(Este será um post longo)
Dem Wahren, Schönen, Guten. “Ao verdadeiro, belo, bom”. São as palavras ali gravadas na fronte da Antiga Ópera (Alte Oper) de Frankfurt, uma cidade muito mais conhecida pelo seu poderio econômico — sendo o coração financeiro da Alemanha e, como se isso não bastasse, também a sede do Banco Central Europeu — que por qualquer dote artístico ou histórico.
Porém, essa é uma leitura contemporânea deveras parcial. Afinal, o noticiário escolhe do que vai tratar e, por conseguinte, aquilo que fica sem ser falado. Por exemplo, que Frankfurt tem um centro histórico simpático e é nada menos que a cidade natal de Goethe, considerado o maior escritor e poeta de língua alemã de todos os tempos.
Eu próprio demorei a fazer esta visita a Frankfurt propriamente dita, tendo de outras vezes apenas passado pelo aeroporto (que é o mais movimentado da Alemanha).
Às vésperas de Natal, eu resolvi finalmente conferi-la. Esta é sempre uma época especial para visitar a Europa Central, quando as feirinhas natalinas ocupam as praças, criando uma atmosfera inigualável. Esta região da Europa é, definitivamente, onde estar nesta época do ano.
Dito isso, e em respeito também às célebres palavras gravadas ali na Antiga Ópera, eu preciso tratar do bom, do belo, e também do verdadeiro, ainda que este nem sempre seja bom ou belo.
Como vocês já sabem, eu relato o que vejo — sem cortes. Vamos, portanto, à Frankfurt às vezes boa e bela (nem sempre), mas sempre verdadeira. É o início de um breve périplo pré-natalino aqui pelo interior germânico. Willkommen!

Chegando a Frankfurt
No meu vespertino voo desde Estocolmo, naquela tranquilidade de se estar finalmente a bordo, as botas pretas de cantora de metal gótico da aeromoça da Lufthansa chamaram-me a atenção. Do outro lado, pela janela, um pôr do sol vermelho se derramava sob o céu escurecendo no sul da Suécia.
Estávamos a caminho de Frankfurt, a mais rica cidade da Alemanha. São mais de 110 mil milionários e 14 bilionários na cidade, segundo as estimativas.
Frankfurt, entretanto, não costuma figurar nos circuitos turísticos — exceto pela passagem pelo aeroporto — porque foi severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Só muito recentemente ela concluiu um longo trabalho de restauração do seu centro histórico (Altstadt). Levado a pó pelas bombas britânicas em 1944, ele renasceu das cinzas pela mesma mão do ser humano em 2018, mais de meio século depois.
A demora se deu porque a reconstrução foi em etapas, e somente com a atual ascensão do turismo mundial é que surgiu maior interesse em preservar os espaços antigos como eles eram. Nos idos de 1950-1970, muito do que era reerguido era feito naquele estilo brutalista moderno — sem graça nem decoro algum — no nu concreto. E olhe que aqui estávamos na Alemanha Ocidental, capitalista. (A falta de gosto era geral).
A Guerra Fria até 1989 tampouco permitia muito espaço à nostalgia alemã. Ainda hoje, a maioria dos alemães ficam cheios de dedos para qualquer grandiloquência sobre seu passado. Somente após a Copa do Mundo de 2006 é que se atreveram a permitir-se algo mais de espírito nacional. Apenas em 2013 se reconstruiu o palácio do imperador (kaiser) em Berlim, por exemplo, reinaugurado em 2020 como um museu.

A chegada: “Causos” e caos
Permitam-me começar pelo realismo contemporâneo antes de lhes trazer o romantismo alemão de Goethe.
A “fila” para o embarque na Suécia já havia sido uma desorganização completa — no estilo bolo de gente para ver quem entra primeiro, e o desembarque do avião foi na base de gente se levantando antes da hora para já retirar a bagagem de mão sob os ineficazes gritos de “Sit down!!” da comissária lá ao fundo. O tipo de coisa que, no Brasil, deflagraria aquele vira-latismo típico “só podia ser no Brasil” ou que brasileiro é isso ou aquilo. Viajar pelo mundo mostra a você que a coisa não é bem assim.
Eu gosto da Alemanha, mas acho ela um lugar nervoso. A Suécia é tão mais tranquila. Já no Aeroporto de Frankfurt, eu desembarquei inocentemente em direção às malas — passando por dentro das salas de embarque, como é comum na Europa — e já me deparei com aglomeração de passageiro agoniado, a polícia ali presente por razões que não fiquei para ver, alguém com um megafone e sabe-se lá o que mais. Na agonia, passou um cidadão com um carrinho de oferta grátis de Twix, de que todo mundo foi pegando. Apanhei um, e segui rumo.

