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30 lugares aonde quero ir até 2030

“Aonde você ainda não foi?, as pessoas frequentemente me perguntam. Aqui eu respondo não somente aonde ainda não fui, como também aonde pretendo ir em breve.

Lá se vão 10 anos desde que comecei a escrever este blog mais regularmente. Se eu voltasse a esse momento de 2010, estava fazendo o meu primeiro mochilão pela Europa e logo iniciaria minha descoberta da Índia — o gatilho para escrever minhas experiências de vida. Eu tinha também sonhos de conhecer a Tailândia, a Rússia, Portugal, o México e tantos outros lugares que acabei por ver (às vezes mais de uma vez!) e que estão aqui relatados.

Nunca fiz segredo de que pretendo visitar todos os países (estou na casa dos 100, portanto aproximadamente a metade), mas viajar o mundo requer certa paciência e escolha do que ver primeiro. Essa escolha é, todavia, menos uma coisa de cabeça e mais de coração. Por onde ele mais bate?

Revelo aqui 30 lugares que desejo conhecer até 2030. O horizonte pode parecer longo, mas é que para ser um plano e não apenas uma vontade, precisa ser realista. Se você reparar, significa ir em média a três destes destinos todos os anos, o que é um certo desafio para quem trabalha em tempo integral.

Certamente, estes tampouco serão os únicos destinos aonde irei. Haverá lugares mais próximos, lugares que reverei, e outros aonde irei a trabalho ou para visitar amigos. Eu gostaria, no entanto, de ter esses 30 contemplados, pois já adquiriram uma certa magia no meu coração.

A lista é sem ordem específica de preferência. Caso se surpreenda de não encontrar algum lugar específico, mais provavelmente é porque a ele eu já fui. Se ainda não está relatado aqui no site, breve estará. Da metade do mundo que ainda me falta descobrir, estes 30 lugares são no momento os que mais anseio conhecer.

Acompanhem-me e vocês verão o esmiuçar em relatos de cada um deles.

Pingyao, China.

01. China continental   

Eu já fui mais de uma vez a Hong Kong e também a Macau, como relatei aqui. Porém, me falta conhecer a China propriamente dita, fora dessas cidades especiais. Embrenhar-me pelo povaréu, as paisagens, a adrenérgica ausência do inglês.

A China me fascina com sua rica História e sua cultura. Ou melhor, culturas, no plural, pois sei que há imensa diversidade regional por conhecer. É uma viagem que teria feito em 2020, não fosse pela pandemia, mas que eu sei que foi simplesmente adiada. Virá, e não tardará. Esperem vê-la em breve aqui.

Parque Nacional do Serengeti, Tanzânia.

02. Tanzânia

Eu, como tantos, passei horas e horas da minha adolescência assistindo àqueles documentários Discovery sobre vida selvagem na África. Formei-me biólogo e trabalho hoje com pesquisa ambiental em parte por causa deles. Tenho ainda na memória a voz do narrador falando no Serengeti, que eu até recentemente nem sabia que ficava na Tanzânia. 

Mas fica, e eu lá pretendo ir assim que puder. A conhecer não apenas a vida selvagem, mas também as pessoas, as culturas da África Oriental, a famosa ilha de Zanzibar na costa, e o Monte Kilimanjaro.

Trem pelas colinas em Ella, Sri Lanka.

03. Sri Lanka

O máximo que fiz foi uma conexão de voo no Sri Lanka, um oi-me-aguarde-que-eu-volto-aqui. Eu já conheci o pitoresco sul da Índia, de pessoas que inclusive acho mais simpáticas que no norte, mas jamais cruzei o mar para chegar a esta soberana ilha. Meus amigos do Sri Lanka fazem questão de observar que são diferentes dos indianos.

Quero sentir novamente aquela atmosfera costeira do Oceano Índico, com pessoas em suas roupas coloridas, mulheres com flores no cabelo, e o cheiro das especiarias.

Zona colonial de Santo Domingo, República Dominicana.

04. República Dominicana

Tenho vontade de ainda conhecer o mais antigo centro histórico colonial das Américas, aquele de Santo Domingo, a capital da República Dominicana. O Caribe tem belas praias que também pretendo ver — Punta Cana a mais famosa delas nesse país — mas eu gostaria de ir mais além.

