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Bélgica

Tournai e a Valônia, a região francófona da Bélgica

Nem tudo que reluz é ouro, e nem tudo que soa francês vem da França. 

Um bocado de coisas que julgamos francesas só pela língua são, na verdade, belgas. Ne me quitte pas, por exemplo, do cantor belga Jacques Brel. Ou As Aventuras de Tintin. Os Smurfs também, originalmente Les Schtroumpfs, cuja tradução ao holandês (ou flamengo, outra língua oficial da Bélgica) é que originou o nome Smurfs, que nos chegou ao Brasil.

Smurfs
Os Smurfs foram criados pelo belga Pierre Culliford em 1958.

Só no reino da música, haveria uma tonelada de outros exemplos — inclusa a grudenta e gostosa Alors on Dance do belga Stromae.

Eu até aqui nestas postagens tenho tratado quase que exclusivamente da região norte da Bélgica (Flandres), a região flamenga com as cidades de Bruges, Gante, Leuven, Antuérpia e outras. Mas, sim, a Bélgica tem uma outra metade, que fala francês — um francês gostoso, com certas palavras diferentes e pronúncias peculiares.

Bem-vindos à Valônia, como essa outra metade da Bélgica é chamada. Há controvérsias, mas talvez a sua cidade mais bela seja Tournai [lê-se turnê ou turné, a depender do sotaque], por onde começamos.

Aqui nasceu Clóvis, o primeiro rei dos francos a se converter ao cristianismo, e foi esta a primeira capital do reino dos francos — que daria muito depois origem ao Reino de França. Ela, no entanto, hoje está cá na Bélgica.

O campanário de Tournai
Tournai, talvez a mais bela cidade da Valônia, a metade francófona da Bélgica.

Entendendo um pouco Tournai e a Valônia

Estamos em mais uma cidade fronteiriça entre os mundos francês e germânico na Europa (os holandeses e flamengos sendo, num sentido amplo, germânicos), só que desta vez do lado francófono.

Houve um tempo, claro, em que tais divisões eram inexistentes. Quando os “bárbaros” vindo do leste invadem o império romano, os francos se destacam como um dos mais expressivos desses povos. São ancestrais tanto dos franceses quanto dos alemães atuais.

Clóvis (uma latinização de Hlodowig, e portanto o mesmo nome que Ludovico), o primeiro rei dos francos a abraçar o cristianismo, aqui nasceu em 466, nesta que já era uma cidade romana chamada Tornacum.

Clóvis era da dinastia dos merovíngios. Ele muda a capital dos francos para Paris em 486, converte-se ao cristianismo em 496 sob apelos da mulher (Clotilde), o reino de Francia daí só cresce — para se tornar o maior reino bárbaro da Europa pós-romana à época.

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O Reino dos Francos até 814. Note-se que incorporava praticamente todo o mundo atual francês e germânico na Europa, além do norte da Itália. Faziam-lhe fronteira os eslavos a leste e os mouros islâmicos na atual Espanha. Notem Tournai ali.

Os carolíngios, da família de Charles Martel (688-741), acabam por tornar-se os poderosos do reino, e não demora a eles tomarem a coroa. Seu maior expoente, Carlos Magno (748-814) acabará por unir a todos — abençoado pelo papa — num grande império.

Carlos Magno morre, e seu império deixado aos herdeiros se quebra em três grandes partes (Frância Ocidental, Frância Central, e Frância Oriental). A primeira se tornaria em 987 o Reino da França, enquanto que as demais acabariam por integrar o Sacro-Império Romano Germânico.

Imperio Carolingio 843 mapa
O Tratado de Verdun (843) definiu as divisões do território herdado de Carlos Magno. A parte vermelha, Francia Ocidental, se tornaria o Reino de França em 987. As duas outras partes formariam a colcha de retalhos que foi o Sacro-Império Romano Germânico, que daria origem aos lugares de cultura germânica e ao norte da Itália na Europa.

