Tanzânia

Visitando Zanzibar: Um safari blue na Tanzânia

Raramente pensamos em África quando se trata de praias ou mar, ainda que o grande continente seja circundado por águas tropicais. Cabo Verde agora começou a aparecer um pouco devido à maior disponibilidade de rotas aéreas, mas e o restante?

O litoral africano tem belezas incríveis. Só não foi ainda explorado comercialmente, nem caiu tanto nas propagandas de destinos turísticos — o que em si é uma vantagem.

Zanzibar, esta histórica ilha na costa da Tanzânia, no leste da África, é talvez dos mais conhecidos deles, e um dos que têm melhor infraestrutura. Em se tratando de África, é óbvio que é rústico, raiz, com todos os seus prós, contras, e sabores próprios que relatarei aqui. Você vai descobrir o que é um safari blue, afinal. 

O barco do nosso passeio pelo litoral de Zanzibar.
A África também tem belezas litorâneas. Zanzibar, Tanzânia.

Pelas águas cálidas do Oceano Índico há muito tempo navegam desses barcos de pau e corda. Os árabes, que navegaram quase toda a costa oriental africana trazendo consigo mercadorias e o islã, o fizeram nessas embarcações que chamaram de dhow.

Dhow, barco tradicional árabe que usa a chamada vela latina, da Antiguidade, e que permite manobrar contra o vento. Neles os árabes chegaram à costa da Tanzânia.

Esses barcos tradicionalmente usam a vela latina, uma vela triangular desenvolvida na Antiguidade do mediterrâneo e que permitiu manobrar a embarcação contra o vento.

Como tantos outros saberes e tecnologias, isso foi herdado pelos árabes — não pelos europeus medievais — que a usaram para navegar o Oceano Índico. Trouxeram seus saberes e religião por toda a região, à Indonésia no oriente e até a atual Tanzânia aqui no sul.

Nessa época medieval surgiram as histórias de Simbad, o marujo. São aventuras de suas expedições nos tempos do califa em Bagdá, desbravando mares e terras inusitadas pelo sul da Ásia e na África. Os contos foram incluídos no clássico As Mil e Uma Noites no século XVIII, e seguem recebendo versões animadas ou com atores. (Houve até mesmo um filme dos Trapalhões: “Simbad, o Marujo Trapalhão”, de 1976.)
As rotas comerciais no Oceano Índico, muitíssimo movimentadas pelos árabes ao longo da Idade Média. Notem Zanzibar ali na costa leste da África. As setas vermelhas marcam os fortes ventos sazonais das monções, que naturalmente eram aproveitados para acelerar a navegação entre a África e a Índia. Percebam como estas rotas do Oceano Índico formavam portanto um círculo entre Índia, Oriente Médio, e leste da África, se podendo ir em sentido horário ou anti-horário, a depender da época do ano.

Como se sabe, a circum-navegação da África ficaria a cabo dos portugueses séculos depois — usando a mesma vela latina, adaptada agora às caravelas, suas embarcações maiores.

A sequência num sem-fim de saberes e técnicas parece ter sido frequentemente esta: gregos & romanos antigos → árabes → ibéricos. Cada um construindo em cima do que herdou. Só a teimosa briga religiosa entre cristandade vs. islã ou o ensimesmado orgulho europeu com noções exclusivistas de “História Ocidental” é que distorcem a coisa.

Zanzibar (batizada assim na Idade Média e que em árabe significa “costa dos negros”) já era uma terra conhecida desde a Antiguidade, quando inclusive aparece nas crônicas de um navegante anônimo: Périplo do Mar Eritreu, escritas no século I d.C. (Eritreu, o grego para “vermelho”, é porque se considerava todo o Mar da Arábia e o Oceano Índico como o mesmo Mar Vermelho.

Os persas no século XI instalariam aqui um entreposto comercial e uma primeira mesquita, e seriam seguidos dos árabes que viriam a fundar aqui um sultanato

Esta é uma fotografia do zanzibari Hamad bin Muhammad bin Juma (1832-1905), mais conhecido por seu apelido de Tippu Tip. Não era um sultão, era um homem de negócios. Depois eu falarei mais dele. Por ora, é somente para vocês verem o tipo daqui, de fisionomia negra e vestes árabes.

É claro que, hoje, não se usam mais velas para navegar, e a grande maioria das pessoas não se veste mais assim.

