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As minhas 20 capitais preferidas na Europa — em ordem

Quais são as capitais europeias mais bonitas? As melhores para se visitar e conhecer?

Eis aí acima a vista de Florença com sua Catedralle de Santa Maria del Fiore, lembrando a todos nós que não se precisa ser capital para ser um esplendor. (É também uma forma de não dizerem que eu favoreci alguma, ou que já entreguei o jogo da minha favorita.)

Mas ser capital tem seus méritos, e na Europa as capitais são quase sempre as principais cidades aonde nos dirigimos para visitar. 

Tendo estado em praticamente todas elas (em vários casos, muitas vezes, e morado em duas), eu resolvi montar, só por curiosidade, as minhas 20 capitais europeias preferidas para visitar. Só tem graça pondo em ordem, senão fica muito fácil. (Se você acha que todas estarão aí, saiba que há pelo menos outras 20 que nem aparecem na lista, e que no fim do post eu conto quais são.)

Pôr em ordem é difícil, e deu trabalho consultar os sentimentos e minhas impressões. É uma lista subjetiva, fadada a ser diferente daquela que meu vizinho ou minha tia fariam. Não se ofenda se a sua capital favorita estiver em 17º lugar na minha preferência (ou nem aparecer na lista!). Vai de gosto também. Eis o meu, começando pelo fim. Curioso para descobrir os de vocês.

A saber: estou considerando todas as capitais da Europa, não apenas da União Europeia. Ficam de fora apenas os micropaíses (Vaticano & cia). Se quiser, pode até brincar de tentar olhar primeiro a foto e ver se identifica qual cidade é, antes de ver o nome.

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20) Belgrado, Sérvia 

Tenho uma grande amiga que me mataria só pelo atrevimento de incluir Belgrado nesta lista (ela detesta Belgrado e tem que ir lá com frequência a trabalho), mas eu francamente acho que a capital sérvia tem seus méritos.

Não é uma cidade turística na sua essência, mas tem uma linda fortaleza (Kalemegdan), belas igrejas ortodoxas, e um curioso misto de influências austríaca e turca neste “encontro das águas” que são os Bálcãs aqui na Europa. 

De quebra, as sérvias quase me deixaram com torcicolo na rua. Pronto, falei.

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19) Bruxelas, Bélgica 

Agora vai ser o contrário: conheço gente que ama Bruxelas, sejam belgas ou não. A cidade tem paragens lindas — a foto da Grande Place aí acima não me deixa mentir. Tem também cervejarias, chocolates e as batatas fritas originais, embora tudo isso se ache também em outras cidades belgas como Antuérpia, Bruges ou Gante

Porém, há algo de “zona” em Bruxelas que não me apetece muito e lhe derruba algumas posições no meu conceito. Pedintes e sem-teto abundam na cidade, que parece ver pouca administração pública. A segurança tampouco é das melhores, nem a limpeza.

Vale a pena conhecer — está aqui na minha lista, e neste post eu descrevo lugares de que gosto na cidade — ainda que eu goste mais dos belgas que da sua capital.

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18) Ljubljana, Eslovênia

Eis aí uma zebra — aos olhos de quem não conhece. Ljubljana [lê-se Liubliana, tipo Juliana] é uma fofa. A capital da Eslovênia é pequena, mas tem um centrinho bem simpático, pitoresco, aconchegante, e que ganha ares bem gostosos entre o Natal e o Ano Novo. (Já passei um réveillon cá, que eu narrei aqui.) Caso frio não seja a sua pedida, ela com sol também fica um charme.

Ljubljana sem dúvida merece bem mais dos tantos turistas brasileiros que chegam pertinho dela — em Veneza, a poucas horas de ônibus — e não cruzam a fronteira. 

É curioso quando se viaja por estas partes, pois no lado italiano se escuta português brasileiro o tempo todo, daí basta cruzar a fronteira Eslovênia adentro que ele quase desaparece. Eu recomendo.

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17) Copenhague, Dinamarca

Copenhague é uma cidade de que não gostei muito das primeiras vezes em que eu vim — achei-a meio sem sal. Até descobrir que, como uma pessoa tímida que precisa ser descoberta pelo outro, ela se revela.

