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Israel-Palestina

Como é a Galileia hoje: O mar, o rio Jordão, Cafarnaum e outros lugares bíblicos

Estas ruínas que você vê na foto são de Cafarnaum, vila de pescadores onde vivia Pedro e onde Jesus bastante pregou, às margens do Mar da Galileia.

Aqui temos alguns segredos a revelar. Primeiro que o Mar da Galileia é chamado assim por tradição, mas se trata de um lago de água doce. Segundo, é que se julga ter descoberto a casa de Pedro, e há hoje uma igreja na antiga morada do apóstolo.  

Quem também passa por aqui é o rio Jordão, que vem de colinas mais ao norte, entra no Mar da Galileia e depois sai rumo ao Mar Morto mais ao sul. No trajeto, ele divide as terras de Israel-Palestina e as da Jordânia, antigamente chamada de Transjordânia exatamente por isso. (Daí o território palestino do lado de cá ser chamado de Cisjordânia.)

São muitas as paragens de relevância bíblica ou histórica por aqui. Tiberíades, Magdala (a origem de Maria Magdalena), Bethsida, e Tabgha (o lugar onde teria se dado o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes) — todos ficam aqui pertinho, afinal as pessoas naquele tempo viajavam de pé ou de burro entre um lugar e o outro.

Venhamos dar uma volta. Um tour serve bem para conhecer de perto o que há hoje nestes lugares. Saídos de Nazaré, que cobri antes, era hora de tocar a estrada rumo a estes arredores do Mar da Galileia.

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O Mar da Galileia, visto de Cafarnaum.

Tour pela Galileia

Ambientando-nos

A Galileia era uma espécie de reino semi-independente na Antiguidade, que fazia fronteira com a Judeia e outras terras. Isto aqui não era tudo unificado. Quem unificava era o Império Romano, que já no tempo da vida de Jesus — e ainda por séculos depois dali — controlava à distância esta região. Não havia legiões romanas estacionadas na Galileia, mas esta prestava a Roma satisfações e tributos.

São muitos os lugares bíblicos por aqui, e um tour talvez seja a maneira mais prática de visitar vários deles de uma só vez. O ideal talvez fosse ter um carro e um guia particular, mas essa seria uma solução mais cara e que demandaria mais tempo. À maioria das pessoas um tour atende bem, até porque vários dos lugares não têm muita coisa hoje (às vezes uma igreja apenas) e são visitas relativamente rápidas — exceção feita a Cafarnaum.

Eu vim com a Bein Harim e aprovo, mas muitas empresas oferecem o passeio saindo de Tel Aviv (mais perto) ou Jerusalém (mais longe, requer acordar e sair mais cedo). Geralmente, custa perto de USD 100 por pessoa com tudo incluído exceto o almoço. Há, como é de se esperar, uma sobre-representação de pessoas religiosas, mas não ache que todo tour vira grupo de louvor. São tours bem “normais”, ainda que a significação de grande parte dos lugares recorra frequentemente a passagens bíblicas, à vida de Jesus, ou no mínimo à História de Israel. (Não tinha como ser diferente.)

Comecemos por Cafarnaum, que foi talvez o lugar mais impressionante de todos — afora Nazaré — aqui na Galileia. (A visita à cidade onde Jesus cresceu faz parte deste mesmo tour normalmente, é a primeira parada e ela eu já relatei em detalhes na postagem anterior.)

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Cafarnaum, “a cidade de Jesus”. Vamos visitar? Ela hoje é um parque arqueológico como Éfeso ou Pompeia. (Se você vier em tour, não precisa pagar entrada.)
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É um sítio arqueológico assim.
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Ruínas antigas com símbolos do que era Israel naquele tempo. Veem-se ali frutas, símbolo de abundância, e a estrela de Salomão — que se tornaria famoso como pentagrama na Idade Média e Renascimento.

Cafarnaum e a casa de Pedro

Cafarnaum é às vezes chamado Capernaum em inglês, mas o nome vem mesmo do hebraico Kfar Nahum, que quer dizer “Vila de Nahum”. Nahum foi um profeta antigo dos hebreus que se estima ter vivido no século VII a.C. Quando o apóstolo Pedro viveu nesta vila de pescadores, ela portanto já tinha esse nome. 

