Ushuaia 1 01
Argentina Patagônia argentina Terra do Fogo

Visitando Ushuaia (Argentina), a cidade mais austral do mundo

Bem-vindos a Ushuaia, este novo El Dorado dos viajantes brasileiros. Estamos na cidade mais austral do mundo, isto é, aquela localizada mais ao sul no planeta. Isso, claro, desconsiderando povoados menores que existem em ilhas e partes mais remotas. Ushuaia, afinal, é uma cidade relativamente grande, senhores e senhoras: tem cerca de 85 mil habitantes. Não esperem estar chegando num vilarejo.

Ushuaia no globo terrestre
Ushuaia na pontinha da América do Sul, na região chamada de Terra do Fogo.

Estamos a 54º de latitude sul, o que no hemisfério norte seria um pouco mais do que onde estão capitais importantes como Amsterdã e Berlim, ambas a 52ºN.

Todas as capitais nórdicas são portanto mais “polares” que Ushuaia. Lá na metade norte do globo, há cidades com mais de 100 mil habitantes a plenos 69ºN (!), como Norilsk e Murmansk na Rússia.

Entretanto, não dá para olhar apenas para a latitude.

Ushuaia aqui na ponta da América do Sul se encontra numa área de fortes correntes marinhas e de ventos. O tempo muda de uma hora para outra como se fosse mesmo o fim do mundo, no sentido temporal da coisa. É definitivamente um clima menos “normal” do que o daquelas cidades europeias — comparável lá no norte talvez apenas ao que eu experimentei na insólita Groenlândia.

Foi por isso que, quando li pela internet afora que se deveria passar pelo menos 3-4 dias em Ushuaia, eu achei aquilo um exagero. “Fazendo o que lá, pelo amor de Deus?”, indaguei-me. Confiei, entretanto, e no fim das contas rendo-me a concordar. Ushuaia me cativou, e se pudesse eu teria até ficado um ou dois dias a mais. 

Há bastante o que fazer em Ushuaia, seja você da turma que gosta de trilhas ou não. As paisagens ao redor da cidade são lindas, e a atmosfera é para lá de agradável — como que de uma tranquilidade ainda imperturbada pelos males da civilização.

Cheguemos.

Ushuaia 1 03
Sente só este entorno montanhoso.
Ushuaia 1 02
O simpático aeroporto de Ushuaia, com bastante madeira criando um ambiente aconchegante.

A chegada ao fim do mundo

Quase 3h30 de voo desde Buenos Aires e as Aerolíneas Argentinas não nos serviram nada além de bebidas e uma barra de cereal falsa — com gosto artificial de iogurte de morango, da qual você se traumatizará se voar muito frequentemente com as Aerolíneas. Nem sequer havia mais nada para comprar. 

Ushuaia estava fria, na casa dos 6-7ºC embora fosse verão, e uma diferença apreciável para os mais de 30ºC deixados para trás em Buenos Aires.

Estava tudo nublado, mas aqui eu aprenderia que o tempo em Ushuaia muda mais fácil e repentinamente que o humor de gente doida.

Pegamos as bagagens, vimos muitos turistas dirigindo-se aos balcões de aluguel de carros, e sem problemas chamamos um Uber. O aplicativo aqui, via de regra, funciona bem melhor que em Bariloche — e os motoristas, mais tratáveis que os de Buenos Aires. Não sei se há alguma coisa na água, mas as pessoas aqui em Ushuaia me pareceram mais simpáticas. Os argentinos que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.

Ushuaia no mapa da Argentina
É ali que estamos, a 3h25 de voo desde Buenos Aires (que fica lá perto de onde está o U de Uruguai). Observe que já estamos numa ilha, a chamada Ilha Grande da Terra do Fogo, a sul do Estreito de Magalhães, por onde passou o navegador português em 1520. O nome “Terra do Fogo” nada tem a ver com vulcões, ele advém do fato de os navegadores terem visto muitas fogueiras dos indígenas.

Ushuaia quer dizer “baía do entardecer” (ou do poente) na língua yamaná dos indígenas que aqui viviam até princípios do século XX. Era um lugar já usado por eles e protegido dos fortes ventos.

Para constatar que os índios tinham razão (como de hábito), basta comparar o vento que sopra na região do aeroporto (a uns 15 min de carro) e o que sopra lá na cidade.