O nosso barco foi a motor, conduzido por um guia que sobremaneira me lembrava Ninha, o saudoso vocalista da Timbalada. Um negro parrudo e de cabeça lisa.

O cantor Ninha. “Timbalá-dá!

Ah, é que eu ainda não contei como cheguei a Zanzibar vindo de Arusha, e como organizei este passeio desde Stone Town, a histórica Cidade de Pedra aqui. Nem como acabei por fazê-lo junto com Max, o francês da ponte lá em Arusha, e sua namorada Jeanne.

Sobre a Cidade de Pedra e por que ela é histórica eu contarei em detalhes depois, inclusive sobre quando ela foi governada pelos portugueses após os idos de Vasco da Gama.

Por ora, vou mostrar primeiro a beleza natural desta costa, no que se convencionou chamar de safari blue (ou “safári azul”), para corresponder com os safáris em terra feitos lá no interior do país.

Só o que eu quero registrar aqui por agora é que a República Unida da Tanzânia (United Republic of Tanzania) é uma invenção recente, de 1964. Resultou da fusão de dois países distintos e então recém-independentes dos britânicos: Tanganyika (toda a parte continental) e Zanzibar (um pequeno arquipélago com duas ilhas principais, Pemba e Zanzibar propriamente dita, onde estamos.) Daí o Tan com Zan e o sufixo latino clássico de ia para lugares. Tanzânia.

Os zanzibares, portanto, têm uma identidade própria muito forte. São quase todos muçulmanos (enquanto a maioria na parte continental do país são cristãos), e gozam de um governo regional com certa autonomia. Do ponto de vista do turista, há um controle de passaporte entre Zanzibar e o continente, com formulários a preencher, mas nenhuma preocupação com visto. O que é válido lá na terra firme é também válido cá nas ilhas, e este entra e sai não conta para seu visto como uma segunda entrada no país.

Casal em Stone Town, a histórica Cidade de Pedra em Zanzibar, sobre a qual discorrerei mais depois, a olhar o mar após a chuva.

Zanzibar não é uma ilha miúda: são cerca de 15 Km em média de leste a oeste, e 100 Km de extensão norte-sul. A Cidade de Pedra é seu coração histórico, em cujo entorno está a capital regional Zanzibar City (onde também fica o aeroporto), mas os turistas se distribuem por toda a costa. Depende um pouco do que você procura. 

Nungwi e Kendwa são destinos praieiros no extremo norte da ilha a quem procura uma tranquilidade costeira. O sul é um pouco mais rústico, mas mesmo assim tem uma estrutura turística que se inicia, sobretudo nas praias de Paje e Jambiani. São nomes de lugares onde se pode buscar acomodação, caso sua meta seja relaxar por uns dias.

Mapa de Zanzibar na costa da Tanzânia.

Como eu não tenho paciência para ficar muito tempo só na praia sem fazer nada, busquei opções de um dia — os bate-e-volta — desde a Cidade de Pedra.

Não faltarão agências turísticas na cidade —além de indivíduos, hotéis, matutos de rua e toda sorte de entidade — oferecendo passeios.

Um dos destinos mais populares é Nakupenda (que na língua swahili quer dizer “eu te amo”), um banco de areia próximo à Cidade de Pedra e aonde qualquer barco de pescador te leva.

É, porém, apenas um banco de areia. Uma opção mais completa é fazer um tal safari blue, que inclui se deter um tempo num outro banco de areia mas também fazer snorkel e visitar um pouco mais da costa de Zanzibar. Com almoço incluso e o dia todo fora.

Foi assim que eu fui parar no barco de Ninha depois de 1h esperando na praia de Fumba, naquela manhã de calor.

Assim é um banco de areia, a quem não for do litoral e se sentir menos versado.
Vida dura…
A deles talvez seja. Catadores de mariscos na vazante da maré na praia de Fumba em Zanzibar, Tanzânia.
A senhora com seus peixes naquela manhã.
Nem assim, na praia e no calor, elas abandonam suas vestes compridas — e, aqui, coloridas.

Por cerca de 1h ficamos ali assistindo ao trabalho deles nesta manhã enquanto aguardávamos a boa-vontade dos operadores do serviço.

Eu já lhes aviso que, nestes lugares de pouca experiência comercial turística, há às vezes também o revés de a coisa ser meio amadora. Largaram-nos esperando esse tempo todo porque “faltava chegar um pessoal” que viria por conta própria desde a cidade até aqui.

A identidade de quem, afinal, seria o capitão do nosso barco também mudou umas três vezes. Diziam que seria o Capitão Mgogo. Daí, “não, quem vai levar vocês é ele ali.” Aí o fulano desaparecia. “Cadê ele?“. “A mulher dele ligou precisando de uma coisa, mas vem um outro rapaz aí, pode ficar tranquilo.” Faz parte, pessoal. Ou ao menos há alta chance de rolar dessas. Não adianta muito se irritar. 

Ao menos o agente que encontramos fazia bons preços e foi honesto, ao contrário de muitos trapaceiros que nos apareciam com ofertas. Joseph, e já vos deixo o WhatsApp dele (+255 620 890 637). 

Éramos três, e pagamos 100.000 xelins cada (ou US$ 43, também aceitos). Juntaram-se a nós uma ucraniana negacionista e um sexteto de jovens tanzanianos de Dar es Salaam de seus 20 e poucos anos — o “pessoal” que faltava chegar.

Às 11 da manhã, abriram a garrafa de uísque no barco.

Ninha acabou sendo o nosso capitão. Seu nome real era Barack, o que lhe rendia o apelido de “Capitão Obama”, mas seu sósia timbaleiro lhe cabia muito melhor. Ali acompanhado de Ludmilla, a ucraniana negacionista que nos acompanhou — e em quem ele deu em cima.

Ludmilla era simpática, apesar de estranha com suas fábulas sobre uma grande trama mundial por detrás da pandemia. Ele teve um gozo quando eu lhe disse que moro na Suécia. “Vocês lá têm liberdade!!“, declamou ela naquele ato comum de pessoas tímidas que falam com ênfase enquanto olham para o vazio e não para o interlocutor.

Ela era mais simpática que esta versão de Ninha, que às vezes perdia a paciência com o sexteto de jovens tanzanianos conversando entrei si e dando risada enquanto ele queria explicar as coisas. Fazia shhh! igual a professor em sala de aula.

(Eu adoro como minhas viagens acabam virando um negócio meio “escolinha do barulho”.)

Você não ache, portanto, que os tanzanianos são todos iguais. Estes jovens de Dar es Salaam fazem mais um tipo “juventude de Malhação”, de classe média e da cidade grande, bem diferente das pessoas de menor renda ou do interior. Assemelhavam-se àquele jeito gandaiero dos jovens ocidentais.

A tchurma com seu uísque ali na caneca ainda antes do almoço, as meninas aqui farfalhando ao celular, e no meio do chão uma grande garrafa térmica de 5 litros de chá com leite que eles vinham tomando — influência indo-britânica aqui na Tanzânia.
A nossa tripulação e o mar azul deste safari blue.

O nome safari blue, é claro, é uma jogada de publicidade por estarmos na África. Guardadas as particularidades de cada lugar, ele não difere muito dos passeios de barco feitos no Nordeste do Brasil ou em outros países tropicais mundo afora.

A nossa primeira parada foi num banco de areia que a maré depois cobriria. Detivemos-nos ali para aproveitar o sol, o mar, e as frutas cortadas que Ninha preparava com uma daquelas facas que cortam até pensamento: abacaxi, melancia, e coco verde.

Num dos bancos de areia de Zanzibar.
Praia, pra que te quero.
Ondas vindas de todas as direções no banco de areia.
Havia outros turistas, mas eram bem poucos, o que nos permitiu ficar bastante em paz.
Paz no banco de areia em Zanzibar. Ali, Ninha — digo, Barack nos preparou umas frutas tropicais cortadas como lanche.
Alguns pescadores.

Não demorou muito a ouvirmos o grito. Quando olhei, uma das moças tanzanianas do nosso grupo vinha sendo trazida da água aos prantos e gritaria, carregada por um dos rapazes. De início, achei que fosse frescura. Depois, a comoção toda me fez pensar que era sério. Achei que ela tivesse pisado num ouriço, mas foi água-viva. 

Fiquem tranquilos, não há tubarões por aqui. Dizem que há golfinhos em certas partes ao redor de Zanzibar, mas eu não os vi.