Pedro foi provavelmente o mais velho dos apóstolos de Jesus, daí às vezes atuar como porta-voz do grupo. Ele já era um homem maduro, normalmente retratado já de barbas e cabelos brancos. Pescava aqui no Mar da Galileia — às vezes também chamado Lago de Genesaré — com seu irmão André, que também virou apóstolo. Jesus curaria a sogra de Pedro aqui em Cafarnaum (Matheus 8:14-17, Marcos 1:29–31, Lucas 4:38), e dali se seguiram muitos episódios.

Duas curiosidades são que “Pedro” não era realmente o seu nome — este foi um apelido lhe dado por Jesus, supõe-se que pela sua personalidade dura (há várias interpretações). Seu nome era Simão, daí às vezes “Simão Pedro” ser usado para ele. Só que Pedro também é uma tradução, não só evidentemente do grego Petros, mas de Kephas para “pedra” em aramaico, a língua que Jesus falava.

Vendo Pedro e André pescando aqui na Galileia, Jesus então os chama para que sejam “pescadores de homens” no seu evangelho.

1280px Michelangelo Merisi da Caravaggio Milan 1571 Port Ercole 1610 The Calling of Saints Peter and Andrew RCIN 402824 Hampton Court Palace
O Chamado dos Santos Pedro e André, obra de 1604 do mestre Caravaggio com seu típico estilo de claro-e-escuro. O original se encontra com a família real britânica. Note o velho Pedro com o peixe e, sim, ali é Jesus imberbe de azul, vermelho e branco. Também não reconheci de primeira — mas aí você trata com Caravaggio.

A casa de Pedro hoje é uma igreja católica. Não a casa em si, já que naquele tempo as pessoas aqui eram pobres e suas casas eram de madeira, com apenas os alicerces feitos de rocha.

Você hoje pode ver as escavações e visitar o espaço sacro ali feito. No que visitei, um grupo de italianos fazia uma prece coletiva, daquelas com todo mundo sentado em que cada hora alguém voluntaria um nome para as intenções da oração.

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As ruínas do sítio arqueológico de Cafarnaum em Israel.
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As ruínas de onde se crê ter sido a casa de Pedro.
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Hoje há esta chamada Igreja Memorial, erigida aqui em 1989. É uma igreja católica franciscana (com a cara das edificações do século XX).
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Vamos entrar?
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Seu interior modernista é assim, um espaço amplo.
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Abaixo se vê as fundações da casa de Pedro. (Como era início de janeiro, via-se aqui a manjedoura.)
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O simples Pedro, retratado ali tão humano por Caravaggio, tornaria-se papa segundo a tradição, com cetro e hábito dos imperadores de Roma. Ele que aqui viveu o episódio do quase afogamento no mar.

O Mar da Galileia não fica distante — nem um pouco. Você caminha algumas dezenas de metros e, aqui mesmo dentro deste parque arqueológico, pode chegar à margem deste histórico lago chamado mar.

Foi aqui que se deram muitas passagens bíblicas famosas, como o episódio em que Jesus caminha sobre as águas. Segundo Mateus (14:28–31), também Pedro caminha sobre a água — até titubear na fé e cair. Rende a clássica repreensão de Jesus Homem de pouca fé, por que duvidaste?” ao estender a mão para resgatá-lo. (Há várias traduções diferentes dessa ao português a depender da Bíblia que você consultar.)   

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A moça tentando ir também andar na água. Brincadeira.
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Com o Mar da Galileia atrás de mim. Ele é um lago de água doce, como lhes disse. Nesta época do ano, é frio, mas no verão os israelenses fazem dele um balneário em Tiberíades.
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O Mar da Galileia. É possível enxergar o outro lado num sentido, com as Colinas de Golã disputadas entre Israel e Síria (mas atualmente controladas por Israel). No outro sentido, se vê bem menos. São 21 x 13 Km de extensão.

A Sinagoga Branca

Você não achou estas ruínas com uma cara greco-romana? Isso é porque Cafarnaum efetivamente foi uma cidade romana, altamente influenciada pela cultura grega, dos idos da vida de Jesus até o século VII. Muito do que você vê aqui hoje data daqueles primeiros séculos após Cristo.

A mais impressionante das edificações é provavelmente a Sinagoga Branca (White Synagogue), do século IV d.C. É onde as colunas e paredes do tempo romano ainda estão melhor preservadas.

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As estruturas romanas da antiga Sinagoga Branca em Cafarnaum. Ela tem esse nome pela cor das pedras, quando da sua construção no século IV d.C.
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Dizem que sob estas estruturas há vestígios de uma sinagoga ainda mais antiga, que pode ter sido a sinagoga de Cafarnaum onde Jesus pregou que o verdadeiro pão da vida vinha dos céus (João 6: 59).
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Com as palmeiras que embelezam as ruínas, dando-lhes mesmo este ar mediterrâneo.

Tiberíades e Tabgha, o lugar da multiplicação dos peixes e dos pães

Tiberíades é um lugar famoso na Bíblia, cidade fundada por volta do ano 20 d.C. por Herodes Antipas em homenagem ao imperador romano da época, Tibério. Note-se portanto que não é uma cidade tão antiga assim — ela nem existia ainda quando Jesus nasceu.

Eu sei que muita gente vem interessada em vê-la, mas a verdade é que hoje não há praticamente nada mais de histórico lá. Hoje, Tiberíades (que eles em inglês chamam Tiberias) é um balneário moderno onde os israelenses vêm passar férias de verão e tomar banho no “mar” de água doce.

Tiberiades e o Mar da Galileia
Vista panorâmica para Tiberíades e o Mar da Galileia. Ela é hoje um balneário.
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Tiberíades hoje, uma cidade moderna. Eu até havia cogitado me hospedar aqui para visitar a Galileia, mas valeu mais a pena fazê-lo num tour.

No nosso trajeto, nós avistamos a inconspícua colina onde se deu o sermão da montanha, e no detivemos em Tabgha, o lugar onde o milagre da multiplicação dos peixes e dos pães teria ocorrido. 

Outro lugar famoso pelo qual passamos, mas onde não há nada além de escavações, foi Magdala, o povoado de origem de Maria “Magdalena”. Como as línguas semitas (como o hebraico e o árabe) não têm vogais, escreve-se — nas letras hebraicas e árabes — como se fosse mgdl, e aí às vezes se vê escrito Migdal também.

Tudo aqui é relativamente perto. Não o bastante para se passear a pé, mas de ônibus você passa e a cada 10 minutos de estrada há alguma coisa.

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Placa indicando a direção de Magdala, hoje escavações do vilarejo que à época de Jesus deu a alcunha de Maria Magdalena.
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O chamado Monte das Bem-Aventuranças (Mount of Beatitudes, você verá aqui em inglês), onde se deu o famoso Sermão da Montanha.
Monte das Bem Aventurancas
Igreja na “montanha” hoje onde Jesus sintetizou seu evangelho falando das oito bem-aventuranças (Mateus 5:1-12).
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Bem-vindos a Tabgha, um pequenino santuário erigido onde Jesus multiplicou peixes e pães.

Eis ali a simpática oliveira, planta quase onipresente por aqui, neste simpático pátio que construíram em Tabgha.

Tabgha vem de Heptapegon (“sete nascentes” em grego), que é como ficou chamado este lugar na Antiguidade. Os hebreus o chamavam Ein Sheva, com o mesmo significado. Como os árabes não têm a letra P, usa-se B, daí o comprido nome Heptapegon ter virado Tabgha quando este lugar passou ao domínio muçulmano a partir do século VII.

Quando os árabes aqui chegaram, já havia do século V uma Igreja da Multiplicação, com mosaicos bizantinos que você encontra ainda hoje.

Aqui, Jesus teria operado os dois milagres em que alimentou milhares de pessoas multiplicando peixes e pães.

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Visitando a Igreja da Multiplicação em Tabgha, na Galileia.
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O pátio com a oliveira que vocês viram antes.
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O interior neobizantino da Igreja da Multiplicação. A igreja do século V foi destruída pelos persas no ano 614 e se perdeu, até suas ruínas serem encontradas no século XIX. Erigiu-se esta igreja atual no século XX.
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Os mosaicos bizantinos antigos no chão.
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Vocês veem, sob o altar, uma rocha? Ali Jesus teria multiplicado os pães.

Houve por séculos um vilarejo árabe aqui em Tabgha, até as operações israelenses de despovoamento em 1948. Como parte da construção do Estado de Israel, uma das ações foi “varrer” daqui aqueles que habitavam o lugar há mais de um milênio, no que ficou conhecido como Operação Vassoura (o nome foi esse mesmo, parece uma piada infeliz, mas não é invenção minha). Isso o guia provavelmente não irá abordar, mas foram milhares de pessoas, cujos descendentes hoje vivem na Jordânia ou como refugiados nos Territórios Palestinos. 

