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Filipinas

Bem-vindos às Filipinas, o país mais latino-americano da Ásia

As Filipinas são um fenômeno único, que desafia nossos estereótipos sobre o que são a Ásia ou os asiáticos. Se você, como tantos, toma a China e o Japão como representativos de toda a Ásia, ainda é tempo de reparar os seus conceitos.

Culturalmente falando, a Ásia é talvez o continente mais diverso do mundo. (Não é de surpreender; afinal, é o maior.) Ainda que nos limitemos ao Oriente DistanteÁsia CentralSudeste Asiático, e Leste da Ásia são coisas bem diversas. 

Dentro do Sudeste Asiático, onde estamos, há um mundo. Se os tailandeses e birmaneses são budistas, os vietnamitas são confucianistas e os indonésios e malásios, muçulmanos, os filipinos são predominantemente católicos — fervorosamente católicos. 

Tomo a religião apenas como um elemento cultural que muito afeta o restante. Étnica e linguisticamente, os filipinos são austronésios — da mesma família dos malaios, indonésios, e polinésios (samoanos, havaianos, taitianos, maoris, entre outros), asiáticos que historicamente estão sobretudo nas vastas ilhas tropicais daqui, bem distintos portanto dos asiáticos continentais. Distintos tanto na sua aparência morena quanto no jeito de ser.

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Asiáticos morenos e jocosos que conheci. São filipinos com quem puxei papo em Bohol (uma ilha de que vos falarei em breve), e que toparam posar para uma foto na barraca de manga verde.

São uma gente que eu acho notável pelo seu jeito divertido e algo brincalhão de ser — algo incrivelmente semelhante entre filipinos, indonésios, polinésios e outros, e que deve estar no sangue ou nas suas línguas semelhantes (portanto, na forma de ler o mundo e enquadrar as coisas). No dia em que a ciência superar o trauma do eugenismo do século XX, voltará a nos explicar melhor como a genética influencia (ou não) o comportamento.

Vamos a este que foi o único grande país da Ásia a ser colonizado por um país latino (a Espanha), o que em certos aspectos deixou as Filipinas mais semelhantes à América Latina que aos seus vizinhos asiáticos.

Colonização católica e latina na Ásia — como se deu isso?

Eram os idos de 1521 quando o navegador português Fernão de Magalhães — numa expedição a serviço da coroa espanhola — aportou aqui, neste vasto arquipélago de 7.641 ilhas.

Magalhães vinha das Américas, tendo ido da Espanha ao Brasil, dali à Patagônia (onde descobriu o estreito na pontinha da América do Sul que posteriormente receberia seu nome, o Estreito de Magalhães), e de lá singrou o Oceano Pacífico — ao qual deu este nome, por ali não terem encontrado qualquer tormenta — até chegar às Filipinas.

Fernao de Magalhaes
Retrato de Fernão de Magalhães (1480-1522), explorador português que liderou a primeira expedição a circumnavegar o globo.

Os europeus ainda não conheciam as Filipinas. Sua meta havia sido chegar pela via do oeste às chamadas “Ilhas das Especiarias” na atual Indonésia. 

Ao contrário de algumas pessoas hoje, os navegadores de 1500 já sabiam que a Terra era redonda. Portanto, por um lado se chegaria ao outro. Magalhães insistiu a Dom Manuel I, rei de Portugal, que patrocinasse sua viagem exploratória para descobrir uma rota às especiarias pelo oeste, sem ter que contornar a África como havia feito Vasco da Gama (1497-1498).

Dom Manuel negou-lhe. Magalhães era navegador hábil, e já tinha experiência na Ásia. Participara de viagens oficiais portuguesas até o Oriente pela via convencional, mas nunca havia chegado às Ilhas das Especiarias, e Magalhães desejava testar sua hipotética rota pelo outro lado da Terra. O rei, porém, não viu sentido naquilo. (De fato, a via de Magalhães se mostraria bem mais longa. Certos europeus erroneamente supunham que a Ásia estaria logo ali depois das Américas.)

Quem se interessou foi Carlos V, rei de Castela e sacro-imperador romano — um dos monarcas mais poderosos da Europa à época. Lembrem-se vocês do Tratado de Tordesilhas (1494), no qual portugueses e espanhóis dividiram entre si os mares e terras “descobertas e por descobrir”, para evitar conflitos diretos. Portugal havia ficado com os mares mais próximos da África e do Brasil, e a Espanha com os mares mais a Ocidente. Tal rota proposta por Magalhães era, portanto, interessante aos espanhóis.