Copenhague tem toda uma vibe de casario dos séculos passados se você observar, das histórias de Hans Christian Andersen (autor de O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, e tantas outras história infantis de época). Ela é cheia de pequenos museus interessantes e escondidos (alguns gratuitos!), castelos dinamarqueses do Renascimento, parques bonitos e uma área portuária pitoresca. 

Eu acabei por retornar já diversas vezes, e fiz um post diferente para cada estação do ano.

Copenhague no outono: Brumas, vistas e folhas na capital da Dinamarca

Copenhague no inverno e no Natal

Copenhague na primavera & os Jardins de Tivoli

Copenhague no verão: Nyhavn, o Castelo Rosenborg, e a Coleção de David

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16) Nicosia, Chipre

Esta é pelo exotismo de termos ainda, em pleno século XXI, uma capital dividida na Europa. Sim, passa um muro no centro da cidade, com imigração e tudo, dividindo a metade grega da metade turca desta capital de Chipre.

Você pode conhecer todos os detalhes no meu relato de visita lá. Eu não vou lhe dizer que é assim uma sensação de cidade, mas ela tem as suas paragens bonitas — como esse belo mercado tradicional no lado turco —, e só esta coisa de “2 países em 1” a faz muito inusitada. 

São moedas diferentes (euro numa, lira turca na noutra), idiomas distintos (grego e turco), e religiões predominantes diferentes também (catolicismo ortodoxo e islã, cada qual com os seus feriados distintos). É uma experiência única.

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15) Riga, Letônia

Riga, a capital da Letônia, é destas capitais pelas quais as pessoas dos outros continentes não dão nada, mas que na Europa já é famosa por seu passado de comércio marítimo, arquitetura tradicional báltica e Art Nouveau.

Além de bonita, Riga é uma cidade super animada no verão — com música de rua, o pessoal nos bares e mesas do lado de fora, e gente bonita. Há também igrejas de época tanto ortodoxas quanto católicas ou do protestantismo tradicional. Riga, a “cidade da inspiração” (como eles aqui a chamam), tem para todos.

Você pode conhecê-la em detalhes na minha postagem lá e se inspirar para ver de perto.

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14) Tallinn, Estônia

Tallinn é das cidades medievais mais impressionantes e bem-preservadas que há na Europa inteira. Entre as capitais, ela é séria candidata a ser a primeira ou a segunda mais impressionante dessa época. 

São muralhas medievais, portais de rocha, tavernas de época no subterrâneo, muito calçamento de pedra, igrejas, e ruelas bastante animadas no verão. Tudo isso com a quietude que estes Países Bálticos oferecem, e os estônios com seu jeito algo zen que tanto lembra os seus parentes finlandeses também.

Por muito tempo, o passeio mais recomendado para se fazer em Helsinki, na vizinha Finlândia, era “Bate e volta a Tallinn”. Talvez ainda seja. Vale a pena vir logo direto aqui e passar uns dias. A capital da Estônia tem por hábito superar as expectativas de quem vem.

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13) Estocolmo, Suécia

A capital sueca pode não ser vista por aí como uma sensação turística, mas é culta e bela. Você aqui tem museus de estirpe, como aquele com o navio original de 1628 do rei Gustavo Vasa, o Parque Skansen com pessoas em trajes típicos de época e casario antigo de madeira, e todo o centro histórico desta cidade de ilhas com água por todos os lados — doce e salgada.

Estocolmo fica entre um grande lago e o mar, numa intersecção onde os reis construíram palácios que você visita ainda hoje — como o Palácio Drottningholm, que segue sendo morada da família real sueca.

Você verá relativamente poucos turistas aqui, o que cria uma atmosfera bem mais autêntica que em tantas das outras capitais europeias. Mas não se engane: ela pode lhe ocupar por alguns dias. Eu acabei vindo morar aqui e passando uns anos já.

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12) Madri, Espanha

Chegou a vez da capital espanhola, com toda a sua riqueza histórica e cultural. 

