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Alemanha Hesse

Visitando Hanau na Alemanha, a cidade de origem dos Irmãos Grimm

Hanau, Alemanha. 1786. Nasce o segundo dos Irmãos Grimm, no que à época era o Condado de Hesse-Kassel, dentro do Sacro-Império Romano Germânico.

Estas terras germânicas passavam por um período de efervescência intelectual e cultural. Eram vivos Goethe, Schiller, Humboldt, Beethoven, Kant e tantos outros gênios que entraram para a História. Foi quando a Alemanha — ainda não unificada como um só país — desenvolveu muito do seu patrimônio intelectual que depois a alçaria à condição de potência, e que nem mesmo as duas guerras mundiais lhe retiraram.

Claro, naqueles fins do século XVIII e começo do XIX, estávamos em plenas Guerras Napoleônicas. Se Napoleão deu o empurrão fatal no vetusto Sacro-Império — formado lá atrás por Carlos Magno no ano 800, portanto há um milênio —, por outro avivou nos alemães a ideia de que separados seriam sempre fracos diante de vizinhos como a França, que unir-se era preciso, e que o que unia os germânicos todos como uma nação era precisamente a sua cultura comum.

Os Irmãos Grimm aí desempenham um papel preponderante de reconhecimento, valorização e difusão da cultura popular alemã — o folk lore ou “saberes do povo”, terminologia alemã que depois passaria quase imutável ao inglês, ao português, e que cairia no léxico de todo o Ocidente. E esse trabalho deles começa aqui na sua cidade natal, Hanau, que eu vim conhecer de perto na já folclórica época natalina — pois muito do que se reconhece hoje como “tradições natalinas” são, em verdade, tradições alemãs.

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Casario que parece saído dos contos de fadas, feirinha natalina com casas de madeira e o pinheiro de Natal. Esta é a antiga prefeitura de Hanau, Alemanha.
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Hanau Hauptbahnhof, a estação central de trens da cidade com neve às vésperas do Natal em dezembro.

Hanau antiga e o trabalho dos Grimm

Vamos a um pano de fundo mais detalhado para vocês compreenderam na inteireza o que os Irmãos Grimm fizeram.

Irmaos Grimm retrato
Os Irmãos Grimm no retrato da pintora polonesa Elisabeth Baumann em 1855.

Jacob (1785–1863) e Wilhelm (1786–1859), ou Tiago e Guilherme Grimm se quiserem traduzir seus nomes, nasceram aqui em Hanau numa família de algumas posses, mas que perdeu quase tudo quando seu pai morreu deixando os filhos ainda infantes.

Eles eram filhos do meio de um total de nove, mas acabaram sendo os mais velhos dentre os sobreviventes e tendo que logo assumir as responsabilidades econômicas pela família. 

Tiveram uma educação luterana, com o avô materno lhes instigando a serem perseverantes no trabalho. Quando também esse avô falece, sem um patriarca de referência na família os irmãos acabam por se aproximar bastante um do outro.

Juntos, eles vão depois estudar em Marburg, cidade universitária aqui nesta mesma região de Hesse, onde acabam sendo humilhados por sua origem não-aristocrática, mas perseveram estudando direito. Diz-se que às vezes comiam só uma vez ao dia.

Os ventos da mudança chegam quando Jacob ganha o emprego de bibliotecário em Kassel, outra cidade universitária aqui perto. Ele não demora em depois conseguir levar também o irmão. Se pagava pouco, por outro lado dava tempo de sobra para eles lerem e desenvolverem seu interesse — surgido na universidade — acerca da literatura e da cultura popular alemã.

Eles iniciaram então um trabalho de pesquisa sistemático de ouvir as histórias da tradição oral e compilá-las por escrito num compêndio. Para algumas, já havia versões anteriores esparsas; para outras, estavam sendo registradas pela primeira vez.

Cinderela, João e Maria (Hänsel und Gretel no original alemão), A Branca de Neve e os Sete Anões, Rapunzel, A Bela Adormecida e O Príncipe Sapo são apenas algumas mais famosas das dezenas de contos que os Irmãos Grimm registraram, editaram e publicaram, começando com 86 deles em 1812.

Ampliações e adaptações

Os Irmãos Grimm não somente registraram tudo ipsis litteris como ouviam — até porque, como em toda e qualquer tradição oral, as versões vão variando ao longo do tempo —, mas foram eles próprios escrevendo conteúdo novo nas histórias e mudando algumas coisas.

As lendas medievais tinham uma moral bastante distinta daquela da burguesia alemã do século XIX. Por exemplo, no conto original de A Branca Neve e os Sete Anões, é a própria mãe da personagem quem tenta matá-la — o que os Grimm acharam de bom tom substituir por uma madrasta.