Está há muitos anos na minha lista. Não veio a hora ainda, mas ela virá.

Alberobello, Puglia, Itália.

05. Puglia, Itália

Já fui diversas vezes à Itália, mas ainda não conheço tanto quanto gostaria do seu sul. Já visitei a Sicília, mas a Puglia — o salto da bota — em particular já há anos me atiça.

Vejo Bari no mapa e fico a imaginar seu casario, suas vistas. Imagino as construções barrocas costeiras de Lecce e os trulli, essas típicas casinhas brancas de Alberobello.

Sydney Opera House, Austrália.

06. Austrália

Eis o maior país que eu ainda não conheço. Alguns amigos ficam até pasmos, “Como assim você já foi até à Mongólia e nunca foi à Austrália?“. Eu aqui defenderia a fascinante cultura mongol, mas reitero que pretendo finalmente visitar a ilha-continente nesta próxima década. 

É que ela fica longe de quase tudo o mais, e a Austrália não se visita numa viagem curta e casual. Eu quase fui em 2015 numa janela de oportunidade que se abriu e fechou. Não aconteceu ainda, mas o país segue na minha lista.

Garçonete em Cabo Verde.

07. Cabo Verde

Eu olho para o sorriso dessa moça e como que já imagino o seu sotaque “cabo-verdiano”, com a língua nos dentes. Eu, que tenho parte da minha ancestralidade ali, morro de vontade de conhecer esse arquipélago lusófono na costa da África Ocidental, por toda a sua História, seu parentesco cultural conosco, e — por que não — as suas praias e paisagens.

Eu estive a ponto de reservar uma passagem direta de Salvador à Ilha do Sal, para ter o deleite histórico de finalmente ver o Nordeste do Brasil diretamente conectado com a África sem a necessária conexão colonial em Lisboa. A finada Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV, agora ressuscitada com o nome de Cabo Verde Airlines) me passou uma rasteira suspendendo a rota antes mesmo de a pandemia chegar; mas deixe estar, o seu chá da cá-te-espero está sendo feito.

Domo da Rocha, Jerusalém.

08. Israel & Palestina

Se eu estivesse listando cidades, Jerusalém talvez seria a mais notável das que ainda não conheço. Estive perto de visitar Israel e a Palestina algumas vezes — a mais recente delas no começo de 2020, quando assassinaram o General Suleimani às vésperas de eu comprar passagem e a temperatura na região subiu.

A temperatura lá nunca está tão baixa, mas acharei uma oportunidade. Quero conhecer tanto Jerusalém quanto as demais cidades históricas da região e, por que não, sentir um pouco de perto as tensões políticas e humanas que ali há. Creio no valor da experiência direta.

Jalapão, Tocantins, Brasil.

09. Parque do Jalapão, Brasil

Eu não costumo escrever muito sobre minhas experiências no Brasil (santo de casa não faz milagre?), mas é apenas para dar chance primeiro ao que é mais exótico a quem me lê. Faz mais a diferença que eu escreva sobre o Quirguistão ou a Noruega do que sobre quando eu morei em Belo Horizonte.

Embora eu já tenha visitado 18 estados e vivido em três regiões, ainda há muitos lugares por conhecer no nosso continental Brasil. O Parque do Jalapão em Tocantins é um deles, pois foi algo que só mais recentemente “surgiu” como destino turístico. Não pretendo me demorar a ir.

Semana medieval em Visby, ilha de Gotland, Suécia.

10. Visby, Suécia

Essa para mim está atualmente perto de casa, já que no momento eu moro em Estocolmo. A cidade viking de Visby, na ilha de Gotland aqui no Mar Báltico a um pulo da capital sueca, todos os anos organiza em agosto uma Semana Medieval. Milhares de visitantes vão à pitoresca cidade histórica participar de encenações de época por entre as muralhas e ruas antigas. 

É imperativo reservar com meses e meses de antecedência. O ano de 2020 pegou todo mundo de surpresa, mas pior do que isso os Vikings já passaram e as tradições seguem aí.

