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Guiné-Bissau

Visto da Guiné-Bissau para brasileiros e o trajeto Ziguinchor-Bissau na estrada

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres de toda a África — e um que fala português. Não associo as duas coisas (correlação não significa causalidade, já reza o mantra da estatística), afinal o francófono Haiti, a anglófona Serra Leoa e tantos outros estão aí para mostrar que colonização de exploração faz mal, não importa o idioma.

Eu, em verdade, abraço a Guiné-Bissau como uma irmã pequena nesta nossa família da lusofonia, uma que muito gosta do Brasil, mas cuja burocracia um tanto “à moda antiga” ainda exige vistos físicos de brasileiros a turismo. Como me disse uma autoridade que não posso identificar aqui, “Eu não sei o que é que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa está fazendo que ainda não organizou livre-visita entre os países-membros.”

Porém, nada tema. Estamos aqui para explicar como tirar o visto guineense de maneira simples. Também aproveito para narrar minha incursão na Guiné-Bissau — numa viagem por terra desde Ziguinchor, no Senegal, até Bissau, a capital do país lusófono.

Preparem-se para todos os detalhes.

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Numa loja de souvenirs mais adiante.

Opções para tirar o visto da Guiné-Bissau

Há algumas alternativas a quem deseja visitar a Guiné-Bissau. Como dito, brasileiros — assim como europeus — precisam de visto para visitar a Guiné-Bissau a turismo, e esse é um visto à moda antiga, aquele do adesivo no passaporte, e sem nenhum recurso online que possa auxiliá-lo eletronicamente. Na internet você mal descobre quais são os documentos necessários para pedir o visto, mas estamos aqui para ajudar.

Opção 1: Tirar o visto num consulado da Guiné-Bissau no seu país

Vistos e passaporte
Vistos à moda antiga ainda são comuns pela África.

Esta é a opção convencional e que, na realidade, é a mais trabalhosa. Há embaixadas da Guiné-Bissau em Brasília e Lisboa, assim como um consulado honorário (que não sei se funciona) em São Paulo, mas os requisitos são pouco claros.

A página da Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa até especifica o que exige, e eu deixo ali o link a quem precisar, mas no Brasil não há informações além de um número de telefone e endereço de e-mail para contato (ver aqui). Prepare-se para aquela coisa de enviar fotografia 3×4 junto com seu passaporte, etc.

Opção 2: Tirar o visto em Dakar, na capital do vizinho Senegal

Você, em verdade, pode sempre tentar tirar um visto durante a viagem noutro país, mas a viabilidade disso varia de país para país. Eu sei ser possível solicitar o visto de turismo para a Guiné-Bissau na sua embaixada em Dakar, Senegal — país vizinho e fácil de visitar, que não exige visto nem de brasileiros nem de europeus.

Não é algo que eu tenha feito pessoalmente (já que escolhi a Opção 3, mais fácil), mas soube que se cobra 50.000 francos CFA (cerca de €75) e eles retêm seu passaporte por cerca de 48h até devolvê-lo. Ter isso em conta no planejamento da sua estadia em Dakar (inclusive que, para ir à Ilha de Gorée no Senegal, se exige o passaporte do viajante em mãos).

Opção 3: Tirar o visto no Consulado da Guiné-Bissau em Ziguinchor (Senegal)

Ziguinchor é uma cidade senegalesa da região da Casamansa, que um dia foi portuguesa e faz fronteira com a Guiné-Bissau. Ela será seu ponto de partida caso você pretenda adentrar o país lusófono por terra (como eu), e há providencialmente um consulado aqui.

O visto da Guiné-Bissau aqui custa apenas 25.000 francos CFA (cerca de €38) e leva 10 minutos para ficar pronto, sem agendamento prévio nem retenção do seu passaporte. Eu nunca havia tirado um visto físico de modo tão fácil e rápido antes.

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Este é o Consulado da Guiné-Bissau na cidade senegalesa de Ziguinchor, próxima à fronteira. Seu endereço está correto tanto no Google Mapas quanto no aplicativo Maps.me.

Não precisei fornecer foto nenhuma, nem preencher nenhum formulário. Um breve papo com o diplomata, 25.000 CFA pagos em espécie, e eis o adesivo preenchido por ele no meu passaporte. Pimba! Você só espera se o diplomata estiver ocupado com alguém.