Abri as portas do andar de saída do aeroporto e quase me arrependi. A chuva batia praticamente na horizontal, tamanho era o vento. Já havia corredeiras no chão, e a tormenta surrava os carrinhos de aeroporto ali fora abandonados. Chegar até o Uber com bagagem e tudo me parecia uma tarefa hercúlea.

Você verá, por sinal, uma primeira saída com táxis e a segunda mais adiante, onde os Ubers gostam de parar. Todos os que eu peguei foram boa gente, e num golpe — de coragem e destemor diante dos elementos — entrei no carro salpicado, mas exitoso. “Daqui a pouco estia“, disse-me casualmente o motorista no caminho para Ushuaia. “É porque agora as nuvens não estão deixando ver, mas as montanhas em volta estão todas cobertas de branco.

Page break 1

Desembarcando diante do (mui recomendado) Antarctica Hostel, eu logo me recordei dos dias que havia passado há uns anos atrás em Punta Arenas e Puerto Natales, não muito distante daqui, no lado chileno da Patagônia.

O estilo dessas cidades é praticamente o mesmo, com várias residências e pequeno comércio de bairro em meio a ruas quietas. Basta se afastar uma ou duas quadras do miolo do centro, e você se vê num ermo urbano onde você se questiona se realmente moram pessoas ou se as casas estão vazias.

Aquela tarde tardia era curiosa — oito e meia da noite com o sol no céu. “Sol” entre aspas, isto é. Nublado estava, mas o motorista de Uber estava certo: de repente era possível ver bem claramente as montanhas que circundam Ushuaia por todos os lados exceto o mar. 

Ushuaia 1 06
As pacatas ruas de Ushuaia quando você se afasta pouquinhas quadras do centro, com as belas montanhas ao redor num tardio fim de tarde de verão.
Ushuaia 1 04
Ushuaia tem esta tranquilidade. Passava pouco das 21h.

Ushuaia tem uma mistura de casas pré-fabricadas, prediozinhos modernos (sem muito sal estético), e algum casario enfeitado de época, geralmente do começo do século XX. Como é típico na América Latina — e diferentemente da Ásia ou da Europa, onde costuma haver maior padronização —, o seio urbano é um misturão.

Nota-se que as pessoas vêm a Ushuaia para passar vários, vários dias. Vários estrangeiros — entre chineses jovens, indianos, norte-americanos, latinos e europeus. Alguns morgando no albergue sem programa, como se faz em cidade grande. Outros saindo nos traslados ao Parque Nacional da Terra do Fogo ou alhures.

Eu achava curioso como isto aqui tem uma vibe tão distinta de Bariloche. Mais turistas, sem dúvida — sobretudo mais turistas europeus e mais turistas brasileiros, e mais gente com naipe de jovem aventuresco. O albergue tinha jovens chineses, indianos, norte-americanos, latinos e europeus. Alguns morgavam no albergue como que sem programa, e outros se preparavam para daqui ir à Antártida — algo cada vez mais popular.

Porém, vi aqui também várias padariazinhas de esquina, frequentadas tanto por turistas afoitos por empanadas e quitutes com doce de leite quanto pelos moradores. Ushuaia me apresentava, no todo, uma vibe menos esnobe que Bariloche com aquela afetação de querer fingir que é a Suíça, coisa que aqui você não encontra. Ushuaia me pareceu mais autêntica, e com gente mais simples. 

Ushuaia 1 07
O jeitão das ruas de Ushuaia com sua mistura de casario tradicional e moderno, além da linda fiação. A cara da urbanidade latino-americana. Não era difícil identificar em qual continente o afamado fim do mundo está.
Ushuaia 1 10
A beleza fica mesmo por conta das montanhas ao redor.
Ushuaia 1 11
As montanhas estão aqui por toda parte.

A propósito, eu de bate-pronto naquela noitinha clara em que cheguei, precisei sair.

Eu havia acertado todos os tours de antemão exceto um, o do Parque Nacional da Terra do Fogo, o que tem o famoso Trem do Fim do Mundo e que eu não poderia vir e deixar de fazer.