Quem sabe até tiro alguma foto vestido de armadura para vocês.

Ponte Golden Gate, San Francisco, EUA.

11. Califórnia, EUA

Eu já fui mais de uma vez aos Estados Unidos, mas faz tempo. Conheci algo da costa leste, Nova York, a Flórida (um dia retorno lá para daí relatar), porém meu desejo de conhecer a Califórnia segue ainda por ser realizado. San Francisco, o Parque Yosemite, as sequoias-gigantes… 

Um dia ainda vou fazer e narrar um California dreaming, e acho que será nesta década.

Deadvlei, Namíbia.

12. Namíbia

Não é tão costumeiro que eu veja várias pessoas irem aonde eu ainda não fui, mas a Namíbia tem se tornado um desses lugares. Olho com admiração as vistas surreais do Deserto do Kalahari e outros naquele país da África meridional.

Isso sem falar na vida selvagem, nas culturas, e na sua História de ter sofrido o primeiro genocídio do século XX, nas mãos dos colonizadores alemães pais da geração hitleriana. Questões difíceis, mas importantes. O país tem um quilate histórico e natural que ainda quero conferir de perto.

Havana, Cuba.

13. Cuba

Com tanta onda de “Vai pra Cuba!” nestes últimos tempos no Brasil, eu não sei por que até hoje ainda não fui fazer uma visita. Falta de curiosidade não foi. Basta escutar Buena Vista Social Club, ouvir um mambo, avistar um copo de cuba libre à beira-mar, e já bate aquela vontade de ir vivenciar. Eu não fumo, mas se bobear lá eu arrumo até um charuto.

Cuba é especial por muitas razões, e tenho certeza de que unicamente pitoresca com seus carros dos anos 1950 e tudo o mais que há lá. Está na lista — e pretendo ir antes que a coisa se transforme demais.

Kamtchatka, Rússia.

14. Yakutsk e Kamtchatka, Rússia

Estes são dois lugares distintos, mas próximos — na medida em que duas coisas são “próximas” na imensidade da Rússia.

Eu já fui três vezes a esse que é o maior país do mundo, e o atravessei de Moscou até Vladivostok na famosa Ferrovia Trans-Siberiana. Porém, faltam-me alguns lugares, e deles os que mais me chamam a atenção o coração são Yakutsk e Kamtchatka.

O primeiro é uma república semi-autônoma no nordeste da Rússia, com seus habitantes xamanistas e de feição asiática. O segundo é aquela selvagem península russa ao norte do Japão, uma “terra de ninguém” onde ursos marrons saltam à sombra de vulcões e os vales indomados parecem saídos de um conto de fantasia.

Catedral de Orleans, França.

15. Orléans e Chartres, França

Eu não sei ao certo quantas vezes fui à França (morando na Europa fica fácil), mas há sempre algo por ver neste país. Daquilo que ainda não vi, o que mais me chama talvez seja a área de Orléans e Chartres, onde muito se lutou da Guerra dos Cem Anos nos tempos de Joana D’Arc. Uma França arquetípica do tempo medieval quando mal existia ainda propriamente França do modo como a conhecemos hoje. Irei.

Igrejas talhadas na rocha em Lalibela, Etiópia.

16. Etiópia

A Etiópia já está há tempos na minha lista de desejos, pelo menos desde que provei sua comida da primeira vez, há mais de 10 anos. Pouco se aprende dele no Brasil a não ser a imagem que gerou na década de 80 como lugar onde o povo passa fome, mas o país africano que nunca foi colonizado é incrivelmente rico de História, cultura, e natureza — e já não há mais tanta miséria quanto antes.  

Do tamanho do Pará, portanto maior que toda a Região Sudeste junta, a Etiópia tem uma das cabeceiras do Rio Nilo, a surreal Depressão de Danakil (o lugar mais quente da Terra), as igrejas talhadas na rocha da sua antiga tradição cristã, e mais. Tenho muita vontade de ver tudo isso.

Taipei, Taiwan.

17. Taiwan

Assim como quero ir à China continental, também pretendo conhecer Taiwan, a ilha soberana que é a outra China, formalmente a República da China (enquanto que Pequim é capital da República Popular da China). 

