(Este será um post longo.)
Não é todo dia que se vem parar na cidade onde estão as relíquias — os restos mortais — do Papai Noel. Digo, do histórico São Nicolau, bispo bondoso do século III que teria inspirado o bom velhinho.

Estamos em Bari [BÁ-ri], a capital da Puglia, região que domina todo o salto da bota italiana (ver mapa).
É uma outra Itália que não é aquela da pujança de outrora de Veneza, nem da majestade eterna de Roma, nem do glamour artístico de Florença.
Bari representa bem a Itália campestre — aquela Itália da cantina italiana, da nonna fazendo massa, das toalhas de mesa em vermelho e branco. Da imagem católica pendurada na parede, do homem impaciente que fala alto, e daquela generosidade algo turrona.
Em suma, Bari me evoca uma Itália “povo” que tanto gostei de encontrar aqui viva, uma Itália tradicional que tão bem se preserva aqui neste sul.

Quem és tu, Bari?
Permitam-me falar um pouco sobre a cidade, para não ficar aquela coisa caída de pára-quedas.
Bari não é uma cidade pequena, nem um vilarejo. O mais interessante aqui me foi precisamente isso: encontrar uma cidade moderna de médio porte (623 mil hab.), com ruas que por vezes me lembraram o centro de São Paulo ou Belo Horizonte, mas com um miolo histórico autêntico — habitado! — que o transporta rapidamente a outra era.
Bari, cidade que já foi grega, cidade que já foi árabe, que já foi porto de tráfico de escravos e cidade de São Nicolau (embora não exatamente).
A cidade tem um dos melhores exemplos que eu conheço de centro histórico turisticamente interessante e não-gentrificado. Quer dizer, é autêntico, com os próprios moradores dali, e não repleto de lojas de outrem. O centro de Bari segue sendo, inclusive, bastante residencial.
Uma curiosidade é que eles aqui me pareceram mais resmungões que a média italiana nacional. É engraçado. Bari parece muito habitada por aquela figura clássica da pessoa italiana capatosta (literalmente: cabeça dura), gíria daqui mesmo para denotar alguém teimoso e obstinado.
Mas eu já já chego lá. Deixem-me falar primeiro de quem é Bari, cidade que já foi grega, cidade que já foi árabe, que já foi porto de tráfico de escravos e cidade de São Nicolau (embora não exatamente).

A Bari antiga e medieval
Bari era Barium nos tempos da república romana, que a conquistou de nativos aqui do sul da Itália no século III a.C.. Já havia então muitas influências gregas.
Com a queda de Roma, os bárbaros ostrogodos a tomaram, depois os lombardos, os bizantinos, e nas alturas de 847 vieram os árabes constituir o Emirado de Bari aqui. Garanto que nunca tinham lhe informado que partes da Itália já foram emirados muçulmanos.
O medievo foi uma época de que pouco se ouve falar hoje no contexto italiano — como se nada houvesse ocorrido nos quase 1000 anos entre a queda de Roma e o Renascimento —, mas que foi fundamental ao sul da Itália.
Tanto a genética morena dos italianos do sul quanto sua genética cultural — com alimentos asiáticos então exóticos (limões, beringelas, pistaches) sendo introduzidos aqui pelos árabes — devem muito ao período medieval como um todo e suas trocas.

