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Bordejos em Paris na primavera (Parte 4): O Museu do Louvre e o Musée d’Orsay em 15 fotos cada

Brasileiros têm pouco hábito de visitar museu. A grande maioria de nós nunca foi a um. Todos sabemos como a conservação cultural deixa a desejar no Brasil; mas, mesmo em viagens, mesmo os mais escolados dentre nós, normalmente limitamos-nos quase que exclusivamente a visitar os museus super famosos, como os de Paris, Londres ou Nova York. Há uma parcela de gosto pessoal, mas há uma parcela de descaso cultural também.

Isso não é exclusividade do brasileiro (como quase nada do que se diz do brasileiro é realmente exclusivo do brasileiro); é um hábito de quase todos nós das Américas. Somos muito mais antenados à cultura de massa do que às culturas tradicionais mostradas em museus. Claro que museu está longe de ser a única forma de apresentação cultural, mas eles não deixam de ser espaços relevantes de aprendizado, com peças históricas originais e um pouco de como a humanidade se desenrolou ao longo do tempo, de por onde passamos e como chegamos até aqui.

Em Paris, não dá para visitar e não ver museus. O Museu do Louvre, o maior museu de arte do mundo, é parisiense. Lá estão o quadro original da Monalisa e nada menos que outras 38 mil obras de arte expostas. Mas não se detenha somente nele. O museu mais popular de Paris, na verdade, não é o Louvre, mas o Musée d’Orsay, um museu de arte francesa focado no século XIX e começo do XX. Ele é muito bem organizado, e muito bonito. 

Sem dúvida, 15 fotos de cada não são o bastante para mostrar tudo o que há de lindo e de relevante em cada um desses museus, mas elas servem de demonstrativo. Um aperitivo a quem cogita vir aqui. 

Comecemos pelo Musée d’Orsay, ao qual eu sugiro alocar ao menos umas 3 horas lá dentro. Lembre-se de que há, antes de tudo, uma fila. (Visitar os dois museus no mesmo dia definitivamente não é algo prático.) 

Deixo claro que a escolha das obras foi essencialmente por gosto pessoal, daquilo que me chamou mais a atenção. Mas tentei também ser representativo da variedade de temas e peças nesses museus. 

