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Tailândia: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Quero retroativamente, pois já faz alguns meses que relatei a minha viagem à Tailândia, fazer um compacto com minhas impressões e dicas, pois tenho visto que o país anda sendo muito procurado por brasileiros — e várias pessoas têm me enviado mensagens perguntando.

Vamos, como sempre, começar pelo que me impressionou mais.

  • O que mais gostou. Esta é uma pergunta muito difícil no caso da Tailândia, pois há simplesmente muita coisa fenomenal e marcante no país (sejam os magníficos templos budistas, a comida tailandesa de levar você ao céu, o mar de águas verdes em Ko Phi Phi, entre outros). Mas, falando com franqueza, como alguém interessado no social e no que há de único em cada país, o que mais achei interessante na Tailândia foi mesmo ver como eles integram com finura a comunidade LGBT na sociedade. Como eu disse no primeiro post, onde elaboro um pouco sobre isso: comparada a Bangkok, até Amsterdã parece um lugar conservador. Achei isso notável, curioso, inusitado, e diferente da realidade de qualquer outro país.  
  • Visita obrigatória. Bangkok, a capital. Não há como vir à Tailândia e não passar ao menos uns dias testemunhando os contrastes das belezas religiosas durante o dia e o hiperliberalismo tailandês durante a noite.
  • O que não gostou. A cara de pau de alguns tailandeses capazes de enrolá-lo bonitinho com um sorriso no rosto. Não é algo que nos aconteceu muito; foi até raro; mas ocorre. Olho vivo. Os tailandeses são sempre sorridentes, mas em todo lugar há malandragem (não se iluda achando que é só no Brasil). 
  • Queria ter visto mas não viu. Ko Samui e Ko Pha Ngan, outras das ilhas paradisíacas além de Ko Phi Phi.
  • Comida(s) a experimentar. Pad Thai, um talharim de arroz, frito com amendoim moído, legumes, ovo, pedaços de frango ou camarão se você quiser, e um molho pra lá de delicioso (ele é à base de tamarindo, pra os gourmet dentre os leitores). Coma-o de preferência na rua, pois em restaurantes frequentados sobretudo por turistas você às vezes recebe uma versão meio bleh. Tom Yam, uma sopa à base de leite de côco, capim limão, gengibre, tomates, cogumelos, e camarão ou frango. É uma de-lí-cia! (E essas duas recomendações são só o que eu considero o essencial — há um monte de coisas mais. Detalhes em: Pelas Ruas e Mercados de Bangkok experimentando a Comida Tailandesa, a Melhor do Mundo.)
  • Momento mais memorável da visita. Acho que, seguramente, o Réveillon em Bangkok.
  • Alguma decepção. Não vou mentir: houve sim uma decepção. Nos vídeos e fotos promocionais do réveillon em Bangkok eu havia sempre visto fogos por detrás dos templos da cidade —uma imagem linda. Eu acreditava que a celebração se dava ali, e até corri atrás de informação sobre onde raios era isso (como detalho um pouco em Réveillon em Bangkok). Descobri, no entanto, que aquelas são filmagens feitas dos barcos, de quem escolhe passar o réveillon em cruzeiros sobre o rio que cruza a cidade. Não há festejo em meio aos templos. Isso me desapontou um pouco, mas depois curti muitíssimo a folia carnavalesca em Central World square, onde a maior parte dos tailandeses está. 
  • Maior surpresa. A quantidade de gays, lésbicas e travestis por toda parte: trabalhando em aeroportos, como funcionários de hoteis, motoristas de táxi, etc. Por mais que eu já conhecesse a fama da Tailândia, presenciar isso no dia-dia foi outra coisa. 

Principais dicas

Visto. Brasileiros não necessitam de visto. Basta chegar, e não há custo. Contudo, tenha em mãos o seu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Eu sei que muitos países exigem e não olham, mas a Tailândia olha. Você terá que, antes de chegar à imigração, parar num balcão lateral destinado aos visitantes oriundos da África ou da América Latina. (Não passe batido, ou perderá tempo na fila de imigração e o oficial lá provavelmente o mandará de volta.) 

Câmbio & Dinheiro. Se você optar por sacar dinheiro no caixa automático, saiba que a maior parte deles cobra uma taxa adicional de 200 bahts (coisa de 20 reais por saque!). O único que não cobrava na época em que eu fui era o Citibank. Vale a pena verificar.

No entanto, trocar dólares ou euros em espécie é muito mais prático, especialmente se você estiver em Bangkok. As melhores taxas de câmbio são quase sempre as do Superrich verde. Há um (meio escondido, mas procure) no piso B4, o mais baixo do Aeroporto Suvarnabhumi (o principal de Bangkok). O Superrich laranja oferece taxas boas também, mas não tão boas quanto as do verde. (Não me pergunte porque existem duas redes com o mesmo nome em cores diferentes. Como dizia o Chicó: “Não sei, só sei que é assim.”)