Eu partir daqui precisaria exercitar toda a minha paciência búdica com a logística da Alemanha cada vez mais em frangalhos. Bateram todos os meus recordes de tempo de espera aguardando as bagagens despachadas — mais de duas horas e meia após o avião aterrissar. A fama da eficiência alemã ficou mesmo só nisso, na fama. Aqui jazera os que já jaziam.
Ao que eu aguardava à beira da esteira, uma portuguesa de seus 40 anos passou ao telefone para garantir meu entretenimento neste lento começo de noite. “Continuo à espera da merda da mala“, lançou em bom português à pessoa do outro lado da linha “E sabe o que diz lá? ‘Tenha paciência’.”
Já tinha gente até sentada no chão jogando baralho. Não havia qualquer balcão ao qual recorrer. Só um sistema de som repetia mensagens gravadas para esperar, falando em dificuldades logísticas que, na verdade, eram também falta de pessoal.
Por razões que só Deus (e talvez a seguridade social) explicam, as pessoas aqui na Alemanha ficam doentes com uma facilidade quase mística — que lá na Bahia resultaria em recomendações para benzimento coletivo ou banho de sal grosso. É o único país do mundo onde regularmente vejo trens e demais serviços sem funcionar porque todo mundo ficou doente. Há algo de podre na República da Alemanha, e não é em si o Estado de Bem-Estar Social o culpado, pois na Suécia ele é ainda mais generoso, e em mais de meia década morando lá eu nunca vi isso ocorrer.
Enfim. Após termos aterrissado às 17:40, às 20:20 as malas se dignaram a aparecer, para alívio geral. A paciência compensou, pois tenho certeza de que seria uma novela mexicana (alemã?) para obtê-las de volta na burocracia do aeroporto no dia seguinte se tivéssemos ido embora sem elas. Vários foram, mas eu apreciei passar meu dia seguinte aqui visitando, não correndo atrás de bagagem.

Munido das bagagens, desembarquei nesta estação no que era uma noite deveras fria de dezembro. Ao menos não chovia.
Eu acabei começando, sem querer, pelo “lado B” de Frankfurt. Não o submundo, mas o imundo, pois o lixo se acumulava com fartura nos arredores da estação. Tampouco faltavam viciados, pedintes nem deficientes físicos de toda sorte morando aqui pelas rua desta cidade de 100 mil milionários. Aviso-lhes que este não é exatamente um ambiente muito “família”. Vi rapazes morenos na algazarra e prostitutas de todas as cores ao que desci as ruas na noite.
Passado esse banho de realidade, achei o caminho para o hotel, que ficava numa área de ar residencial já com outra ambiência. A vizinhança era escura e vazia, o pequeno hotel um luzeiro quase encantado. No interior, uma mulher alemã à recepção — com aquele ar rigoroso de supervisora de colégio interno, mas de bom humor — nos recebeu tranquila, indicando-me o frasco de biscoitos natalinos de cortesia.
“São a melhor coisa nesta época do ano“, comentei eu casual ao que pegava um ou dois. “Eu penso a mesma coisa“, decretou ela como se estivéssemos ali chegando às mesmas conclusões numa argumentação moral, o imperativo categórico dos biscoitos de Natal.
Amanhã seria um novo dia. Lindo, da mais louca alegria que se possa imaginar.



