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Champanhe França Île-de-France

Provins, cidade medieval a um pulo de Paris

Eis aqui uma joiazinha de cidade medieval, a um pulo de Paris, perfeita para um bate-e-volta e da qual eu nunca havia ouvido falar — até recentemente. Pasmem, eu depois perguntei a amigos franceses que tampouco haviam ouvido falar dela.

No entanto, Provins está aqui desde a Idade Média. Em verdade, desde antes, mas foi no medievo que ela ganhou destaque como entreposto comercial na região de Champanhe, com as suas feiras medievais e tradições que eles — no bom hábito francês — hoje resgatam com muita competência, fazendo daqui um lugar turístico agradável. É também Patrimônio Mundial da Humanidade reconhecido pela UNESCO por seu valor histórico e de preservação.

Lê-se “provã”, então cuidado para não pronunciar o S e acabar saindo como se fosse province (“província”) ou Provence (a região lá no sul da França, a da lavanda), e lhe indicarem o trem errado. Pois Provins fica juntinho de Paris, a 1h25min de viagem a partir da Gare de l’Est. Normalmente, há partidas todas as horas, e você pode conferir os horários detalhados pelo site oficial ferroviário francês ou o super útil aplicativo SNCF Connect, da Société Nationale de Chemins de Fer

Dantes, vinha-se aqui de cavalo ou a pé. Você ainda encontra museus muito bons de época, com as fortalezas e também as feiras medievais que aqui se davam. Se vier nos meses quentes do ano (maio-setembro, especialmente entre junho e agosto), pode ver também uma encenação de cavaleiros com as lanças.

Casario antigo de pedra em Provins, França
O aspecto do lugar.
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Estão servidos um cafezinho simples com um quitute francês? Eu mato e morro por estes pains aux raisins [pã ô rêZÃ, a quem quiser pedir na padaria].

Prólogo: De volta à França

Meus olhos pareceram estranhar o sol — gostosamente, naquele estilo de Gonzaguinha cantando querer “sentir a dor dessa manhã”, tamanha a tenebra que estava a chuva que deixei em Estocolmo, onde moro.

Voltar à França me virou uma coisa meio Torna a Surriento, já que estou sempre alegre de retornar, ainda que não haja mar aqui em Paris. (Jamais me esquecerei de quando fiz vestibular na UFRGS, há muitos anos atrás em Porto Alegre, e à saída da prova de História e Geografia um cidadão conversava com outro que marcou tal resposta “porque a França não tem saída pro mar“.)

Lembro-me de Opash, de Caminho das Índias, comentando como os relacionamentos ocidentais começavam com a água na chaleira fervendo e ela depois esfriava, enquanto que os relacionamentos indianos começavam com a água morna e ela se fervia aos poucos. Eu estou no segundo tipo com a França, ao contrário daqueles que chegam com as expectativas lá no alto e às vezes se desiludem (o que adequadamente ganhou o nome de Síndrome de Paris).

A vivacidade de Paris me anima, sobretudo nestes meses mais quentes e luminosos do ano entre maio e setembro — ainda que estivéssemos num período “meia estação”, em que um casaco por vezes se fazia necessário. Dependia um tanto do humor do dia.

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Bonjour, Paris.
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Luzes do dia num amanhecer lento em Paris, numa rua qualquer — a minha hoje.

Eu aguardei a primeira padaria abrir. As coisas em Paris começam algo tarde para o meu gosto, sobretudo no verão. Ainda assim, as primeiras padarias abrem às 6h, muito antes do restante da cidade, só que por vezes nos meses quentes há “horaire d’été” (horário de verão) e só abrem às 7h. Paris me parecia quase toda ainda dormir, e nem o sol havia se levantado direito.

Na noite anterior, pouco após chegar, eu havia jantado num restaurante de crepes aqui perto. Coisa acessível, mas mais grã-fina e elaborada que os crepes de palito ou lanchonete mundo afora. Toma-se um copo de sidra com crepes — ou melhor, galettes, pois crepes aqui são somente os doces — de diversos sabores.

Vários homens negros apareciam pouco a pouco para fazer entrega de Uber Eats. Não havia um único sequer entre os cerca de 30 clientes que havia no restaurante.

A diversidade étnica está cada vez mais perceptível a olho nu na França, ainda que com ela também suas desigualdades. Senhoras negras gordas, às vezes com o ar cansado talvez pelo corpo, fazem-se quase sempre presentes no metrô — hoje com o celular frequentemente à mão. Algumas dessas, e outras africanas mais jovens e elegantes, por vezes exibem seus lindos vestidos tradicionais africanos repletos de cor. Paris, a cidade luz, nunca foi tão colorida.

