Vietnã

Bem vindos a Hanói, a capital do Vietnã

(Este será um post longo.)

Esse chapéu redondo de palha de arroz, que muita gente crê chinês, é na verdade mais comum no Vietnã.

Estamos em Hanoi [lê-se “Ranói”], a capital de um país cultural e historicamente riquíssimo. Quase 100 milhões de habitantes, mas ainda muito pouco conhecido no Ocidente — exceto pela guerra que sofreu nas mãos dos Estados Unidos (1955-1975).

A guerra acabou faz 45 anos, e ainda assim é o que as pessoas tinham a dizer quando eu lhes falei que vinha ao Vietnã. Não os culpo, pois na escola nada mais se diz sobre esse país. A mídia também faz a parte dela em nos mal-educar, diariamente fazendo crer que o mundo “lá fora” se resume a Europa e uma dúzia de outros países. Parece que estes outros milhões de seres humanos aqui não existem, ou não importam.

O Vietnã no Sudeste Asiático, um país esguio e comprido, com diferentes climas.

Eu vim então pessoalmente, como de hábito, a conhecer o Vietnã com meus próprios olhos.

Trata-se de um país extenso, 1.650 Km de norte a sul. São portanto diferentes climas. Geograficamente, se divide em regiões norte (fronteira com a China), central (fronteira com o Laos), e sul (fronteira com o Camboja). Cada uma com suas particularidades.

Acompanhem-me. Iniciamos com Hanoi no norte, por onde cheguei ao país. (Visto e outros aspectos práticos eu detalharei no meu post de dicas). Da guerra eu tratarei melhor quando visitar a antiga Saigon, no sul. Há muito mais sobre o Vietnã, como juntos descobriremos.

Era uma vez um templo budista numa manhã nublada e fria de Hanoi.
Eram uma vez mulheres motoqueiras ou vendedoras com seus chapéus.
E era uma vez a tia do café comigo ali.

O Vietnã é o segundo maior produtor mundial de café, viu gente? Fica atrás apenas do Brasil, mas produz o dobro que o 3° lugar (a Colômbia).

E café com leite condensado é o meu combustível aqui no Sudeste Asiático. Há na Tailândia e também aqui no Vietnã. Eu procuro logo que chego, às vezes até antes de sair do aeroporto. Aqui no Vietnã, perceptivelmente mais pobre que a Tailândia (tem a metade da renda per capita, para você ter uma noção mais exata), ele é muitas vezes vendido nessas barraquinhas de rua. Sobre a qualidade a gente vai comentando ao longo da viagem.

As pessoas sempre imaginam o Vietnã como um país ainda destruído pela guerra, mas ele está se reerguendo. É uma das economias que mais crescem no mundo, na esteira da sua vizinha China— e com muitas semelhanças.

Seus aeroportos hoje são melhores que os da maioria das cidades brasileiras. (O tempo passou na janela, e muitas Carolinas não viram.)

Aeroporto de Hanoi.

Era um fim de tarde quando eu cheguei a Hanoi. Um frescor no ar, seus 20 graus, e aquele odor urbano asiático clássico que parece misturar um cheiro úmido de arroz cozido e os efeitos múltiplos da urbanização.

Hanoi tem um tráfego notório, sobretudo de motos, que mais parecem enxames pelas ruas nas múltiplas direções. Mas chegaremos nisso. Por ora, tivemos estrada livre do aeroporto até o centro antigo, onde nos hospedaríamos — e onde recomendo a todos hospedarem-se para sentirem o sabor raiz da capital vietnamita.

As ruas do centro de Hanoi, capital do Vietnã, têm essa vibe bem raiz.
Nosso motorista. Se no Brasil há os “santinhos” dependurados sob o retrovisor, aqui há simpatias budistas ou da religião tradicional chinesa.