Frankfurt, um mergulho no seu passado
Há pelo menos mil anos Frankfurt é uma cidade importante no oeste alemão.
Se voltarmos àquela era, os povos germânicos — inclusos aí os francos e os alamanos — pouco haviam se dissociado da forma como os vemos hoje. Afinal, foi o rei dos francos, o imperador Carlos Magno (748-814), o criador do Sacro-Império Romano Germânico, que abarcava toda a Europa Central.
O nome Frankfurt vem de Frank (franco) e furt, que é o mesmo ford em inglês, vau em português: o ponto de um rio que é raso o suficiente para se atravessar. (Vocabulário pouco usado por nós nos dias de hoje, eu sei).
Daí haver esta, Frankfurt am Main, no rio Main justo aqui, e outra Frankfurt lá no extremo oeste da Alemanha, Frankfurt am Oder, já na fronteira com a Polônia. Os francos tinham vários vaus por onde atravessar diversos rios, afinal.
Quando os romanos chegaram aqui, fundaram um entreposto militar que se torna a cidadela de Nida entre 69 e 79 d.C., sob Vespasiano, mas breve os ditos “bárbaros” os expulsariam. Os mesmos bárbaros cujos descendentes se associariam à Igreja Católica para criar um Sacro-Império, numa certa vitória política para Roma. Ao mesmo tempo, na esfera cultural, o estilo gótico — associado aos bárbaros godos — tomaria o lugar do estilo clássico nas artes medievais.



O Reino da França se dissociaria destas outras terras germânicas logo no princípio da Idade Média, deixando ainda assim imensas terras sob este Sacro-Império. Ele abarcava tudo desde Roma, a Viena, até estas bandas cá do noroeste alemão — onde os sacro-imperadores eram frequentemente coroados.
Do século IX ao XVI, essa coroação se dava normalmente em Aachen, cidade que os franceses chamam Aix-la-Chapelle, já na fronteira alemã com a Holanda e a Bélgica. Porém, em 1562 — logo após a conclusão dessa Catedral de São Bartolomeu, Frankfurt já em franca ascensão como entreposto comercial — ocorre a primeira eleição de um sacro-imperador aqui.
Falo em “eleição” porque o sacro-imperador era de fato eleito, selecionado de uma nata da mais alta nobreza do império. Ela era escolhido pelos ditos 7 “eleitores”: o rei da Boêmia, o marquês de Brandemburgo, o duque da Saxônia, o conde paladino do Reno e os arcebispos de Trier, Mainz e Colônia.
Via de regra, o sacro-imperador era uma distante figura. A governança do dia-dia era feita por nobres locais, mas já desde 1372 Frankfurt gozava de privilégios como uma “cidade livre” ou cidade imperial. Isto é, ela respondia diretamente ao sacro-imperador apenas, sem conde, rei ou duque que a controlasse.

Em 1764, coroa-se aqui dia 3 de abril nesta Catedral de Frankfurt o imperador José II de Habsburgo — José Benedito Antônio Miguel Adão de Habsburgo, para que ninguém continue achando que esse costume de longuíssimos nomes era algo especialmente português. Era um costume católico da nobreza europeia de modo geral.
José II, nascido em Viena no vistoso Palácio de Schönbrunn, veio coroar-se aqui para o que seria um longo reinado até 1790, ele que era adepto à ideia do despotismo esclarecido. Ou seja, defendia um absolutismo em que o monarca abraçasse os ideais da racionalidade neste século das luzes, o século XVIII.
Quem assistiu de perto a essa coroação — e depois a descreveu — foi nenhum outro que não o mais pródigo de todos os filhos de Frankfurt: Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832).
À ocasião, Goethe era ainda um rapazote de 14 anos. Em tempo, ele se tornaria o maior escritor e poeta em língua alemã e um dos precursores do movimento romântico, que se alastraria pela Europa e mais tarde chegaria também ao Brasil.


Goethe e o movimento romântico alemão
Ninguém hoje associa alemão a romantismo, mas isso é em parte culpa dos estereótipos que a mídia reproduz. Talvez tenha também certa responsabilidade a acepção atual de romantismo, entendido como paixão de casal ou apenas como aquela coisa melosa das novelas. Ainda há, sim, o fato de a psiquê social alemã ter mudado bastante no século XIX, quando o romantismo dos contemporâneos de Goethe foi substituído pelo militarismo prussiano que até hoje faz dos alemães uma gente obcecada por regras, disciplina e hierarquia. (Não é achismo, há tratados sociológicos sobre isso.)
Se o chanceler Otto von Bismarck (1815-1898) mais tarde liderou a Unificação Alemã em 1870 disposto a fazê-la “a ferro e sangue”, do ponto de vista dos nacionalistas alemães do século XVIII isso foi um sequestro e perversão daquilo que muitos almejavam.