Mapa tratado de tordesilhas e tratado de zaragoza
Eis o mapa-múndi como dividido entre portugueses e espanhóis, inicialmente por via de uma bula papal em 1493, seguida pelo Tratado de Tordesilhas (1494) e, menos conhecido, também pelo Tratado de Zaragoza (1529) a solucionar as novas posses no extremo oriente.

O Tratado de Tordesilhas (1494), feito na esteira da navegação de Colombo (1492), previa apenas a divisão de territórios feita realmente a oeste — aquele mapa cortando o Brasil a ser dividido em capitanias, que nós todos conhecemos dos livros de História.

Porém, quando os portugueses foram bem-sucedidos em conquistar o Estreito de Malaca (onde hoje é Singapura) e chegar às Ilhas Molucas (“berço de todas as especiarias”, naqueles exageros da época), os espanhóis disseram “Peraí, tem que ter um limite do lado de lá também!

Chamaram astrônomos a delinear o anti-meridiano de Tordesilhas, isto é, seu oposto do outro lado do globo, para que este fosse dividido “justamente” entre portugueses e espanhóis. Foi o firmado posteriormente no Tratado de Zaragoza (1529).

Não resolveria muita coisa. Embora as Filipinas estivessem nominalmente na área portuguesa, na prática nunca o esteve. O tratado serviu de base, porém, para acordos de toma-lá-dá-cá entre Portugal e Espanha.

Enquanto os portugueses dominariam a atual Indonésia (perdendo-a depois aos holandeses e retendo apenas o Timor-Leste como colônia naquelas ilhas), as Filipinas efetivamente se tornariam o único domínio de porte dos espanhóis no oriente.

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Ilustração de Magalhães debelando um motim na sua expedição ao oriente pela via do oeste. (Autoria desconhecida.)

A meta, lembrem-se, era chegar às Ilhas das Especiarias, não aqui a este arquipélago desconhecido, que Magalhães chamaria de Ilhas de São Lázaro até Ruy López de Villalobos mais tarde em 1543, decidir homenagear Filipe II da Espanha e nomeá-las Filipinas.

As Filipinas são habitadas há milênios. Pelos austronésios — a maioria do povo filipino atual — desde pelo menos 2200 a.C. Estes é que seriam catequizados e colonizados naquele misto de coerção e conversão, como os brasileiros fomos pelos portugueses. 

Uma diferença é que aqui os nativos não foram extirpados por doenças como aconteceria nas Américas. Os filipinos já tinham contato com outros povos da Ásia, então não tinham a vulnerabilidade imunitária daqueles que haviam estado biologicamente isolados nas Américas por milênios.

A partir de 1565, os espanhóis iniciaram uma colonização aqui, mas o contingente populacional nunca se tornaria europeu demais. Neste aspecto, as Filipinas lembram mais a Bolívia, a Guatemala ou o sul do México, onde o sangue nativo predomina.

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Grupo de moças filipinas uniformizadas que eu encontraria.

Curiosamente, as Filipinas seriam governadas não como uma colônia distinta, mas como parte do vice-reinado de Nova Espanha (atual México).

“Até 1766, todos os navios comerciais espanhóis às Filipinas vinham do México, não direto da Espanha.”

Havia rotas comerciais importantes desde Acapulco, na costa mexicana no Oceano Pacífico, até aqui. Percebam que era uma rota muito diferente daquelas dos portugueses, que vinham de Lisboa conectando-se aos seus vários entrepostos comerciais na costa da África, na Índia (Goa), no Estreito de Malacca e na China (Macau).

Os espanhóis vinham pelo Pacífico, e até 1766 todos os navios comerciais espanhóis às Filipinas vinham do México, não direto da Espanha. Muitos soldados espanhóis trazidos para combater aqui também eram mestiços de suas colônias nas Américas. Quem sabe um dia isso é resgatado para uma devida proximidade política maior entre lá e cá, a seguir a proximidade cultural que salta aos olhos.

