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Lituânia

Conhecendo Vilnius, a capital da Lituânia

Vilnius, a capital lituana, tem o que dizem ser o mais extenso centro histórico em toda a Europa. Não é um recorde fácil de obter. É uma cidade de belas igrejas, antiga (datada do século XIII), mas cuja textura remonta mais aos séculos XVIII e XIX com seu casario colorido barroco ou neoclássico em tons pastéis. Repare numa amostra.

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Centro de Vilnius, a capital lituana.

Não imagine, portanto, um centro medieval denso e compacto. Não há muito ziguezague nem labirintos. O centro de Vilnius, com algumas semelhanças de época com Viena, é mais um apanhado de longas e agradáveis ruas por onde caminhar — daí a sua extensão. Prepare as pernas.

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Vilnius remonta ao vilarejo de Voruta, onde no século XIII ficava um dos castelos do Rei Mindaugas (1203-1263), o primeiro monarca lituano a abraçar o cristianismo. Como expliquei em maiores detalhes nos posts anteriores, a Lituânia emergiu na Idade Média como um poderoso grão-ducado pagão. Ele seria acossado pelos germânicos Cavaleiros Teutônicos, que visavam à conquista e conversão de todo o Leste Europeu, como os outros Cruzados fizeram na Terra Santa. É que o nosso ensino de História pouco trata destas chamadas Cruzadas do Norte que rolaram aqui.

Gediminas retrato
Gediminas (1275-1341), talvez o mais famoso grão-duque da Lituânia.

A Lituânia, porém, foi um osso duro de roer. Era um grão-ducado poderoso e orgulhoso da sua tradição pagã, uma religião de natureza, culto aos astros, e bosques sagrados, com semelhanças com o panteão Viking.

Mindaugas, o rei que se converteu, acabaria assassinado pela própria família. Não seria até 1387 que outros grão-duques finalmente abraçariam o cristianismo, por razões políticas.

Vilnius é mencionada já em 1323 nas Cartas do Grão-Duque Gediminas (sobre quem você verá muita referência aqui na cidade), que ele enviou a nobres alemães e ao Papa João XXII, estendendo-lhe a mão pacificamente e o convite para que artesãos, fossem eles cristãos ou judeus, viessem se instalar na capital do seu grão-ducado. 

Gediminas argumentou nas cartas que a sua terra era tolerante às várias religiões. Convidou, inclusive, franciscanos e dominicanos, indicando-lhes as igrejas que aqui já havia — mas deixando claro que a sua coroa seguia a religião tradicional e não se converteria, sobretudo dada a “brutalidade” dos teutônicos.

A Lituânia só se converteria formalmente décadas mais tarde, sob outros grão-duques. A Gediminas é creditada a fundação aqui de Vilnius, seguindo um sonho que teve numa colina.  

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A Torre de Gediminas fica onde dizem que ele teve esse sonho. Ela é o que remanesce no das antigas fortificações medievais de Vilnius. A torre foi construída no princípio do século XV por Vytautas, o Grande, um dos seus sucessores.
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Eu na minha primeira visita a Vilnius, há algum tempo, com a Torre de Gediminas ao fundo. Note que as rochas originais estão na base. A parte de tijolos foi levantada como memória na década de 1930. Já a bandeira da Lituânia no alto só foi posta a partir de 1988 com o rompimento da União Soviética, de que ela era parte.

Nessa colina, Gediminas teria pernoitado durante uma caçada e tido um sonho. Sonhou com um lobo vestido numa armadura de metal, e que uivava alto como uma centena de lobos. Seu sacerdote da corte, o “mago” Lizdeika, teria interpretado tal sinal como um auspício para que aqui ele construísse uma próspera cidade.

O lugar acabou famoso como a Colina de Gediminas.  Sua obra, ou o fruto da sua decisão, aqui está para ser conferido.

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Eu vim a Vilnius pela primeira vez há mais de dez anos. Tenho a impressão, porém, de que estas cidades europeias mudam relativamente pouco, ou mudam devagar. Mudam-se as tendências, as modas, aquilo que as pessoas vestem ou carregam nos bolsos, mas a cidade permanece relativamente igual. Ao menos a parte histórica, de interesse turístico, o que é um bom sinal de conservação.

Da primeira vez, eu havia ficado na casa de Ieva, a amiga lituana que me levou para conhecer o histórico Castelo de Trakai, aqui perto.

Desta vez, eu vim de ônibus desde Riga, a capital da vizinha Letônia. Notei, sim, algumas novidades mais atuais em Vilnius.