Cartões de crédito são raramente utilizados fora dos hotéis e maiores restaurantes. Tive até problema de o cartão não funcionar quando eu já estava com a comida toda na bandeja. Melhor usar dinheiro em espécie e não ter dificuldade. 

Custos & Acomodação. A Tailândia  é um país barato; o mais caro vai ser mesmo o seu voo até lá. Hoteis no bairro de Sukhumvit em Bangkok serão mais caros que albergues na Rua Khao San, mas podem valer a pena. O booking.com te dará os preços precisos.

Comer na rua é muito barato, coisa de US$ 1-2 por refeição. O preço será parecido se você comer nos refeitórios de supermercados — onde os tailandeses comem, e que são verdadeiros restaurantes, com menus bem visuais e comida feita na hora. Se você for a restaurantes turísticos desses com cardápio e garçom pra fazer todas as suas refeições, gastará muito mais. Eu fui com duas outras pessoas, estômagos de sensibilidades diferentes, e ninguém sentiu nenhum problema com a comida de rua. (Só tenha respeito pela pimenta.)

Transporte. Transporte não é algo complicado na Tailândia. A AirAsia, dentre outras companhias asiáticas de baixo custo, oferecem muitos voos bem baratos entre Bangkok, Chiang Mai, e as ilhas. É uma opção caso você queira poupar tempo.

Os trens também são confortáveis, e operam essencialmente entre Bangkok e Chiang Mai (9-12h de duração). Eu fiz uma viagem noturna da primeira à segunda e achei bom, pois você economiza a noite em hotel e ainda chega a tempo de apreciar a paisagem perto de Chiang Mai pela manhã. No entanto, reservar com antecipação é fundamental. Eu utilizei os serviços da agência 12go.asia (o endereço é esse mesmo) e fiquei satisfeito. Você faz a compra com cartão pela internet, obtém um voucher, e o troca pelo ticket propriamente dito lá no escritório deles em Bangkok. Tudo correu muito tranquilo. (Detalhes sobre a minha experiência com os trens da Tailândia aqui.)

Ônibus eu só utilizei entre Chiang Mai e Chiang Rai, o que também foi tranquilo e até nos serviram lanchinho básico a bordo. Os principais serviços são dos Green Buses naquela região da Tailândia. Se for a Chiang Rai, opte por descer na última parada, que é a rodoviária velha (que fica bem no centro). A rodoviária nova, penúltima parada, fica bastante afastada da cidade e vai requerer que você utilize um tuk-tuk pra chegar ao hotel.

Quantos dias em cada lugar? Eu acho que você precisa de pelo menos uns 3 dias inteiros em Bangkok, mas realmente depende um pouco do seu apetite por templos budistas. Eles são o grosso das atrações, tanto em Bangkok quanto em Chiang Mai. 4 noites em Bangkok 2 noites em Chiang Mai me pareceram suficientes. 

Perguntaram-me se valeu a pena dormir em Chiang Rai. Valeu. Inclusive, se você quiser visitar as mulheres dos anéis no pescoço e outras tribos das colinas (hill tribes), ou as plantações de chá, os passeios ficam muito mais curtos (e práticos) se você partir de Chiang Rai em vez de Chiang Mai. Além disso, a cidade é bem bonitinha, com um mercado de rua legal à noite, e a meu ver merece ao menos umas duas noites também. 

Já para ver elefantes, acho que Chiang Mai oferece maiores opções. Veja o meu post sobre essa visita em Num Santuário de Elefantes na Tailândia: Uma visita inesquecível

Compras. Se você é do tipo que gosta de “ir às compras” quando está em viagem, talvez sua melhor opção — em termos de diversidade e preço — será o Chatuchak Weekend Market em Bangkok. É enorme. Ele funciona de quarta a domingo, mas como o nome sugere, “bomba” mais no fim de semana. Os mercados noturnos em Chiang Mai, Chiang Rai e Phuket também têm coisas legais, mas têm uma presença turística mais forte, então os preços serão mais altos.

Pechinchar aqui na Tailândia pode não ser tããão fundamental quanto na Índia ou nos países árabes, mas mesmo assim é importante. Pode jogar sua lábia latina toda pra cima dos vendedores — eles hesitam a princípio, mas cedem. 


Se você ficou com alguma dúvida, quer algum toque, ou tem alguma pergunta que eu não respondi, é só pôr abaixo nos comentários.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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