Spanish and Portuguese trade routes
Posses espanholas (em vermelho) e portuguesas (em verde) no período colonial. Note como as navegações espanholas estendiam-se da Espanha às Filipinas quase “em linha reta”, tendo Nova Espanha (México) como um essencial entreposto.

Todo o modus operandi de colonização foi similar, com ferro & fogo acompanhados por catequização e colégios jesuítas.

Se em 1550 se fundava em Salvador o Colégio dos Meninos de Jesus, primeiro colégio jesuíta no Brasil, por Manuel da Nóbrega, seguido por aquele em São Paulo em 1554, aqui nas Filipinas teríamos o Colégio de Manila em 1590. Em 1768, os jesuítas daqui também seriam expulsos, seguindo a sua expulsão do Brasil em 1759. 

Os paralelos são inúmeros. Com as independências dos países americanos, portanto, não demorou a uma identidade nacional se formar aqui e os filipinos também reclamarem independência. Mas eles tiveram que esperar mais um pouco.

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Basílica católica colonial na América Latina? Não, nas Filipinas.

Os gringos estão chegando

Eu não vou me demorar neste ponto, mas não é possível compreender as Filipinas de hoje sem falar na colonização estadunidense daqui. Em 1896, estourou a Revolução Filipina contra as autoridades coloniais espanholas. Porém, logo depois, estouraria também a Guerra Hispano-Estadunidense (1898) pela interferência dos Estados Unidos para fim do colonialismo espanhol no Caribe.

O problema foi os Estados Unidos quererem herdar esse sistema em vez de desmontá-lo. Foi o ocorrido em Cuba, que passou do domínio espanhol ao domínio ianque, e o mesmo cá nas Filipinas, invadidas pela US Navy em 1899 no que os Estados Unidos se empolgavam ao iniciar seu imperialismo.

Tio Sam e as Filipinas
A capa de revista Judge em 1898 mostrava o emblemático Tio Sam segurando uma criança negra chorona (as pessoas nos EUA viam os filipinos como uma gente preta selvagem da mesma forma como viam os africanos). A etiqueta traz do “presente” traz o nome do Almirante Dewey, que venceu a Batalha de Manila contra os espanhóis em 1898. Era como se os filipinos, infantis e chorões, precisassem de ajuda e o Tio Sam tivesse de agora acudir. Encaixa-se naquela noção da época do “fardo do homem branco” de civilizar as gentes primitivas do mundo.

Os Estados Unidos tomaram posse das Filipinas em 1899. Não reconheceram a Primeira República Filipina, estabelecida após os nativos declararem sua independência da Espanha em 1898, e permaneceram aqui até 1946.

Pouco se comenta, pois aos pobres ninguém dá muita atenção, mas apenas 10h após seu ataque em Pearl Harbor, no Havaí, os japoneses atacaram também as Filipinas, em dezembro de 1941. Ocuparam-na, e os filipinos sobrariam nas batalhas entre poderes imperialistas.

Somente após a guerra é que as Filipinas emergiram como nação independente em 1946, carregada de influências tanto latinas quanto dos Estados Unidos, e que hoje compõem seu colorido cultural.

Há misturas curiosas. Eles têm, por exemplo, nomes americanos com sobrenomes espanhóis. Uma amiga minha é Sheryll de Guzmán. É uma coisa quase Flórida, meio reggaeton. Quando as filipinas andam à americana, de regata e boné posando charme, por exemplo, parecem mais com a América Central que com suas irmãs asiáticas ou gente de qualquer outra parte do mundo.

Estando apresentados, agora venhamos. O Brasil não é o único país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, nem o único com gente criativa e bem-humorada, eu aprenderia aqui.

Paisagem das Filipinas vista da minha janela do avião
Bem-vindos às Filipinas, gente bonita.

Voando até as Filipinas

No avião, sentada ao meu lado, uma filipina de seus 50 anos e passaporte americano rezava o terço de olhos fechados antes de decolarmos. Era antes da pandemia, fevereiro, uma época boa de vir aqui. (As Filipinas têm um clima tropical marítimo, com calor e umidade muito semelhantes à maior parte do Brasil. Evite abril a outubro, quando temperatura sobe, as chuvas vêm, e pode haver tufões.)