Certa vez eu conheci um madrilenho que, mesmo com toda a fama e frisson atribuídos a Barcelona nas últimas décadas, se atreveu a dizer que Madri era muito melhor.

Não vou concordar nem discordar — já escrevi sobre Barcelona, preciso ainda escrever sobre Madri. O fundamental foi que me abriu os olhos para não dispensar a capital espanhola só por causa da sua concorrente catalã.

Madri tem muito acontecendo, tem um Palácio Real de estilo (na foto acima), o sensacional Museu do Prado (dos mais ricos de toda a Europa em termos de arte), além dos seus mercados e praças característicos. 

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11) Berlim, Alemanha

Berlim, a antiga capital prussiana, capital alemã com toda a sua história de divisão e resquícios do Muro ainda presentes, é hoje a queridinha dos europeus puxados a uma cultura urbana alternativa.

Há já há algumas décadas um movimento de contra-cultura alemão, especialmente forte neste antigo leste, da Alemanha Oriental, e que tem em Berlim a sua Meca. Isso somado aos muitíssimos imigrantes turcos e de outras proveniências na África ou Oriente Médio, que fazem de Berlim hoje uma cidade bem mais multicultural do que aqueles que estão fora da Europa imaginam.

Como foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e depois arrasada pela divisão da cidade entre leste e oeste, não há centro histórico, mas há atrações históricas de peso, como o Portão de Brandemburgo (na foto acima), os espetaculares museus de Pergamon, com templos inteiros da Grécia Antiga aqui trazidos, o Altes Museum, e o Neues Museum, onde está a cabeça de Nefertiti. Isso além dos restantes do Muro. Ainda escreverei mais a respeito.

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Agora vamos ao Top 10, com as minhas 10 capitais preferidas para visitar na Europa.

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10) Londres, Reino Unido

Não importa que os britânicos tenham optado pelo Brexit: são histórica e geograficamente parte indelével da saga europeia. 

Tenho amigos que amam Londres bem mais que eu, mas não posso deixar de colocá-la aqui no meu Top 10. São demais os simbolismos — suas cabines telefônicas, os vermelhos ônibus de dois andares, o mind the gap repetido no metrô, e tudo o que se refere à realeza.

Ainda que você não curta esse astral de Londres, há no mínimo museus excelentes — e completamente gratuitos! — aqui, como o Museu Britânico ou o Museu de História Natural. Há a ponte da Torre de Londres, o belo Hyde Park, Westminster, o Big Ben e tanto mais. Há quem diga que é preciso uma vida aqui; não foi a escolha que eu fiz, mas uns dias pelo menos a capital inglesa merece.

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9) Atenas, Grécia

Visitar Atenas na Grécia é uma experiência quase mítica, por tudo aquilo que você aqui encontra com os próprios olhos e aquilo que nem imaginava que iria encontrar.

As experiências exatas variam um pouco a depender do ano e da estação, mas numa boa estação turística (maio a outubro) você pode bem encontrar músicos de rua tocando buzuki (instrumento de cordas típico grego) nas calorosas noites de Atenas.

O que sem dúvida encontrará, e que lá está há mais de 2000 anos, é o Partenon, o templo à deusa Athena erigido no topo da acrópole. Hoje, há também um museu a seu respeito, além de muitas igrejas mais que milenares que você encontra perambulando por Monastiraki e as ruelas antigas da cidade.

Você pode gostar mais ou gostar menos, mas Atenas é insubstituível.  

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8) Viena, Áustria

A capital austríaca é das cidades mais belas e artísticas da Europa. Seu centro mais parece um museu a céu aberto, pleno de obras barrocas e neoclássicas dos séculos XVIII e XIX. Para começar, são muitos os palácios na cidade, desde o mais famoso de todos (Schönbrunn) até os vários outros menores. A própria prefeitura de Viena é séria candidata a ser a mais linda prefeitura em todo o planeta.

Viena é, fácil, a cidade mais elegante em todo o mundo germânico. Ela sempre concentrou a classe, a pompa, o estilo e as artes, de modo que a identidade sempre foi forte demais para ser fundir culturalmente à alemã.