Quando chegamos ao Hanoi Friends Inn & Travel, um esquadrão de jovens asiáticos baixinhos e alegres na jaqueta azul do albergue nos acolheu com simpatia. (Fiquei a me perguntar se não havia funcionários demais.)

Uma fazia o check-in, outro ia nos buscar chá, um terceiro assistia com a bagagem, e as demais simplesmente sorriam com atenção. Se no Ocidente é hábito um funcionário o acolher enquanto os outros continuam o que estão fazendo, aqui todos se voltam para você. É curioso. Eu veria isso repetidas vezes.

Os vietnamitas misturam elementos da China e do restante do Sudeste Asiático. São aparentados dos chineses do sul, e por muito tempo — um milênio — foram governados pelo imperador chinês.

Entre 111 a.C. a 938 d.C., esta terra e este povo foram parte da China. Mesmo quando no século X surge um reino independente, eles vão se modelar nos chineses. Fazem um pequenino Império do Vietnã, com o arranjo de monarquia absoluta & rígida burocracia de mandarins governando.

A estética lembra em muito a China.

Pagode no centro do pitoresco Lago Hoan Kiem, no centro de Hanoi. Aquele é o Templo da Montanha de Jade, um breve santuário confucionista e taoísta construído no século XV, e depois reformado no século XIX.
Os motivos, como você pode ver, são muito semelhantes aos chineses.
Moça diante de um altar budista num dos templos que eu visitaria em Hanoi. Note os ideogramas chineses. Embora o Vietnã tenha sua distinta língua própria (o vietnamita), tradicionalmente a escrita era em chinês, tal como todos os diversos povos europeus escreviam em latim.

Quando saímos do albergue para comer já era noite, aquela célebre hora movimentada do “fechar do comércio”, como dizia a minha avó. As pessoas em reboliço voltando pra casa. Só que aqui o comércio nessa hora não fecha, se intensifica. Como a maioria dos outros orientais, os vietnamitas adoram comer na rua, sobretudo à noitinha.

As ruas do centro antigo de Hanoi são elas próprias uma atração. Calçadas ocupadas por banquinhos e mesas plásticas de bodega, vendedores, motos estacionadas, e árvores que se abraçam à fiação. É alta intensidade.

As ruas do centro de Hanoi são assim. (Se você gosta de tranquilidade, eu recomendo a Islândia.)
A noitinha em Hanoi é a hora de todo mundo se sentar às calçadas para comer. Socialização na Ásia é algo sempre acompanhado de comida.
Nas calçadas do centro de Hanoi você tem de tudo, menos espaço por onde caminhar.
Há uma certa ditadura dos veículos como no Brasil, mas pior. Aqui o cidadão tem que andar na rua — às vezes literalmente no meio da rua.

Esqueça sinal de trânsito, faixa de pedestre… essas firulas. Desapegue-se desses conceitos aqui em Hanoi e desperte o Homo sapiens instintivo que há em você. Até mesmo mão e contramão aqui são mais sugestões que regras.

O tráfego em Hanoi é tão louco, mas tão louco, que também ele vira uma atração digna de nota. Não conheço outro mais surreal — nem os da Índia, onde vivi. Isso é porque no Vietnã dominam as motos, e a coisa fica muito mais dinâmica. Parece que você está em meio a um evento de motocross dentro da cidade.

Um cruzamento no centro de Hanoi.

A princípio, você julga que é simplesmente impossível atravessar a rua, que “não tem como”, mas com uma boa dose de despojamento e coragem você se habitua. Atravesse. Nem tão depressa que pareça afronta, nem tão devagar que pareça medo.

Há veículos para todos os lados no “globo da morte” das ruas de Hanoi. Note o Jedi vietnamita ali a tranquilamente a atravessar.
Convenhamos: se essa senhora de pau na mão consegue circular a pé pelo centro de Hanoi, você também consegue. Vai ver é alguma Jedi anciã.

Se alguém estiver curioso para assistir à coisa em movimento, abaixo um curto video que gravei.