Num século dominado pela frieza de um crescente racionalismo — um “desencantamento do mundo” pela modernidade, como viria a dizer mais tarde Max Weber —, o movimento romântico surge como uma reação do coração à mente.
Sua ideia era de uma nação enquanto gente irmanada por um sentimento de solidariedade e herança cultural comum, não aquela coisa chovinista de hino, bandeira e “pátria ou morte” que o nacionalismo militaresco de Estado depois viria a criar.
É naquela toada romântica do fim do século XVIII e início do XIX que os Irmãos Grimm e tantos outros olham com nostalgia para o medievo popular, para o folclore, e registram por escrito os contos que viriam a depois se tornar clássicos modernos, como Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, João e Maria, Cinderela, e A Branca de Neve — dentre tantos outros que não chegaram a virar (ainda) desenho da Disney.
Enquanto isso, o naturalista Alexander von Humboldt (1769-1859) ia à Amazônia brasileira e percorria o que eram rincões do mundo, da perspectiva europeia, para reacender a paixão nacional alemã pelo seu passado “bárbaro” de bosques e florestas.
Se hoje você tem um pinheiro de Natal em casa, deve-se a esse período de resgate alemão romântico das tradições antigas. Que Nietzsche, Heidegger e os nazistas depois tenham corrompido isso num chamado à superioridade ariana foi uma infeliz perversão. Noutros lugares, os chamados dos românticos alemães a uma visão amorosa do mundo deram frutos mais doces. Quem sabe que frutos ainda não têm por dar.


Voltas por Frankfurt no Natal e a Casa de Goethe
Vocês podem ver bem, ali na foto, os prédios modernos. Essa Frankfurt eu acho que ninguém que vem aqui estranhará.
Era uma manhã invernal digna, com céu azul e gelo no chão. Chegou a bater -7ºC neste dia, e a experiência de remover as luvas para fotografar com o celular era sempre uma “alegria”. (A quem conhece essas temperaturas, a mão arde com o frio.)
Apesar de tudo, era um dia lindo. Como já disse antes: antes isso à chuva. O casario cor de creme que marca tanto as cidades alemãs estava iluminado, assim como os pinheiros. Café tomado no hotel, era hora de eu bater perna um pouco. Ir ver o que o centro de Frankfurt tem, e dar uma conferida antes do almoço na Casa de Goethe.




Você não demora a esbarrar nas feirinhas de Natal nesta época do ano. Como em outras grandes cidades da Europa Central, há não apenas uma, mas várias feirinhas pelas principais praças.


Como ainda era um pouco cedo para começar com o vinho, fui ver primeiro a Casa de Goethe, parte do Museu do Romantismo Alemão (Deutsches Romantik-Museum).


Este é um museu bastante moderno, com áreas interativas (e as habituais excursões escolares), além de pinturas muitas e poesia desse período. Claro que poesia traduzida nunca é a mesma coisa, mas há legendas em inglês por toda parte.




A Casa de Goethe foi restaurada após os danos causados pela Segunda Guerra Mundial, mas as peças e parte da estrutura seguem sendo as originais. Quem mandava aqui não era o poeta Johann Wolfgang von Goethe, mas seu pai Johann Caspar Goethe (1710-1782).
Quem já pegou aí o jogo do 1 erro? O Goethe pai era jurista e conselheiro real, um homem rico da burguesia, mas não um nobre. Somente em 1782 — ano da morte do pai — é que o Goethe poeta é enobrecido, isto é, transformado em nobre pela realeza alemã (devido ao seu genial trabalho) e ganha o “von” no nome, que é exclusivo da nobreza entre os germânicos. (O mesmo não se aplica ao van holandês, que qualquer um tem. Ambos querem dizer oriundo “de”.)





Voltas pelas ruas de Frankfurt à tarde, em meio às feirinhas de Natal
Era quase hora de ir dar umas voltas pelas feirinhas de Natal e conhecer melhor este centro histórico restaurado, mas não antes de almoçar.
Como eu não sou exatamente tão fã da culinária alemã de almoço (amo os quitutes de café da manhã, mas já não acho que os pratos salgados sejam esse balaio todo, com suas variações de repolho, salsichas, carne e batata), fui ao delicioso restaurante tailandês Suvadee. Eu sugiro esquecer aquela mania brasileira de chegar a terras estrangeiras e ir almoçar no McDonald’s e afins. Dê-se um presente aproveitando da boa e fácil comida asiática que há na Alemanha de hoje. Por 10 euros você faz uma refeição extremamente digna.

