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Em Penang Hill, Malásia: Conhecendo um templo hindu por dentro e comidas de rua

Depois de tanto circular por Georgetown, cidade histórica deste entreposto comercial e cultural que é a ilha de Penang, era hora de ver o que mais o lugar oferece. Fora da cidade, o lugar mais visitado aqui é Penang Hill, ou Colina de Penang, um ponto alto no centro da ilha, onde há vistas panorâmicas, um trenzinho, comidas de rua, e templos. Um programa bem família, que eu fui conferir.

Normalmente, é melhor que você vá num dia claro, limpo, que lhe permita uma vista melhor sobre a cidade. Eu, no entanto, havia visto algo previsão de trovoadas nos dias seguintes (coisas do clima equatorial), e resolvi aproveitar logo. Fui com nuvens mesmo, aquela chuvinha fina de caboclo sobre a vegetação tropical exuberante. Tem seu charme.

Lá na Colina de Penang. Lugar bastante verde.

Tomei um ônibus a partir do terminal Komtar que tem Penang Hill como parada final. (O 203 ou o 204 servem). São uns bons 45 minutos passando por áreas urbanas subdesenvolvidas que lembram bem a periferia das grandes cidades brasileiras. Mostrarei-as a ao final, pois preferi explorá-las na volta. A principal diferença é que aqui tudo é relativamente seguro, ao contrário do que ocorre na América Latina. 

A folia, as gargalhadas e o calor humano, no entanto, são semelhantes aos latino-americanos. Cheguei e havia uma verdadeira turba de jovens malaios e demais visitantes rindo, conversando alto, gritando ao outro que estava longe. Parecia que eu estava no Brasil.

O terminal de ônibus debaixo do prédio Komtar, em Georgetown. Poderia ser no Brasil.
Chegando a Penang Hill, parada final.
A fuzarca à bilheteria. Aqui algumas garotas malaias, que são quase sempre islâmicas, com seus véus na cabeça. Um grande colorido.
O cartãozinho bonitinho que você compra para subir e descer naquele veículo.
A vista não estava assim uma Brastemp…
… mas o ar era bom, e andar ali pelo verde foi agradável.

Há uma mesquita e um templo hindu aqui no alto de Penang Hill. A mesquita é bastante simples, já o templo hindu, mais decorado. 

Antes, resolvi petiscar. Juntei-me aos tâmil para comer um saboroso misturado de grão-de-bico, com cebola, umas coisinhas crocantes, e pimenta por cima.

O meu misturado, feito ali na hora. Bem saboroso. Os indianos são os maiores mestres da comida vegetariana. Ali adiante você vê alguns tâmil, indianos do sudeste da Índia.
A barraquinha, que era operada por um casal.

Enquanto eu comia, perguntei-lhes se todos esses indianos aqui eram mesmo tâmil. “Sim, todo mundo aqui fala tâmil“, respondeu-me com naturalidade. Na Índia, quase todos os estados falam seu próprio idioma. Os tâmil têm sua própria língua, muito diferente do hindi, e incluso com seu próprio alfabeto.

O alfabeto tâmil, pra quem tiver ficado curioso, é esse aí (a parte que você não consegue ler).

Segui uns indianos até um templo ali perto, pequeno e bem colorido, com imagens de Krishna e vacas felizes no jardim. (Ao contrário das embalagens de mortadela e manteiga, acho que aqui é mais legítimo retratar a vaca feliz.)

Imagens de Shiva (no meio), Krishna (o azul), Ganesha (o com cabeça de elefante), e ali uma vaquinha tranquila deitada. Em Penang Hill.
Templo hindu tâmil em Penang Hill. (O hinduísmo é repleto de variações regionais. Os templos do sul da Índia não são iguais aos do norte, e por aí vai.)

A entrada é livre, basta retirar os sapatos.

Dentro, muita decoração, e um baldinho de metal com um arroz caramelado dentro. As pessoas tiravam com uma colher, tacavam uma colherada dele na mão, e dali comiam, acho que para bons auspícios. (Um menino pequeno não queria, o pai insistiu e ele comeu.) Havia também uma bandejinha com uns pigmentos que eles pegavam e punham na altura do terceiro olho na testa. Daí prostravam-se e oravam em silêncio.

Família no interior.
O interior do templo, com sua decoração.
O altar principal, visto de frente. Aqui algumas velas e os pigmentos que os hindus passam no centro da testa.
Os pigmentos que eles pegavam e punham de leve na testa. (O leite ali eu não sei pra que era.)
O balde de arroz (bento?) temperado de onde eles tiravam uma colherada, punham na mão, e comiam.

Enquanto isso, perto dali…

Perto dali, uma mesquita para os malaios, que são em geral muçulmanos.
Interior bastante simples, como costuma ser o caso. Aqui nada de altares ou arroz, só mesmo o tapete no chão onde prostrar-se em direção a Meca.
O jeitão geral do lugar, com uma malaia muçulmana ali com seu véu cor-de-rosa.

Você caminha um pouco mais e encontra uma ponte repleta de cadeados cor-de-rosa e pessoas tirando selfie: a ponte dos namorados.

No fim das contas, é o resumo de tudo.

Em Penang Hill.

As brumas lá atrás não deixavam enxergar nada que não fosse o amor. 

A colina é um passeio legal, mas curto. Nada que o ocupe um dia inteiro. Desci para almoçar e caminhar um pouco pelas ruas nos arredores. Almocei um arroz frito e, de sobremesa, picolé de jaca. Saboroso.

Picolé de jaca, na Malásia. Saboroso!

Nas ruas, eu acharia uma miríade de frutas asiáticas várias. (Na verdade, frutas como jaca, manga e banana são asiáticas, enquanto que abacaxi, caju, acerola e outras são nossas, nativas da América do Sul. Mas há algumas que pouco chegam ao Brasil.)

Rambutan nas ruas da Malásia. Essa fruta eu nunca vi no Brasil. (Lembra a lichia, mas o rambutan é maior.)
Durian na rua. Parece a jaca, mas é muito diferente no sabor. Essa fruta tem um odor tenebroso de enxofre. Talvez não à toa eu nunca a vi no Brasil.
Siew Pau. Será que não poderiam ter achado um nome melhor pra esse quitute? Não me interessei em experimentar.

Este Sudeste Asiático me arruma cada uma…

E, seguindo ali pela barracolândia, eu rumaria ao Kek Lok Si, o maior templo budista da Malásia, metido nestas colinas verdes. Chego lá a seguir.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “Em Penang Hill, Malásia: Conhecendo um templo hindu por dentro e comidas de rua

  1. Ihhh que regiao gostosa, quanto verde, que folia de final de semana, hahah.
    Adoro esses coloridos , essas criatividades, seus motivos e essa forma de representar o religioso.
    Lindos templos, charmosa mesquita,
    Com certeza essa vaquinha está muito feliz haha
    Belas frutas e o prato tambem parece com saborosa comilança. Linfo passeio. Adorei. Gostaria mito de visitar a regiao. Bela.
    Alem da beleza dos templos da mesquita e do verde da paisagem, chama a atenção a ponte com os delicados cadeados rosa e o belo LOVE. Lindo. Amei a regiao. Pretendo conhece-la. Essa colina tem algo parecido com um passeio de Hong Kong onde ha um grande Buda.
    Essas postagens mostram uma região inusitada e bela para nós
    habituados ao mesmismo do Ocidente, Bela postagem.

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