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Vamos viajar?

Chegando a Provins

Eu acho engraçado como em culturas diferentes as pessoas se conectam de formas distintas. Aqui na França, uma das principais é a reclamação. Eu perguntei a duas senhoras se aquele era mesmo o nosso trem, pois não havia indicação, e prontamente estávamos todos a simpatizar em cima daquilo. Só não concluímos com o clássico “um absurdo” porque não se diz isso literalmente em francês.

No Brasil, é em grande parte se queixar da política, da vida, do caráter “das pessoas”, das durezas. Na Suécia, onde moro, tudo isso soaria estranho — meio desconfortável até. As pessoas lá se simpatizam trabalhando juntas. Vizinhos que não se falam passam a se falar se estiverem limpando o jardim do condomínio juntos. (Já fui em eventos sociais na Holanda em que a atividade de grupo era arrancar o mato do calçamento de uma ilha. Coisas da ética protestante.)

Na França, indignação cívica é das ligas mais potentes que há. As duas brancas senhoras já estavam quase minhas amigas, superando hesitações que pudessem ter tido diante do meu biotipo meio árabe. Da janela, você vai vendo os campos de lav… não, infelizmente esta parte da França não reserva paisagens bucólicas, é um trecho algo industrial ou de monocultura de milho.

Mas breve estaríamos em Provins naquela manhã ainda algo fria (demais para o meu gosto e para a época)

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Para ninguém dizer que não mostrei minha galette da noite anterior em Paris, de salmão com queijo, e um copo de sidra ali.
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Desembarca-se nesta área um tanto fora do centro medieval (naturalmente, já que não haveria espaço para estação de trem lá). Ali há um centro de informação turística. Note já vários visitantes, embora ainda houvesse algo de pandemia no ar.
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Centro de informação turística de Provins, à saída da estação ferroviária.

Eu já dei no começo as instruções sobre como tomar os trens para cá. Vale ficar de olho nos retornos, que também são de hora em hora, para já saber que horas voltar à estação. Ela fica a uns 20 minutos de caminhada do centro histórico. Aqui na chegada, basta seguir os outros visitantes.

Esses trens entre Paris e Provins são regionais e nunca lotam, então não se preocupe demais em reservar com antecipação. Não dá nem para marcar assento. 

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Orientação para o centro histórico medieval de Provins, a uma breve caminhadinha.
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Em meio aos carros, você já vai vendo das casas de enxaimel — estas armações de madeira. (Pitorescas, mas você olha e diz “Deus me livre de morar ali.”)
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Estas são casas seculares e autênticas. Não é aquela coisa para turista ver em Gramado.
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Elas vão marcando o centro de Provins ao lado das casas de pedra.
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Há ruas pitorescas assim no centro de Provins.
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As impressionantes muralhas medievais da cidade ainda de pé.

Um pouco sobre Provins

Antes de eu detalhar o meu périplo, vale dar um pouco de pano de fundo.

Provins começa como um assentamento militar romano (um castrum), do tipo que eles faziam em áreas não totalmente pacificadas, como aqui a Gália. Em 485, entretanto, o lugar é conquistado por Clóvis, rei dos francos. Ele que em 508 se converteria ao cristianismo, o primeiro a fazê-lo, iniciando o reino franco cristão que Carlos Magno (747-814) depois ampliaria. 

Naquela colcha de retalhos que era a Europa medieval, Provins se inseria como uma importante cidade do Condado de Champanhe. Esse condado foi estabelecido em 956, e ele gozava de relativa independência. Em tese, o conde devia fidelidade ao rei de França em Paris, mas na prática tinha autonomia. Era comum que condes e outros nobres nesses idos do ano 1000 fossem até mais fortes do que o rei.

Assim começam as famosas Feiras de Champanhe. Calma, não pense n’algo glamuroso, como se fosse degustação de espumante em pleno medievo. Vinhos espumantes, à época, eram considerados defeituosos, e foi somente a partir do século XVII que se começou a produzi-los deliberadamente. Mas essa é uma história que contarei melhor noutra postagem, em visita a um lugar de degustação em Reims.

As Feiras de Champanhe (Foires de Champagne) eram mercados medievais dos idos de 1100-1300 que traziam vendedores e produtos das muitas partes da Europa — e até de mais além. Judeus, flamengos, italianos e gentes de muitas partes vinham aqui com suas mercancias dar fulgor ao que entraria para a História como a Revolução Comercial.