À tarde, passaríamos por aqui na volta para vê-lo já praticamente todo coberto na maré alta.
Com meu cabelo pós-pandemia.
Quem precisa do Caribe?

Caso alguém esteja a se perguntar sobre a temperatura, a água daqui não é morna, mas tampouco é fria. Aquele friozinho breve que logo se espanta.

O verão daqui é só de janeiro a março, como no Brasil. Só aí é que as temperaturas esquentam. O dia estava na casa de seus 30 graus, não mais que isso.

A beleza do mar num banco de areia anônimo de Zanzibar.

Retornamos ao barco para dar seguimento ao passeio, e a moça queimada por água-viva estava pacificada. Não sei se o uísque ajudava.

Nós agora teríamos uma pausa para snorkel, o mergulho de superfície com máscara para ver peixes no mar. Se você leva isto a sério, eu sugiro trazer o seu próprio equipamento. O que nos forneceram era vagabundíssimo — máscaras remendadas, borrachas velhas, etc.

“Não tem tu, vai tu mesmo”, então tome-lhe cuspe — o hábito comum para evitar embaçar a máscara, fiquem sabendo os menos versados — e vamos à água. Por um breve segundo, sua mente lembra da Covid, dos riscos desses fluidos, de quem possivelmente também cusp… Deixa pra lá. Tchibum na água. 

Peixe-zebra foi o que mais vimos.

O mar é sempre lindo, como já dizia Caymmi, mas eu confesso que achei o snorkel aqui meio fraco — nem sombra de corais coloridos, tartarugas-marinhas, ou grande variedade. Depende muito do lugar específico. No outro lado da ilha, a oriente, talvez se veja mais coisa. (Não chegou nem perto das minhas experiências em Galápagos ou na Nova Caledônia.)

De quebra, foi a minha vez de tomar uma queimadura de água-viva — meu batismo de fogo. Rapaz, como doeu. Parecia que haviam-me jogado ácido no ombro. A potência depende da espécie de água-viva, e acho que eu nunca havia sido queimado por uma tão potente — embora elas fossem pequenas.

Não fiz escândalo, suportei ali estóico, ao que o francês me olhava com uma cara curiosa zoando em tom de “Você é macho mesmo.” Gritar a bordo é que eu não ia. Toca o barco.

Nós agora veríamos a Laguna Azul (blue lagoon), um dos mil lugares do mundo assim nomeados desde o filme lá com Brooke Shields em 1980, que no Brasil foi traduzido como A Lagoa Azul. (O filme foi gravado em Fiji, numa ilha particular.)

Não resta dúvida de que é lindo. Laguna que visitamos na costa de Zanzibar, com mangues ao redor.
O lugar era quieto, pacífico, com ares de que ninguém andava ali.
Charme nesta costa africana.

Isto poderia ser em qualquer lugar dos trópicos, mas algo logo nos indicaria que estávamos na África: um grande baobá — árvore emblemática deste continente — numa ilhota.

Um grande e secular baobá em meio à paisagem tropical costeira, numa ilhota. Isto você não vê nem nas Américas, nem na Ásia, nem na Oceania.

Nós desembarcaríamos exatamente ali para almoçar, numas barracas de madeira que havia numa das praias da ilhota.

O lugar todo estava consideravelmente deserto. As várias barracas de pau e teto de palha ali montadas pareciam ser estandes de vendas, mas apenas uma se mantinha exibindo pinturas com temas africanos. Acho que a falta de turistas nesta pandemia desencorajou os demais vendedores a vir ficar aqui.

O lugar, sem dúvida, era paradisíaco.

Na praia onde amarramos nosso barco para almoçar.
O lugar estava deserto, barracas vazias salvo por uma única que ainda expunha pinturas daqui aos poucos turistas que apareciam.
Zanzibar.

Adentramos a ilhota para ver o velho baobá antes de nos sentarmos para comer. Como é de costume com estas árvores, elas são velhas demais para qualquer um saber que idade têm — e acho que nenhum dendrologista (botânico especialista em madeira) veio aqui avaliar.

Estima-se que tenha muitos séculos. Tombou já há muito tempo — dizem que há 70 anos — numa tempestade, mas não morreu: continuou a crescer.

Ninha diante do baobá tombado e que segue vivo e crescendo nesta ilhota de Zanzibar. (Os baobás são imensas árvores frutíferas. Mais sobre elas neste post em Tarangire.)

