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Samoa, Oceania: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Depois de relatar em detalhes a minha passagem por Samoa, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem desejar visitar o país.

  • O que mais gostou. A comida. Francamente, apesar do exotismo desta localização geográfica tão remota (pra nós), não acho que o Brasil fique atrás em beleza natural. Nem a América Latina deve em calor humano aos afáveis samoanos. Gostei de ambos, mas o que impressionou mais que tudo aqui foi mesmo a deliciosa comida samoana.
  • Visita obrigatória. O show cultural gratuito no Centro de Informações Turísticas, de terça a quinta, em Apia, a capital. É um espetáculo muito competente, amplo, e que oferece de forma muito próxima aquela dimensão humana de Samoa que, do contrário, você só verá naquelas apresentações comerciais de hotel.
  • O que não gostou. Internet cara (U$10/2h de acesso; ver detalhes abaixo), pouca infraestrutura, e ônibus ruins. Você acaba necessitando pagar um motorista ou táxis caros pra quase qualquer deslocamento.
  • Queria ter visto mas não viu. Lalomanu, praia que dizem ser a mais bela de Samoa.
  • Comida(s) a experimentar. Palusami, Kokoesi, Faiai Eleni, entre muitas outras guloseimas com leite de côco ou chocolate. Se você gosta de conhecer comidas típicas, não deixe de conferir o meu post sobre as comidas que experimentei em Samoa.
  • Momento mais memorável da visita. Ir à praia com duas samoanas funcionárias do meu hotel, na ilha de Savai’i. Foi um dia memorável de imersão no que é Samoa.
  • Alguma decepção. A dificuldade de se deslocar entre os lugares, e os falés de praia (beach fales), que os guias turísticos cantam em verso e prosa como algo super interessante, mas que não passam de barracas de palha parecidas como as que você pode encontrar também no Brasil. 
  • Maiores surpresas. Duas coisas. Primeiro, a quantidade de atrações culturais interessantes numa região do mundo que normalmente é cotada sobretudo por sua beleza natural. Segundo, eu não fazia ideia da intensa presença desse missionarismo cristão (sobretudo de denominações fundamentalistas, como mórmons ou testemunhas de Jeová) aqui em Samoa e na Oceania de modo geral. Eu achei que encontraria lugares longínquos de tudo extremamente tradicionais, e descobri que em matéria de religião eles são bastante colonizados.

Principais dicas

Quando ir. Novembro a abril é a época de ciclones tropicais no Oceano Pacífico. Melhor evitar. Maio a outubro é a época preferida, e é também menos quente. A minha viagem foi em junho, e o tempo estava muito agradável. Aquele calor tropical fresco. 

Visto. Brasileiros não necessitam de visto para fazer turismo por até 60 dias em Samoa. Nem é necessário pagar nada na chegada ao aeroporto, nem na partida. Alguns sites dizem ser preciso pagar uma taxa de partida (departure tax), mas eles estão desatualizados. Essa tarifa hoje em dia é incorporada ao custo da passagem de avião.

Segurança. Tudo muito tranquilo. Alguns sites (novamente desatualizados) alertam para se ter cuidado com cães vira-latas raivosos na rua, mas esse já praticamente não é mais um problema.

Lugares para ver. Visite ambas as ilhas (Upolu e Savai’i), se conseguir. Elas têm coisas diferentes, com Savai’i sendo a menos urbanizada das duas.

Apia, a capital de Samoa, merece a sua atenção por pelo menos um dia, para uma visita ao mercado central, ao Centro de Informações Turísticas (com seu show de terça a quinta ao fim da manhã), talvez à bela Igreja da Imaculada Conceição em estilo samoano, e pra ver o jeitão geral da cidade. Lalomanu, na ponta da ilha de Upolu, é tida como uma das mais belas praias de Samoa.

Em Savai’i, o que eu achei mais interessante foram os Alofaaga blowholes, jatos naturais de água do mar por entre as rochas na costa. A Cachoeira de Afu Aau, onde você pode se banhar, também vale a pena. 

Quanto tempo? Eu passei uma semana em Samoa e achei esse o tempo ideal, a menos que você queira investigar cada recanto do país. Um par de dias na capital Apia são mais que o suficiente (de preferência incluindo uma terça, quarta ou quinta, quando há o espetáculo cultural no Centro de Informações Turísticas; vale a pena). 

Como se trata de um país pequeno, o mais prático é instalar-se num lugar e fazer tours diários, bate-e-volta. Basta, portanto, escolher dois hotéis: um na ilha de Upolu, e outro na ilha de Savai’i.

Transporte. O transporte público em Samoa é muito limitado. A única coisa que funciona a rigor é o ferry 4x ao dia entre uma ilha e outra. Se seu orçamento permite, arranje-se com transportes particulares da sua acomodação para o seu deslocamento. Arranje os passeios e os traslados de e para o aeroporto. (É melhor que ficar à mercê dos táxis.) Na capital Apia, você pode passear a pé. 