Arthur Rackham Little Red Riding Hood
Chapeuzinho Vermelho, numa ilustração de 1909 pelo britânico Arthur Rackham. As histórias se difundiriam amplamente Ocidente afora.

Grande parte dos contos não têm finais felizes, que são uma adição posterior. Chapeuzinho Vermelho e a avó são ambas comidas pelo lobo, e fim da história. Depois é que resolveram inserir um lenhador que vem salvá-la.

Como a moral nunca para de mudar, as próprias versões do Irmãos Grimm acabariam já polidas pela Disney e outros para as audiências atuais. Por exemplo, na sua versão de Chapeuzinho Vermelho, o lenhador retira ela e a avó da barriga do lobo e enche o animal de pedras, fazendo com que ele afunde na lagoa quando vai beber água e morra afogado. Também na sua versão de A Princesa e o Sapo, não tem beijo nenhum — a princesa transforma o sapo em príncipe quando o atira contra a parede (vejam que romântico).

É curioso observar o percurso histórico dessas mudanças. Se hoje as feministas reclamam que as personagens princesas nessas histórias são umas songamongas passivas que de virtude só têm a beleza, e que praticamente todas as vilãs — sejam as madrastas cruéis ou as irmãs invejosas de Cinderela — são mulheres, à época os Irmãos Grimm também censuraram o que viam como impropriedades das versões mais antigas.

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Ilustração antiga de A Bela Adormecida. Na versão italiana dos idos de 1600, ela era Talia, que os Irmãos Grimm preferiram germanizar como Rosamund.

Por exemplo, no original de Rapunzel, a história inclui uma relação sexual com o resgatador antes da fuga da torre. E, em A Bela Adormecida, o príncipe tira uma casquinha — ou, na linguagem da época, “colhe os primeiros frutos do amor” — ainda antes de despertar a mulher, o que hoje daria cadeia. Os Irmãos Grimm acharam melhor omitir essas coisas.

A moral do século XIX, às vezes chamada de moral vitoriana (pelo sociedade do tempos da longeva Rainha Vitória no Reino Unido), era uma moral bastante pudica, que cristalizava certos papeis de gênero, com a noção da mulher princesa dependente de ajuda e do príncipe valente que é sempre quem resolve a situação, e acolhia certas violências que chocariam as audiências atuais (como a malvadeza com o lobo), mas era mais restrita que hoje no que tange “as intimidades”. Tanto que era considerado explícito demais uma dama dizer que ia “dormir”; ela deveria dizia que ia “se recolher aos seus aposentos”. 

Os mais velhos dentre nós até hoje carregam bastante dessa moral vitoriana do período dos Irmãos Grimm e décadas seguintes. Cada qual reflete os padrões do seu tempo.

No caso das versões anteriores aos Grimm, muitas eles pegaram do francês Charles Perrault (1628-1703), que em 1697 — sob Luís XIV — publicou já várias dessas histórias, como Cinderela, A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, e outras como O Gato de Botas. Ele, por sua vez, pegou várias histórias compiladas pelo napolitano Giambattista Basile (1566-1632), que tinha as versões mais licenciosas de certos contos. Não é porque era italiano, mas porque a moral dos idos de 1600 era diferente.

Daí surge uma observação curiosa, que é a de que muitas dessas histórias não eram exclusivamente alemãs — eram histórias europeias, algumas delas de inspiração clássica da Antiguidade (a versão mais vetusta do conto de uma princesa identificada pelo seu calçado perdido data do Antigo Egito). Os Irmãos Grimm é que, no seu esforço de estabelecer uma cultura nacional alemã, consolidam as suas versões como parte do movimento romântico germânico de resgate do seu passado como fonte de coesão cultural para a nação que se descobria como tal.

Hanau antiga em 1939
Hanau e seu casario de enxaimel (estas pitorescas armações de madeira) em 1939.
Hanau Altstadt Altstadter Rathaus am Markt etwa vor 1940
A antiga prefeitura fotografada em 1940.
Hanau Altstadt Altstadter Markt und Marienkirche
Vista aérea da primeira metade no começo do século XX.

Vindo a Hanau hoje

Vocês sabem que eu prezo pelo equilíbrio e pela sinceridade nos meus relatos, então eu não vou mentir para vocês dizendo que Hanau é uma cidade singela e pitoresca de se visitar. Foi, mas já não é mais, daí eu lhes mostrar estas fotos antigas, de antes de a cidade ter 98% do seu casario bombardeado pelos britânicos na Segunda Guerra Mundial. Foi a infeliz volta do cipó de aroeira com o qual os alemães haviam dado nos franceses durante a Primeira Guerra Mundial, ao arraso das cidades históricas de lá, como Orleans. Na guerra, perdem-se vidas e se perde também o patrimônio.