Você vai chegando nessa casinha aí da foto, com ar de secretaria de serviço da prefeitura de lugar pequeno, onde lá dentro tem uma ou duas salas com ar condicionado onde os chefes ficam, e cá fora há uma recepção com certo conversê na porta.

À entrada, troquei com certa reserva o meu francês pelo bom e velho português, a ver se ali falavam mesmo a língua de Camões. Olharam-me, eu disse que queria um visto, e um idoso animado me disse que o acompanhasse lá adentro. De pronto batemos à porta do gabinete número 1, onde um coroa gordo (com cara de ser o cônsul) sinalizou algo numa língua que não compreendi, e fomos então à sala 02, onde um diplomata de seus 45 anos estava com seu macbook no gabinete, segundo ele assistindo um episódio da novela Império, que ele tinha gravada e de que gostava muito.

Eu lhe disse que queria um visto, e ele me convidou que sentasse. Ali sentei, e fomos conversando sobre os países de língua portuguesa enquanto ele tomava nota dos dados do meu passaporte, e pôs o adesivo numa de suas páginas. Contou-me algo do tempo em que morou em Portugal, falou que aqui todos gostavam do Brasil, e foi muito solícito. Perguntou para quanto tempo, disse uma semana, ele retrucou que o mais curto era um mês, e assim foi. Paguei os 25.000 CFA, e não precisei de mais nada. Validade já a partir daquele dia, e para duas entradas automaticamente.

Hora agora de irmos de fato à Guiné-Bissau, e para isso era preciso averiguar os transportes.

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Esta é a estação rodoviária de Ziguinchor, de onde saem os transportes para Bissau — a capital do país lusófono. (Vejam que lugar fino.)
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Este é o ônibus que faz o transporte.

A viagem por terra de Ziguinchor até Bissau

Apenas 147 Km de estrada separam Ziguinchor de Bissau, o que o Google — mentiroso — sugere que você faz em 2h55min de carro. Faz-me rir! Nunca confie demais nessas estimativas mecânicas (ou da tal “inteligência” artificial) quando se tratar de lugares poucos familiares aos engenheiros do Vale do Silício.

Esta é uma viagem que leva pelo menos 5h, e isso na estação seca. Se a estrada estiver enlameada, na estação chuvosa (de maio a outubro), me disseram que se leva 8h para percorrer os 147 Km. 

Uma das razões para a minha velocidade foi que eu não fui nesse ônibus aí acima. Quis primeiro ir de transporte particular, até Édouard na pousada onde fiquei em Ziguinchor me dizer que o cidadão que fazia esse transporte cobrava 160.000 francos CFA (€245!) para levar alguém até Bissau — um absurdo.

Optei, todavia, por isso num chamado sept-places (“sete lugares”), uns Peugeot velhos com dois bancos de trás onde facilmente metem oito. Veja abaixo.

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Este é o transporte clássico aqui, uns Peugeot velhos chamados de sept-places por levarem 7 passageiros: um carona mais três pessoas em cada um dos dois bancos traseiros. Um eufemismo, pois eles facilmente põem dois caronas na frente e não hesitam em meter quatro passageiros em cada um dos bancos de trás, se couber.

Preparado espiritualmente então para ir a Bissau em transporte coletivo, eu tomei um táxi de manhã para o terminal rodoviário de Ziguinchor, a sua Gare Routière, terreno com cara de estacionamento que poderia ser facilmente confundido com um ferro-velho. É amplo, então vale indicar ao taxista para onde você tomará transporte, de modo que o táxi já o deixe no lugar certo.

Antes mesmo de eu descer do carro, os faz-nada já vieram indagar aonde eu ia, e se era para Bissau. Ao confirmar, começam o venha cá comigo, venha, venha, são 4.000 francos, ao que você dá o dinheiro e o cidadão lhe dá um papelzinho tipo aquele comprovante de votação na eleição, com uma coisa ilegível rabiscada. 

Um outro me indicava que ia também para Bissau, e por 3.500 francos CFA, mas ali era um ônibus de tamanho médio e que ainda estava praticamente todo vazio, com cara de que levaria ainda pelo menos 1h ou 2 para sair — o que lhes mostrei acima na foto. 