É uma cidade aonde eu volto sempre, de tempos em tempos, nem que seja só para provar de novo as magníficas geleias de abricó, ou do sorvete de óleo de semente de abóbora — coisas austríacas de que não se fala tanto, mas deliciosas. Ou fazer mais das muitas viagens de bate-e-volta neste entorno, como Krems an der Donau, Melk an der Donau, Eisenstadt, Baden e outras.

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7) Sarajevo, Bósnia e Herzegovina

Sarajevo é um espetáculo, BEM mais interessante do que o turista que ainda a desconhece pode crer. Ouve-se falar na capital bósnia somente por seus massacres nos anos 90 (e suas marcas seguem vívidas aqui, com um excelente — se macabro — museu dedicado aos ocorridos.) 

Mas Sarajevo é bem mais que desgraça humana, é também muita cultura, muita mistura de cultura otomana e cristã europeia nestes Bálcãs. O seu centro histórico de matriz cultural turca é um encanto, assim como suas ruas de calçamento antigo e as mansões de época — do tempo colonial otomano — com tudo cercado pelas colinas verdejantes desta Bósnia. 

Foi das capitais que mais superaram as minhas expectativas na Europa inteira. (De quebra, se come bem aqui, um misto de chás, cafés e doces turcos e guloseimas balcânicas.)

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6) Roma, Itália

Não dá para negligenciar Roma, a cidade eterna. Cada qual tem a sua cidade preferida na Itália (Veneza? Florença? Milão? Nápoles? Palermo?), mas a verdade esta capital sempre se destaca. Ela possui uma gravitas — uma força gravitacional, como diziam em latim — inegável. 

É a única destas cidades a ter um país soberano dentro de si mesma — o Vaticano, que pode não ser Itália, mas é Roma. O papa, afinal, é bispo de Roma. Não nos esqueçamos tampouco dos Museus Capitolinos, do Coliseu, do simpático bairro de Trastevere nem das muitíssimas igrejas de época. Como me disse recentemente uma orientanda minha: é lugar também para se fazer um “tour Anjos e Demônios” pelas paragens.  

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5) Lisboa, Portugal

Sim, eu gosto mais de Lisboa que de Roma, talvez pela cena musical mais viva, com os seus fados vadios (e não vadios), as ruelas da Alfama, o cheiro da Lisboa antiga, os autênticos pastéis de Belém, as padarias e múltiplas curiosidades portuguesas que estão na origem de tanto o que é brasileiro. Até uma amiga minha italiana diz, sem pestanejar, que os portugueses são o povo mais tradicional que ela conhece do ponto de vista cultural.

Por Lisboa eu tenho mais do que gosto, tenho afeição, como aquela de alguém que porventura descobre — e encontra — um parente distante, talvez uma avó, em que se vê a origem de tanto do que se identifica na família. Pareceu-me uma versão mais limpa e menos muvucada de Salvador (e faço notar que uma amiga carioca disse ter tido a mesma sensação, comparando-a ao Rio de Janeiro). É inescapável.

Aos brasileiros, Lisboa — como Portugal como um todo — é um destino diferente de qualquer outro.

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4) Praga, Tchéquia

Agora estamos chegando àquelas que são cada vez mais próximas do coração e de significância também para a cabeça. Há razões tanto subjetivas quanto objetivas para tudo isso.

Praga é, facilmente, a capital medieval mais encantadora de toda a Europa. (A meu ver, consegue superar sua competidora mais próxima, Tallinn). Sensacional ponte de rocha do século XIV, torres e catedral de pedra impondo-se em meio ao casario de várias épocas. Do medieval gótico ao barroco ao Art Nouveau, você encontra das artes de muitas épocas aqui em Praga.

Suas feirinhas de Natal fazem-na o lugar perfeito onde passar a época natalina fora de casa. De quebra, você poderá ver a Basílica do Menino Jesus de Praga, tomar um autêntico chocolate quente tcheco, e conhecer mais das guloseimas daqui (como as fritadas de batata bramborák — procure).