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Há algumas novidades em Vilnius, como estas banquinhas públicas de livros que você pode se sentar para ler ou até trocar com algum que você deixe aqui.
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Há estes assentos e até redes (!) comuns na praça. Qualquer um pode vir e sentar. (Enquanto tanta gente no Brasil está ainda naquela mentalidade norte-americana antiga, do século passado, de isolar-se nos subúrbios, em condomínios fechados, a Europa no século XXI valoriza o espaço público e educa as pessoas a valorizarem o coletivo. Tomai nota, Brasil.)
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Há outras vanguardas aqui também. Presenciei este grupo de jovens lituanos protestando contra a produção de ovos a partir de galinhas engaioladas. Isto eu não tinha visto da primeira vez em que eu vim aqui.

Apesar de todo o vanguardismo, nota-se que a Lituânia ainda é um país economicamente limitado, todavia. A estação rodoviária, por onde cheguei, parece a mesma ainda do tempo soviético. Ruas de calçada ainda por reformar, porém arborizadas, faziam meu caminho até a pousada de Astas e Linas, onde eu me hospedaria. (Adoro estes nomes bálticos. Parecem saídos de algum conto.)

Além das ruas simples, as feirinhas de bairro — muito comuns cá no Leste Europeu — me mostravam onde eu estava. 

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Ruas comuns nas vizinhanças da estação rodoviária (Autobusu Stotis) de Vilnius.
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Uma das muitas feirinhas de hortifruti e outras coisas do campo, muito comuns pelo Leste Europeu. Note também aqui as cantarelas (se não me equivoco), os cogumelos, algo muito apreciado por aqui. (Daqui a pouco eu mostro um prato meu com eles bem preparados.)

Astas e Linas revelaram ser um casal. Linas era homem, um tiozão grande e com ar de lenhador amistoso. Já Astas, também nos seus 40-50 anos, tinha aquele ar muito comum entre os lituanos de que a vida é divertida e você ainda não atentou para o quanto. Os lituanos parecem sempre estar com uma observação irônica na ponta da língua.

Aliás, como eles são dados a irreverências, Vilnius foi dos poucos lugares onde eu veria, no balcão de check-in do aeroporto, o alerta de que: “Pessoas que fizerem comentários impróprios sobre sequestro [de avião], posse de armamentos ou bombas poderão ser processadas”. Eu fico a imaginar as situações que não devem ter rolado aqui.

Algumas expressões lituanas, para você se divertir:

  • Os lituanos não dizem que tem uma cabeça suja, mas “ideias onduladas” (garbanotos mintys) sobre as coisas.
  • As crianças lituanas não vão ao banheiro, elas vão “visitar os anões” (eiti pas nykštukus)
  • Os lituanos não namoram duas pessoas ao mesmo tempo, eles estão “agindo em duas frentes” (varyti dviem frontais)
  • Quando algo atrasa, se diz que as colheres vão ser servidas após o almoço (šaukštai po pietų).
  • Os lituanos não ficam “sem fazer nada”, eles estão brincando de “cuspir e pegar” (spjaudyti ir gaudyti).

Por aí você tem uma ideia do humor deles.

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Os lituanos têm um lado humilde e sério por debaixo da camada jocosa mais externa. Se Clara Nunes sugeriu que “ninguém ouviu um soluçar de dor no canto do Brasil“, algum poeta lituano talvez tenha dito algo parecido sobre eles aqui.

Você deve ter notado o ambiente simples das ruas. Foi num dos sobrados do tempo soviético, com uma empoeirada escadaria interna feito o prédio antigo da sua tia avó, que eu subi achando que era a pousada. Não era; o endereço estava impreciso. Acabei depois achando-a num edifício vizinho, destes conjugados, tudo um do lado do outro com entradas à porta da rua. 

Quando nos aproximamos do centro histórico é que vemos Vilnius converter-se de ex-cidade soviética em cidade europeia, com um pé nos séculos XVIII e XIX e outro no XXI. Não tenho dúvida de que os lituanos amam ter retornado a ser Europa, e não foi à toa que já em 2004, quando da sua acessão à União Europeia, entraram também na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar) para protegerem-se dos russos.

A Lituânia também adotou o euro e o usa desde 2015. (Eu tenho até hoje as litas, a antiga moeda lituana, que levei embora da primeira vez que vim aqui e nunca consegui trocar.) 

Entremos no centro histórico por um de seus antigos portões, a Porta da Madrugada. Vamos dar umas voltas.