Voávamos de Hong KongManila, a capital deste país arquipélago hoje com 107 milhões de pessoas. O voo já se mostraria uma diversão. (Voar a Hong Kong ou Singapura e daí a Manila é das vias mais baratas para vir aqui desde o Ocidente.)

Filipinas no mapa do Sudeste asiático
As Filipinas ali em rosa no mapa do Sudeste Asiático. (A linha do equador passa mais ou menos em Singapura, para a sua referência.)

No voo da Cebu Pacific, uma das muitas companhias aéreas neste país onde é de avião que se vai a quase todo lugar,  eu me dei conta que de nós brasileiros somos até meio quadrados em relação aos filipinos. 

Os comissários de bordo aqui nas Filipinas cantam até parabéns aos passageiros aniversariantes e dão brinde (comida gratuita, quem não quer?).

No que minha vizinha de assento já havia terminado de rezar o terço, as aeromoças mui sexy se preparavam para mais atividades. Com seus crachás à altura do peito, passavam por mim Chell, Sara, Ong e — a minha favorita — Biance. (Claramente, a mãe e o pai eram fãs da cantora Beyoncé. Tinha cara de quem pode muito bem ter sido concebida ao som das Destiny’s Child lá no fim dos anos 90.)

Propaganda Cebu Pacific
Os filipinos não falam espanhol, mas são repletos de nomes espanhóis no seu vocabulário do dia-dia — além dos seus sobrenomes. São dados a uma graça, por vezes com uma malícia latina. Eles falam muito bem inglês, às vezes até melhor que as pessoas nos EUA.

Eles fazem quiz, jogo de perguntas e respostas durante o voo, em inglês. E agora, passageiros com destino a Manila, vamos ao nosso jogo. Porque é uma gente equânime, havia sempre um ganhador da frente, do meio, e outro do fundo do avião.

Havia perguntas sobre filmes filipinos e, depois, de conhecimentos gerais sobre filmes norte-americanos. As perguntas eram imbecilmente fáceis — parecia uma tática barata para distribuir produtos com o nome da empresa (bolsinhas, pochetes etc.), tipo: “Qual o nome do filme em que os personagens de Leonardo DiCaprio e Kate Winslett se conhecem num navio que afunda?

Eu ficava olhando aquilo e já sabia que minha viagem seria divertida. Nem havia chegado ainda às Filipinas e já haviam começado as histórias.

Vamos aterrissar. 

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“Lar do Melhor Puto de Manila”, no aeroporto. Um puto aqui nas Filipinas é um tipo de quitute de arroz.
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Puto queso. Você vê que eles usam muito palavras em espanhol aqui para comida, dentre outros.
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Pandesal. E aí, não parece até a padaria perto de casa? Adoooro essas misturas culturais.

A chegada no aeroporto de Manila

Quase nenhum país precisa de visto para vir aqui fazer turismo por até 30 dias. É super simples, e os brasileiros ainda temos o privilégio de poder ficar até 59 dias sem visto.

Eu fico ao ponto quase de chamar os filipinos de hermanos — mas, como eles não falam realmente o espanhol, acham curiosa essa minha empolgação latina toda. (Certa vez, no trabalho, tive encontros uma filipina um pedaço perturbador de mau caminho cujo sobrenome era “de León”, e que eu chamava quase como se eu fosse Rey de España, e ela ria.)  

Se você está a se perguntar, eles aqui falam como primeira língua um dos mais de 100 idiomas nativos. Há 19 línguas nacionais reconhecidas. O tagalog é tipo o hindi na Índia: aquela “lingua nacional” que nem todo mundo no país fala. É, na realidade, mais a língua dominante na ilha onde fica Manila, a capital. Como lá na nação de Gandhi, aqui o inglês funciona também como uma língua franca entre as pessoas das diversas partes do país. (Os filipinos, porém, falam de forma bem mais clara que os indianos.

Mapa das Filipinas
Estejam apresentados aos três grupos de ilhas das Filipinas: Luzon, Visayas, e Mindanao. (Neste último, a população é majoritariamente muçulmana, e eles gozam de certa autonomia regional.)
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Pelo Aeroporto Internacional Ninoy Aquino, em Manila. (Benigno “Ninoy” Aquino foi um senador filipino, ativista da democracia, que combateu o regime autoritário de Ferdinando Marcos — entre 1965-1986, no contexto das ditaduras da Guerra Fria — e acabou assassinado, aqui bem neste aeroporto, quando retornou do exílio em 1983. O aeroporto ganharia depois o seu nome.)