O sacro-império amalgamaria múltiplas formas de alemão (ainda existentes hoje em certa medida, visto que um berlinense não entenderá dois suíços conversando), enquanto que a França também teria seus muitos ducados e múltiplos tipos de francês — só com Napoleão é que esses idiomas regionais desaparecem.

Começou ali, então, a se dar essa divisão entre franceses e germânicos — outrora irmãos. Tournai ficava no Reino da França, pelo menos até 1513. Foi o tempo das catedrais e da Idade Média. Hora de darmos um pulo lá — depois falamos do resto.

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A grande estação ferroviária de Tournai, no sul da Bélgica.

Chegando a Tournai

Era junho, ainda que esse céu cinzento sugira outra coisa. Coisas desta região da Bélgica, da Holanda e do norte da França, com seus céus frequentemente nublados e pré-disposição à chuva. Por sorte, não choveu; era apenas um dia estranhamente frio e algo ventoso de primavera.

A cidade estava quieta. As estruturas, sem muita vida naqueles arredores da estação, estavam como se me perguntassem “o que você veio fazer aqui?

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Diante da estação, um monumento ao orador e político belga Jules Bara (1835-1900), que também era maçom. Eu nunca tinha ouvido falar dele.
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O casario típico na rua quieta. A mistura belga do casario de tijolinhos, comum à Holanda, e as cores e jeitos que às vezes lembram a vizinha França.

Foi devagar que a cidade se apresentou para mim.

Você tem uma boa caminhada de 1 Km da estação até propriamente o centro, cruzando em certo momento o mesmo rio Scheldt que vai depois passar nos arredores de Gante até desembocar em Antuérpia mais ao norte.

No seu caminho, a depender de qual rota tomar, você vai encontrando várias das igrejas medievais de Tournai. Eu optei por ir tomando as ruas laterais para vê-las — ali, vetustas, numa paisagem urbana séculos mais jovem que elas.

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A Igreja de São Brice (L’église Saint-Brice), do século XII em estilo romanesco — de antes do gótico. (Em francês pronuncia-se “brisse” como em português.)

As ruas estavam quietas conforme eu caminhava e passava ali para vê-las.

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A majestosa igreja. São Brice de Tours (397-444) foi bispo daquela cidade francesa no século V, sucessor de São Martim. Os santos populares na França frequentemente são aqueles da sua própria História, do início do cristianismo na Gália e entre os francos. (Não é raro encontrar franceses com o nome de Brice, tampouco.)
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A gótica Igreja de São Tiago (L’église Saint-Jacques), de fins do século XII.
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No interior da Igreja de São Tiago, você já vê algumas típicas marcas góticas como as arcadas ogivais e os vitrais.
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Vitrais por detrás do altar da Igreja de São Tiago em Tournai, Bélgica.

Notre-Dame de Tournai

Lá, bem no centro, você verá a Catedral Notre-Dame de Tournai, também do século XII, e o campanário (torre do sino) que é tido como o mais antigo de toda a Bélgica.

Tournai começava a me ficar interessante.

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O centro histórico de Tournai com sua Catedral de Notre-Dame do século XII. (Há um tempo em reforma, mas aberta a visitas.)
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Vista aérea. A Catedral de Norte-Dame de Tournai, patrimônio mundial da humanidade tombado pela UNESCO, começou a ser erigida em 1140. Vista aérea. (Foto de Jean-Pol Grandmont.)
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Como era característico por aqui, o campanário (a torre do sino) ficava separada. Com 72m de altura, ele começou a ser construído em 1188. É o mais antigo de toda a Bélgica. Você nota lá por detrás do casario a catedral.
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Sob o campanário do século XII em Tournai.

A gente tende a achar que a Idade Média toda foi aquele tempo de paradez, todo igual, em que nada mudou. Lego engano — houve transições importantes dentro do período medieval. Uma das principais foi, precisamente, o surgimento das cidades nos idos dos séculos XI e XII.

Em meio ao que eram então potentados rurais — os feudos com seus senhores — surgem locais relativamente autônomos, com certos direitos, onde começou a se formar uma classe de artesãos e comerciantes. Séculos mais tarde, transformariam-se numa poderosa burguesia à frente de transições sociais importantes, como a Revolução Francesa (1789).

É em parte por isso que você praticamente não encontra catedrais do primeiro milênio na Europa Ocidental. (Precisa ir encontra-las na antiga Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia.)

Com raras exceções, simplesmente não havia cidades de porte suficiente onde construí-las. Isso começa a partir do século XI e se intensifica nos séculos XII e XIII, quando vão aparecendo estas magníficas catedrais.

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A Catedral de Notre-Dame de Tournai vista pelo fundo com sua rosácea.
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Ela por dentro. (Creio que a presença de cadeiras plásticas, em vez de bancos, se deve à reforma em andamento.)
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O altar-mor da catedral gótica com elementos romanescos. Jesus, lá no alto diante dos andaimes, parece uma figura pós-moderna (que me lembra em algo a igreja que visitei com estes tons em San Salvador).
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No pátio à entrada da catedral, você se depara com esta (loirérrima) imagem de Maria.

Rogier van der Weyden (1400-1464): o Maior Artista de Tournai

Trata-se aí acima de São Lucas evangelista pintando um retrato de Maria com o menino Jesus — uma temática hiper-popular nos fins da Idade Média aqui nestas terras baixas da Europa.

Cambrai Cathedrale Notre Dame de Grace icone F 581
Imagem de NS das Graças atribuída a São Lucas, mas em verdade originária do século XIV. Autor desconhecido.

Nos idos de 1400, circulavam pinturas bizantinas ou italianas da Virgem Maria com o menino Jesus, numa temática maternal pré-cristã que se via também com Ísis e Hórus no Antigo Egito.

A ideia de que São Lucas evangelista teria sido também um retratista o fez patrono dos pintores flamengos por aqui na Renascença.

Não apenas isso, mas se atribuía diretamente a ele esta imagem ao lado, que veio aqui nestas partes da Europa no século XV. Foi portanto tratada como uma relíquia sagrada, e segue numa capela da cidade francesa de Cambrai — perto daqui.

A saber, o nome do tecido “cambraia” (de linho ou de algodão) é por ele ter origem nessa mesma cidade. Fica a 1h daqui. À época, ambas — Cambrai e Tournai — pertenciam ao Reino da França. Hoje, Cambrai fica do lado francês da fronteira, e Tournai cá na Bélgica. Daqui a pouco conto do porquê da divisão.

Por ora, foi que então que um pintor de Tournai — o pródigo Rogier van der Weyden (1400-1464) — resolve pintar a tal cena de Lucas retratando Maria.  

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São Lucas pintando a Virgem (1435), obra do magnífico pintor aqui de Tournai Rogier van der Weyden (1400-1464). O original hoje se encontra no Museu de Belas Artes de Boston.

Rogier van der Weyden foi um prolífico pintor, cujas obras hoje estão espalhadas nos principais museus de arte da Europa e do mundo.

Ele integrou o forte movimento de pintores flamengos, daí seu nome escrito dessa forma, mas ele — originário aqui desta terra francófona, que até a sua época era parte do Reino da França — nasceu Roger de la Pasture.

“Van der Weyden” é uma tradução literal do seu sobrenome, o que entre nós seria Rogério do Pasto. Eram bucólicos e simples aqueles nomes medievais que hoje por vezes nos parecem grandiosos.

Grandiosa mesmo era a habilidade desse filho de Tournai. 

Rogier van der Weyden The Last Judgment Polyptych WGA25625
Políptico (ou seja, uma peça com muitas partes) de O Julgamento Final, pintado entre 1445 e 1450 por Roger de la Pasture. Pintura a óleo sobre madeira de carvalho. Foi feita para o altar-mor da igreja de Beaune, pitoresca cidadezinha da Borgonha, que à época controlava também os países baixos. Hoje, fica na França, na Borgonha histórica, pertinho de Dijon.
Jan van Eyck The Virgin of Chancellor Rolin
O quadro de Roger mostrando São Lucas inspirou-se neste anterior do seu contemporâneo Jan van Eyck, A Virgem do Chanceler Rolin (1435). Aqui, não é São Lucas, mas Nicolas Rolin, chanceler do Duque da Borgonha Filipe, o Bom. O chanceler, mui modesto, encomendou a obra com ele próprio junto de Nossa Senhora e do Menino Jesus.

Imagine a gabolice se, hoje, um político ou mesmo um grande eclesiástico encomendasse um quadro com ele próprio ao lado de Nossa Senhora com o Menino Jesus?

É superior à “selfie com celebridade” de hoje em dia, pois em tese permite ter você ali eternizado mesmo com figuras do passado. 

Bom, a obra de Van Eyck é maestral. Vai ver tinha alguma coisa na água daqui naqueles tempos — ou era o mero incentivo à cultura, aportado pelas riquezas comerciais destas terras à época.

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Caminhando pelo centro de Tournai.

Tournai ganhava muito dinheiro com sua manufatura têxtil, um tanto como Gante.

Curiosamente, ela viria a ser — em 1513 — a única cidade belga anexada ao Reino da Inglaterra. Sim, é isso mesmo; o famoso Henrique VIII resolveu invadi-la e tomá-la — talvez tentando dar o troco após os franceses terem rechaçado todas as tentativas inglesas de controle sobre terras no continente na Guerra dos Cem Anos (1337-1453), quando tem aquela coisa toda com Joanna D’Arc.

Tournai volta ao Reino da França após um acordo de paz em 1518, depois de ter representantes no parlamento inglês e tudo. Em 1521, porém, parece que o destino da cidade de sair da França estava selado, e ela é conquistada por Carlos V, o sacro-imperador romano germânico.

Exceto durante o breve período napoleônico (1794-1815), Tournai nunca mais retornaria à França. Ela agora entrava, em vez disso, nas brigas intestinas entre católicos e protestantes que tanto marcaram estas terras no século XVI.

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Nas ruas de Tournai hoje.

A mulher do governador

Entre os líderes de antes e de hoje, há outras diferenças além da disposição de se deixar retratar.

Caminhando até a Grand Place ou praça principal de Tournai, de-me com uma figura feminina gravada em pose. Inicialmente, pelo que era comum à época, supus ser um homem, até perceber que se trata de Marie-Christine de Lalaing (1545-1582), a filha do conde de Lalaing.

Ela era casada com o governante de Tournai naqueles tempos do século XVI em que estas terras baixas pertenciam ao católico Sacro-Império Romano Germânico, o qual tentava suprimir rebeldia (“heresia”) protestante aqui e ali. 

Como comentei, rebeldes protestantes formariam a república holandesa em 1581, mas não sem décadas de sangue.

O governador de Tournai era em favor dos rebeldes calvinistas, e havia saído a marchar contra as tropas imperiais. A cidade por conta do seu tenente — e da sua mulher, Marie-Christine.

Quando se aproximava o Duque de Parma, o poderoso Alessandro Farnese (cujas obras da família eu mostrei quando fui a Parma, lá na Itália) à frente do exército sacro-imperial, Marie-Christine saiu às ruas a motivar os rebeldes de Tournai.  

“Sou eu, a mulher do vosso governador que agora marcha para a guerra.”

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Monumento a Marie-Christine de Lalaing (1545-1582) no centro de Tournai, Bélgica.
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Vista pelo outro lado. Imagine esta praça cheia de tropas no século XVI. Ali adiante, o campanário e a catedral.

Se você está a se perguntar sobre o resultado do combate, eles aqui tiveram que se render. Marie-Christine escapou com vida, com ferimentos leves, e ela e seu marido foram se refugiar com os holandeses de Guilherme de Nassau.

Estas terras permaneceriam católicas. Aos protestantes foi dado um ano para que juntassem as coisas, vendessem suas propriedades, e fossem embora — o aos nossos padrões de hoje parece cruel, mas o que à época foi uma solução deveras magnânima, levando-se em conta os massacres que havia.

Marie-Christine segue, de qualquer forma, como ícone da cidade na sua praça principal.

A Grand Place de Tournai

Esta, por sinal, é uma praça e tanto — a Grand Place de Tournai.

Se você notou ali uma pitoresca edificação parecendo um castelinho, aquela é a Igreja de Saint Quentin, também do século XII como as anteriores. Ela é tida como sendo da transição do estilo romanesco para o gótico.  

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A Grand Place de Tournai. Bela. Lá ao fim você avista a Igreja de São Quentin, do século XII. (Saint Quentin ou São Quintino foi um mártir cristão da Gália romana, morto no ano 287. É por vezes chamado Quintino de Amiens.)
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A Igreja de São Quintino (Église Saint-Quentin de Tournai), do século XII com estilos românicos por fora e góticos por dentro — já que a ornamentação interna se deu posteriormente.
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O belo interior desta igreja do século XII em Tournai, Bélgica.

A Grand Place, além dessa bela igreja, mostra muito da evolução da história da cidade. Você ali também encontra belos prédios barrocos.

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As edificação do início da Idade Moderna aqui em Tournai, de quando a cidade vem a integrar as terras baixas do Sacro-Império no século XVI. (Há semelhanças com a arquitetura de Bruxelas.)
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O jeitão aqui.
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A transição de Tournai numa foto, do seu início gótico como parte da França à sua adesão às terras baixas do Sacro-Império, vindo a formar o país Bélgica após as guerras napoleônicas.

Quando Napoleão é derrotado e a Holanda abocanha todas estas terras para si, estes francófonos estarão entre os mais ativos rebeldes, rejeitando a anexação pelos holandeses protestantes — que queriam, desta vez, impor sua língua e religião.

A Bélgica acabaria por se tornar este país federalizado de hoje, com uma metade flamenga falando holandês mais ao norte, e esta metade francófona cá mais ao sul, a Valônia. Mas não os chamem de franceses — pelo menos por ora.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

2 Replies to “Tournai e a Valônia, a região francófona da Bélgica

  1. Uuuuuuuu A cidade é um monumento. Parece saída de um filme de época. Linda. Com semelhanças e pequenas diferenças das demais idades belgas apresentadas nessas postagens. Todas lindas, monumentais, históricas e cheias de arte e cultura. Os tons, o casario, o clima medieval, os calçadões as belas praças os templos magníficos, seus recantos e encantos, sua imponente Estação Central, tudo isso parece refletir o espirito dessa região a que hoje se tornou a Bélgica.
    Entretanto essa cidade, Tournai, a mim me parece um pouco mais romanesca na sua arquitetura, que as demais. Pujante estilo, responsável pela construção de tantas abadias e mosteiros medievais. Um primor.
    Belíssima como as demais. e com certeza, guardando características tanto da Holanda quanto da França ,mas com um charme próprio revelado nos seus tons mais claros, alguns tons pasteis, nos frisos coloridos. nos telhadinhos vermelhos, ao lado de imponente campanário e de pujantes templos com suas elegantes torres. Eis o que me parece a Bélgica, esse ”mix ”magistral franco=flamengo. Um espetáculo para os olhos amantes da arte, da cultura e da História.

  2. Muito interessantes essas marchas e contra-marchas da História dessas regiões. Esse toma lá dá cá pelo visto foi comum na configuração do mapa da Europa.
    Lamentáveis essas lutas sangrentas por poder e proselitismo religiosos. Coitado de Jesus com esses obtusos seres humanos. E a Inglaterra não desistia de ter um pé no Continente. hahaha. Eterno desejo. Continente europeu, ame-o ou deixe-o. Por enquanto deixe-o com o ”Brexit. ” hahahah
    Interessante e corajosa essa mulher do governador. hahah.
    Essas figuras inclusive consideradas santas, são pouco ou nada conhecidas do lado de cá do Atlântico. Aqui prevalecem as figuras ibéricas e italianas.
    A cidade é uma obra de arte. Linda.

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