Os Peugeot sept-places por 4.000 prometiam mais. Acabava de arrancar um lotado, e outro não tardaria a chegar. Acho que em 10 minutos chegou, no que eu fiquei ali zanzando. Vários vendedores ambulantes abelhavam vendendo capa de celular, frutas etc. Se você não é negro, eles se demoram mais num olhar de esperança de que você comprará.  

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Minha passagem de ônibus. “Este bilhete não é reembolsável.” O Rubicão agora havia sido cruzado.

Estaria até tudo relativamente bem se o tal do sept-places fizesse jus ao nome; mas, não, o motorista é ambicioso e quer meter 8 ali. Eu fui espremido no fundo com as mulheres, uma senhora toda de verde que logo puxou um sanduíche de pão de sal do meu lado e duas outras mais novas, uma toda de azul real e outra de laranja. Lindamente vestidas, pareciam personagem de quadro. Não demorariam a começar a comer mais.

Nosso motorista era um jovem relativamente baixinho e com cabelo de Cebolinha versão afro. Até gente boa. Não sei que língua falava, mas se comunicava comigo por gestos.

É fundamental sair cedo, logo de manhã. Nós zarparíamos umas 9:00h, após eu chegar lá umas 8:30, esperar 10 minutos por um sept-places chegar e outros 20 minutos até ele encher e nós sairmos. Paguei 4.000 francos pela passagem + 2.500 francos pelo meu mochilão, num total equivalente a 10 euros. Vi que não fui só eu a pagar extra pela bagagem, mas acho que a maioria pagou 1.500 ou 2.000. Pareceu ter a ver com o tamanho do volume — ou quem sabe com a minha cara relativamente pálida, mas enfim.

Criou-se uma polêmica porque alguém queria acomodar uma sacola de gelo, que nenhum outro quis em cima das suas coisas. Chegou uma hora em que tive a impressão de que tinham carregado um saco de esterco no não-porta-malas, aquele estilo em que as bagagens vão todas amontoadas na vertical detrás do último banco, sem haver realmente um maleiro.

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Olhem o charme do nosso veículo em tons de esmeralda.
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Muito melhor do que o que se via no caminho para Bissau.

Com reggae tocando no carro, saímos. Tudo estaria até bem se não parássemos tanto. Contei 6 vezes até a fronteira, a meros 15 Km de Ziguinchor. E as paradas não tinham razão clara. As duas primeiras vezes, fiquei com a impressão de que o motorista tinha ido tirar água do joelho rapidamente — saltou do carro, correu n’algum lugar, saudou alguém, e logo voltou. A terceira vez foi para abastecer o veículo. A quarta foi outra prosa e um trocado a alguém. A quinta foi uma blitz onde o policial quis aleatoriamente a identidade de um e fez perguntas. Ou não me viu, ou não me fez assunto. 

Verdade seja dita, os dois grandes problemas são a estrada e a polícia. Se você acha as estradas do Brasil ruins é porque ainda não experimentou as da Guiné. No Senegal elas até são dignas (melhor que na Amazônia brasileira), mas após a fronteira, uma vez na Guiné-Bissau, elas são uns mitos com nome de estrada. E ponha em cima disso a ambiciosa e minuciosa polícia africana — sempre inclemente no seu dever.

Após aquela blitz ainda no Senegal, teve mais uma parada aleatória e uma segunda blitz onde não fomos parados. À fronteira estávamos às 9:45, até aqui tudo relativamente bem embora devagar.

Toma-se o carimbo de saída do Senegal numa janelinha num piquete desses de protesto popular na pista, com pneus empilhados, barreiras velhas, e matagal ao redor. Muita gente local a circular, sobretudo ambulantes. Parecia mais feira que acontecia de ter também uma alfândega no meio.

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O lugar da fronteira entre o Senegal e a Guiné-Bissau, onde o motorista estaciona para todos passarem individualmente — a pé — pelo controle de passaporte e alfândega, primeiro da saída do Senegal e depois da entrada na Guiné-Bissau. Há uma breve “terra de ninguém” com matagal entre os dois postos.

A saída do Senegal foi sem dramas. Mais adiante, chegamos então ao controle de entrada da Guiné-Bissau, onde vi a gente local pagando pagando 1.000 francos para entrar. No meu caso, eu não paguei mais nada. O oficial viu o meu visto, tomou nota de coisas, e não conversou.