Você fica a se perguntar: “Como é que eles não batem?“. Certa feita, um amigo até citou Hanoi como exemplo para explicar a “mão invisível” do Mercado e como ele funciona (bem?) sem regulação.

O mais engraçado, se vocês me permitem rir da pimenta no dos outros, era assistir aos outros turistas tentando atravessar a rua, sobretudo aqueles vindos de países mais ordeiros. Ficam com aquele ar de clara impossibilidade.

Habituado a Feira de Santana, onde o motorista passa por cima de você se você bobear, precisei apenas elevar um pouco mais o nível de destreza. Requer celeridade e olhos atentos.

Quando penso que não, ouço um grito de pânico — daqueles de filme de terror asiático — de uma turista japonesa que achou que seria atropelada. Mas os motoqueiros vietnamitas estão acostumados a esses “encontros imediatos de terceiro grau” e sabem frear. Só não abuse.

Com vida e saúde — e todos os meus ossos no lugar — cheguei ao New Day Restaurant, que eu recomendo. Tem de tudo, menos cachorro. Sim, os vietnamitas comem cachorro (como os espanhóis comem coelho e os belgas comem cavalo). Toda vez que eu via cachorros, temia que fossem parar n’alguma panela. Mas na real eu me surpreendi de ver que muitos aqui tem cão como pet, sobretudo cachorritos pequenos.

O restaurante não o desapontará. Seu cardápio tem diversidade para atender aos mais variados gostos. Note ali, por exemplo, a seção de sapo fresco. Tem até na panela de barro.
A comida vietnamita lembra em muito à comida chinesa, mas tem as suas particularidades que eu comentarei melhor depois.
Se você quiser mais uma referência, este aqui é onde o ex-presidente Barack Obama comeu durante sua visita oficial ao Vietnã em 2016. (O restaurante prontamente mudou de nome para Obama’s Restaurant. Fique aí achando que essas ondas são só de brasileiro.)
Noite adentro, as ruas se pacificam. Ficam assim pitorescas com suas lâmpadas coloridas.

Hanoi tem seu charme, se você souber aproveitar e tiver o jogo de cintura para lidar com os contratempos.

Naquela mesma noite ainda fomos ao cênico Lago Hoan Kiem (“espada recuperada” em vietnamita), um pequeno lago de águas esverdeadas e turvas, seus 150m x 700m, e que você pode portanto contornar em pouco tempo. É uma caminhada agradável pela calçada arborizada que há ao redor.

Mural de cerâmica no Templo de Hoan Kiem, ilustrando a lenda de Kim Qui e a espada recuperada que dá nome ao lago.

Segundo a lenda, em 1428 o imperador vietnamita Le Loi remava neste lago — então chamado de Lago de Águas Verdes — quando uma tartaruga o interpelou. Só que essa não era uma tartaruga qualquer, e sim o deus Kim Qui, que tinha essa forma animal.

Le Loi havia recentemente derrotado os chineses numa guerra de 10 anos após a Dinastia Ming conseguir por um breve período recobrar o controle chinês sobre o Vietnã (1407-1427, até serem expulsos numa revolta liderada por Le Loi em 1428.)

A tartaruga solicitou do imperador a sua espada, Vontade Celeste, com a qual o vietnamita havia derrotado os chineses. A espada, segundo a lenda, pertencia ao divino Rei Dragão, que agora queria recuperar a sua espada mágica. O imperador teria então entregue a espada à tartaruga — essa “Dama do Lago” zoológica — e assim rebatizou o lago como Hoan Kiem, o lago da espada recuperada.

(A propósito, existiam de fato até muito recentemente tartarugas de água doce neste lago. Entretanto, como as tartarugas de água doce da China, são classificadas como “criticamente ameaçadas” de extinção devido à deterioração ambiental. A espécie daqui recebeu o nome científico de Rafetus leloii em homenagem ao imperador.)