A Igreja, é claro, não gostou nada de ver um emirado muçulmano assim tão perto de Roma. Convocou cavaleiros cristãos do que são hoje o norte da Itália, a França e a Alemanha para reconquistar aquela região, num prelúdio do que mais tarde seriam as Cruzadas (a partir de 1096).
Naquela altura já do século XI, dois movimentos foram muito importantes neste contexto. Primeiro, a vinda de cavaleiros normandos (do atual norte da França), mercenários chamados por nobres italianos e pela Igreja para combater os árabes em troca de terras e títulos de nobreza nas terras conquistadas. Estes retomariam todo o sul da Itália dos muçulmanos, especialmente a Sicília, como lhes detalhei em Palermo.
O Grande Cisma — a separação entre as Igrejas do Ocidente (Roma, rito latino) e do Oriente (Constantinopla, rito grego), que se excomungaram mutuamente — já havia ocorrido em 1056. Esta região da Puglia, que após os árabes estava dominada pelos gregos bizantinos de Constantinopla, foi então conquistada por aqueles mesmos normandos em 1071.
O segundo grande movimento daquele século XI foi a chegada de turcos à atual Turquia, que então era território grego bizantino. Já islamizados no seu longo caminho desde a Ásia, os turcos em 1071 venceram a crucial Batalha da Manzikert, na qual derrotaram os bizantinos e finalmente adentraram para vir a tomar conta da Anatólia (o grosso do território da atual Turquia).
É aí que entra São Nicolau na história de Bari. Eu, francamente, nem sabia que o encontraria aqui.

São Nicolau e Bari

São Nicolau (270-343 d.C.) nunca pôs os pés em Bari — ao menos não enquanto foi vivo.
Ele nasceu na região da Lícia, no que é hoje o sul da Turquia. À época, era a chamada Ásia Menor, de população e cidades predominantemente gregas. Ele viveu e foi bispo ali mesmo na região, na cidade de Myra, e a sua vida foi algo distinta daquelas da maioria dos primeiros santos cristãos.
Ao contrário de tantos outros, ele não foi martirizado: os seus mais famosos momentos são em vida, não da morte.
Pouco se sabe sobre a veracidade de qualquer destas histórias, mas os “causos” que lhe são atribuídos são muitos. O mais famoso é de quando ele teria dado secretamente — atirando-as pela janela no meio da noite — três bolsas de moedas ao pai pobre de três jovens, para pagar seus dotes de casamento e elas escaparem de ir parar na prostituição.
Essa é basicamente a lenda formadora da tradição de presentes secretos no meio da noite no Natal — mas há muitas outras não-relacionadas, como ter salvo três homens de uma execução injusta, etc. Dizem ter havido uma adaptação em massa de feitos creditados ao filósofo Apolônio de Tiana (3-97 d.C.), da mesma região, que os cristãos tinham por hábito adaptar e creditar aos santos.

A história mais estranha — e por isso das mais populares no medievo — sobre São Nicolau é de um açougueiro que fazia presunto de crianças e vendia secretamente na cidade. São Nicolau teria descoberto e, com o sinal da cruz, trazido as crianças de volta à vida aquelas crianças transformadas em embutido de carne.

(E você aí achando que hoje é que o mundo e a imaginação das pessoas estão estranhos… )
Não se sabe o que São Nicolau realmente fez, mas a sua fama se espalhou, e naquelas alturas do ano 1000 já era comum que cristãos peregrinassem até Myra para visitar as suas relíquias.
Só que, após Manzikert em 1071, haveria turcos no meio do caminho.
Sob domínio turco, os cristãos perdem acesso à igreja lá em Myra com os restos mortais de São Nicolau. É então que marujos aqui da Puglia decidem ir lá fazer um Resgate do Soldado Ryan post mortem e trazem os restos mortais de São Nicolau para… Bari.
Já em 1087, seria fundada aqui a Basílica de São Nicolau (agora) de Bari, o que foi também uma estratégia para atrair peregrinos e dinamizar a economia da cidade. Essa basílica se encontra bem de pé aqui para você visitar.
Lá no oriente próximo, seria apenas uma questão de tempo até a questão do acesso dos cristãos europeus aos sítios de peregrinação — crucialmente em Jerusalém — se tornar um dos motivadores das famosas Cruzadas contra turcos e árabes a partir de 1096.