Já se você for mochileiro e quiser economizar, use os ônibus com atenção. Saiba que eles são apertados, circulam normalmente cheios,  e não têm bagageiro — então você terá que carregar a sua bagagem consigo dentro da muvuca do ônibus. Eles também não tem horário fixo, e sobretudo de tarde são pouco confiáveis. Se você quiser fazer passeios de bate-e-volta com ônibus, melhor ir de manhã para garantir o seu retorno. (Disseram-me aqui que não confiasse em nenhum ônibus após as 14h.)

Há, por fim, turistas que pegam carona pra se deslocar. Depende um pouco de sorte (e da sua aparência, suponho). Encontrei turistas que me disseram ter percorrido tudo de carona, já outros que disseram não ter conseguido carona nenhuma e usado os ônibus.

Custos & Acomodação. Samoa é um país barato, bem barato se você comparar com outros destinos aqui na Oceania, mas coisas voltadas para turistas não são tão baratas assim. (O Sudeste Asiático e partes mais pobres da América Latina são mais baratas em comparação.) 

Pousadas simples com banheiro compartilhado sairão por coisa de US$ 25/noite. Há hotéis de luxo e mais caros, naturalmente. Hostels são quase inexistentes; a opção mais barata são os motéis, que quebram o galho mas são bem básicos, pouco aconchegantes, e nem sempre muito limpos. Pra mim, esses motéis são coisa pra uma ou duas noites no máximo, mas aí vai dos padrões de cada um.

Refeições sairão a preço de Nova Zelândia se você escolher comer nos hotéis ou em locais voltados para turista (U$7-8 um prato num lugar não muito requintado). Já os mercados e as lanchonetes voltadas para os samoanos são extremamente baratas e recomendáveis, se você quiser experimentar algo mais autêntico e economizar ao mesmo tempo. Sobretudo se você estiver em Apia, ou perto de Salelologa no caso da ilha de Savai’i, recomendo uma ida aos respectivos mercadões, onde eles vendem pratos prontos feitos por aquelas senhoras cozinheiras muito hábeis.

Internet. Internet, se você quiser permanecer conectado durante a sua estadia, vai ter que entrar no seu orçamento. Acesso à internet existe e funciona bem (bem melhor do que eu imaginava), mas é caro.

A maioria das acomodações, exceto pelos hoteis mais chiques, não incluirá o wi-fi na tarifa do quarto. Mesmo quando eles dizem que há internet disponível, normalmente nada mais é que um hotspot pra o qual você precisa comprar um pacote de acesso. Ao contrário da Nova Zelândia ou vi pacote de dados (com limites de 500MB etc.), aqui vi mais por tempo de acesso.

A principal rede é a LavaSpot, e o custo é menor se você comprar na própria loja deles em Apia (os hotéis cobram mais caro pela mesma coisa). Eles lhe dão um código de acesso que você pode usar em qualquer dos pontos espalhados pelo país. É fácil e rápido, porém caro. Paguei o equivalente a US$10 por meras 2h de acesso (que você pode “quebrar” do jeito que quiser, contanto que gaste tudo no prazo de 1 ano).

Compras. A quem gosta de comprar souvenirs, há algumas coisas em Samoa, mas não muito. A infraestrutura aqui é bem básica e você não encontrará muitas lojas. Até mesmo a capital Apia tem pouco. As lojas do aeroporto acabam sendo a opção mais acessível, e elas não são exorbitantemente caras. Na cidade o que você facilmente encontrará são panos, tecidos estampados com os padrões floridos aqui do Pacífico. Só fique atento pois, embora sejam típicos daqui, os mais vagabundos são feitos na China. Se você quiser algo decorativo, as talas pintadas à mão podem ser uma boa opção. 


Se você ficou com alguma dúvida, quer algum toque, ou tem alguma pergunta que eu não respondi, é só pôr abaixo nos comentários.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

7 thoughts on “Samoa, Oceania: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

    1. Oi Daniele! É um arrependimento que eu tenho, mas a logística era um tanto complicada, e eu acabei priorizando ir à outra ilha, Savai’i. Ficou pra a próxima vez, mas eu não me preocupei muito porque sabia que vinham muitas outras praias da Oceania aí a caminho. Fiji na segunda-feira 😉 , bjs

    1. Oi Henrique!
      A maneira mais barata é por Buenos Aires, de onde há voos diretos para Auckland, na Nova Zelândia, e de lá para Apia, em Samoa. A Air New Zealand opera ambos o trechos (na minha modesta opinião, uma boa empresa). Saindo de Guarulhos, você consegue essa rota por pouco mais de R$ 5.000 ida e volta se tiver flexibilidade para viajar nas datas de melhor preço.
      Abraços!

  1. Gostei da regiao!… Empolgantes as belezas naturais, curiosos os hábitos, interessante a cultura. Acho que apreciaria a comilança, exceto o peixe cru hahah. Mas nao posso deixar de lamentar o colonialismo religioso. Podante, empobrecedor e pouco respeitoso com as raizes culturais e religiosas de cada povo.

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