Casal discutindo o relacionamento às margens do Lago Hoan Kiem em Hanoi.
Apesar da urbanização e de a limpeza ambiental ainda deixar a desejar, o Lago Hoan Kiem com suas águas verdes continua cênico em Hanoi.
Aquela mesma ponte vermelha da foto acima, aqui iluminada à noite e com o reflexo na água.
O Lago Hoan Kiem à noite, com o pagode também iluminado lá no meio.

Estes arredores do lago e as praças adjacentes à noite se revelaram o point público da juventude em Hanoi. É um lugar agradável para passear, e onde muitos vietnamitas adolescentes ou jovens têm o hábito de abordar turistas para praticar inglês.

Desacostumado a esse hábito de estranhos na Ásia puxarem conversa sem ser treta, eu confesso que fiquei até meio resguardado. Na minha experiência em outras partes da Ásia, logo viria ali alguma oferta comercial, mas não. O rapaz de seus 16 anos só queria mesmo papear sobre generalidades. Despediu-se quando eu tive que atravessar a rua para ver a praça Ly Thai To do outro lado.

Como você imagina a capital do Vietnã à noite?

Veja no vídeo abaixo o movimento juvenil de Hanoi à noite e avalie.

Esse na estátua do vídeo é Ly Thai To (974 -1028), um dos primeiros imperadores vietnamitas, aquele que em 1010 d.C. transferiu a capital para cá. Ele portanto é considerado o fundador de Hanoi, que é há 1000 anos capital do Vietnã.

Ao longo desta viagem falaremos mais da História do Vietnã. O que você precisa saber de imediato é que ele foi independente até 1858, quando então se tornou colônia da França. Só se libertaria em 1945 após a debacle francesa na Segunda Guerra Mundial.

Todavia, bastou libertar-se e já vieram os Estados Unidos tentar impor um governo do seu agrado — sob bala, metralhas e agente laranja.

Ho Chi Minh (1890-1969), taurino teimoso que não aceitou a colonização estrangeira sobre seu povo.

Quem liderou a independência vietnamita diante dos franceses, e depois a maior parte da resistência diante dos norte-americanos, foi Ho Chi Minh (1890-1969).

Seu mausoléu está aqui em Hanoi, e é um dos monumentos da cidade. A antiga Saigon, no sul do país, passou a ser chamada Cidade Ho Chi Minh também em sua homenagem. Afinal, se não fosse sua liderança talvez não houvesse Vietnã soberano.

O Vietnã hoje é um país comunista de partido único como a vizinha China. Está longe de ser exemplo de liberdades políticas, mas economicamente tem sido cada vez mais próspero — como no caso dos chineses.

A bandeira do Vietnã hasteada diante do Mausoléu de Ho Chi Minh, onde estão seus restos mortais.
O Mausoléu de Ho Chi Minh em Hanoi.
A longa avenida oficialesca onde o mausoléu se encontra. Não passam veículos que não sejam oficiais aqui.

Apesar de parecer distante, você faz tudo a pé aqui, se gostar de caminhar. Vale a pena para conhecer as diversas partes da cidade.

Se, por exemplo, você acha que a colonização francesa não deve ter sido tão ruim assim, visite a Prisão Hoa Lo (Hoa Lo Prison). Ela foi construída pelos franceses na década de 1880 para deter prisioneiros políticos, aqueles que se agitavam por independência. Não faltavam grotescas formas de tortura perpetrada aqui enquanto os franceses viviam o que eles chamavam de Belle Époque.

A antiga Prisão Hoa Lo é hoje um museu, que conserva a alcunha francesa de Maison Centrale (“Casa Central”). Aqui, alunos de escola vindo conhecer mais do que seus antepassados sofreram em mãos estrangeiras.

Porém, como venho dizendo, as guerras fizeram parte da História do Vietnã mas não são tudo.