Hanau segue sendo a meros 25 Km de Frankfurt como já era no tempo dos Grimm — não mudou de lugar —, mas hoje você faz o percurso muito mais facilmente numa breve viagem de 20 minutos de trem. Já não é necessário se deslocar em carruagem, e esse trem regional nem precisa reservar antes, e têm o preço fixo num punhado de euros.

Informo a quem quiser fazer esta peregrinação literária que mais vale se deter em Hanau West que na estação central (Hanau Hauptbahnhof) que lhes mostrei antes, pois desta última você precisará ainda tomar um ônibus até o centro histórico. Já de Hanau West dá para se chegar caminhando em 10 minutos — ainda que não seja inicialmente a caminhada mais pitoresca do mundo.

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Na plataforma da estação Hanau West — bem-vindos à Hanau atual.
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Desçamos juntos por aqui. (Calma que melhora)

Fazia um frio escabroso, e era como aquele concreto úmido das estruturas deixasse tudo ainda mais resfriado. Ouvia-se pouco, somente os carros ocasionais que passavam lá embaixo nas vias e o solado das minhas botas nas pedrinhas desse chão molhado. Tomaremos as ruas logo em seguida para uma breve caminhada, passando por áreas modernas da cidade antes de chegar ao centro.

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As partes modernas da Hanau reconstruída, entre Hanau West e o centro. Sendo um sábado à tarde, tudo estava relativamente parado. (Jamais duvide da quietude das cidades da Europa Central nos fins de semana, sobretudo no outono-inverno).
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O movimento estava aqui — bem-vindos à Marktplatz, a praça principal da cidade com sua feirinha natalina.

As feirinhas natalinas (Christmas markets, ou Christkindlmarkt em bom alemão) são o que há de mais extraordinário na Europa nesta época do ano. Eu cheguei a fazer uma postagem só sobre isso, aqui.

Neste período, desde o final de novembro até as vizinhanças do Natal, a grande maioria das cidades em toda a Europa Central instalam barraquinhas de madeira servindo comidas típicas de época (biscoitinhos de especiarias, pão-de-mel, vinho quente, etc.), vendendo artesanias de madeira, ou simplesmente vendendo algo outro que possa ser de interesse. É onde se preserva a vida e a animação das cidades engolfadas pela escuridão do outono e pelo frio do inverno nesta época. 

De praxe, há sempre uma grande árvore de Natal — de verdade, não de plástico — enfeitada com as habituais luzes e bolas. Esse é um costume de raízes pré-cristãs que os luteranos abraçaram a partir do século XVI e que voltaria com bastante força — e com ares de cultura nacional — no século XIX, como com a classicíssima canção alemã O Tannenbaum, escrita pela primeira vez em 1824. Se você não a reconhecer de nome, duvido que não reconheça a melodia.

Com a imigração alemã para a América do Norte, a tradição acabou difundida na máquina midiática norte-americana ao longo do século XX e espalhando-se pelo mundo. Acabou recebendo mais atenção que o próprio presépio, que é a decoração mais tradicional nos países de maioria católica.

Aqui em Hanau, como não poderia deixar de ser, a árvore de Natal estava instalada bem adjacente à época estátua dos Irmãos Grimm — os filhos mais pródigos e famosos desta cidade — e diante da Nova Prefeitura da cidade, erigida em 1896, destruída pela Segunda Guerra, e refeita.

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Os Irmãos Jacob e Wilhelm Grimm na praça principal com a Nova Prefeitura de Hanau atrás, de 1896. E a árvore, é claro.
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A figura emblemática dos dois irmãos trabalhando. Se você está a se perguntar acerca dos cachecóis roxos, se trata de uma campanha da UNICEF pelo Dia Mundial da Prematuridade 17 de novembro, quando se fazem campanhas em defesa das crianças.

Uma curiosidade é que, ao contrário de outros autores da época como o dinamarquês Hans Christian Andersen (autor de outros clássicos, como O Soldadinho de Chumbo e A Pequena Sereia, e de quem tratei melhor na visita recente à sua cidade Natal, Odense), os Irmãos Grimm nunca viram suas obras como direcionadas ao público infantil.

Seu público eram os adultos alemães interessados no patrimônio cultural do seu povo, o mesmo que leriam seus demais tratados sobre mitologia nórdica, etc., mas a gente nem sempre governar o destino das nossas obras. Sem querer, acabaram se tornando estas figuras emblemáticas da literatura infantil.