Na internet não estavam me respondendo, e resolvi aproveitar que até 21h você ainda encontra agências abertas. Por sorte, consegui vaga. A agência aonde fui não havia mais disponibilidade, mas tiveram a gentileza de telefonar a uns parceiros e me colocaram no tour de outra. (O tour é basicamente idêntico, independente da agência. Só muda a cor da van.)

Resolvido, eu achei ainda umas padarias abertas nas esquinas daquelas ruas quietas, e declaro desde já que La Marmita tem as melhores empanadas que comi na cidade.

Ushuaia 1 08
Você aqui se acabará nas empanadas. La Marmita tinha as mais gostosas que experimentei em Ushuaia. Note que os preços caem significativamente conforme você se afasta da rua principal, a Av. San Martín.

O dia após a chegada: Conhecendo Ushuaia

De saída eu posso lhes dizer que o principal chamariz nesta região são mesmo os vários passeios bate-e-volta que se pode fazer de Ushuaia — e deles trataremos um a um nas postagens seguintes —, mas isso não quer dizer que a cidade em si não tenha seus atrativos.

Ushuaia 1 31
O centro de Ushuaia é assim: essa pista à beira do Canal Beagle, o braço de mar que aqui separa Argentina e Chile, o píer com seus vários quiosques das agências de turismo, e alguns museus.
Ushuaia 1 33
Conforme você vai subindo — pois as ruas que se afastam do mar cidade adentro são íngremes — passa pela comercial Avenida San Martín até, dentro poucas três ou quatro quadras, a coisa já rapidamente ganhar ares de bairro, com aquele misto de residências e comércio local.

Esta cidade é essencialmente uma base de onde se zarpar nos tours, mas ela tem os seus charmes, sua História, e — segredo — aqui se come bem melhor que no restante da Argentina.

Ushuaia 1 12b
Grafite nas ruas de Ushuaia, semelhante ao que eu havia visto também na chilena Punta Arenas.
Ushuaia 1 21
Você vê pela cidade gravuras retratando os primeiros contatos dos espanhóis com estes índios no século XVI.
Ushuaia 1 09
O que seria isso? Tem relação com a História de Ushuaia.

Ushuaia na Argentina bicontinental

Vamos começar nos localizando um pouco melhor, num importante eixo de ligação da dita “Argentina bicontinental”.

“Que doideira é essa?”, você pode perguntar. Uma que os argentinos inventaram para si. Um tanto como o reclame venezuelano por 2/3 do território da Guiana na província de Essequibo, este é o tipo de coisa que se você olhar com atenção à História e sem paixões políticas, até verá certa razão — mas sem deixar também de ver oportunismo político. Seu senso prático, de todo modo, dirá são sonhos pouco realistas. Vontade também consola.

Mapa politico bicontinental de Argentina
Mapa político da chamada Argentina bicontinental, que inclui uma fatia da Antártida.

Os argentinos reivindicam soberania sobre uma fatia da Antártida, e desde 2010 há uma lei nacional obrigando o uso deste mapa da chamada Argentina bicontinental, veja você.

Países como Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, além dos metidos Estados Unidos e Reino Unido também fazem reivindicações.

De toda maneira, uma das coisas que funciona na governança global é exatamente o Tratado da Antártida, firmado em 1959 e que suspende todas as reivindicações territoriais para salvaguardar o sétimo continente como uma terra de livre acesso internacional.

Aqui, no entanto, você não se cansará de ver os reclames argentinos por toda parte.

Ushuaia 1 05
Você mal desembarca e já começa a ver estas observações com frequência. As Ilhas Malvinas ficam relativamente perto daqui. A Argentina as considera parte do país e, mais especificamente, desta sua província da Terra do Fogo.

Já é de um tempo que a Argentina tem mal-resolvidos aqui. 

Ushuaia é fundada como uma colônia penal em 1884 sobretudo para assegurar soberania sobre estas terras. Já que ninguém queria sair de Buenos Aires para vir viver neste fim de mundo, mandem os presos então. Logo se formaria toda uma pequena economia em torno do presídio, já que eram necessários servidores públicos para tudo administrar.

À época, bastantes missionários britânicos já andavam aqui instalados em meio aos indígenas remanescentes. Eles já controlavam as Malvinas, que chamam Ilhas Falkland, e os hermanos temiam que os ingleses se apossassem da Patagônia também.