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Eis ali, amigos, a secular entrada por entre as muralhas da cidade — hoje convertida em sobrados. Por ali se adentra o centro histórico de Vilnius.
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Esta é a Porta da Madrugada ou da Aurora (Gate of Dawn, ou Aušros vartai se preferirem lituano).
Lithuania e Vilnius no mapa
A Lituânia e Vilnius no mapa, para que ninguém fique perdido. Estônia, Letônia (Latvia), Lituânia, Belarus e Ucrânia foram parte da União Soviética até 1990. Se alguém aí assistiu à Caçada ao Outubro Vermelho, o excelente filme desse ano com Sean Connery no papel principal, seu personagem dissidente é aqui de Vilnius, e ele o diz.
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No alto da Porta da Madrugada, por dentro, há uma capela a Nossa Senhora. Você pode subir até ali. É um lugar de grande peregrinação católica cá no Leste Europeu.
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A vista lá de cima para o interior do extenso centro histórico de Vilnius, que vai bem mais além do que onde a sua vista alcança.
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Suas largas ruas têm este aspecto.

Visitar Vilnius significa caminhar por estas longas ruas e curtir o casario. Ver as bem-preservadas igrejas de época, e depois se deter para tomar ou comer algo típico.

Vilnius é uma bem-arrumada cidade pacata. Não esperem grandes badalações públicas — eu a acho mesmo mais quieta que Riga, a capital da vizinha Letônia —, mas é um espaço agradável onde bater perna.

Há um quê de Europa Central por aqui, com certa influência polonesa. Entre 1920 e 1940, Vilnius foi parte da Polônia, nas muitas alterações de território ocorridas na Europa após a primeira e a segunda guerras mundiais.

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No centro histórico de Vilnius, bastante amplo e arejado, com praças e calçadões.
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Os decorados prédios de época e a praça florida.
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O edifício neoclássico da Filarmônica Nacional Lituana.

Esta é uma cidade de belas igrejas, um prato cheio a quem — por razões religiosas ou arquitetônicas — aprecia visitá-las.

Uma das mais impressionantes e antigas ainda de pé é a Igreja de Santa Ana, do século XV, estabelecida entre 1495 e 1500 num estilo gótico de tijolinhos. De tão singela, diz a lenda que Napoleão quando invadiu estas terras em 1812 sondou uma forma de levá-la embora para Paris.

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A Igreja de Santa Ana, construída em Vilnius no fim do século XV em intrincado estilo gótico de tijolinhos. Dizem que Napoleão queria que suas tropas vissem uma forma de transporá-la para a França.
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Seu interior.
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Diante da Igreja de Santa Ana com minha divertida amiga Ieva da primeira vez que eu vim a Vilnius. (A igreja segue igual; nós é que mudamos.)

A Igreja de São Pedro e São Paulo, mais afastada, vale a pena sobretudo por seu interior barroco, todo decorado com o que parecem decorações brancas em gesso recobrindo todo o teto e muito das paredes, em riqueza de detalhes. É um trabalho impressionante dos italianos Giovanni Pietro Perti e Giovanni Maria Galli nos fins do século XVII.

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Por fora você pode nem dar muito pela Igreja de São Pedro e São Paulo em Vilnius, erigida nos fins do século XVII e consagrada em 1701.
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Por dentro ela é sensacional, revestida de detalhes no chamado estuque, aquela ornamentação em gesso pelas mãos dos artistas barrocos italianos Giovanni Pietro Perti e Giovanni Maria Galli.
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Notem o acabamento e os detalhes…
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…por todo o interior da igreja. É de você ficar admirando cada canto.

Já que estamos na onda artística e arquitetural, mostro-lhes a barroca (ao meu olhar amador, alegre quase como um rococó) Igreja de Santa Teresa, completada em 1650. Ela fica bem ao lado da Porta da Madrugada, na entrada para o centro de Vilnius, e é linda nos seus tons de rosa, cinza e dourado.

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O interior da Igreja de Santa Teresa, que os amantes da beleza e da arte não devem deixar de conferir em Vilnius.
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Seu teto róseo.
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O altar no interior barroco do século XVII.

Foi engraçado como, neste périplo para conhecer as igrejas históricas de Vilnius, por duas vezes encontramos casamentos — prestes a ter início ou em andamento.

No segundo deles, um homem inquieto de terno marrom patrulhava a entrada da igreja, a mirar todos que se aproximavam. Achei que fosse algum segurança controlando a entrada, mas revelou-se o pai da noiva, o qual estava para pôr um ovo.

Depois a noiva chegou. Casamentos simples, tranquilos, de relativamente pouca gente (umas 50), arranjos florais simples, e garanto que nada caro como os casamentos de dezenas de milhares de reais que se tornaram comuns (quase uma necessidade) entre a classe média no Brasil. O padre me lembrava um roqueiro, de cabelão.

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Entrando na celebração de casamento dos outros.
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Andanças em Vilnius, na Lituânia. Já não me lembro qual igreja foi essa.

Eu vi a hora de participar — de penetra — também dos drinks à porta da igreja após a cerimônia, mas achei que poderia ser demais. Ademais, eu não sei falar lituano, então não ia acertar a conversar com ninguém — iria ficar só naqueles sorrisos cara-de-pau segurando o copo — e chamaria a atenção.