Só para completar este prelúdio histórico, Bari — como Veneza e outras cidades mercantes do Adriático — prosperariam também como portos de comércio de escravos.
Às vezes se vê certo provincialismo culpar os portugueses pela suposta invenção escravagismo comercial, mas isso foi prática corrente no Mediterrâneo medieval. Os escravos, porém eram eslavos — origem etimológica da palavra “escravo” — apanhados na atuais Croácia, Ucrânia e Rússia.
Não é nenhuma bondade que os faz receder nesse tráfico, mas o avanço dos turcos que em 1453 conquistam Constantinopla e, basicamente, aniquilam o Império Bizantino, tomando para si o acesso ao Mar Negro. Os europeus mediterrâneos dali olhariam alhures para escravos de outro lugar, que traficariam em números bem maiores…
Enquanto isso, aqui em Bari, tivemos o castelo erigido pelo rei da Sicília Rogério II em 1132, e que seria ampliado sob Frederico II, o apelidado de stupor mundi, para que relembra o post em Palermo. Aqui ele teria se encontrado e conversado com São Francisco de Assis, dizem.
O castelo segue inteiro, na forma que lhe deram no século XVI quando a Europa teve medo que os turcos chegassem até aqui. (Falei-lhes disso melhor em Lecce.)
Hoje, é um lugar onde passear e tomar sorvete.



A Bari do povo e minhas andanças
Venhamos ao tempo presente. Você já sabe as raízes de Bari quais são; agora é hora de ver o que ela se tornou.





Recém-chegado que estava da Sicília, com seu misto de lindeza histórico-cultural mas certa precariedade infraestrutural, eu me surpreendi de ver a coisa toda bastante avançada neste lado de cá do sul da Itália. A Puglia se mostrou bem mais estruturada.
Bari é radicalmente distinta de Palermo, a capital siciliana. Faz menos calor, é mais limpa, e é bem mais moderna no entorno do seu centro histórico antigo-medieval.
Bari fica no litoral, mas como que de costas para o mar. Você não o vê muito, separado da cidade que ele está por castelos e outras áreas de antigas muralhas (exceto no porto). Vale lembrar que, por séculos, do mar vinham ameaças, e a vida no meio da cidade precisava se dar ao abrigo delas.
Pense numa metade de cebola encostada no mar e protegida dele. Há o seu núcleo duro, a Bari Vecchia; em torno dela algumas breves quadras com prédios do tempo da Renascença, e por fim toda a ampla área moderna, com ruas cruzadas cheias de prédios e praças arborizadas amplas.


Quando desembarquei naquela tarde na Piazza Aldo Moro — a principal de Bari, onde fica o terminal ferroviário Bari Centrale —, foi muito esse Bari que eu encontrei, só que com o movimento de ônibus e gentes de fim de tarde. Lembrava algo ligeiramente mais cordato do que se vê nas cidades do Sul-Sudeste do Brasil.
Fui logo ter com Pier, o dono do apartamento onde eu me hospedaria por uns dias no coração desta capital pugliesa.
Pier era um fulano de seus quase 40 anos, daqueles um tanto monocromáticos que estão sempre com o mesmo humor e a exata mesma cara. Tinha cabelos escuros curtos, sorria aquele sorriso quieto de corretor de imóveis, e sabia falar da Puglia. Se você lhe fizesse perguntas fora do script ele se atrapalhava um pouco.
Recomendou-me bons restaurantes onde a gente local vai. Quando lhe mencionei o Mastro Ciccio, um lugar bem recomendado na web e que parece servir um sanduíche de polvo popular entre os turistas, sua resposta me foi que “para a gente, aquilo ali é industrial” — com o sorriso quieto de quem julgava o lugar indigno mas não queria perder a educação.
Acabei indo jantar no Peppo, um lugar bem despretensioso, e foi de lá que me aventurei adentro na Bari Vecchia mais adiante, primeiro à noite antes de vê-la ao dia no dia seguinte.


Bari Velha tem restaurantes aqui e ali, algumas praças bem movimentadas, mas no geral a natureza residencial desse centro histórico se revela: as casas se fecham, os moradores se recolhem após uma certa hora, e os becos ficam quietos.
Às vezes, nota-se a porta semi-encostada com pessoas dentro a assistir televisão.