Além disso, você talvez não saiba, desde o século XIX a Argentina tem uma certa pinimba com o Chile. Brigaram a sério pelas fronteiras nos Andes, e hoje têm uma leve picuinha sobre quem tem a cidade mais austral do planeta. É que, logo do outro lado do Canal Beagle, os chilenos agora têm Puerto Williams, uma vila com 2.500 habitantes que espertamente se autointitula agora “a cidade para além do fim do mundo”. Um dia eu vou lá.

Mapa Tierra del Fuego Argentina
Para quem quiser se localizar um pouco melhor. Note o Estreito de Magalhães mais a norte, e aqui separando este último pedaço de Argentina (se desconsiderarmos seus pretensos territórios antárticos) o Canal Beagle, assim nomeado nada menos que pelo HMS Beagle, o navio que trouxe o naturalista inglês Charles Darwin a estas bandas no século XIX. Falaremos mais dele no passeio de barco pelo canal numa das próximas postagens.

Lugares de Ushuaia

Ushuaia não é um lugar que você deva visitar para só ficar na própria cidade — o grande chamariz daqui são mesmo os tours. Porém, há uma coisinha ou outra aqui e ali que vale a pena ver.

Por exemplo, se você quer aprender mais sobre a História destas terras nos últimos séculos, há alguns museus bacanas em Ushuaia. Dois deles você visita com um só ingresso: o Museo del Fin del Mundo e a Antigua Casa de Gobierno. Ambas são edificações de um século atrás repletos de memorabilia, ou seja, de objetos de época.

Ushuaia 1 36
Ali fica o museu, antigamente conhecido como Museu Territorial.
Ushuaia 1 23
Hoje ele atende pelo nome (mais chamativo) de Museu do Fim do Mundo.

Uma observação prática é que, nesta altura do campeonato em que visitei, a bilheteria do museu só aceitava o pagamento (à ocasião 3 mil pesos) em espécie e na moeda argentina — nada de cartões nem dólares. 

Vale saber aí que a casa de câmbio Júpiter é a única da cidade. São raros os lugares aceitando apenas efectivo (dinheiro em espécie), mas eles existem. Pode ser melhor fazer câmbio em Buenos Aires e vir já munido de alguns pesos, se puder.

Ushuaia 1 35
Desculpem as moléstias ocasionadas.

O Museu do Fim do Mundo tem bastante coisa sobre os animais aqui da região, em especial os diversos tipos de pinguins — embora vê-los ao vivo seja muito mais interessante, coisa que faremos em breve.

Ele aborda também os grupos indígenas que habitavam esta região, e que foram quase todos extirpados por doenças contagiosas e pelas guerras de conquista. Faça-se saber, todavia, que ainda há um último povoamento deles lá próximo de Puerto Williams no Chile — mais além do fim mundo, depois do Rancho Fundo — com cerca de 1600 indivíduos. 

Aqueles são do povo Yamaná (também chamados Yagán), mas há também os Selk’nam (ou Ona), dos quais restam apenas alguns poucos milhares entre a Argentina e o Chile. Ambos estão num processo de resgate cultural entre seus remanescentes.

Ushuaia 1 19
Ainda que em populações cada vez menores devido a doenças contagiosas trazidas pelos europeus (ex. sarampo), indígenas Yamaná e Selk’nam se mantiveram povoando a Patagônia até sofrerem um genocídio nas últimas décadas do século XIX, quando a colonização chilena e argentina chegou de vez para assegurar soberania sobre este extremo sul do continente americano.
Ushuaia 1 34
Monumento em honra aos indígenas da Patagônia em Ushuaia.

Eu havia visto algo sobre esse fenômeno da ocupação da Patagônia no século XIX no bom Museu Salesiano em Punta Arenas, na Patagônia chilena.

Os salesianos também estiveram neste lado argentino e ganham muitas menções. Eles são uma ordem religiosa italiana fundada no século XIX em honra a São Francisco de Sales (1567-1622), o frade de formação jesuíta de quem lhes falei recentemente em Sabóia. (Vale lembrar que a Ordem Jesuíta tinha sido dissolvida pelo Vaticano devido a disputas políticas no século XVIII, então no século XIX surgiram outras com esse viés educacional.)

