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Tchéquia

5 belas cidades para visitar na Tchéquia

A Tchéquia (ou República Tcheca) é aquele país da Europa Central do qual muitos já ouviram falar — embora nem sempre saibam apontá-lo no mapa — e que veem como lugar ligeiramente exótico e de atrativos.

O público masculino, falemos com franqueza, frequentemente se foca nas mulheres, mas esta é uma outra conversa; minhas próprias amigas tchecas por vezes falam que seu país é um daqueles — algo comum em conversas na Europa — onde as mulheres são mais bonitas que os homens. (A Itália, por exemplo, seria o reverso.) Coisas que se conversam aqui na Europa e que os turistas brasileiros às vezes nem sabem.

Este post, porém, é sobre o país em si — 5 das suas mais atrativas cidades a conhecer, para ir além da capital Praga. Ela, claro, está inclusa, mas não sozinha. Vale a pena se deter um pouco mais aqui e ver o que o país tem.

Vamos lá, sem ordem de importância, e exclusivamente com lugares que eu visitei pessoalmente e recomendo. No final, ponho outras ainda por conhecer — e aceito sugestões.

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Imagem de Praga, Tchéquia

1. Praga, a capital

Praga é a capital da Tchéquia, e cidade que começou a cair nas graças dos ocidentais desde a queda do Muro de Berlim. Já em 1996, o primeiro Missão Impossível, da série de filmes com Tom Cruise, teria lugar nesta misteriosa e autenticamente bela cidade — nesta mesma ponte que você agora vê plena de turistas.

Praga é uma parada obrigatória. Às vésperas do Natal, então, ela fica especialmente bela. (Você pode ler o meu post específico sobre um Natal passado em Praga aqui.)

Afora toda a sua obra medieval, ponte do século XIV e outras obras nesta que foi, por muitos anos, a capital do Sacro-Império Romano Germânico e do Reino da Boêmia, há também a herança barroca em Praga, sua visitada Igreja do Menino Jesus de Praga e tantas outras. Se você é fã de Idade Média, há ainda o Castelo Karlstejn aqui nas vizinhanças — um excelente bate-e-volta.

Praga é uma daquelas cidades que já valem a viagem. (Detalhes na minha postagem lá.)

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Foto de Brno, Tchéquia

2. Brno, a cidade de Mendel

Brno, a segunda maior cidade do país, está para a Morávia assim como Praga está para a Boêmia — são as duas grandes regiões da Tchéquia.

Muito mais fora do radar turístico que Praga, ela no entanto tem seus atrativos. O maior deles aos curiosos e cientistas é o fato de ter sido a cidade onde Gregor Mendel (1822-1884) viveu e realizou seus famosos experimentos sobre hereditariedade com ervilhas. Hoje, a abadia onde ele viveu e trabalhou é um museu.

A cidade tem também um centrinho histórico compacto com a bela Catedral de São Pedro e São Paulo, além de um breve castelo e outros atrativos. Vale a pena a quem quiser conhecer mais do que Praga. 

Detalhes de Brno aqui.

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Olomouc 1 02

3. Olomouc, antiga capital histórica da Morávia

Se você vier à Morávia, aproveite para conhecer a sua capital histórica: Olomouc, cidade pitoresca e próxima de Brno. É um dia muito bem passado.

A cidade tem obras barrocas lindas do tempo em que foi parte do Império Austro-Húngaro, ruas deliciosas onde passear, e um relógio astronômico do século XV na praça principal que marca até as constelações do zodíaco.

Fácil de visitar de trem desde Brno, Praga ou Viena. Detalhes aqui.

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Kutna Hora 1 16

4. Kutná Hora e a Igreja de Ossos

Não é todo dia que você se depara com uma igreja cristã decorada com ossos humanos autênticos.

Mas a Tchéquia tem dessas — os tchecos, você talvez não saiba, afora sua personalidade cultural algo retraída, escondidinhos aqui no seu país pequeno entre montanhas, têm também um gosto por assombrar as outras pessoas. Eles, em geral, curtem este lado dark e noir que a Idade Média e o seu legado gótico têm.

Kutná Hora não é exatamente medieval; ela apareceu com essa no século XIX, no período neogótico, e segue atraindo turistas até aqui. Seu ossuário não é a única atração — há também um centrinho simpático, antigo em calçamento de pedras e tons pasteis nas casas, e uma imensa Catedral de Santa Bárbara iniciada no século XIV e que é tombada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Vale a pena conhecer. Meu relato da visita em detalhes a Kutná Hora aqui.

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5. Český Krumlov, a cidadezinha na curva do rio

Esta é séria candidata a ser uma das mais pitorescas cidadezinhas de época de toda a Europa. É ela a cidade na foto de capa.

Com suas raízes na Idade Média, às curvas do Rio Vltava (que passará em Praga), ela fica aqui charmosa e singela no elevado sul do país. 

Český Krumlov é um pequenino sonho onde você deve bem passar um par de dias — pernoitando no mínimo uma vez, para sentir a sua atmosfera à noite e ao amanhecer. Há castelo, igrejas, pontes sobre o rio e tudo o que a sua imaginação espera encontrar. Há também contos de ocorridos aqui, que eu abordo em detalhes no relato da minha visita.

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Praga 3 10
Um chocolate quente em Praga, prazer obrigatório. Em tcheco, eles têm até dois termos diferentes para chocolate quente. Kakao é um mero Nescau com leite quente, coisa ordinária igual ao que se toma em casa; horká čokoláda, por outro lado, é algo de mais respeito: um grosso chocolate derretido a ser terminado com a ajuda de uma colher. De respeito! Não saia sem experimentar.
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Parla!

É tudo? 

Não, mas é um começo para conhecer a República Tcheca. (Eles, a propósito, continuam em grande medida a chamar o país como tal, embora às vezes usem também Česko na sua língua. A mudança para Tchéquia, ou Czechia em inglês, foi sobretudo para ser um nome mais curto para escrever e que que coubesse nos souvenirs. É verdade.)

Há outras cidades ainda por conhecer, como Kroměříž, Telč, e Plzeň, que os ingleses e alemães chamam de Pilsen e que — você já deduziu — é a terra de origem dessa variedade tão dominante de cerveja. Ficam por serem conferidas, e um dia eu posto um guia ainda mais completo com mais cidades tchecas.

Estas 5 são os destaques e minhas recomendações até aqui para começarmos a conhecer.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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