MUSÉE D’ORSAY

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Musée d’Orsay 1: O Museu. O Musée d’Orsay, menor do que o Louvre, é atualmente o museu mais bem quisto de Paris — ele é a atração n.1 da cidade no agregador de avaliações TripAdvisor. E não é sem razão: o Musée d’Orsay, que abarca arte dos pintores impressionistas (Monet, Renoir & cia) e várias outras do século XIX francês, é muito bem organizado e agradável de visitar. Além disso, ele dá uma sensação boa de satisfação pois, ao contrário do Louvre, aqui dá pra visitar e ver tudo.
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Musée d’Orsay 2: O Hall das Esculturas. A nave principal do museu é um hall de esculturas, quase todas com temas da antiguidade clássica greco-romana. Há galerias à esquerda e à direita, além de mais cinco andares.
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Musée d’Orsay 3: “Ugolino e seus filhos. De 1867, por Jean-Baptiste Carpeux. Não, este não é “O Pensador”, que você encontrará no Musée Rodin também aqui em Paris. Ugolino della Gherardesca foi um conde da cidade italiana de Pisa no século XIII, acusado de trair o seu povo. Dante Alighieri devidamente o pôs no inferno em sua Divina Comédia, e aqui o escultor francês o retratou com seus filhos acorrentado lá embaixo. A obra é toda em mármore.
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Musée d’Orsay 4: “Os Romanos da Decadência”. De 1847, por Thomas Couture. Este é um dos maiores quadros do museu. Nele, o pintor francês retrata a Roma Antiga, com seus pilares e (estátuas de) heróis muito eretos, todos simbolizando a retidão, enquanto que o povo está todo lânguido, escravo dos prazeres, da preguiça, e da decadência moral. O artista, é claro, correspondeu isso ao que percebia de sua própria época na França. Vale notar que este quadro foi terminado apenas um ano antes da revolução de 1848 derrubar pela segunda vez a monarquia francesa, cedendo aos anseios por soberania popular.
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Musée d’Orsay 5: “Negro do Sudão”. De 1856, por Charles Cordier, em bronze e mármore-ônix da Argélia. A França começava a estabelecer sua aventura colonial na África, e com ela — sem jamais perder seu senso de superioridade — um certo fetiche com as coisas e pessoas “exóticas” das terras aonde ia. Aqui uma escultura que representa bem isso.
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Musée d’Orsay 6: “Os discípulos Pedro e João correndo ao sepulcro na manhã da ressurreição”. De 1898, por Eugène Burnand. As impressões nos rostos e as cores são notáveis. Embora os quadros de temática religiosa a esta altura já tivessem deixado de ser exclusividade, eles continuam presentes no século XIX.
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Musée d’Orsay 7: “A Juventude e o Amor”. De 1877, por William Bouguereau. Este é um dos quadros mais singelos de todos que vi. O amor, na forma do pequeno Cupido, sendo levado pela bela juventude que atravessa um córrego pelas pedras. O artista acertou maestralmente na troca de olhares entre os dois.
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Musée d’Orsay 8: “A Virgem, o Menino Jesus, e São João Batista”. De 1834, por Ferdinand Humbert. Neste quadro, que mais parece uma carta de tarot da Rainha de Copas, o que me chamou a atenção foi Maria excepcionalmente retratada de vermelho, em vez do azul-e-branco habitual.
Musée d’Orsay 9: “Execução sem Julgamento sob os Reis Mouros de Granada”. De 1870, por Henri Regnault. A referência clara é à época em que Granada, na Espanha, era governada por árabes muçulmanos na Idade Média. Este é mais um dos quadros de cunho orientalista da época (que, volto a dizer, não é simplesmente uma admiração, mas uma admiração estereotipada e fetichizada das culturas africanas e asiáticas pelos europeus). Este notável quadro tem mais de 3m de altura, e chama a atenção pela crueza. É claro que colocar os mouros (e não cristãos) como impiedosos faz parte da visão de mundo europeia.
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Musée d’Orsay 10: “Mulher Pedinte”. De 1861, por Hugues Merle. Os artistas franceses pareciam finalmente sensibilizar-se cada vez mais com a pobreza humana. No ano seguinte, o escritor Victor Hugo publicaria Les Misérables, hoje um clássico.
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Musée d’Orsay 11: O restaurante do museu. Bastante requintado, e seguindo a estética palaciana do prédio. Há também uma cafeteria, mas como há bastante gente o atendimento é um pouco devagar.
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Musée d’Orsay 12: “A Natureza se desvela à Ciência”. De 1899, por Ernest Barrias, em mármore e ônix argelino. Esta é uma fantástica escultura, e não só pela beleza. Ela expressa muito da concepção moderna de natureza. Usando a metáfora do “véu de Ísis”, a escultura exibe uma natureza não mais como uma mãe provedora com a qual temos a aprender, como na Antiguidade. Na Modernidade, a natureza é uma figura feminina passiva, nua, e submetida ao escrutínio científico. A crítica literária Elaine Showalter diz que, se houvesse ali uma escultura da Ciência, ela seria certamente representada por um homem, vestido, e de olhar firme e direto, emanando sua dominação intelectual e sexual. Se você parar pra reparar, não precisa ser Freud para perceber que a atitude científica moderna diante da Natureza é mais ou menos essa mesmo, de dominação.
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Musée d’Orsay 13: “A Origem do Mundo”. De 1866, por Gustave Courbet. E falando no feminino, este é um quadro impossível de passar e não notar. Courbet foi um dos grandes nomes do Realismo, que dizia-se cansado de coisas idealizadas. Seu trabalho, é claro, despertou furores e censuras no século XIX, mas não apenas nele: em pleno século XXI a pintura chegou a ser censurada pelo Facebook. (Eu pessoalmente acho o nome do quadro uma tirada de mestre de Courbet.)
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Musée d’Orsay 14:Mulher com um pára-sol“. De 1886, por Claude Monet. Estes são dos quadros mais clássicos do Impressionismo, esse movimento artístico do século XIX que, dentre outras coisas, deu volume ao hábito de pintar ao ar livre. Com pinceladas curtas e grossas, os impressionistas focaram-se na tônica geral, não nos detalhes. Seu nome vem do quadro Impressão, Nascer-do-Sol, de Monet, que em 1872 deu pontapé à onda. Um dos críticos chamou essa escola satiricamente de “impressionismo”, sem saber que o nome pegaria de forma positiva. O Musée d’Orsay provavelmente é o melhor do mundo para ver arte impressionista.
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Musée d’Orsay 15: “Renoir”. De 1847, por Claude Monet. Aqui temos um dos quadros mais simbólicos de todos do período impressionista: um retrato de Pierre Auguste Renoir, um dos maiores nomes do Impressionismo, pelo seu colega Monet. Deixo com vocês o convite para vir vê-los aqui no Musée d’Orsay.