Tomamos posse dos bancos e mesas de madeira vazios na proximidade da praia para comer, debaixo do teto de palha. Nada refinado — embora a culinária zanzibári seja refinada, com muita riqueza de especiarias, leite de coco & cia, como mostrarei num dos próximos posts —, mas este foi um almoço generoso.

Comemos mariscos grelhados, com lagosta e tudo. Acho que nunca antes eu havia feito passeio assim simples, não-luxo, e comido lagosta de forma tão casual, como quem serve espetinho.

Perdoem que não haja foto da lagosta, pois minhas mãos estavam sujas de óleo. Ou eu estava empolgado demais e não me lembrei. Havia também salada, peixe e arroz. Ninha volta e meia chegava perguntando se queria mais. Eu lavei a égua. (Deixou para trás os almoços ordinários de pacotão turístico como o que encarei em Ko Phi Phi, na Tailândia, de macarrão com molho de lata e rodelas de cebola empanadas — de que gosto muito, mas que não são um almoço com A maiúsculo.)

Nosso paraíso.

A volta foi já mesmo com clima de volta em passeio marítimo: aquela maresia, as pessoas lerdas de tanto comer, alguns já com sono. 

Dois dos turistas tanzanianos, que falavam inglês bem e por oras nos ofereciam coisas, fumavam algo naqueles cachimbos pequenos de crack, mas não pareceu ser crack nem maconha, nem tinha qualquer efeito aparente sobre eles. 

Outros seguiam tomando chá com leite, e quando um deles foi lavar a tampa da térmica plástica no mar, a água levou.

Ninha prontamente se atirou ao mar tal qual Arariboia nas águas da Baía de Guanabara na lendária batalha contra os franceses, sob os olhares de todos. Os jovens todos regozijaram quando ele retornou a bordo com a tampa plástica em mãos.

A coisa aqui claramente é bastante “casa da mãe Joana” — não havia qualquer regulamento de isto pode, isso não pode —, mas o pessoal se revelou todo sociável e tranquilo. Tivemos um passeio sossegado e proveitoso. 

Umas 16h estaríamos de retorno à praia de Fumba, onde havíamos começado pela manhã. Lá, o nosso motorista arranjado por Joseph já nos aguardava para os 30-40min de volante de retorno até a Cidade de Pedra, onde estávamos hospedados os franceses e eu.

Sobre esse lugar histórico e o que mais conheci aqui em Zanzibar, eu conto no post seguinte.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One Reply to “Visitando Zanzibar: Um safari blue na Tanzânia

  1. Uuuuuuuuu. Que paraíso!…. que belas limpas e azul-esverdadas águas. Que maravilhosas paragens. Divinas. Tranquilas, calmas, gostosas, e que vegetação luxuriante. E que belíssimo céu azul. Perfeitas imagens. Paradisíacas. Linda região. Belo passeio. Muito bonito.
    Essas águas -vivas são mesmo um horror. Queimam. Coitados do senhor e da moça.
    E que chique a comilança. Pelo visto foi muito boa e a fome grande. pois nem tirou a foto hahaha.
    Lindissima postagem. Linda a costa.
    Gostei muito.
    Adorei a chamada para as aventuras de Ararigbóia, chefe dos indigenas Temiminós que auxiliou os portugueses a retomar o Rio de Janeiro da mão dos franceses. Muito se fala sobre esse grande guerreiro. Numa delas se conta que ele não levantou à chegada das autoridades portuguesas após a retomada do Rio de Janeiro. Questionado sobre o porquê de nao se levantar para saudar provavelmente Mem de Sá ou Salvador Correia de Sá, ele teria dito. ” permaneço sentado pois as minhas pernas estão cansadas de lutar pelo Brasil”
    Adorei a imponência e o charme do zanzibare. Bonito,
    E que interessantes essas rotas usadas há tantos séculos atrás por povos aparentemente rudes. E como os saberes, aprendizados e culturas passam de povos para povos que vão acumulando e aprimorando esses inventos, descobertas e bom uso da Natureza para difundir idéias, progresso, ideais e valores. Magnifico. Impressionante essa cadeia cultural e de saberes. Amei.
    Obrigada, jovem viajante por tanta beleza.
    Da próxima vez que for ao mar leve pasta d’água ou calamina . Belíssima postagem, magnifica África.

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