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As termas da Lagoa Azul (blue lagoon) na Islândia

Esta havia sido uma semana na remota Islândia, encontrando-me com suas paisagens rústicas e a natureza do jeito que ela é aqui: não exuberante como nos trópicos, mas mostrando quase uma Terra primitiva, de rochas, água, escarpas, cachoeiras, gêisers e plantas apenas rasteiras.

Faltava completar a estadia com uma ida obrigatória à Blue Lagoon, a famosa terma de águas azuis da Islândia. É uma boa visita, e útil saber algumas coisas antes de vir aqui. 

O caminho de entrada para a Blue Lagoon é assim.

Depois de fazer vários tours a partir de Reykjavík ao longo dos últimos dias (a Snaefellsnes, à costa sul da Islândia, à fissura continental de Silfra, e pelo “Círculo Dourado”), era hora de fazer as malas. A Islândia é um destino muito caro, então não dá pra ficar a vida toda. 

Meu voo era à tardinha, e a ideia foi combiná-lo a uma ida às termas azuis, que ficam mais próximas do aeroporto que da capital. Há um guarda-volumes, e o transfer que você contrata pela internet faz um leva-e-trás que inclui parada na Blue Lagoon sem custo adicional.

Chegamos, contudo, sem entradas para as termas, e foi preciso esperar um longo tempo até podermos entrar — já que há um limite do número de pessoas. E, embora seja uma atração bem cara, muita gente vem.

Você, quando finalmente tem o acesso liberado, vai a um amplo e labiríntico vestuário, onde homens e mulheres se separam. Dali é preciso tomar uma ducha pelado antes de entrar nas termas. Você guarda seus pertences num armário, carrega a chave magnética numa pulseira de borracha, e depois é só alegria. 

A estrutura é assim.
As pessoas nas termas azuis.

A temperatura da água é entre 37-40 graus, embora algumas partes sejam mais quentes que outras. Você fica num mundo aquático de sonhos, entre os vapores e as águas. Como há um limite no número de pessoas, nunca fica hiper-lotado (não é o Piscinão de Ramos), embora sempre haja várias outras pessoas.

O cenário rochoso nos arredores garante aquela “sensação Islândia”.

A Blue Lagoon.
Alegria islandesa.

Se você está se perguntando por que essa água é azul, se deve aos minerais de sílica. Há também um breve “aroma” de enxofre.

Isso, no entanto, não é um fenômeno natural. Muita da energia gerada da Islândia é geotérmica, de águas quentes subterrâneas. O resultado de uma delas aqui próximo é esta água rica em minerais que acabam com seu cabelo dão essa coloração azul leitosa.

Abaixo algumas dicas e observações a quem gostaria de vir à Blue Lagoon (no post seguinte passo as observações gerais acerca da Islândia). Encerrava-se aqui a minha visita a este remoto país.

Aeroporto, uma última refeição islandesa para me lembrar que a comida aqui foi boa, e rumo aos céus agora em direção a outras paragens.

Refeição final no aeroporto de Keflavik, com manteigas da Islândia e outras gostosuras.

Algumas observações e dicas sobre a Blue Lagoon.

  • Embora não seja um fenômeno natural, a Blue Lagoon e seus minerais não têm nada que faça mal à saúde — exceto ao cabelo. Seu cabelo fica uma palha por causa dos silicatos na água, então há quem prefira não os molhar. Ou então, tome-lhe condicionador. Esteja ciente.
  • Se quiser levar celular ou câmera, é melhor ter um pacote plástico transparente selável. Ainda que seu equipamento seja à prova d´água, pode não ser à prova dos minerais diferentes que há na água. Como em outros lugares desse tipo, você põe seus pertences num armário, cuja chave vai numa pulseira de borracha que você leva consigo no braço pra a água.
  • Mulheres vão se trocar num lado, homens no outro, e é preciso tomar banho nu na área coletiva do vestiário — então que ninguém seja surpreendido. Para entrar na água, você veste de novo a sua roupa de banho.
  • A Blue Lagoon fica perto do aeroporto (Keflavik), fora de Reykjavik. Ótimo de combinar com a chegada ou a saída do país, mas se certifique de que há tempo. São 45min daqui à cidade e 20min ao aeroporto. Há transfer direto (como com a Gray Line, entre outras empresas), e há depósito de bagagem, já que muitos visitantes fazem exatamente isso e param aqui entre a cidade e o avião.
  • Como tudo na Islândia, é caro. Os preços atualizados você encontra no site oficial, e há vários “pacotes” neste spa. A entrada simples, sem tratamentos de pele etc., já saem pelo equivalente a mais de 50 euros. Há um restaurante no lado de fora, e da água há acesso a um bar vendendo bebidas. Tudo é caro, mas por um dia, já que você veio até aqui… 
  • Reserve antecipadamente pela internet, ou prepare-se para esperar muuuuito até ter vaga, pois há um limite no número de banhistas ao mesmo tempo. De preferência, sobretudo se você for combinar esta visita com o horário do seu voo (de chegada ou de saída), vale a pena reservar com vários dias de antecedência para assegurar vaga.

Se houver alguma pergunta, é só pôr abaixo nos comentários.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “As termas da Lagoa Azul (blue lagoon) na Islândia

  1. Bela água. LInda paisagem. Parece uma sauna a céu aberto. Nao sou muito achegada a saunas mas essa temperatura entre 37 e menos que 40 º ainda vai. Muito Interessante. Gostei da Islandia e sua natureza ainda indomada.

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