Deixe-se registrado, de qualquer forma, meu desejo de longa vida aos genes lituanos. Uma das maiores atrações à minha vista era o hábito das lituanas de usarem belos vestidos, fazendo exposição das suas pernas frequentemente torneadas. Mal consigo me concentrar nos prédios e na arquitetura.

Depois de circular pelas partes mais apertadas do centro histórico, eu fui caminhar na Avenida Gediminas (ainda parte do centro), tomar algo, comer, e ver a praça-coração da cidade onde ficava o palácio dos grão-duques da Lituânia.

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As partes mais aconchegantes do centro histórico de Vilnius.
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Na Avenida Gediminas, a principal da cidade.
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O centro de Vilnius tem estas partes largas assim.
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…e belas avenidas.

Foi numa destas que eu me detive para tomar algo. 

Como em outras partes do leste europeu, as pessoas em geral fumam pra caramba. É quase impossível se sentar afora nos bares e restaurantes sem ser inebriado por fumaça de cigarro das mesas próximas. Por outro lado, ao menos as coisas aqui são relativamente baratas.

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Esta é uma latinha de kvass, a bebida de pão fermentado que parece um híbrido de cerveja e refrigerante, hiper típica aqui na Lituânia e noutras partes da ex União Soviética.
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Olha ela ali, e olha aqui uns pães propriamente ditos, bem servidos. Eles aqui nos Países Bálticos levam pão a sério — há diversas opções de belos pães ricos, densos, integrais, de variados cereais. Não é aquela coisa branca sem graça. Os pães daqui você come até sem nada.
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Se alguém aí torce o nariz para cogumelos, saiba que aqui eles fazem pratos deliciosos, como estas cantarelas com batatas no molho cremoso que eu almocei aqui. O Leste Europeu, da Hungria até a Rússia, usa bastante os cogumelos.

Você caminha em Vilnius até chegar ao coração da cidade, sua praça principal com monumentos históricos, a edificação onde ficava o Palácio dos Grão-Duques da Lituânia (hoje Museu Nacional), a catedral, a Torre de Gediminas numa colina, e ali ao redor os simpáticos Jardins Bernardinos, onde as pessoas de Vilnius vão descansar às margens do pequeno Rio Vilna.

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Eis o coração amplo do largo centro histórico de Vilnius. Se você vier com tranquilidade, toma bem uns 30 minutos a pé desde a Porta da Madrugada até aqui. Ali em destaque, a neoclássica catedral.
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O interior da catedral de Vilnius é relativamente simples, todo branco e neoclássico. Ela data de 1783, mas repousa num sítio de igrejas antigas e, antes disso, dizem que um templo do deus báltico do trovão Perkuna ficava neste lugar.
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O antigo castelo, fortaleza e palácio dos grão-duques da Lituânia, hoje o Museu Nacional.
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Estátua do grão-duque Gediminas no centro da capital Vilnius, numa tarde. Ali atrás, o prédio branco é o antigo palácio, hoje museu.
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Logo ali ao lado, além da colina com a Torre de Gediminas, que mostrei no início, a entrada para os Jardins Bernardinos, criados em 1469. (Repare como é forte aqui o hábito de as mulheres usarem vestidos.)

Esses jardins recebem esse nome devido aos monges bernardinos ou cistercianos, ordem formada como uma “dissidência” dos beneditinos no século XI. (Eu tenho um colega de trabalho lituano que se chama “Bernardas”, então pelo visto caiu no gosto do povo.)

Dizem que, nesta região, havia bosques sagrados onde os lituanos reverenciavam os deuses da sua religião tradicional. Lamentavelmente, os cristãos passaram o machado nos carvalhos sagrados, e aqui se fundou um mosteiro da ordem.

Hoje, é um parque público onde as pessoas vêm passear, e onde as árvores crescem.  

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Os Jardins Bernardinos no centro de Vilnius.
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Neles passa o modesto Rio Vilnia, que deu nome à cidade lááá atrás, no século XIII, quando começam os registros daqui.

O modesto Rio Vilnia parece mais um córrego, por entre as matas e as pedras, passando ali. Onde as coisas começaram aqui em Vilnius, e onde eu termino este périplo por estes Países Bálticos.

Quem quiser mais, pode ainda ver o dito Museu da KGB (serviço secreto soviético), formalmente conhecido como Museu de Ocupações e Lutas pela Liberdade, num prédio que já foi usado pela dita organização.

Os lituanos há muito lutam pela sua liberdade, como tenham visto. Que continuem a gozar dela e dela usufruir, para o bem de nós todos. São das minhas nações favoritas na Europa.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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