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Busan, no sul da Coreia do Sul, e o templo budista Haedong Yoggungsa à beira-mar

Bem vindos à segunda maior cidade da Coreia do Sul, após a capital Seul. Busan [às vezes pronunciado Pusan pelos coreanos] fica no litoral, e é uma cidade de médio porte com seus 3,5 milhões de habitantes na área metropolitana. 

Cheguei num dia de sol após tomar o eficiente trem KTX desde Seul. Os trens coreanos são rápidos, confortáveis, e bem mais baratos que os japoneses (onde andar de trem é mais caro que avião). À praça da estação, um grande monumento em formato de polvo, um dos símbolos da cidade. 

É uma cidade para quem gosta de (comer) frutos do mar. Ou, afora isso, há impressionantes templos budistas, incluso um à beira-mar (o Haedong Yoggungsa).

Interior de um dos trens coreanos. Não é preciso comprar com antecedência, basta chegar à estação e comprar um bilhete. Não é caro.
Todo prosa, viajando com a K-Rail.
Movimento na estação de trens de Busan.
Estação de trem no dia de sol em que cheguei. A primavera na Coreia do Sul é um tempo bastante agradável.
O povo e o polvo na praça da estação.

As cidades coreanas podem ter relativamente pouco em termos de atrações históricas, mas geralmente são cidades bem estruturadas. O metrô é um tanto mais povoado (acho que pelo número menor de linhas) que o de Seul, mas funciona bem.

Dirigi-me à casa de Kim, um coreano dono de albergue. Figura sui generis, com uma chuca de hipster prendendo o cabelo acima da cabeça e um ar etéreo que parecia permanentemente tranquilo e só lhe falava o básico. Sua casa tinha a primeira porta que eu vi com tranca digital, com teclado numérico. Era preciso digitar a senha, e a porta abria. (Eu nunca havia visto isso em apartamentos.)

A tranca eletrônica que você precisa aí para o seu apartamento. (Eu acho que prefiro uma velha e boa chave.)
A casa de Kim, com sua mesa de trabalho ali. Típico aspecto coreano (pra vocês verem quando eu digo que se parece muito com o Japão também).
Ruas de Busan. Nada de especial, para lhes dizer com franqueza.

A cidade me pareceu uma cidade normal, sem grandes atrativos. Os atrativos ficam mesmo por conta dos seus templos budistas, o Beomeosa e, especialmente, o Haedong Yoggungsa, à beira-mar. São bem pitorescos. 

Como costuma ocorrer na Ásia, não faltam as feirinhas vendendo petiscos e souvenirs nos arredores dos templos.

Petisco em Busan, naturalmente, inclui polvo. Coitados.
Portal de entrada para as escadarias que levam ao templo budista Haedong Yoggungsa.
Coisas da Ásia. “Buddha para ter um menino.” Muitas já passaram aqui para alisar aquela barriga. Os asiáticos adoram essas simpatias e, desnecessário relembrar, são frequentemente machistas.
Caminho já com vista para o mar, o Oceano Pacífico, lá atrás.
O templo Haedong Yoggungsa, no sul da Coreia do Sul.
Uma singela ponte, que leva ao pátio principal do templo. Embora os pavilhões sejam mais novos, este templo está aqui desde 1376.
Haedong Yoggungsa. A suástica, como vocês talvez saibam, é um símbolo milenar hindu e budista, do qual Hitler se apropriou. Ele continua a ser usado frequentemente na Ásia com seu sentido original de bons auspícios.
Buda e o mar.
No Haedong Yoggungsa, em meu primeiro dia em Busan. O tempo à beira-mar exala uma tranquilidade muito grande. Você basicamente escuta o quebrar das ondas nas rochas.
O mar nas rochas. Aquele é um dos muitos guardiões da mitologia budista. (Receio que o budismo “à là ocidental” omite este rico corpo mitológico que o acompanha na Ásia.)
Figuras budistas, com um portal de pedra de abrindo. Aquilo ali em cima é o pescoço de uma tartaruga. A tartaruga na Ásia é um antigo símbolo de estabilidade.
Os templos budistas na Ásia também tem suas coisas curiosas: não sei qual era a desses porquinhos felizes ali.

Terminei minha visita ao entardecer. É costume que os templos budistas fechem ao pôr-do-sol. 

Foi uma visita breve. No dia seguinte, eu já partiria de Busan rumo a Gyeongju, uma cidade histórica coreana no interior. Muitas vezes pessoas vêm a Busan entusiasmadas para experimentar o que eu creio serem bizarrices, como comer polvo ainda vivo, cortando-lhe as pernas enquanto ele ainda olha pra você. Acho isso de uma falta de compaixão imensa.

Preferi ficar com o lado mais plácido das atrações da cidade. Deixo vocês com as fotos do Beomeosa, um magnífico templo budista na floresta que visitei já pouco antes de sair da cidade, perto da rodoviária, na manhã seguinte.

O entorno do templo budista Beomeosa, nos arredores de Busan. (Fica perto da rodoviária, caso você queira planejar a sua visita.)
Ambiente muito bonito, com água corrente.
Numa casinhola, flagrei este tiozinho tirando uma pestana. Ele estava cochilando com o livro aberto (eu sempre digo que asiáticos têm uma capacidade incrível que pegar no sono em qualquer circunstância…). Acordou divertido, desculpando-se, e me forneceu um mapa do lugar. Uma onda.
Comprei estes horríveis bolinhos de arroz com recheio (ou cobertura) de feijão levemente açucarado. Não tinham gosto de quase nada. Massa de arroz fervida na água.
Os pavilhões do templo, no entanto, são muito bonitos, em arquitetura budista típica coreana.
Portais e pavilhões no templo Beomeosa.
Os pavilhões dos templos budistas coreanos parecem sempre incluir esses meticulosos desenhos em azul no que seriam as eiras e beiras do telhado do templo.
Pátio principal, com um vaso de flores modestamente deixado ali.
Monge budista passando com uma caixa e uma penca de bananas.
Vista lá do alto, com os bosques dos arredores.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “Busan, no sul da Coreia do Sul, e o templo budista Haedong Yoggungsa à beira-mar

  1. Meu jovem, que bela cidade, que lay out aprumado e arrojado. Que bela praça, Lindo o polvo. Pena que é para ser comido e não protegido. Muito bem cuidada a cidade. Ótimo transporte, bela e moderna estação, Que maravilha.Nada como um bom aporte financeiro e criatividade/vontade politica para mudar uma realidade. Modernidade casa muito bem com investimento financeiro e vontade politica.
    Mas o ponto alto fica mesmo por conta dessa estupenda manifestação da religiosidade e da cultura dessa Asia divina, maravilhosa, desse Oriente tão soberbo e tao pouco conhecido.
    Lindos templos, de uma graça,simplicidade e beleza difíceis de descrever mas que tocam o coração, os olhos e o espirito de quem os aprecia. Belíssimossssss!… de encher os olhos, de elevar o espirito!… incomparáveis. Cada um mais belo que o outro, E que natureza magnifica. Um repouso para so espiritos cansados do burburinho das cidade, das suas mazelas e suas agruras fazedoras de stress. Bela natureza, bela cultura, lindos templos. Maravilha de postagem. Adoro a Asia e suas postagens, claro. haha. Parabéns, mais uma vez pela qualidade das informações e beleza das postagens. valeu.

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