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3) Budapeste, Hungria

Budapeste é minha cidade favorita na Europa Central, aquela que a meu ver melhor mistura os vários elementos culturais daqui — sua arquitetura, seus bolos de frutas, o rio Danúbio cruzando a cidade — com elementos do tempo da ocupação turca (seus banhos termais ainda presentes) e tanto da singular cultura húngara.

Afora isso tudo, a capital húngara é vivaz. Talvez seja o jeito de ser das pessoas — sua língua e origem distinta de todas as demais da Europa — que lhes dão esse “ser” diferente, mais despojado que Viena, e que tanto encanta os latino-europeus e latino-americanos.

Já fiz uma postagem bastante detalhada sobre a cidade e os húngaros aqui. Recomendo.

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2) Amsterdã, Países-Baixos (vulgo Holanda)

Se fosse para morar, eu talvez até preferisse Budapeste, que tem um clima mais moderado, diferente do chuvoso habitual de Amsterdã. Mas a capital holandesa — sobretudo se você tiver a sorte de uns dias de sol ou pelo menos sem chuva — é bela demais para eu lhe negar esta medalha de prata, como visitante.

Amsterdã é praticamente um museu a céu aberto, seus canais e casario dos séculos XVII e XVIII (tempos áureos do poderio comercial marítimo holandês) hoje cenário de uma vida liberal algo epicurista — diria-se hedonista até — de prazeres permissivos e criatividade artística.

Centenas de canais e mais de um milhar de pontes de época enfeitam a cidade inteira, fazendo você se perder por aquelas ruelas estreitas, ouvindo o sininho das agressivas bicicletas e a tentar avistar o que há dentro ali daquela casinha bonitinha à sua frente. 

Amsterdã é pitoresca no último. Como os os holandeses sobejamente dizem: todas as gentes fazem obras de arte, mas eles aqui vivem numa.

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1) Paris, França

Se perguntassem qual a cidade mais “coração do mundo moderno”, alguns responderiam Nova York — ao que eu torceria o nariz, apontando que a cidade norte-americana, sim, gozou de grande prestígio econômico e cultural no século XX, mas até dentro dos Estados Unidos já ficou para trás da Califórnia com sua indústria do entretenimento e das tecnologias.

Já Paris, que concentra todas as tradições e contradições da França, segue sendo uma cidade de luz, de cosmopolitismo, de idealismo humanista e tentativa na diversidade, dentro hoje do projeto europeu.

Quem vem cá não se embebe apenas de arte da maior qualidade que a Europa oferece (assim como também daquilo que ela afanou das civilizações antigas nos orientes médio e próximo), como também fica conhecendo o palco central de tantas tendências e dramas humanos dos últimos quatro séculos. Versalhes está aqui próximo, praticamente na zona metropolitana da cidade; o Louvre e o Museu d’Orsay com os impressionistas; a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Mausoléu de Napoleão; as tantas igrejas góticas quase milenares como Notre-Dame e outras; o boêmio bairro de Montmartre, dos percalços de artistas da vida real e de Amélie Poulain no cinema; as guloseimas francesas e tantas outras coisas.

Paris não é só um lugar, é uma experiência. Tem os seus espinhos como todas as rosas, mas um perfume majestoso como poucos outros lugares têm.

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Eis aí, com certo esforço de ordenar minha preferência, as minhas 20 capitais europeias favoritas.

Quem ficou de fora? Varsóvia (Polônia), Valletta (Malta), Berna (Suíça), Zagreb (Croácia), Bratislava (Eslováquia), Helsinki (Finlândia), Kiev (Ucrânia), Minsk (Belarus), Moscou (Rússia), Bucareste (Romênia), Sofia (Bulgária), Skopje (Macedônia do Norte), Pristina (Kosovo), Chisinau (Moldávia), Oslo (Noruega), Vílnius (Lituânia), Tirana (Albânia), Dublin (Irlanda), Luxemburgo (Luxemburgo), Reykjavik (Islândia), e Podgorica (Montenegro).

Eu já fui a praticamente todas elas, e já relatei visitas à grande maioria. Elas têm o que ver — umas mais, outras menos —, mas as 20 que destaquei são as que mais me cativam como visitante. E você? 

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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