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Snaefellsnes e o oeste da Islândia: Paisagens do outro mundo neste mundo

Dos muitos tours que se fazem a partir de Reyjkavík, Snaefellsnes é um dos mais populares. É também um dos mais bonitos, senão “o mais”. Esse nome grande corresponde a uma península no oeste do país, onde você vê praias, colinas, e formações rochosas espetaculares. São das melhores paisagens da Islândia.

Mapa da Islândia, com a península de Snaefellsnes cá no oeste. Essa rodovia que contorna a ilha tem 1,332Km de extensão, então a ilha é pequena mas não é miúda.

Nesse tour eu veria algumas das belas paisagens da Terra, já outras que pareciam estar em outro planeta.

Como nos outros casos, o ônibus ou micro-ônibus da agência passa para buscá-lo no endereço que você indica quando faz a reserva. (Esta foi com a Reykjavík Excursions.) Eu tomei um café, comi umas bobagens compradas do supermercado no dia anterior (pois nem o horário nem os custos na Islândia permitem a você sair para tomar café fora todos os dias antes de sair nos tours), e logo o motorista-guia chegou.

Tomamos rumo, com o céu limpo a nos agraciar, e nossa primeira parada foi entre a estrada e o mar, no início da península.

Vistas da estrada rumo a Snaefellsnes.
Casinha sob o pano de fundo islandês.
Islândia.
O litoral.
As praias aqui na Islândia são de muitos tipos, mas todas elas são muito mais de vistas que para banho.
A costa no começo da Península de Snaefellsnes, na Islândia.
As reentrâncias de mar.

Caminhamos por aquele gramado úmido (assegurando-nos de não escorregar mar adentro), depois nos pedregulhos da beira da praia, sentindo aquelas rochinhas sob os sapatos, e a sentir a brisa do mar no rosto e absorver as vistas.

Como tivemos um tempo de estrada até chegar aqui a Snaefellsnes, esta já era também a nossa parada de almoço. Os almoços nos tours na Islândia normalmente não estão inclusos, e custam o olho da cara. Quer dizer, não é astronômico, mas você paga o equivalente a 10 euros por um prato de sopa com pão, ou 20 euros por uma refeição melhor. Como você há de imaginar, não há opções de lugar. Há somente a única casinha nos arredores.

Nossa parada de almoço foi nesta casa islandesa de 1950. Aqui praticamente todas as paradas para atividades ou refeições são com famílias islandesas que vivem lá e gerem o negócio. Não há franquias de marcas internacionais nem nada do gênero pelo interior da Islândia.
Pão com manteiga e sopa de legumes. Nada mau, mas bem básico.
A sopa com carne de carneiro que a maior parte das pessoas tomou.

Daqui seguimos, fomos ver umas formações curiosas de rocha, e seguir península adentro. Não demoraria a esse céu azul limpo nos trair — como é habitual na Islândia.

A vista quando saímos do almoço na casinha.
Formações curiosas e curvas de rocha que vimos.
Breve a vista já estava assim — e eu de casaco, nesta temperatura que deveria estar uns 13 graus com vento.

Caminhamos em seguida pelo que parecia uma floresta de rochedos cobertos por musgos, e o motorista-guia nos contou sobre os elfos. Não os elfos lindos de O Senhor dos Anéis, mas os elfos da tradição mitológica escandinava, aquelas criaturas pequenas e por vezes travessas, que na crença dos islandeses (e alguns outros nórdicos) podem ficar invisíveis ou se escondem da vista das pessoas, mas são responsáveis por coisas que desaparecem sem explicação evidente, etc.

Algumas pesquisas indicam que mais da metade da população islandesa crê que esses elfos — ou, em geral, o povo escondido (huldufólk), pois há vários tipos de criaturas —não são normalmente vistos mas habitam as rochas, têm suas moradas, e não gostam de ser perturbados.

Normalmente não se trata de uma crença pia, dogmática, mas mais aquela coisa de “não sei ao certo, mas por via das dúvidas…“. Não vi nenhum, já lhes adianto. Mas a coisa aqui chega ao ponto de haver protesto contra certas obras, e de as pessoas se aborrecerem se você ficar jogando pedras em certos lugares.

O pessoal espiritualista certamente terá suas explicações.

Por onde caminhamos, parecendo cenário de O Senhor dos Anéis.
Em meio às rochas onde vivem elfos.

Daqui em diante a paisagem se tornaria mais sobrenatural — ou, se não sobrenatural, ao menos de outro planeta. Mas é do nosso. Veríamos campos de lava solidificada e coberta por musgos.

Lava solidificada coberta por musgos, na Islândia.
Parece que você de repente se encontra na Terra de 2 bilhões de anos atrás. Ou, não fosse pela presença de água, em alguma lua de Júpiter.
A vista de Snaefellsnes.
O mar ali ao lado, completando a sensação National Geographic.

Paramos para um café. Voltamos à Terra. Como dizia a plaquinha diante da cafeteria…

Boas ideias começam com café.

Daqui ainda teríamos uma última parada, a ver colunas de basalto formadas naturalmente na paisagem rochosa. Lembra-se da Hallgrímskirkja, a curiosa igreja de Reykjavík? Seu formato foi inspirado nestas colunas islandesas daqui.

Paredão de colunas de basalto, rocha magmática.
Estas formações, oriundas da atividade vulcânica de milhões de anos atrás aqui na Islândia, inspirou a arquitetura da igreja Hallgrímskirkja em Reykjavík.

No dia seguinte, seria a vez de conferir o sul da Islândia.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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