente mais caro que os demais países árabes. Se você estiver com um orçamento apertado, vale a pena comer em padarias, onde há sempre quitutes libaneses deliciosos a um preço mais baixo que no Brasil. Restaurantes propriamente ditos podem ser bem caros. Uma “refeição” num fast food desses de redes internacionais vai ser coisa de USD 10.

O que ver em Beirute. O campus da Universidade Americana em Beirute, a Mesquita Mohammed Al-Amin, a Catedral Maronita de São Jorge, a Catedral Ortodoxa Grega, a Rua Hamra, o Museu Nacional, a Baía de Zaitunay no centro da cidade. (Detalhes da minha visita a Beirute neste post aqui.)

Alguns lugares para visitar fora de Beirute. 

Baalbek tem o melhor sítio romano do país, se você for interessado em ruínas. Pouca gente hoje visita devido às tensões da região, e elas são impressionantes. Toda a região oriental do país, do Vale do Bekaa, tem também belas paisagens de colinas e algumas montanhas. A 1h de Beirute. Recomendo ir em algum veículo particular, de preferência com alguém da região.

Byblos é legal se você gostar de lugares históricos e cidadezinhas pequenas com lojinhas e restaurantes. A 30 minutos de ônibus de Beirute. Os ônibus partem do terminal “Doura” [lê-se daura].

Se você for fã de cavernas, não deixe de ir a Jeita Grotto. Das mais impressionantes que eu já vi no mundo. Neste post eu especifico como fiz para ir lá de forma independente, mas também é possível organizar a ida com algum motorista. 

Se você quiser ver o relato completo da minha visita ao país, comece pelo meu post introdutório, provando da hospitalidade libanesa e apresentando algumas das idiossincrasias do país.


Se você ficou com alguma dúvida, quer algum toque, corrigir algo que estiver impreciso, ou tem alguma pergunta que eu não respondi, é só pôr abaixo nos comentários.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

3 thoughts on “Líbano: Dicas de viagem, lugares pra ver, e o que fazer

  1. Ola, estou pensando em ir ao Libano em maio. gostaria de saber se para fazer essas viagens e melhor alugar carro ou pegar um motorista.
    Outra coisa, vale a pena ir a Tripoli, Sidon, ou alguma cidade do Monte Libano também? obrigada

    1. Oi Denise, tudo bom?
      Eu acho que acertar passeios com um motorista local, que fale árabe e conheça os lugares, é melhor. O trânsito no Líbano é um tanto caótico (mais que no Brasil), e nem *todas* as áreas são seguras. Um motorista libanês saberá melhor por onde ir.

      Quanto às outras cidades, eu ouvi falar bem de Trípoli. Eles lá parecem ter uma cultura um tanto distinta do centro-sul do país. Tiro, por outro lado, parece ter muito pouco além da praia; e sobre Sidon eu ouvi muito pouco.

      Quanto ao Monte Líbano, Byblos e Jounieh (cidades que eu visitei) ficam na região, mas ainda na costa, não tão próximo do monte propriamente dito. Se você busca as montanhas mesmo, aí recomendo que você tente ir a Deir el Qamar ou Bikfaya. Não cheguei a conhecê-las, mas ouvi bem a respeito. Depois me conta.

  2. Amei ver de perto e com riqueza de detalhes as belezas que nem imaginava mas pressentia, nessa terra encantadora. Essas viagens são maravilhosas. Abraços e vamos que vamos. viajar é preciso.

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