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As feirinhas de Natal são uma graça.
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Além do habitual vinho quente ou quentão, nesta região da Alemanha também é comum comer fritada de batata (kartoffelpuffer) com creme. Estão servidos? Pode não ser uma maravilha à saúde, mas é gostoso.

E o que há ainda para ver da Hanau antiga?

Hanau hoje é uma cidade moderna com seus shoppings e galerias comerciais, mas aqui e ali você encontra resquícios do que ela já foi um dia.

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A Igreja Valônia-Holandesa (Wallonisch-Niederländische Kirche), concluída em 1608, foi das poucas edificações originais não destruídas pela Segunda Guerra. Ela recebe este nome porque foi pela pelo Conde Philipp Ludwig II para abrigar refugiados protestantes holandeses e valônios (da parte francófona da atual Bélgica) perseguidos pela Inquisição espanhola, já que os Países Baixos foram terras da coroa de Espanha até esses idos.
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Aqui o Conde Philipp Ludwig II e a antiga igreja, que está de pé mas não inteira. Hoje, na prática, são ruínas.

O frio estava tanto neste dezembro que as várias galerias comerciais da Hanau moderna eram bem-vindas com sua calefação. Peguei-me olhando roupas na Galeria Kaufhof na praça central mais para poupar as mãos (sofridas expostas ao tempo tirando fotos) e esquentar o corpo que por interesse genuíno em comprar algo.

Daí após uma recarga térmica, fui ao outro lado deste centro para ver a prefeitura antiga (da época dos Irmãos Grimm) e a Marienkiche, que juntas eram o centro medieval da cidade.  

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Hanau moderna na sua praça principal.
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Forum Hanau, talvez a mais popular das galerias comerciais da cidade. Este é o aspecto dominante da Hanau moderna.
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A Antiga Prefeitura de Hanau, edificação do século XVI que foi também centro da guilda dos ourives da cidade, e que ainda preserva o seu aspecto antigo. Foi restaurada após a Segunda Guerra. Aqui à frente em pedra calcária avermelhada, note a Fonte da Justiça, de 1608.
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A Marienkirche, principal igreja da cidade, dedicada a Maria Madalena. Dada da Renascença, dos idos de 1500. Feita católica, com a Reforma ela logo foi convertida numa igreja de fé luterana.
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O interior simples da Marienkirche, a principal igreja de Hanau, hoje restaurada.

De olho no relógio, eu começava a ver que horas sairiam os próximos trens regionais de Hanau West de volta a Frankfurt. Eu sentia que minha peregrinação a esta terra de importância literária estava feita.

Fui a pé novamente por aquelas ruas quietas e frias de fora do centro até Hanau West para, já à plataforma, descobrir que os trens estavam cancelados. Um e depois o outro. Uma senhora eslava enrolada pelo frio ali parecia mais perdida que eu. Aproximou-se de mim e me perguntou algo em alemão, ao que lhe respondi dizendo que não falo alemão. “Russisch?“. Tampouco, minha senhora, me perdoe. Meu russo garante minha sobrevivência, mas não para explicar sobre a atual bagunça da rede ferroviária da Alemanha.

O jeito foi voltar dali até a Marktplatz de Hanau e de lá tomar um ônibus à Hanau Hauptbahnhof — que foi como vim a conhecê-la, e de lá os trens principais pelo visto ainda estavam passando com direção a Frankfurt. Ê Alemanha! Às vezes nem te reconheço, das priscas eras que bem longe vão. É um país ainda em processo de se ressignificar. A gente acha que os traumas de após o nacionalismo exacerbado foram superados, aí vem outros solavancos chacoalhar a situação.

Refiro-me à pesada crise social e econômica em que a Alemanha se encontra, tendo suas principais indústrias sofrendo com o fim do acesso aos hidrocarbonetos russos, tecnologias pouco atualizadas (como o motor a combustão numa época de rápida ascensão dos veículos elétricos), e uma sociedade que custa a aceitar que sua economia depende de uma quantidade crescente de imigrantes. Quem és tu, Coriolano?

Os Irmãos Grimm deram uma resposta do seu tempo: somos este povo de raízes na Europa Central, da natureza primeva, dos mitos e das fábulas. As fábulas foram para o mundo, e agora o mundo vem à terra das fábulas.

Eu afinal retornava a Frankfurt — um pouco mais tarde que o previsto, e já não mais a tempo de ver lá o Museu Städel, que ficou para uma outra vez. Não tinha importância. No dia seguinte, eu estaria de partida para uma outra — ainda mais bonita região da Alemanha: a Baviera, a descobrir suas belezas regionais, muitas delas poupadas pela guerra.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

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