Acho que até hoje ainda não fui mais devido à exigência de visto para brasileiros que por qualquer outra razão. Não deixarei de ir por causa disso. Até com taiwanês eu já morei e até hoje não fui conhecer o país. Daqui a 2030 isso deve mudar.

Estátuas Moai sob o sol.

18. Rapa Nui (Ilha de Páscoa), Chile

A Ilha de Páscoa, mais adequadamente chamada pelo nome nativo de Rapa Nui da sua população polinésia, é a ilha habitada que fica mais distante de qualquer continente. “Perdida” no Oceano Pacífico a 3.600 Km da costa chilena, confesso que este para mim é um certo destino-troféu, daqueles onde só o fato de ser tão remoto já lhe dá um frisson.

Esse “lugar fim-do-mundo” para mim foi por muito tempo o Taiti, sobre o qual eu nutria fantasias tropicais. Acabei por conhecê-lo há uns anos atrás e não me decepcionei. Pelo contrário, encantei-me pela Polinésia e fiquei com gosto de voltar para conhecer as ilhas que faltaram. Falta-me juntar dinheiro.

Morro Dois Irmãos, Praia da Cacimba do Padre.

19. Fernando de Noronha, Brasil

Falando em dinheiro e falando em ilha, Fernando de Noronha segue na minha lista. Já está lá há anos, desde antes de ser tão famosa. Demorei, o Brasil quase inteiro foi na minha frente com seus smartphones pôr o arquipélago no Instagram, mas ainda quero conhecer.

Espero que a febre passe um pouco — e, sobretudo, que o ambiente do lugar resista. Como não é sempre que eu estou no Brasil, preciso achar uma oportunidade, mas acharei.

Como dizia brincando um amigo meu que conheci mochilando na Ásia: “Ainda junto dinheiro pra ir pra Noronha.

Vendedora de artesanias em Saint-Louis, Senegal.

20. Senegal

Sene, Sene, Sene… Sene, Senegaaaal ♫. Eu mal consigo pensar no nome do país sem me lembrar da clássica canção da Banda Reflexu’s, a mesma que cantou Madagascar e tanto das nações africanas.

É mais um país aonde eu teria ido já em 2020, não tivesse sido pela COVID-19 e a rasteira que a Transportes Aéreos de Cabo Verde me passou.

Não importa; só fez adiar o sonho. Farei questão de conhecer assim que possível essa nação muçulmana da África Ocidental, com toda a sua História compartilhada com o Brasil, sua Ilha de Goreia de onde partiram milhões de escravos às Américas, e toda a cultura nativa. 

Llao Llao, Bariloche.

21. Bariloche, Argentina

Talvez nenhum destino me seja tão antigo na cabeça quanto Bariloche. Lembro-me de nem ter 10 anos de idade ainda e os adultos à minha volta já cogitarem em voz alta uma viagem a Bariloche — naquele tempo em que quase ninguém no Brasil viajava sem usar uma agência de turismo.

Bariloche sumiu e voltou ao meu radar. Como um acerto de contas antigo, ela ainda paira, seduzindo-me também com suas paisagens e natureza. Irei. Deve finalmente acontecer nestes próximos anos, certamente combinada a um devido reencontro com Buenos Aires. 

Nova Orleans, Louisiana.

22. Nova Orleans, Louisiana, EUA

Do ponto de vista cultural, eu nunca me interessei demais pelos EUA, porque lá já fui mais de uma vez e acho que uma centena de outros países são culturalmente mais interessantes. Cultura de massa por cultura de massa, não se precisa ir lá.

Porém, no meu coração a Louisiana ocupa um lugar distinto, todo especial como um bastião de cultura de raiz afroamericana. Não sei se irei durante uma famosa Terça-feira Gorda, de Carnaval, mas pretendo quitar esta dívida, escutar um jazz, um soul, comer algo típico com tempero cajun e conversar com as pessoas naquele sotaque local.

Memorial da Rainha Vitória, Calcutá, Índia.

23. Calcutá, Índia

Eu sempre que relembro os meses que passei na Índia, percorrendo-a de norte a sul, fico com a pulga atrás da orelha por não ter visto ainda Calcutá, sua capital colonial dos tempos em que estas terras de Gandhi eram a mais valiosa joia da coroa britânica.