Foire de Champagne XIIIe
Ilustração do que teriam sido as Feiras de Champanhe no século XIII. Provins, à época parte desse então condado, fazia das maiores.
Map France 1030 fr.svg
Mapa do que era o Reino de França em 1030. Note o Condado de Champanhe ali em amarelo no nordeste do reino.

A Revolução Comercial surgiu da ampliação das rotas comerciais a partir dos meados da Idade Média, nos entornos de 1100. As trocas passavam a ser com moedas, em vez de escambo; surgem as cidades, com certa autonomia fiscal e gradualmente mais populosas; e aumenta o interesse por produtos exóticos, como aqueles oriundos da África ou do Oriente.

Na Europa, essa troca era eminentemente terrestre (ou por via fluvial), e Provins — como todo este Condado de Champanhe — tinha localização estratégica entre a Itália e Flandres (na atual Bélgica, mais ao norte).

Os condes de Champanhe garantiam a segurança do lugar, e por duas vezes todos os anos Provins sediava uma feira que durava de 3-6 semanas.

Há hoje um museu muito interessante em Provins, chamado La Grange aux Dîmes, que fala muito desse período e mostra coisas da época, num edifício medieval que foi mercado naquele tempo.

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Casa do século XIII onde hoje é o interessante museu La Grange aux Dîmes, que tratas das Feiras de Champanhe.
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O interior é assim, em arquitetura civil gótica. Vale muito a pena adquirir o audioguia para a visita.
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O vendedor de especiarias trazidas de longe. Algumas custavam mais que o seu peso equivalente ouro.
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Alfaiate italiano da Idade Média.
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O mercador de peles de Flandres. (Sim, o rubro-negro do Flamengo vem do vermelho e preto do que é a atual Bélgica.)
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Escriba. Poucos na Idade Média sabiam escrever, e você podia pagar a alguém que lhe escrevesse um documento, como um contrato de compra e venda.

Estas feiras prosperaram por coisa de duzentos anos (1100-1300), até a partir de 1280 a coisa se complicar um pouco. Surgiram rotas rivais através dos Alpes ligando a Itália ao centro da Europa; houve um recrudescimento das guerras aqui em solo francês, culminando na Guerra dos Cem Anos (1337-1453) com os ingleses; e, o mais importante, desenvolvimentos navais fizeram os mercadores preferirem cada vez mais as rotas marítimas de comércio — mais seguras e baratas.

Que, em tempo, potências navais como Gênova, Veneza e Portugal ganhariam proeminência você já sabe.

Mas houve também a questão política, pois em 1274 o Conde Henri III morre sem deixar descendência masculina. Sua filha, Joana de Champanhe, casa-se com o rei de França, e o condado assim perde sua autonomia, numa época em que monarcas começavam aos poucos a fazem frente aos nobres — culminando dali a um tempo no Absolutismo.

Ficariam para trás os tempos do conde Teobaldo IV, conhecido aqui como Thibaut, e que alguns dizem ter sido o homem que — retornado das Cruzadas — introduziu as rosas na Europa. 

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Encenação aqui em Provins do que teria sido a chegada do conde Teobaldo IV, que foi um cruzado. Diz a lenda que ele trouxe as rosas da Terra Santa para a Europa.

A rosa de Provins

Eu daqui a pouco mostro e falo melhor dessa encenação a cavalo que vi aqui em Provins. Antes, é preciso entender a importância da rosa para esta cidade — pois vocês vão vê-la em todo lugar, desde as butiques aos restaurantes (sim, eles aqui fazem doces de rosas também).

A rosa é um gênero de plantas com mais de 150 espécies, nativa de muitos continentes, mas as variedades cultivadas originam-se na China antiga. Elas entraram na jardinagem há cerca de 5.000 anos, e no tempo dos romanos antigos já estavam presentes pelo Oriente Médio. Os próprios romanos chegam a cultivá-la no sul da Itália, mas daí elas desaparecem da Europa — como tanto após a queda de Roma — e somente no segundo milênio é que ganham notoriedade no Ocidente.

Rosa gallica officinalis0
Rosa gallica officinalis, a rosa de Provins, que o Conde de Champanhe Teobaldo IV teria trazido das Cruzadas.

Eu não vou lhes garantir que foi assim que ocorreu, até mesmo porque a historiografia ocidental supõe a torto e a direito que quase tudo que veio do Oriente para a Europa chegou com as Cruzadas. Mas é o que a lenda diz, que Teobaldo a traria trazido consigo em 1240.

O conde Teobaldo IV entraria também para a História como Teobaldo, o Cancioneiro (Thibaut, le Chansonnier), pois compôs dezenas de obras líricas, entre elas três dúzias de canções de amor.

É nessa época que surge o chamado “amor cortês”, de corte, pois dizem que com tantos homens nas Cruzadas, muitas cortes passaram a ser geridas por mulheres, e daí a popularização dos trovadores e suas canções de amor (ainda) não correspondido. Vale observar que aquelas se tratam quase sempre dos sentimentos de um homem por uma mulher de classe alta, geralmente mais alta que a dele.

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O conde Teobaldo IV com a sua dama, Blanche.
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As muralhas de Provins do século XIII.
Casas de enxaimel no centro de Provins
As casas de enxaimel no centro histórico da cidade.

Pelas ruas medievais de Provins e suas atrações

Estas ruas medievais de Provins são pacatas, o que a meu ver se soma bem à sua atmosfera de época. A maioria dos turistas são franceses, já que poucos estrangeiros sequer sabem deste lugar. 

Por um dia quieto e de vento ainda frio, de seus 19 graus sem sol, eu percorri as vias de casas de enxaimel e subi as ladeiras ocasionais até chegar ao Portão de São João (Porte Saint-Jean), à Torre de César e às suas igrejas medievais. Por aqui passaram numerosos reis franceses, e foi onde o recém-coroado Carlos VII assistiu à missa em companhia de ninguém menos que Joana D’Arc durante a Guerra dos Cem Anos, a 3 de agosto de 1429.

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O Portão de São João (Porte Saint-Jean), uma das entradas medievais de Provins, do século XIII. Para quem vem da estação ferroviária, ela fica no extremo oposto do centro; mas por aqui você verá outros turistas que chegam de carro.
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Você pode subir nas muralhas e percorrê-las à vontade. Não há ingresso nem nada.
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A medieval Igreja de São Aigulfo (Église Saint-Ayoul), cuja construção foi iniciada em 1048. (Eu também nunca tinha ouvido falar dele. Foi um mártir do século VII aqui da região.)
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Aqui, em reforma, a Colegial de São Ciriaco (Collégiale Saint-Quiriace), onde Joana D’Arc e o recém-coroado rei francês Carlos VII assistiram à missa no dia 3 de agosto de 1429.
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A Torre de César.

A Torre de César

Essa fortaleza com aspecto de ter saído de alguma série de fantasia é a principal fortificação de Provins. Dizem que ela foi erigida no século XII por sobre uma fortificação mais antiga, quiçá do tempo do castrum romano aqui.

Fica numa colina, mas os especialistas dizem que ela tem um desenho péssimo para a defesa. Não sei dizer exatamente o porquê; só sei que ela, de fato, foi invadida repetidas vezes, e tomada pelos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos. Foram eles que construíram aquela muralha ao redor da torre.

Você hoje pode pagar um ingresso e subir torre adentro. Sua-se um pouco nos degraus apertados, raspando-se as mangas da camisa pela rocha, porém não é nada muito difícil. Fazê-lo de máscara foi um pouco mais duro do que já teria sido, mas tamanha era cagança de pombos no interior que eu temi mais pela criptococose que pela COVID. 

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Ei-la, a chamada Torre de César, do século XII em Provins.
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Sua estrutura. Paga-se um modesto bilhete de 4,30 euros (você pode ver preços e horários atuais sempre no site oficial).
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Vamos adentrar?
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As vias estreitas no interior da torre.
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No topo. Acho que não limpam isto aqui desde o tempo de Teobaldo, o Cancioneiro.
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… mas a vista é bela, com a Colegial de São Ciriaco em destaque.

Cheiro e gosto de rosas: O almoço

Deixem-me passar vocês para aromas mais agradáveis que fezes de pombos, pois era hora do almoço. Vocês verão muitos restaurantes típicos aqui em Provins (não procure por McDonald’s nem nada do gênero). Só fique muito atento pois, aqui na França, eles têm horários um tanto rígidos para servir almoço. Servem aproximadamente das 12-14h, e só. Se der fome depois disso, vai ter que se virar com lanchinhos aqui ou ali.

Se você curte toda esta atmosfera medieval, vale planejar uma visita ao restaurante Banquet des Troubadours se puder. Ali, servem-lhe um banquete medieval ao som de música num característico ambiente de taverna. Eu não fui porque só opera aos sábados e domingos, e é essencial reservar com semanas de antecedência (no site oficial), pois a procura é grande.

Acabei comendo num dos restaurantes “normais”, que servem muita coisa típica desta região francesa ou comida italiana. As especialidades regionais incluem queijos moles (tipo brie) e alguns embutidos, além de coisas com rosa.  