Pronto. Agora alimentado, nós podemos prosseguir — e tomar um vinho quente depois, que é pra rebater.
O centro histórico reconstruído de Frankfurt fica uma fofura nesta época, com seu casario de armações de madeira (enxaimel) e suas igrejas de época circundadas pelas barraquinhas que eu lhes mostrei.
Claro que junta bastante gente, sobretudo nos fins de semana, mas imiscuir-se é preciso.
As fotos talvez sejam a melhor forma de lhes mostrar como minha tarde foi caindo e se transformando em noite.




Quando o frio começa a apertar, basta se refugiar um tempinho numa das igrejas aqui do centro. Das mais impressionantes é a católica Igreja de Nossa Senhora (Liebfrauenkirche) original do século XIV com suas arcadas góticas e magnífico órgão.




O sol ia devagarinho caindo já no que seria ainda, em tese, o meado da tarde. Efeito do outono-inverno com seus dias mais curtos aqui nas regiões temperadas do globo.


Antes de o sol terminar de cair, fui à Catedral de São Bartolomeu, e quando saí de lá já parecia que o dia havia terminado.
O lugar todo de arenito vermelho impressiona. Ainda que ela não seja tão imensa quanto faz parecer aquela pintura da coroação de José II em 1764, grande ela é.





Frankfurt ia gradualmente se iluminando, e o movimento nas ruas só fazia aumentar.




Lutei por meu quentão (glühwein) ali na massa, resistindo à tentação de adquirir uma xícara de cada cor. A quem não sabe, de praxe você deixa um depósito pela xícara reutilizável que lhe dão (cada ano tipicamente com seu design novo, às vezes em várias cores), e se quiser levar a xícara para casa como recordação, é só não ir buscar o depósito. É a tradição.
Quem mora aqui, geralmente, já não tem nem mais onde botar xícara, mas aos turistas essa é uma recordação simbólica e autêntica.
Por ora, eu até me esquecia que Frankfurt é o coração financeiro da Alemanha e da Europa. De repente, vi seus lados mais singelos.
No caminho de retorno ao hotel, quis a fortuna que eu passasse em frente à sede do Banco Central Europeu. Por ali passei, e no dia seguinte eu tocaria adiante este périplo alemão para conhecer Hanau, a cidade de origem dos famosos Irmãos Grimm.







Mairon que trabalho maravilhoso você faz publicando suas experiencias de viagem no site. Super parabéns, está ótimo e vou usar muito suas dicas e comentários na viagem com minha esposa agora em janeiro de 25, na Alemanha, Praga e Budapeste!!
Se possível, você teria uma boa dica de como poderemos ir (sem carro) de Frankfurt > Rothenburg odt > Nuremberg, por favor? Vi que até tem opções de trem, mas com duas baldeações…pretendo ficar uns dias em cada uma dessas cidades p conhecer sem pressa.
Obrigado e muito prazer por conhecer seu trabalho.
Muito obrigado, Sergio! Fico feliz com a sua mensagem — e que bacana que estão para visitar lugares tão bonitos!
Quanto ao trajeto, não há muito como escapar: Rothenburg odt é mesmo um tanto isolada, e de trem a baldeação em Steinach é quase que inevitável para quem vem de alguma das cidades grandes mais ao norte, tanto de Frankfurt quanto de Nurembergue. Para evitar ter que trocar duas vezes, o que eu fiz foi pernoitar em Wurzburgo, o que gostei bastante e recomendo se vocês tiverem tempo.
Não me consta que haja ônibus de longa distância levando até Rothenburg odt, então é mesmo de trem o jeito.
Se ajuda em algo dizer, a baldeação em Steinach é beeeem tranquila, e o lugar já tem os ares pitorescos da chamada Rota Romântica da Baviera. Ótimos passeios! E qualquer coisa, estamos aí. Sempre bem-vindo.
Excelentes dicas, Mairon, muito obrigado.
Feliz 2025, com muitas viagens e realizações. Um grande abraço