Numa outra casinha, porém, se fazia a alfândega — o controle de bagagens, onde todos tinham de pegar suas coisas no carro e abrir mala por mala com os policiais. Gostei que a minha foi uma mulher, já que até aqui nesta região da África as mulheres tinham se mostrado mais corretas e honestas que os homens. Como que corroborando as minhas percepções até aqui, ela me liberou com relativa rapidez e no fim ainda me ajudou a fechar o zíper do mochilão.

Pronto, às 10:10 — portanto 1h10 após termos saído de Ziguinchor — nós zarpamos da fronteira. Só que o show estaria apenas começando.

Às 10:25, meros 15 minutos após a alfândega, seríamos parados de novo por outra blitz policial, e outra vez desce todo mundo e abre cada um a sua bagagem. Você acharia que está em alguma zona de segurança máxima de Israel ou dos EUA; mas, não, está no interior da Guiné-Bissau.

Às 10:40, seríamos paramos uma terceira vez, e agora o policial implicou com a documentação do nosso motorista Cebolinha. Revisava aquilo e corria coisas com o dedo no papel feito um professor de ensino fundamental revisando a prova do aluno e identificando o que não estava em ordem. Lá foi Cebolinha descer do carro.

Só para tirar dinheiro”, vaticinou Dona Antônia do meu lado. Eles no carro pareciam falar mais um crioulo que propriamente português, mas volta e meia escapava algo identificável. 

Cebolinha voltou dali a uns minutos sem dizer nada, não sei se tendo liberado alguma propina ou não. Seguiríamos, e tomaríamos aí um longo — ou demorado, eu diria — trajeto de estrada esburacada, com mangues ao redor e capim melado de lama vermelha seca.

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O interior da Guiné-Bissau que íamos aos poucos vendo na beira da estrada.
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A vida aqui é assim.
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Meninos na beira dos alagados.

Branco, compra banana!”, exclamou para mim pela janela em bom português uma jovem vendedora ambulante no enxame que vinha ao carro cada vez que parávamos brevemente em algum vilarejo aguardando o tráfego. Não é que houvesse tantos veículos, mas há gente cruzando por toda parte, forçando o carro a ir devagar.

Havia também batata e cuscuz branco, não de tapioca, mas acho que milho branco com leve um açúcar. Por via das dúvidas, comprei por 100 francos (80 centavos de real) um saquinho com quatro.

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Estão servidos? Estava gostoso.

Às 12:00, fomos parados outra vez, e por sorte não foi preciso descer. O policial pôs a cara pela janela para inspecionar o interior, e não inventou caso. 

Dali a literalmente 5 min após sairmos, paramos outra vez para outro policial ver a documentação do motorista. É absurdamente fatigante — e um tanto patético, diga-se a verdade.

Viajávamos já em média a 36Km/h de acordo com meus cálculos, dançando na estrada para evitar os buracos, e de quebra ainda havia essas “otoridades” querendo coisa.

Às 12:50, cruzamos o caudaloso rio Cacheu. Outra vez paramos, agora para um pedágio que não sei se formal ou informal, onde um sujeito de regata vermelha pegou o dinheiro e levantou uma cancela. Então um policial à paisana com outros ali sentados à sombra da árvore — talvez ambicionando também um trocado — veio dizer que abrisse o fundo. Deixou-nos ir sem mais. Estávamos aí já com 4h de viagem para percorrer meros 100 Km.

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Havia trechos da estrada assim, sem asfalto — mas a natureza era primorosa, com muitas aves naquele alagado.
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O caudaloso rio Cacheu.
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A pobre da mangueira tintada pelo marrom da terra, manchada pelos veículos que passavam levantando poeira ou lama.

Os 30 Km finais da estrada são ligeiramente menos ruins, mas a entrada de Bissau é tão poeirenta que nós parecíamos estar dirigindo dentro de uma tempestade de areia.

Nisso tudo, me impressionei que as pessoas dentro conversavam muito pouco dentro do carro — só umas reclamações compartilhadas, e só. Fosse no Brasil, era capaz de todo mundo já ter trocado contato após várias horas juntos nessa jornada, mas a África não é necessariamente assim.

Às 13:15, paramos no posto fiscal da cidade de Bula, e às 13:55 pararíamos em outra aduana. (Você aí sente o nosso drama, a vontade de que aquilo terminasse logo e finalmente chegássemos.)