No caminho, eu passara por uma simpaticíssima lojinha chamada Les Comptoirs, que recomendo, com muitos produtos com essências daqui e também geleia de rosa, que eu provei mas não sei se aprovo. A ideia é melhor que o gosto. Tem mesmo gosto de rosa — é um pouco estranho. Há de tudo, e os sabonetes são hiper cheirosos.

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Sabonete com aromas de rosas nesta simpática loja em Provins, Les Comptoirs. Eu recomendo.
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Eu almocei aqui. O almoço não foi mau, mas também nada tão excepcional digno de nota. Já a sobremesa…
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… foi esta, crême brulée com rosas. Dá um toque todo especial, que vai além da cor.

Eu não deixei de notar que o cálice de vinho era mais barato que a coca-cola no restaurante. Coisas da França — que eu aprovo.

Mas vamos “aos finalmentes”, que foi a encenação medievalesca a que assisti à sombra das muralhas aqui em Provins. Foi com ela que eu encerrei este passeio.

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São servidos um sorvete? Este não é de rosa, não. São frutos do bosque.

O espetáculo da Lenda dos Cavaleiros

La Légende des Chevaliers é das atrações mais legais que há em Provins, sobretudo para quem for fã de Idade Média, mas não apenas. É uma peça teatral ao ar livre — neste cenário medieval autêntico aqui de Provins — com certa aura de “tarde de domingo em família”, e que crianças também podem apreciar.

Ocorre de fins de março até o início de novembro, todos os dias até o fim de agosto e, depois, aos fins de semana. Ocorre à tarde, e dura cerca de 45 minutos. Você assiste de uma tribuna coberta aos desfiles de cavaleiros e a algumas peripécias aqui ao lado de fora das muralhas de Provins. Não é preciso comprar nada online, basta vir à bilheteria à saída do Portão de São João no próprio dia (mas, se quiser, você obtem informações adicionais no site oficial.)

Como não há lugar marcado, vale chegar uns 20-30 minutos antes do início da encenação de cavaleiros, ou vai ter dificuldade em achar lugar bom onde se sentar. Foi o que fiz após tomar aquele sorvete nesta francesa tarde.

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O Conde de Champanhe, Teobaldo IV, com sua ajudante. (E uma pinta bem Ned Stark.)
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As caravanas que vinham com mercadorias às Feiras de Champanhe. O camelo é de verdade.
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O Conde de Champanhe com a sua lança aqui no espetáculo em Provins.
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Há um ligeiro quê também de Os Trapalhões na peça, que tem o seu lado cômico. (Você entende mais se souber francês, mas não é essencial.)
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Mas muito do que se vê é bem real, como a garota ali com sua manobra a cavalo.

A história se desenrola por quase 1h, e vale bastante a pena. Você entra ainda mais na aura medieval dos tempos áureos aqui de Provins, com suas feiras e o seu conde. 

Hoje, Provins fica na região da Île-de-France (onde fica Paris), mas sua lealdade à histórica região de Champanhe é evidente. Ainda veremos mais dela. Por ora, era retornar a Paris e se preparar para a próxima.

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Pelas ruas de Provins com o seu casario antigo.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One Reply to “Provins, cidade medieval a um pulo de Paris

  1. Ohh !…. Pariiiisss!… Mon amour!… Saudades, dessa cidade encantadora. Suas avenidas, boullevares, jardins, monumentos , seu casario… Um espetáculo!… Verdadeiro museu a céu aberto.
    Lindo esse café de esquina. A cara de Paris. Charmoso. Um sonho de verão… ahahah
    Bela região.
    Lindos!… A cidadezinha, o museu e o espetáculo.
    Uma fofura a cidade. Lindinha com seu espírito antigo, seu casario, muralhas e portais. Adoro.
    Lindas as muralhas, a torre, e as casas de pedra com flores na janela. Uma graça. Assim também os arcos e portais.
    O museu muito bonito com aquelas figuras representativas de outrora. Impressionantes. Belas e sugestivas.
    E o espetáculo encenado, um charme. Deve ser emocionante se transportar para o medievo e assistir a esse dia a dia dos nobres e seus séquitos.
    Nossa essas casas são lindas de se olhar, mas morar me parece meio arriscado. Parece que vão desabar a qualquer momento. Jesus.
    Lindas a postagem e a região. Tem semelhanças com Giverny , de Monet.
    Hahahaha adorei a sobremesa de rosas. Eita que o povo inventa coisa, rapaz. Parece estar deliciosa. Pensei que o sorvete também era. haha
    Muito bom. Que venham mais pelos passeios. Adoro viajar assim. Melhor que isso, só presencial. hahah

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