Esse momento foi pitoresco. Aquele italiano gordinho ali saiu de casa — estas portas geralmente abertas até certa hora, e o pano cerrando a entrada para que as pessoas da rua não espiem dentro — e deu um revertério à italiana por causa do barulho.
Os conversadores pareciam ser aqui da própria vizinhança. Defenderam-se inutilmente num breve bate-boca de vizinhos, mas depois reduziram um pouco a voz, ao que o tio voltou esbravejando para dentro de casa após reclamar.


Noutro destes corredores de vilarejo, ao que eu caminhava sozinho feito um fantasma na noite, vi um médio cachorro preto que parecia saber muito bem aonde ia. Subiu a breve escada, empurrou a porta e entrou em casa.



Fazia 22º, e era engraçado ver algumas pessoas de cachecol e roupas de frio tipo em Feira de Santana com essa temperatura.
Na manhã seguinte eu percorreria tudo isso novamente, percebendo já um outro ambiente, quase de feira-livre em certas dessas ruas. Bari Velha é uma delícia.


Voltas por Bari Velha
Ao que os ônibus e o burburinho do comércio diário faziam as vezes à brasileira no centro da Bari moderna, eu fui primeiro rever os bulevares de palmeiras e praças durante o dia.
Ainda antes da Bari Velha, há lugares bonitos e fotogênicos nesta capital pugliesa, como o Teatro Petruzzelli, da virada do século XIX para o XX, e a longa beira-mar com edifícios também desse tempo, por vezes com elementos em Art Nouveau.





Daqui ao miolo de Bari Velha com a viagem no tempo que ela oferece são algumas quadras. Vale hospedar-se a uma distância que dê para cobrir a pé. (Não vi muitas opções de hospedagem dentro da Bari Velha. Como eu lhes disse, é um lugar que segue bastante residencial, não-turistificado.)
Pela manhã vale ir à Strada Arco Basso, uma ruela que é a apelidada de Strada delle Orecchiette, pelas senhoras que ficam ali sentadas fazendo massa com as mãos. Os orecchiette (ou “orelhetes”) são pedacinhos de massa neste formato de orelhinha típicos aqui da Puglia.
As senhoras não se incomodam de ser fotografadas, mas aquelas fotos de divulgação que se veem internet — com as senhoras sorrindo amavelmente — tampouco são muito representativas. Na prática, elas se parecem mais com aquela sua tia que gosta de lhe mandar fazer isso e aquilo.



“Mangia!” [“Coma!”], exclamou uma a um turista britânico inocente que ia passando e perguntou se podia experimentar. Aquele tom de vó que quer nutrir os netos um pouco além da conta.

Você acha aqui tomate seco caseiro por 6 euros o Kg, embora alguns vendam por 7. (Não é qualquer um que lhe diz até o preço do tomate seco na cidade.)



Se você não quiser levar orecchiette para fazer em casa, coma deles já cozidos aqui. Foi o que eu fiz. No centro histórico, há algumas vendinhas com cara de mercearia que também servem lanches e pratos simples de massa. Provei panzerotti (uns pasteis aqui meio vazios de recheios, mas nada mau) e um prato de orecchiette no molho de tomate. É macarrão, mas bem feito e com molho caseiro.





Eu falei que a Basílica de São Nicolau não é a catedral de Bari, então fui eu para lá neste dia. Estas duas igrejas são as principais atrações neste centro histórico, afora ele próprio como um todo.
A Basílica Catedral Metropolitana de São Sabino é também uma igreja romanesca de antes do gótico, do século XII e consagrada no século XIII, em 1292. Ela foi aqui erigida pelos normandos, que no bojo das Cruzadas e das novas brigas entre cristianismo ortodoxo e católico destruíram uma catedral bizantina (ortodoxa) mais antiga que havia aqui. Erigiram esta basílica sobre ela.