 


MUSEU DO LOUVRE

Louvre 1: O museu e sua pirâmide de vidro. O exterior do Museu do Louvre é um grande pátio onde acumulam-se as filas de horas. (As menores filas são ao fim da tarde.) Muito do museu está no subterrâneo. A entrada é pela pirâmide de vidro que, adicionada apenas em 1989, divide opiniões por contrastar com o rebuscado dos prédios seculares ao redor. Eu pessoalmente a acho bonita (ao contrário do Cubo de Humboldt em Berlim).
Louvre 2: As galerias do Louvre são imensas. Dizem que, se você dedicasse 30 segundos a cada peça, levaria 100 dias para visitar o museu inteiro. Portanto, sugiro priorizar e já ter em mente as seções que quer visitar. As divisões são em geral por época ou matriz cultural. Aqui, nesta galeria, temos arte renascentista com uma escultura de Diana (a Ártemis dos gregos), deusa da caça, no primeiro plano.
Louvre 3: Imagem da deusa Athena. Do século II d.C., em mármore. Da época do Império Romano, onde a chamavam de Minerva. O Museu do Louvre é repleto de notáveis esculturas originais da Antiguidade.
Louvre 4: “Vitória de Samotrácia”. Esta é uma das esculturas mais famosas de todo o museu. Toda em mármore, medindo mais de 2m de altura, esta é uma imagem alada de Nike, deusa da vitória, originalmente num templo na Ilha de Samotrácia, norte da Grécia. Estima-se que seja do século II a.C. (A presença massiva de turistas no Louvre é inescapável.)
Louvre 5: “Mona Lisa”. De 1503, por Leonardo Da Vinci. Falando em turistas, eis a mais cotada peça do museu, e possivelmente o quadro mais famoso de todo o mundo. A Mona Lisa, na verdade, é um quadro pequeno (77x53cm) e que chama pouco a atenção. Mas não há como vir e não vê-lo. Sua fama se deve sobretudo à expressão enigmática de Lisa Gherardini neste retrato que Leonardo pintou dela. Ela era a esposa de Francesco del Giocondo, um homem rico de Florença, daí ela ser às vezes chamada de La Gioconda.
Louvre 6: “Leônidas nas Termópilas”. De 1814, por Jacques-Louis David. Um impressionante quadro de mais de 4m de largura sobre a famosa batalha dos 300 soldados de Esparta que teriam enfrentado até a morte o exército persa muitas vezes maior no Desfiladeiro das Termópilas, no ano de 480 a.C. O que o pintor aqui retrata não é o combate, mas a preparação dos espartanos, com seu rei Leônidas no centro.
Louvre 7: “Casamento em Caná”. De 1563, por Paolo Veronese. Este quadro renascentista retrata o episódio bíblico do que é tido como o primeiro milagre de Jesus, na passagem conhecida como Bodas de Caná (João 2:1-11). Na ocasião, Jesus transforma água em vinho. Aqui, o pintor italiano dá toques particulares, como colocar a si mesmo e a outros colegas pintores como os músicos da festa, e convidados especiais de sua época, como o então sultão turco Suleiman, o Magnífico (1494-1566), posto ali de barba grisalha em amarelo na esquerda da mesa do banquete.
Louvre 8: “A Consagração de Napoleão e Coroação de Josephine na Catedral de Notre-Dame de Paris em 1804”. De 1807, por Jacques-Louis David. David era o pintor oficial de Napoleão. O curioso é que normalmente é o eclesiástico quem faz tal consagração e coroação (para simbolizar que Deus é quem está investindo tais poderes no monarca), mas aqui no ato — como na História — o próprio Napoleão toma para si esse papel. Ele convidou o Papa Pio VII (ali de vestes amarelas) para oficiar a cerimônia mas, na hora, ele próprio toma a coroa e põe na própria cabeça. Aqui, Napoleão já coroado coloca a de sua imperatriz Josephine. Percebam como, na tela, só ele age; os outros todos parecem meros espectadores.
Louvre 9: Mural de Arqueiros. Este mural em alto relevo, original da Pérsia antiga, data do século V a.C. (A França passou-o para trás durante as suas missões arqueológicas no século XIX.) Imagina-se tratarem-se dos guardiães reais do imperador persa Dario I, que o historiador grego Heródoto apelidou de Os Imortais. É fascinante.
Louvre 10: Lamassus guardiões. Da antiga Assíria, originais do século VIII a.C. A Assíria foi um reino mais antigo que a Pérsia, na antiga Mesopotâmia, onde hoje é o norte do Iraque. Lamassus eram guardiões sobrenaturais representados como touros alados e com uma cabeça humana.
Louvre 11: Coluna original do Palácio Apadana de Dario I em Persépolis. Os bovinos, como você pode perceber, eram celebrados na antiguidade do Oriente Médio por sua força, virilidade, e fertilidade. Eram animais fundamentais na época. Aqui uma das colunas originais do palácio de Dario em Persépolis, hoje sul do Irã. (Quem quiser ver minha visita a Persépolis, está neste post aqui. Várias coisas, como você pode ver, foram surrupiadas pelos europeus.)
Louvre 12: Sarcófagos de mármore da antiga Cartago, séc III a.C.. Durante sua colonização do norte da África, a França também juntou muitos tesouros arqueológicos daquela região. Aqui as efígies de mármore de um sacerdote e, mais ao longe, de uma mulher segurando o véu ao redor da cabeça.
Louvre 13: Passagem do “Livro dos Mortos” do antigo Egito. Da 18a Dinastia (1400-1350 a.C.), em papiro. Temos ali sentado no centro o deus Osíris, que regia o mundo dos mortos. (Se você gosta de cultura egípcia, não deixe de conferir os meus relatos de viagem ao Egito.)
Louvre 14: Os aposentos de Napoleão III. Pouca gente sabe, mas o Louvre foi morada do imperador Napoleão III no século XIX. Tudo é de um luxo esplendoroso. Napoleão III, originalmente chamado Louis-Napoleão, era sobrinho do Napoleão original, e governou entre 1852 e 1870. Ele foi eleito por voto popular após a Segunda República ser instalada em 1848, mas deu um golpe no ano seguinte proclamando-se imperador. Napoleão III foi o grande responsável pela reestruturação de Paris, que hoje já não tem bairros medievais. Foram todos extirpados sob suas ordens pelo Barão de Haussmann, posto como prefeito de Paris, para dar lugar às largas avenidas que hoje marcam o centro da cidade.
Louvre 15: O salão de jantar de Napoleão III. Lembre-se que estamos na mesma época em que Victor Hugo publica seu clássico Os Miseráveis (1862), um livro que retrata a vida desses indivíduos na França de então. (Victor Hugo, dentre outros, foi devidamente censurado e exilado por essa audácia.) Napoleão III governaria até engajar-se na Guerra Franco-Prussiana em 1870 e rapidamente perdê-la, o que levou à coroação do kaiser prussiano Guilherme I em pleno Palácio de Versalhes. Após esta vitória, seu chanceler Otto von Bismarck operou a unificação alemã — sob liderança da Prússia —, e desde então a França perdeu a primazia na Europa continental.