Na prática, segue havendo uma mistura de judeus e árabes — aquela mistura nem sempre bem-feita, em que eles estão justapostos, lado a lado, mas com vidas sociais distintas. 

Coitado de Jesus no meio dessa bandalheira“, teria dito a minha avó.

Foi nessa que, inclusive, paramos para almoçar. Houve pão, houve peixe, e houve outras coisas. Embora diferentes em tanto, os árabes e judeus daqui comem praticamente as mesmas comidas.

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Houve vinho branco também. Daqui a pouco eu lhe digo o nome deste peixe do Mar da Galileia.
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Tâmaras de sobremesa.

Eu preciso dizer que, embora interessante, estas comidas de tour em Israel são um tanto repetitivas — e não deixam de atochar um pouco no bolso. Geralmente, o almoço não está incluso no preço do tour e sai por coisa de USD 20-25, com pão sírio, húmus (aquela pasta de grão de bico), e bufê de salada que lembra aqueles de lanchonete de kebab Europa afora — vinagrete, cenouras cortadas, etc. Acho que para não estragar, eles tacam vinagre em abundância.

A comida boazinha, mas tende a ser ordinária para o preço, e quem está habituado a moqueca de peixe ou já provou os peixes da Amazônia dificilmente se impressionará. (Não é exatamente um tambaqui.)

A curiosidade fica por conta da tilápia que eles vendem aqui inteira, do Mar da Galileia, que por isso eles chamam de “peixe de São Pedro”. A associação fica por conta da imaginação.

Sigamos adiante, pois terminado o almoço, é hora do batismo no rio Jordão.

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A tarde ia aos poucos caindo ao que passávamos por plantações de tamareiras nas Colinas de Golã, no lado oriental do Mar da Galileia.

Yardenit, o mais popular lugar de batismo hoje no rio Jordão

Vamos aos fatos. Jesus foi batizado por São João Batista aqui no rio Jordão, mas isso não se deu exatamente aqui. Embora a Bíblia não ofereça as coordenadas de GPS de onde o batismo ocorreu, o mais provável candidato fica num lugar da Cisjordânia chamado Qasr el Yahud, nos Territórios Palestinos.

Foi por conveniência que se criou aqui Yardenit (ou “Jordãozinho” em hebraico), um lugar com certa estrutura para as centenas de turistas que vêm diariamente em busca também de batismo ou de pelo menos conhecer de perto o Rio Jordão — se não pular nele. A ideia foi do Ministério do Turismo de Israel em 1981.

Há toda uma estrutura turística aqui feita em que você passa primeiro por uma loja de souvenirs — com cara de duty free e preços blasfêmicos — antes de chegar às margens do Jordão. Embora ele seja hoje um rio pequeno, relativamente estreito (era maior no tempo de Jesus, e diminuiu devido ao assoreamento e à degradação ambiental), suas águas verdes são lindas em meio à vegetação.

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Yardenit, o principal lugar turístico de batismo no rio Jordão hoje em Israel. Os tours à Galileia costumam incluir uma parada aqui.
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Como é a estrutura. Tudo ocorre só nesta margem de cá. Estamos a sul do Mar da Galileia, de onde o rio Jordão sai para desembocar no Mar Morto.
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Já há toda uma estrutura preparada para quem vem de longe se batizar aqui.

Há uma quantidade grande de norte-americanos e africanos. São quase todos evangélicos, já que no Protestantismo há aquela coisa de “nascer de novo” (born again) quando se “encontra Jesus” e ser batizado — às vezes mais de uma vez — na idade adulta. 

Trinta anos atrás não tinha nada disso aqui“, voluntariou-me a senhora israelense que nos acompanhava no tour. “Tinha o homem aqui responsável pelo lugar, você chegava e pronto. Agora virou coisa pra turista.

O guia, de fato, já ao longo do dia vem perguntando quem acha que vai querer ser batizado. O custo é de 15 dólares pelo aluguel de umas simples vestes brancas com as quais se entra na água. Nestes tempos de mídias sociais, não faltavam palmas e gente gravando vídeos dos amigos após o batismo (“Como foi sua experiência?”), irrompendo entre gritos de “Aleluia!!”, aquela coisa exaltada.