Lá se vão quase 10 anos desde as muitas e inesquecíveis experiências que tive neste país. Pretendo retornar, e quando retornar certamente verei Calcutá.

Iceberg na Groenlândia.

24. Groenlândia (Dinamarca)

O “Dinamarca” vai entre parênteses porque a Groenlândia é um território autônomo e semi-soberano, a um passo da independência completa — que possivelmente ela conseguirá daqui a 2030.

Essa massa de gelo & terra no norte do Atlântico me atrai desde os tempos em que eu jogava War com os amigos. Hoje, me atrai pela ideia de ver seus fiordes e a sua costa gelada. É um destino caro, não há estradas e todo o deslocamento doméstico é à base de avião. Não sei quando farei, mas está na lista.

Cachoeira Capivara, Brasil. (Foto de Aline Fortuna, Wikimedia Commons.)

25. Chapada dos Veadeiros, Brasil

A Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é outro dos destinos brasileiros que seguem na minha lista. Quero nesta década que entra finalmente tomar um banho lava-tudo nessas cachoeiras — e de quebra ainda ver de perto as comunidades quilombolas da região. Aguarde-me.

Mulheres africanas a caminhar na estrada, Moçambique.

26. Moçambique

Este grande país lusófono da África Oriental, de 30 milhões de pessoas, me chama por tudo o que compartilhamos — a língua, a História, e com isso a facilidade de poder conhecer uma África onde é relativamente mais fácil me comunicar com as pessoas. Uma comunicação mais direta e, quiçá, mais significativa.

Agora com a política de obtenção do visto na chegada, no aeroporto, não vejo razão para não ir. É só tirar um tempo e mergulhar. 

Ilhas Maldivas.

27. Ilhas Maldivas

As Ilhas Maldivas são uma nação soberana no Oceano Índico, não muito distante do Sri Lanka. É uma dessas preferidas dos casais abastados em lua de mel. Eu julgava que era um destino puramente de resorts e luxo, até recentemente conhecer uma conterrânea que lá foi e ainda conserva os dois rins.

Entrou para a minha lista.

Vulcão Calbuco, Chile.

28. Puerto Varas & Ilha de Chiloé, Chile

O Chile é aquele país “irritante” onde você acha que já viu várias coisas, e depois descobre que ainda não viu quase nada. Olha que eu já fui a San Pedro de Atacama tanto quanto à Patagônia chilena e aos arredores de Santiago — aí descubro as belezas da Ilha de Chiloé, Puerto Varas e outros.

Sei que certamente ainda há mais que desconheço para conhecer no Chile, mas, quando voltar lá, essa região está dentre as primeiras que buscarei ver. (Recomendem-me outras!)

Victoria Falls, Zâmbia.

29. Zâmbia

A Zâmbia e eu temos uma relação de curiosidade. Como não tê-la com um país assim chamado? Lembro que ela se afigurou logo, quando conheci um austríaco que certa vez me emprestou um liquidificador — vejam vocês aí como as coisas na vida se formam.

Isso foi num vilarejo universitário; conversamos e ele me falou da Zâmbia. Depois eu viria mesmo a trabalhar com zambianos, e até hoje tenho o desejo de ir lá conhecer. Desde as estrondosas cachoeiras de Victoria Falls do Rio Zambeze ao que mais houver por lá.

Ushuaia, Argentina.

30. Ushuaia, Argentina

O famoso “fim do mundo”, na pontinha da América do Sul, é um destino que eu até hoje ainda não visitei. Vou fazê-lo. Embora ainda não saiba quando, o mais provável é que nos próximos anos ele finalmente tenha vez.

O “fim do mundo”, entretanto, não será o fim das viagens. Tendo vida e saúde, pretendo daí singrar outros mares e territórios além. Devo certamente também ver outros daqui até 2030 — estes 30 são apenas os principais destaques no coração no momento. Vai que encontro outra conterrânea, ou que alguém me empresta o liquidificador e fala de outro lugar, e a lista cresce.

Acompanhem-me. Veremos daqui a um tempo o que realmente acontece. 

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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