Portanto, quando visitarem o Louvre, vejam das várias pinturas e esculturas clássicas que puderem, mas não deixem de conferir também essa área palaciana e, sobretudo, as imensas seções subterrâneas de peças da antiguidade. É fascinante.

O pôr-do-sol em Paris, visto da saída do Louvre, sobre o Arco do Triunfo do Carrossel. (Este, de 1808, é menor e ligeiramente mais antigo que o principal na Champs Elysées, embora ambos sejam celebratórios dos sucessos militares de Napoleão I. Este aqui conta com uma quadriga, um carrossel militar triunfal, no topo.)
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

2 thoughts on “Bordejos em Paris na primavera (Parte 4): O Museu do Louvre e o Musée d’Orsay em 15 fotos cada

  1. Maravilha essa Paris!.. Esplendorosas essas manifestações da sensibilidade e arte humanas de todos os tempos. Adoro museus e estes são fabulosos. Vir a Paris e não apreciar os museus é ver a cidade pela metade. Magníficos. Impressionantes pinturas, esculturas, enfim, arte da mais fina expressão.
    Maravilha de postagem, Arte de encher os olhos, alegrar o coração e elevar o espirito.
    Triste ver a pompa e o luxo em que vivia a nobreza francesa quando se sabe a miserabilidade em que vivia o povo. Pelo visto, até hoje a mesma regra se repete: pequeno grupo de ricos, nadando em dinheiro, pompa e benesses enquanto a maioria não tem nem o suficiente para sobreviver. Que o digam as Áfricas, a Latinoamerica e o SE asiático. Tristes seres humanos, tão sabidos e que não encontraram o caminho para conviver com seus semelhantes.

  2. Importante comentar, criticar e condenar a apropriação, na maioria das vezes indébita, feita pelos governos /estados europeus durante o colonialismo/imperialista e o saque que se instalou com a ‘partilha das Africas e do Oriente entre as grandes potencias. Por isso estão na Europa, sobretudo na França e Inglaterra, essas maravilhas surrupiadas dos povos conquistados e saqueados. Ao meu ver ja deveriam sido devolvidas aos respectivos povos.Esperemos que um dia isso aconteça.
    De qualquer forma o fato não invalidam as visitas nem a apreciação das maravilhas da arte de todos os tempos.

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