Há muita beleza por aqui. Recomendo visitarem o tradicional Templo de Literatura & Universidade Nacional (Temple of Literature & National University, ou Văn Miếu em vietnamita), um pitoresco centro de saber inaugurado em 1070, revestido de jardins e arquitetura de época.

Ali foi estabelecida no século XI a Academia Imperial, nos moldes da chinesa, para treinar e selecionar os mandarins do serviço público vietnamita. Nem todo mundo sabe, mas os homens da administração pública na China tradicional, assim como no Vietnã medieval, eram selecionados não por indicação, mas em concursos públicos (sim), em testes sobre as obras clássicas de Confúcio e outros mestres sobre como gerir um Estado.

(É óbvio que havia subornos, propina etc., mas também houve muita gente que nasceu de famílias simples e ganhou prestígio através do serviço público, uma ascensão social pouco imaginável na Europa medieval onde seu lugar na sociedade era pré-determinado de berço.)

O portal de entrada para o Templo de Literatura, que veio a se tornar Universidade Nacional. A instituição existe desde 1070 aqui no Vietnã. (Para efeito de comparação, a mais antiga das universidades europeias, a Universidade de Bolonha, data de 1088.)
Eu maroteando à entrada do templo vietnamita.
Jardins dos pátios internos com alguns formandos no uniforme atual da instituição.
A partir do século XV, passaram a construir estes marcos comemorativos com os nomes daqueles que atingiam o grau máximo de seus estudos escolásticos, o que chamaríamos de doutorado. Note como elas são feitas por sobre uma figura de tartaruga, símbolo de longevidade aqui.
A educação tradicional confucionista mistura-se com a religião tradicional desta parte do mundo, de culto aos ancestrais, crença numa dimensão espiritual paralela, etc. Aqui, um altar com oferendas e uma esguia figura da Fênix, outro animal muito simbólico aqui no Vietnã. (Para saber mais sobre a religião tradicional, você pode ler este post em Hong Kong, onde dou maiores detalhes.)
Um altar com oferendas e a figura de um sábio. Pode ser o próprio Confúcio ou outro dos clássicos chineses da mesma linha, como Mêncio. O confucionismo é um corpo de ideias e práticas tradicionais chinesas que tem como valor central a harmonia, desde a família à civilização como um todo.

Embora estejamos no Vietnã, tradicionalmente escrevia-se em caracteres chineses — tal qual a Europa medieval toda escrevia em latim. Você ainda vê isso nos templos. Há também templos budistas em Hanoi.

Templo budista em Hanoi. Note como há elementos semelhantes (ex. as oferendas) e estética semelhança à usada no confuncionismo.
Mulheres orando. Note os ideogramas chineses.

Antes que me perguntem, a língua vietnamita é bem diferente do mandarim chinês. Ela também tem tons, mas são outros tons.

Num outro post eu conto por que é que no dia-dia eles usam o alfabeto latino, cheio daqueles sinais estranhos pra indicar qual o tom da palavra. Tipo trường Việt ngữ, que quer dizer “escolas de idioma vietnamita”. (Nome para o seu próximo animal de estimação.)

Eu termino esta minha volta em Hanoi com uma das atrações mais singelas e culturais da cidade, seu tradicional Teatro Aquático de Fantoches (water puppet show, caso você precise dizer a alguém na cidade). Estima-se que essa arte exista aqui desde o século XI, apresentando de forma sublime temas da simples vida rural — com seus elementos mitológicos.

A apresentação realmente se dá sobre uma água. Antigamente, era feita no interior sobre a plantações alagadas de arroz de várzea. Acompanhando, há música tradicional vietnamita, como essa que você ouve abaixo com um monocórdio (esse instrumento típico aí que a moça está tocando).