Como que a ilustrar mais uma vez seu vínculo histórico com a América Latina, a moeda nas Filipinas é o peso filipino. Você realmente precisa dele — não espere sair pagando nada em dólares ou euros.

O melhor lugar onde trocar dinheiro é o próprio aeroporto, Terminal 3, piso térreo. Há uma dezena de bancos e casas de câmbio concorrentes com diferenças discretas entre elas.

Passando pela imigração sem grandes delongas, fui trocar dinheiro e depois comer, que foi quando me deparei com os putos. Ao longo das próximas postagens, terei prazer em tratar um pouco mais da gastronomia filipina, muito rica e diversa, e ainda pouquíssimo conhecida no Brasil. 

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Cardápio que encontrei no aeroporto.

Embora haja várias línguas nativas usadas cotidianamente nas Filipinas, tudo escrito (cardápios, placas, formulários de imigração, sinalização) está exclusivamente em inglês. Mas se prepare para um inglês meio filipinizado. Por exemplo, aprendi que coco aqui é “buko”, não coconut.

Quando perguntei o que era “buko” a uma garçonete fluente em inglês, ela não soube me dizer: foi buscar um coco verde pra me mostrar o que era. Palavras em espanhol também são cotidianas aqui. Você as verá facilmente em qualquer cardápio: tocino, merienda, caldereta, arrozcaldo, etc.

As pessoas são ótimas de conversa. Talvez pela fluência, mas também pela cultura mais aberta, é normal puxar papo. Eu teria muito mais disso a caminho.

Você verão se é ou não um país impressionante e inesquecível. Do aeroporto, era hora de seguir rumo.

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Minha primeira refeição por aqui.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

2 Replies to “Bem-vindos às Filipinas, o país mais latino-americano da Ásia

  1. Ihh, meu jovem amigo viajante!. que bela região. Quanta semelhança com a América Latina, tanto no jeito do povo quanto no estilo da arquitetônico antigo e outros aspectos históricos.
    Semelhante também a estruturação urbana e até a presença de alguns produtos como manga , coco, banana. Essas construções são características da colonização ibérica. De Sao Salvador na Bahia, Brasil, ao México , passando pelos Andes e America Central, há muitas delas. Lindas. Magnificas.
    Belissima região!. Charmoso, histórico e famoso o arquipélago.
    Espetacular a foto tirada durante o vôo , ao chegar ao magnífico arquipélago. Deslumbrante o tom das águas verde-azuladas da região.
    Belo aeroporto.
    Curioso esse uso da língua espanhola ai no oriente, desse jeito tão especial e divertido. Pelo visto o sangue espanhol viceja ainda por lá a despeito do tempo.
    Parece haver uma mistura do espirito alegre do asiático com o sabor latino-americano. Interessante. Os olhinhos puxados e o tom moreno dão charme ao sorriso ”brasileiro”. Povo bonito e simpático, como se nota na maioria do povo do SE asiático.
    Interessantíssimo esse aspecto multicultural, multi – étnico, diverso ,desse mundo asiático. Quase que como a África hoje chamada Áfricas, a Ásia pode também ser vista como Ásias, dada a sua diversidade. Tudo isso é altamente enriquecedor.
    Gostei dessa tirada da genética e sua influência no comportamento. Com certeza esses estudos ”darão samba”, como se diz por aqui pelo Brasil. Qui lo sa?
    Hahahaha diverti-me bastante com a chamada sobre os terraplanistas em pleno sec.XXI. Hhaha . ”Öh dor..óh horror”como dizia um personagem de uma histórias em quadrinhos.
    Outro ponto interessante dessa postagem é essa montagem histórica da colonização ibérica tanto na America latina quanto ai nas Filipinas. Há muitas semelhanças.
    Essa invenção conveniente e terrível do ”fardo homem branco”, até hoje rola e tem causado sérias consequências.
    Muito interessante a postagem. Adorando conhecer essa bela e rica região. Mais um tesouro do Oriente.

  2. Interessante essa mistura de termos em inglês, espanhol e línguas locais.
    Muito agradável esse clima alegre e descontraído do vôo.
    Esse bolinho se arroz parece saboroso.

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