Colômbia

Fotos extras de Cartagena das Índias, Colômbia

A Colômbia é a altiva irmã menor do Brasil. Esqueçam Argentina, Portugal ou qualquer outro: é a Colômbia, a meu ver, o país mais parecido com o Brasil dentre todos por onde passei.

Café com mestiçagem. Alma latina com componentes indígenas, africanos e europeu. Cultura vibrante, especialmente na costa, mais solta, contrastando com um interior mais reservado — e por aí vai. Poderia-se fazer toda uma análise. Ou se pode simplesmente vê-la e constatar. 

Cartagena das Índias, provavelmente a cidade colombiana mais pitoresca de todas (e das mais simpáticas da América Latina e do mundo), foi dos posts mais lidos aqui este ano. Então resolvi adicionar este suplemento de algumas fotos extras, aquilo que no cinema seriam “os cortes do diretor”. 

Para quem ficou com gostinho de quero mais, aqui vai.

Numa rua de Cartagena…
Muralha no centro histórico.
As charretes.
Aspecto colonial bem conservado, ao anoitecer.
O Teatro Colon, restaurado.
Tapa na cara. Coisas da arte de rua colombiana. No bairro Getsemaní, onde me hospedei. 
As ruas algo degradadas porém artísticas, como em muitas zonas históricas também do Brasil.
Bolo de aipim (ou macaxeira ou mandioca) que eu comprei. Aceitável, comparável ao de algumas padarias brasileiras, mas incomparável a um bolo caseiro bem-feito.
Como no Brasil, há destes figuras que ficam plantados proseando na venda.
Antiga igreja de pedra na Cidade Amuralhada de Cartagena.
São Pedro Claver, patrono da cidade e dos escravos na Colômbia.
O casario colonial colorido de outrora.
Noli me tangere. Em latim, as palavras que Jesus ressuscitado teria dito a Maria Madalena, a primeira a vê-lo (João 20: 16-18). Aqui, postas num monumento erigido em 1911 para o centenário da independência colombiana. Como que um aviso a outrem.
Com o Mar do Caribe por detrás.
No interior do Convento de São Pedro Claver, construído a partir de 1580.
Suas ruelas enfeitadas.
Cartagena tem muita arte de muro, como você já deve ter notado. Esta aqui no bairro Getsemaní.
Há também artes de outros tipos, como Gertrudis, a obra do famoso artista colombiano Fernando Botero, notório por suas figuras parrudas.
Não sei o que isto significa em espanhol.
Igrejitas pitorescas.
Las Bóvedas, do artigo mosteiro de Santa Catalina. Hoje, com muitas senhoras negras e suas frutas a esperar turistas brancos.
Las Bóvedas são extensas, em amarelo, repletas de lojas e artesanias.
Arte e dança à noite nas ruas e praças.
Não sei se há relação com a brasileira. Embaixo, o dizer famoso atribuído à pintora mexicana Frida Kahlo: “Onde não possas amar, não te demores.
Havia um pão de queijo no meu caminho. É claro que em Minas se fazem melhores, mas este era comparável aos de aeroporto que se encontram Brasil afora.
Olha o centro histórico de Cartagena iluminado à noite.
Durante o dia.
A cidade ao entardecer, suas ruas movimentadas e vendedores de arepas, as tradicionais merendas de massa de milho. Foi ali que eu conheci a Digna Rosa.
Uma arepa é assim, amanteigada, com queijo branco dentro e o sabor de milho na massa.
Um lugar tradicional, pois. (“Não temos wi-fi. FALEM entre vocês.”)
Os pégasos de uma cidade que já voou longe, à época colonial um dos maiores portos da América hispânica.
Hoje, a Cartagena moderna fica lá, com a região hoteleira. (Eu optei por ficar cá, na região histórica — de personalidade mais autêntica.)
Os pores do sol continuam encantados, como notava esse rapaz que tocava flauta.
À noite, um dos muitos espetáculos de rua que há, sobretudo na alta estação (dezembro a abril), fresquinha e sem furacões.

Se você ainda não vi meu longo post original sobre Cartagena, ei-lo aqui.

Após andar pela América Central, eu estava de volta à Colômbia para ver algo mais dela.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One Reply to “Fotos extras de Cartagena das Índias, Colômbia

  1. Ihhhh que maravilha.. Meu jovem, que beleza de cidade. Estou encantada, com o colorido, com a Arquitetura, com os murais, com os motivos, as manifestações artísticas e culturais, da encantadora Cartagena. Arremaria… É linda demais .
    Essas fotos são tão ou mais bonitas ainda que as anteriores. Nossa!.. espetaculares… Cada uma mais bela que a outra. Essa foto do anoitecer nessa ruelinha com lampiões acesos e o céu a escurecer, parece cena de happy end de filme romântico!,,, Liiido. liiinndo!… Que cenográfica a cidade!… Coisa de cinema, diria um amigo meu. Fantástica.
    O belíssimo mar do Caribe, o patio do convento com suas fabulosas arcadas, as ruelinhas com os murais coloridos, a arte maravilhosa de rua, as flores, as cores, os estilos, são magníficos. Majestosos, ímpares.
    Amei esse pôr de sol, com o céu com seus tons de azul rosados, soberbos. E que solão este ao anoitecer. Lindo.
    Belíssima região. Quanto mais olho mais gosto e mais acho detalhes para apreciar.
    Lindas essas danças em trajes tipicas . Maravilhosa essa cultura.
    Amei a avenida com os Pégasus. Lindos monumentos.
    Esse casarão avarandado à noite, florido e iluminado e ao fundo a cúpula da igreja iluminada
    é surrreal. Parece ter saído do picel de um grande artista. impressionantes a beleza e a graça do local. Lindo, romântico, uma graça. Amei. Ficaria ali apreciando o rico cenário até o sono bater. Muito gracioso.
    Lindo casario com os tons em amarelo queimado e rosa antigo. Fascinantes. Adoro tons assim, e essa arquitetura antiga, charmosa, elegante, entao, um primor. Amo. E o que dizer dos vitrais? Muito bonitos, vistosos e bem trabalhados.
    Que balcões, fantásticos, lindas as ruelinhas coloridas, enfeitadas, as igrejas no seu amarelo e branco, suas pracinhas, sua cultural vida noturna… Surpresa fiquei com tanta beleza. Já conhecia a fama de Cartagena mas não a sabia tao bela e tao rica. Um encanto tudo.
    O bafafá parece ser característico das cidades latino americanas principalmente brasileiras do N-NE.
    Fiquei penalizada do senhor, meu jovem amigo viajante, nordestino que é, comer esse bolo que mais parece de mandioca que de aimpim hahah.. Ô coitado… Certamente acostumado aos deliciosos e macios bolos de aimpim e milho verde do NE,deve ter estranhado esses ai. Mas são os ossos do oficio. hahaha.
    Lindas postagem. Linda região.
    Parabéns pelas fotos, pela viagem e pela publicação. Um colírio para os olhos latino-americanos amantes da beleza, da cultura e da História. Obrigada, Jovem viajante. que venham mais belezas.

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