Os vendedores logo se aproximam de qualquer carro que se detiver. Meninos e também meninas vendiam amendoim cozido, além de sacos com água supostamente potável.

Eu me lembrava disso há 30 anos no Brasil. Ao menos um dos que iam no carro comigo comprou um saco — chupa a água, e vai o saco pela janela. O cidadão não tinha cerimônia de jogar lata de Fanta ou o que fosse. Quem quiser que os romantize.

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O furdunço na entrada de Bissau. (Aquilo verde é uma mesquita. Há muçulmanos aqui, como também há cristãos e seguidores das religiões tradicionais africanas.)
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Os transportes levando as pessoas nos arredores da capital.

A estrada só fica realmente digna entre o centro da cidade e o aeroporto.

Quando chegamos a Bissau já eram 14:30. Ou seja, no que é uma viagem de menos de 150 Km, levamos 5h30 para chegar. Como lhes disse, me contaram que que durante as chuvas esta viagem pode levar até 8h.

Computei um total de nada menos que sete paradas policiais: uma naquele trechinho no Senegal e seis na Guiné-Bissau. (No próprio Senegal, as coisas pareciam ser tão intensas quanto aqui, e um motorista me contou que só diminuiu após um episódio em que os policiais deram de gostosos para cima de um ministro de estado sem saber com quem estavam falando, e que depois disso tomou providências.)

Cebolinha deixou a todos nós num descampado que fazia as vezes de terminal rodoviário em Bissau. Ali, sinalizei um táxi que ia passando, com quem falei em bom português e perguntei quanto ele queria para me levar até o hospital. Não que eu precisasse, mas é que era perto da minha acomodação.

Daí eu achei engraçado quando a polícia ia nos parando (de novo) dentro da cidade, e o taxista se recusou. “Estou indo pro hospital“, disse ele pela janela ao policial indo devagar mas sem se deter, com ar de importância.

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As vias em Bissau.
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Finalmente chegamos, senhoras e senhores. Comunico-me novamente de Bissau.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “Visto da Guiné-Bissau para brasileiros e o trajeto Ziguinchor-Bissau na estrada

  1. Bela paisagem de abertura. linda combinação de tons: barro vermelho, água e vegetação aureolada por belo céu azul.
    Que pena a pobreza e a burocracia.
    Não tenha dúvida. Colonizar para explorar e largar ao léu , tem sido uma praga na história de várias regiões, inclusive África e América-Latina. O resultado é sempre pobreza para as regiões colonizadas.
    Pois, é: Comunidade sem liberdade de ir e vir, sem ajuda mútua para desenvolvimento integrado, não é comunidade. É uma falácia.
    O pensamento escrito na louça revela que pelo menos não perderam a esperança.
    Que horror a estação rodoviária!.. Jessus e que Ônibus.. Arremaria.. coitados..
    Nossa… tanto tempo para percorrer tão poucos km?
    Hahahah adorei a gozação com os metidos do Vale do Silício… hahah
    Vilgen que mafuá o carro…
    Preparo espiritual para a tal viagem hahah é ótimo… hahah É vero.. pelo visto…
    Nossa parece mais um ferro velho…
    Adorei o recibo.. chic hahaha
    Coitado do viaajante… esprimido… Notre Dame…
    Charmoso, o veículo… Misericordia com tanta geente em tao pouco espaço.
    Vilgen quantas paradas.. Jesus.. Avemaria.. Por isso leva tanto tempo..
    Quanto horror policia, estrada, veículo, paradas mis.. Jesus..
    E que terrivel a alfândega.. Coitado do povo. e quanta vistoria… gente, do céu pára mais do que viaja…
    Coitada da Guiné e do povo.
    Bem feito a bronca com a otoridade não reconhecida…Deveriam proibir esses abusos policiais.
    Situaçao de moradia pior que a favela.
    Enquanto isso a natureza continua linda. Bela paisagem…
    Bonitinha a Mesquita.
    Coitado do povo com esses transportes horriveis e essa pobreza.
    Otimo o trocadilho com o Hospital
    E bonitinha a tal região hospitalar. Deus livre o viajante hahah
    Olhe, meu jovem, as agruras das viagens.. hahah Õ Coitado.. haha ainda bem que chegou..
    Valeu.
    Que venham viagens mais amenas.

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