O criador dessa Ordem Salesiana em 1859 foi precisamente um padre italiano chamado João Bosco (muito antes do cantor), também apelidado de Dom Bosco, daí o colégio com esse nome. Já um dos principais missionários dessa ordem nesta região foi o também italiano José Fagnano, que hoje dá nome a um lago bastante visitado aqui perto.

Enfim, esses salesianos católicos funcionaram um tanto como Jesuítas do século XIX, e vieram cá estar presente entre estes índios enquanto os protestantes britânicos faziam o mesmo. Insegura com essa festa internacional toda no que via como seu território, a Argentina resolve então estabelecer Ushuaia como sede do governo da Província da Terra do Fogo.

Ushuaia 1 29
Na salesiana Igreja de Nossa Senhora das Mercês (Parroquia Nuestra Señora de la Merced), fundada aqui em 1898 e reformada para o seu centenário nos anos 1990.
Ushuaia 1 28
Vitral de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, assim como do Paraguai e do Uruguai. O culto tem origem na cidade de Luján, que é um pouco como a versão argentina de Aparecida.
Ushuaia 1 27
Esta é a igreja mais bonitinha que há em Ushuaia.

Voltando ao Museu do Fim do Mundo…

Ushuaia 1 20
Figura de proa preservada, de um navio inglês que afundou aqui em 1893. A figura era de uma nobre alemã aparentada da britânica Rainha Vitória.
Ushuaia 1 18
Sala de governo antiga desta Província da Terra do Fogo, criada em fins do século XIX pela Argentina.
Ushuaia 1 17
Mercearia do começo do século XX aqui na Antiga Casa de Governo. (Quem ainda tiver ilusões de que Leite Moça é algo especificamente brasileiro, note ali a ilustração. La Lechera é, na realidade, uma figura promocional da suíça Nestlé.)

Quem gosta de visitar antigas prisões pode ainda conferir o Museo Marítimo y del presidio de Ushuaia, que não cheguei a visitar.

Acabei optando por circular pelas ruas pacatas e aproveitar a boa gastronomia de Ushuaia em longas refeições, no tempo livre que tinha na cidade entre um tour e outro.

Se na Argentina afora eles pouco escapam daqueles menus batidos de carne assada, fritas e milanesa com ensalada, aqui na Terra do Fogo há uma diversidade bem maior. Você encontra peixes (muita truta, prima quase idêntica do salmão, e inclusive uma cara merluza negra), mariscos e sobretudo centolla — o caranguejo-rei.

Há também, de modo geral, simplesmente número grande de restaurantes agradáveis por metro quadrado. Dois que eu experimentei e aprovei são o Taberna del Viejo Lobo e o Paso Garibaldi — mas há vários. Só tenha em conta que eles enchem fácil na hora do almoço e do jantar. Chegue cedo, faça reserva, ou almoce fora das horas de pico, tipo três da tarde.

Ushuaia 1 22
A Taberna del Viejo Lobo tem um ambiente super agradável.
Ushuaia 1 24
Olha que maravilha esta cazuela de centolla (um guisado de caranguejo-rei no molho com queijo e tomate), no Paso Garibaldi.        
Ushuaia 1 13
Há umas lojas divertidas aqui em Ushuaia também.
Ushuaia 1 14
A cidade como um todo tem o seu ar despretensioso. Dá para aproveitar seu tempo aqui.
Ushuaia 1 32
O principal “ar”, realmente, é o das montanhas.
Ushuaia 1 30
Os lupinos, flores comuns na Patagônia e que você vê pelas ruas de Ushuaia.

É um lugar de célebre natureza, que sobe ainda mais no seu conceito conforme você começa a tomar tours para visitar os seus arredores. Faremos isso, e eu descreverei a experiência e detalhes de cada um deles.

Ushuaia 1 15
Os quiosques das muitas agências vendendo tours aqui em Ushuaia.
Ushuaia 1 26
As bandeiras da Argentina e da Terra do Fogo com o Canal Beagle lá atrás. Isso quer dizer que aquelas elevações lá do outro lado desse braço de mar pertencem já ao Chile.
Ushuaia 1 16
As belas montanhas, entretanto, não dão nenhuma atenção a essas bandeiras. Deixam que as pessoas se preocupem com elas.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *