You are here
Home > Nova Zelândia > Viagem de ferry entre as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, de Wellington a Picton: Uma linda (e sacolejada) travessia

Viagem de ferry entre as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, de Wellington a Picton: Uma linda (e sacolejada) travessia

A travessia de ferry entre as ilhas Norte e Sul é um dos trajetos mais belos da bela Nova Zelândia — e dos mais fáceis e baratos de fazer. Ele liga Wellington, a capital neozelandesa na ponta da Ilha Norte, até a cidadezinha de Picton na Ilha Sul. 

Um ferry normal, numa viagem de 3,5h atravessando o Estreito de Cook (batizado com o nome do capitão inglês James Cook, o primeiro europeu a navegar aqui), vendo este azulado pedaço do Oceano Pacífico e os recortes verdes na costa das grandes ilhas neozelandesas.

A passagem é melhor você reservar com antecedência para garantir lugar, embora o ferry  seja grande. A reserva você faz online pelo site oficial da InterIslander, a companhia que opera o serviço. Custa 65 dólares neozelandeses (mais ou menos o equivalente a 46 dólares americanos), e há vários horários disponíveis. (Às vezes, alguns lotam, daí a utilidade de fazer a reserva antes.)

Eles têm um serviço, como avião, em que você despacha a sua bagagem maior e a retira na chegada. Daí pode circular pelo navio sem problemas, tomando um café, chupando um picolé de fruta exótica, e tirando fotos.

Serviço de bagagem como num aeroporto.
Picolé de pêra com feijoa, uma fruta pouco conhecida. A Nova Zelândia tem dessas. O irônico, no entanto, foi descobrir que a fruta é sul-americana: chama-se goiaba-serrana foi recebeu o nome internacional de “feijoa” em homenagem ao naturalista brasileiro João Feijó. Lamento muito que a gente no Brasil ainda não faça mais coisas a partir da nossa imensa biodiversidade. Os neozelandeses é que ficam com o dinheiro.

O principal, contudo, é sem dúvidas a paisagem. Tomei o ferry da manhã, e ao deixarmos Wellington para trás vi suas belas e esparsas colinas hoje ensolaradas, após o final de semana de chuva que passei lá. O lugar é muito tranquilo, parecendo que você está deveras distante de todas as tribulações que afligem o mundo.

Vista para as colinas verdes de Wellington a partir do ferry, numa tranquila manhã de segunda-feira. Ah, se todas as manhãs de segunda-feira fossem assim…

Mais adiante, um trecho razoável de mar azul, até chegarmos à linda costa da Ilha Sul — o trecho mais bonito do trajeto — com suas margens entrecortadas, como dedos que se projetam da terra ao mar.

Essa região chama-se Malborough Sounds. Malborough é o nome desse distrito da Ilha Sul, e sounds (que, neste contexto, não tem nada a ver com som) são como os fiordes — braços de mar que adentram a terra —, mas tecnicamente fiordes são formados pelo derretimento de glaciares em eras antigas, como os da Noruega, enquanto que sounds são formados por desembocaduras de rios no mar. Uma diferença técnica só pra você entender o uso da nomenclatura diferente, mas a mesma beleza.

O Oceano Pacífico na travessia do Estreito de Cook, que separa as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia.
Logo as vistas da geografia da Ilha Sul começam a despontar. Ali ao longe, os picos dos chamados Alpes do Sul.
Mais perto, a coisa começa a ficar interessante quando nos aproximamos da costa da Ilha Sul.
As reentrâncias dos Malborough Sounds, na Ilha Sul. Toda a hora final da viagem é por dentre esses lindos braços de mar.
A costa em seus tons de vegetação contrastando com a água do Oceano Pacífico.
Às vezes a paisagem parece até computação gráfica, mas é real.
O sol da manhã sobre a água nos Malborough Sounds.
Conforme nos aproximamos do porto de Picton, ilha adentro, a água do oceano vai ganhando lindos tons de verde.

É um trajeto lindo, mas saiba que sacoleja um pouco. Não é o apocalipse, mas tampouco é uma travessia plácida. Afinal, estamos num oceano. Se você enjoa muito fácil, leve um dramin.

Três horas e meia depois, estávamos lá desembarcando e coletando as nossas bagagens. Caso você esteja viajando de transporte coletivo, vale saber que os ônibus saindo de Picton, na Ilha Sul, todos dão tempo para que os passageiros desembarquem do ferry. Picton é uma cidade minúscula, e quase todos os passageiros dos ônibus são viajantes desembarcando do ferry.

Kia Ora! É o cumprimento Maori que significa algo como “Esteja bem”. Todos os neozelandeses, mesmo os que não são Maori, conhecem. Hora de iniciar as andanças pela Ilha Sul do país.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

2 thoughts on “Viagem de ferry entre as ilhas Norte e Sul da Nova Zelândia, de Wellington a Picton: Uma linda (e sacolejada) travessia

  1. Uaaaauuu!….. que belezas de paisagens!… que belas águas azuis, parecendo com as da Grécia e suas ilhas!… liiiiiiindas!….que colinas verdejantes!.. lindo passeio. Amei o Pacifico ai… um show de cor. E as casinhas na colina são um espetáculo. Belíssima região. Parece mesmo os fiordes Noruegueses. Adorei a postagem e as paisagens. Valeu, viajante, é isso ai, Beleza é para ser conhecida e apreciada.

Deixe uma resposta

Top