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Dois estrangeiros nas vestes brancas fazendo o batismo no Rio Jordão. (O ritual fica por sua própria conta; não há pastor nem padre de aluguel aqui — eles só fornecem as roupas.)

Cheguei a pôr as mãos na água, mas a coisa de me (re)batizar aqui não me teve apelo. Conversei, todavia, com um simpático grupo de nigerianos para quem a experiência parecia estar sendo a de uma vida. Acho fascinantes essas coisas do ser humano. Vai ver foi o tempo que ele passou com a rosa que a fez importante.

Estejam assim apresentados a este geral da Galileia. O outro lugar, onde Jesus foi batizado, fica fora aqui da Galileia, mais para perto de Jericó, e esse eu lhes mostrarei depois. 

Sigamos viagem, quem sabe tomar um vinho aqui das colinas de Golã hoje de noite. Há muito já visto, mas ainda muito por ver nesta Terra Santa.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

3 thoughts on “Como é a Galileia hoje: O mar, o rio Jordão, Cafarnaum e outros lugares bíblicos

  1. Meu jovem amigo, que maravilha… Essa vossa viagem está sendo um encanto. Estou fascinada!… Que terra interessante.. Que mundo diferente… cheio de lugares históricos!… de deslumbrante passado… mágico…Parece que de repente o Mestre vai aparecer dentre as ruínas e conversar com as pessoas. Que coisa incrível, essa presença quase visível do Rabi da Galiléia na postagem….
    Lindas essas paisagens históricas cheias de belas palmeiras, embora a terra seca e o ambiente árido.
    Lindo esse céu azul, esse belo e azulado mar( lago) da Galiléia. E que imenso, que é. Muito bonito.
    Interessante ver as famosas e disputadas Colinas de Golãn cheia de plantas, tomadas por Israel ã Síria, se não me engano na guerra dos 6 dias por Moshe Dayan. Bela região!… agreste , histórica e bonita.
    Amei conhecer o Mar da Galileia, tão cheio de histórias e passagens importante. …E que imenso, é.
    Lindo o Jordão , de margens vistosas, cheias de vegetais, de belas e calmas verdes águas. Linda área. Gostosa, agradável…
    Surpreendente a mudança de Cafarnaum… Sempre se pensa encontrar aquela cidadezinha antiga, ainda vila de pescadores.. etc e tal. Mas o tempo passa e tudo muda.
    Muito interessante esses sítios onde Pedro morava e onde Jesus multiplicou os pães e peixes. Como sempre parece que o Mestre anda ainda por ali. Mágico…
    Só nao aprecio muito as construções gigantescas e modernas, Acho destoantes dos lugares históricos. “Nada a ver, Maria Claudia “…hahah… não é viagem .. foi um causo que ocorreu com sua amiga há um tempo atrás…. mas turista gosta hahah
    Amei as onipresentes oliveiras… lindas… assim como as palmeiras, sobretudo as tamareiras… belissimas… Lembram os contos do Deserto de Malba Tahan ou as histórias de Beremiz Samyr no “O Homem que Calculava,” do mesmo autor brasileiro.
    Lindo o Caravaggio.. Adoro o pintor e suas histórias satíricas hahah. Gostava de colocar pessoas conhecidas em suas pinturas, e às vezes em posições pouco dignas o que lhe causou perseguições….
    Interessante a proximidade dos locais e a cidadezinha de origem de Maria Madalena.
    Gostei de ver a comilança assim como as tâmaras. Estao lindas e parecem saborosas. As daqui são duras.
    Hhaha adorei a avó do senhor e o termo , “bandalheira” hahah … apropriado….espirituosa hahah e verdadeira… coitado de Jesus se voltar hoje la hahahah
    E que linda essa Montanha das Bemaventuranças… O ambiente parece abençoado. A energia amorosa do Rabi da Galileia parece estar presente….
    Belissimos os mosaicos bizantinos… lindos, mesmo…
    Que show de viagem… que riqueza… e muitos turistas…
    Estou amando.
    Vamos que vamos
    Obrigada pelo presente.
    Pretendo fazer uma viagem dessas.

  2. Lamentável. Tudo baseado na ficção bíblica, que, como toda literatura, pode conter dados histórios, referências dos respectivos autores, mas não têm valor histórico.

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