As apresentações atualmente se dão no teatro Thăng Long, ao lado do Lago Hoan Kiem em Hanoi. O espetáculo de 1h ocorre todos os fins de tarde em diversos horários. Não me pareceu necessário (ou sequer possível) comprar ingressos antecipadamente pela internet (exceto talvez através de um hotel ou agência), mas vale a pena tentar comprar um dia antes ou na manhã do mesmo dia. (Os horários atualizados você encontra neste site.)

Abaixo, uma pequena palhinha do que vi. Há uma história contada em vários atos, que você pode tentar sacar mesmo sem entender vietnamita, mas o mais legal pra mim foi esse tipo inusitado de arte.

E ficaram as pessoas achando que eu vinha para um país onde só havia a guerra… Bom, agora vocês também já sabem que o Vietnã tem muito mais. As andanças aqui só estão começando.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

4 Replies to “Bem vindos a Hanói, a capital do Vietnã

  1. Uaaaaauuu que espetáculo…Eita que essa Ásia é maravilhosa.. incrivel, fantástica. Que maravilha ver essa cidade efervescente, agitada, com seu povo alegre sorridente, cheio de energia, apesar do pandemônio do tráfego hahaha. Dei boas risadas, com o banzé hahaha. Quel’ hourreurrrr. Surpreendente, Hanoi. Pelo visto bem arborizada, com uma juventude alegre, belos monumentos, uma historia de lutas e superação e muito interessante patrimônio artístico, cultural e, sobretudo religioso. Belíssimas manifestações culturais, Cheias de simbologia, musicais, ricas em cores e significação. Gostei muito. Adoro esse espirito da Ásia, amo a Ásia. Impar..

  2. Muito importante , meu jovem amigo viajante no terrível papel deseducador e parcial de parte da imprensa, particularmente aqui pelo Brasil onde ela desinforma e transforma o povão em teleguiados, pois repetem as bobageiras que ela tem interesse em difundir. a imprensa aqui tem colaborado para tornar o povão alienado e sem noção da realidade brasileira. Um terror. Lamentável.

  3. Belíssimos esses templos. Coloridos, cheios de vida e de energia. Adoro essa religiosidade dos asiáticos. Muito bonita e significativa. Povo simples e cordial.
    Esse cafezinho com leite condensado esta com a cara ótima.
    Belíssimo esse aeroporto. O daqui de Salvador, ate hoje roda mexe e continua horrível. Parece que quanto mais reforma pior fica hahah.
    Lindo lago. Belo luminoso e sugestivo pagode. Acho lindas e simbólicas essas estruturas. Monumentais. Eita Ásia bonita.
    hahahaha rapaz, que loucura esse comercio com esse enxame de motos e essas curiosas cadeirinhas hahah. hahaha interessantíssima essa ”hora da merenda”. quanta socialização hahah até as crianças. Sui generis… original..haha
    hahaha adorei, faixa de pedestre e sinal de transito como firulas hahahaha ora ora… Aqui no Brasil tem e nem por isso são respeitados. Meu jovem, ri horrores. Adorei o video.. engraçadissimo hahahah
    Vilgen comem cachorro e sapos arrrrremaria..Jisuis.. Pobre dos cachorrinhos e eca para os sapos. Ô coragem.. arrrrg. Uhum um um. Deus é mais.
    Bem bonitinhas as ruas com ventarolas coloridas. E esta orla do lago também. A cidade parece ter bem verde.
    Muito bonito o mausoléu de Ho Chi Minh. Era famoso. Falava-se muito nele ha um tempo atrás. Merecido.
    Terríveis esse colonizados. Mudam de língua mas os métodos cruéis continuam sendo os mesmos. até porque os objetivos são os mesmos e sobejamente conhecidos.
    Belíssimo esse Templo da Literatura, e que antigo!..Que bom ver os jovens interessados nos livros. Aqui no Brasil é algo preocupante o afastamento dos jovens dos livros e dos estudos.
    Interessante esse teatro aquático.
    Adorei a postagem. Curiosa, instrutiva, divertida e bela. Prazer em conhecê-la, Hanoi.

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