Eu ainda retornaria a este centro histórico de Bari Vecchia à noite algumas vezes, tanto neste dia quanto em outros. Fiz viagens a vários cantos da Puglia nestes dias aqui em Bari — a Alberobello, Locorotondo, Martina Franca, Lecce, Monopoli e Polignano a Mare, como vim mostrando. Ainda não terminei.
Voltaria a estas vias, a ver as senhoras de quase 90 anos ou mais sentadas à porta e vendo a criançada brincar. Ao longe, um bate-boca entre vizinhos. Outros falando alto aqui e ali.
Reitero que uma das coisas mais legais deste centro histórico de Bari é que você vê as praças ocupadas por italianos em vez de massas de turistas estrangeiros, o que torna o ambiente mais autêntico.
Como estão menos habituados a ouvir inglês e meu italiano apenas quebra o galho, eu acho que eu acabava falando em esperanto com eles.



A partir das 18h, as mesas ganham algumas cabeças louras de turistas vindos do norte da Europa — e habituados a jantar relativamente cedo. Ocasionalmente, um cabeça morena de hábito similar, como eu. Das 20h em diante, começam os italianos e espanhóis a aparecer. Vi isso aqui como em Palermo.
O Largo Albicocca enche rápido. Breve, o largo estaria pleno. Na Pizzeria di Cosimo, eu tomava vinho simples em copo plástico e comia pizza caseira naquele estilo italiano de pouca coisa em cima — basicamente um queijão gostoso com molho de tomate em volta.


Turistas brasileiros, aqui no sul da Itália, eu quase não via. Parece haver um muro invisível ali nas alturas de Roma e Assis que muitos brasileiros raramente passam. Parece que a Itália é só dali para o norte, em lugares como Toscana e Veneza você mal passa 10 minutos sem ouvir brasileiros. Cá no sul da Itália, é capaz de passar 10 dias sem notícias tupiniquins.


Curti um pouco aquele movimento e tomei rumo. O único lado ruim é que os italianos e italianas fumam feito umas caiporas.
Vi Bari Velha ainda iluminada, veria ela novamente de dia, e ainda tinha mais uma viagem a fazer neste sul italiano antes de partir. Eu retorno.




Lindinha, a cidade. Uma bela, grande, e ao que parece bem cuidada , capital. Bela região.
Tem semelhanças com capitais brasileiras sim. Sobretudo as partes mais modernas. As esbeltas palmeiras são um destaque maravilhoso.
Mas o Centro Histórico é impar. Belissimo!… De uma riqueza arquitetônica, histórica e cultural invejáveis e únicas, dessa Itália miscigenada, de tantas histórias e batalhas e com tamanhas influências culturais de diferentes povos. Uma preciosidade!…
Que beleza apreciar seus templos, monumentos, casario de época com os seus tons gostosos, seus balcões floridos, ruelinhas com a cara da Itália, calçadas de pedras, paredes, fortificações que desafiam o tempo, arcos, flores em frente às residências, suas manifestações religiosas, hábitos e costumes sui generis.
É uma gostosura a Itália. Suas diferenças a enriquecem e fascinam os visitantes, que não resistem a esses seus encantos.
Muito bem descrita, meu jovem amigo viajante. Bela postagem, linda região , interessante e curioso levantamento Histórico. Nada sabia disso hahaha. Muito bom saber. E instigou sua amiga aqui a conhecer tão bela região.
Amo a Itália e nada conheço do sul , já que as tradições familiares são do norte da península.
Obrigada pela postagem e informações. Amei.
Valeu.
Interessante a homenagem a Aldo Moro, importante e influente homem público do final da década de 1960 até o final da década de 1970, quando foi sequestrado e morto por terroristas de esquerda. Ele, se não me engano era social democrata. Teve grande repercussão. Lembro que foi um horror na época. Lembro também que foram presos, os sequestradores.
Foi por muito tempo 1º Ministro da Itália e era muito bem quisto. Muito justa a homenagem.