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Nova Zelândia: Dicas de viagem, lugares para visitar, e o que fazer

Depois de relatar em detalhes a minha passagem pela Nova Zelândia, vamos a um balanço final — e a algumas dicas e recomendações para quem planeja visitar o país.

  • O que mais gostou.  Das vistas. As paisagens da Nova Zelândia são encantadoras, como compilei aqui. Há mar, montanhas, e lagos serenos.
  • Visita obrigatória. Milford Sound. É o remoto do remoto, na região mais afastada de um dos países mais afastados do mundo. Contudo, é onde você pode ver natureza neozelandesa de verdade, com sua vegetação preservada (e não transformada em pasto). Eu nunca tinha ouvido falar, mas achei encantador. Um brasileiro que estava no meu dormitório em Queenstown me disse “Só por isso já valeu a minha viagem à Nova Zelândia“, e eu faço minhas as palavras dele.
  • O que não gostou. O fato de tanto da natureza da Nova Zelândia ter sido rapada para criação de pastos, e a ausência de uma culinária digna. 
  • Queria ter visto mas não viu. Taupo, na Ilha Norte; e o Franz Josef Glacier, na Ilha Sul.
  • Comida(s) a experimentar. Não espere nada da comida na Nova Zelândia. Prepare-se para fazer suas refeições em restaurantes asiáticos, ou fast food. MAS, não deixe de abusar dos flat whites, se você for fã de café, e recomendo também que experimente uma refeição cozida debaixo da terra, ao estilo tradicional Maori em Rotorua. Nada do outro mundo (ex. peixe assado, batata doce), mas uma boa refeição, e preparada de um modo sui generis
  • Momento mais memorável da visita. Eu poderia citar as chateações na imigração, ou o fedor de ovo podre das termas com enxofre em Rotorua — coisas que sem dúvida jamais sairão da minha memória —, mas optarei por algo positivo: a sensação de estar entre as montanhas, com filetes de água escorrendo entre as rochas, no passeio a Milford Sound, na Ilha Sul.
  • Alguma decepção. Me decepcionei um tiquinho com a visita ao Hobbiton, o cenário de gravação das cenas do Condado nos filmes de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. É legal, mas é uma visita muito breve, e com pouco pra ver, para o preço alto do ticket.
  • Maiores surpresas. A cultura indígena Maori, da qual eu já havia ouvido falar superficialmente, mas que acabou sendo uma das coisas mais interessantes que encontrei na Nova Zelândia. Os Maori não são apenas pessoas interessantes, mas você aprende também sobre a importância fundamental deles na história da Nova Zelândia, e nas coisas que são particulares ao país. Foram uma surpresa agradabilíssima.

Principais dicas

Visto. Brasileiros não necessitam de visto para visitar a Nova Zelândia. É um dos raros países de língua inglesa com quem temos tal acordo bilateral. No entanto, venha preparado com dinheiro, reservas de acomodação, e se possível um itinerário em mente. O mais fundamental é ter uma passagem de avião para o seu próximo destino, ou de volta ao Brasil.

Não traga nada de alimento à Nova Zelândia. Por serem um ecossistema frágil e uma economia altamente dependente de agricultura, eles são muito temerosos com pestes e doenças. Há uma multa instantânea de centenas de dólares se pegarem você na alfândega com algo comestível, a menos que seja muito industrializado. Por via das dúvidas, diga que quer declarar.

Custos, Dinheiro & Câmbio. A Nova Zelândia não é um país barato, embora seja menos caro que a Austrália. Eu diria que são custos parelhos com a Alemanha ou a França, por exemplo.

Uma refeição num fast food ou num restaurante asiático simples sai pelo equivalente a 7-8 USD (dólares americanos) em média. Acomodações há de todo preço; uma cama num albergue sai por coisa de 20 USD a noite.

Transporte não é caro, se você reservar com antecipação (ver aqui o post sobre viajar sem carro na NZ). Alugar carro eu não aluguei, mas ouço dizer que é barato, e pode valer a pena se você estiver viajando em grupo, além de permitir acesso a recantos mais isolados.

Você precisará de dólares neozelandeses, que normalmente são trocados no banco. Não há muuuuuitas casas de câmbio por toda parte como ocorre nos países europeus que não usam o euro (ex. em Budapeste, Praga). Aqui o mais fácil será sacar dinheiro nos caixas automáticos; os do ANZ estão por toda parte e trabalham com cartões emitidos no exterior. Se você não quiser fazer isso, sugiro empilhar-se de dólares neozelandeses antes de ir para lugares mais afastados, onde não encontrará casas de câmbio facilmente.

Voos & como chegar. A parte mais cara de uma viagem à Nova Zelândia é chegar até aqui, neste remoto país. Há voos da Air New Zealand (uma empresa boa) de Buenos Aires e de Santiago (Chile) para Auckland, a maior cidade neozelandesa. Vale ver essas rotas como estão na época em que você quer viajar. Às vezes, há voos mais baratos pela Aerolíneas Argentinas também.

Já se você estiver indo da Ásia, pesquisa os voos da Air Asia, uma cia aérea de baixo custo. Alguns voos com conexão na Austrália são, inclusive, considerados “zona livre” e eximem você de pleitear o visto de trânsito australiano. Vale procurar.

Transporte. Não é impossível percorrer a Nova Zelândia de ônibus. Na verdade, é bem mais prático e agradável do que eu havia imaginado. Veja o meu post sobre locomoção na Nova Zelândia aqui.

Quantos dias em cada lugar? Claro que há sempre aquela resposta genérica do “Depende do que você prefere”. 

Em linhas gerais, a Ilha Norte é mais dotada para visitas urbanas e conhecer a cultura Maori, enquanto que a Ilha Sul é mais para paisagens selvagens e lugares afastados. (Três-quartos da população vive na Ilha Norte.)

As cidades na Nova Zelândia nem de longe são tão interessantes quanto as europeias, então não espere se ocupar muito com elas — mais provavelmente servirão de ponto de parada de 1 ou 2 noites no seu itinerário, quando você estiver viajando de uma parte a outra das ilhas.

Auckland em si é uma cidade meio insossa, mas é onde você provavelmente vai chegar. A menos que você a utilize como ponto de apoio para fazer tours diários (quase todos eles de carro), 2 noites são mais que o bastante para a cidade em si. O mesmo vale para Wellington ou Christchurch.

As exceções ao meu ver são, primeiro, Queenstown, a cidade mais charmosa (e turística) de toda a Nova Zelândia, e recheada de oportunidades de passeios e atividades várias. Você pode cada dia fazer uma coisa. Eu diria que 3 noites são o mínimo, mas pode ficar mais. A segunda é Rotorua, o melhor lugar onde conhecer cultura tradicional Maori, e repleta de passeios com atividades mais natureza também, sobretudo gêisers, termas, essas coisas.  


Se você ficou com alguma dúvida, quer algum toque, ou tem alguma pergunta que eu não respondi, é só pôr abaixo nos comentários.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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