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Argentina Patagônia argentina Terra do Fogo

Vendo pinguins de perto em Ushuaia: O tour da Pinguinera Terrestre

Eis os pinguins, os animais mais sedutores que há neste extremo sul do continente americano. Eu acho que, a esta altura, todo mundo sabe que só existem pinguins no hemisfério sul — na Antártida, na Austrália, aqui na América do Sul, e por vezes na África do Sul (embora ele lá esteja ameaçado de extinção). Ushuaia é, sem dúvida, o lugar mais fácil onde vê-los.

Estão vendo aquele barco ali na foto de capa? Aqueles são os que ficaram só no gostinho. Eu estava cá a pé em terra, junto dos pinguins tirando a foto. Como faz isso? Com o tour da chamada Pinguinera Terrestre, que só uma empresa aqui realiza — a Piratour.

É um tour caro, mas não astronômico, e ele vale cada centavo. É possivelmente o tour mais legal que há dentre todos os disponíveis em Ushuaia.

São no total 7h de excursão, saindo do quiosque da Piratour na orla de Ushuaia e indo de ônibus até uma estância retirada, de onde então se toma uma lancha para a Isla Martillo, ilha que os pinguins frequentam nesta época do ano.

Este é um passeio disponível tanto no inverno (julho a setembro) quanto no verão (outubro a março), mas certos pinguins só estão aqui no verão. A estação muda o aspecto de tudo nestas altas latitudes do globo, e o que lhes descreverei aqui é uma experiência de verão. Bem-vindos todos a bordo.

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A moça no meu tour fotografando os pinguins que desfilavam na beira-mar. A paisagem aqui é neste nível.
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Com a pinguinzada. Você chega bem perto.
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Entremos na fila. Vamos dar início ao nosso passeio.

Como fazer, quanto custa e outras informações práticas

Vamos esclarecer logo esta parte para ninguém depois ficar lendo distraído com estas indagações ainda na cabeça. 

Este tour custou cerca de 115 mil pesos argentinos na altura do verão de 2024, o que dava coisa de US$ 125-130 por adulto. Não é barato, mas pense que é uma experiência única na vida, e quem se organiza para se despencar cá até o fim do mundo pode muito bem procurar tirar o máximo desta rara vinda a Ushuaia.

Você precisa reservar com antecedência. Se for do tipo que quer ter mesmo segurança de achar vaga, faça-o com meses de antecedência — tão logo tenha as suas passagens aéreas reservadas. Ou, se quiser estar mesmo seguro, faça uma consulta de disponibilidade com a Piratour pelo website deles antes de bater o martelo nas aéreas.

Há outras agências que revendem este passeio da Piratour, mas por que não lidar diretamente com quem oferece? Se você for lá em Verano, e depois Caminata en Pinguinera, encontrará as informações atualizadas de preço e um formulariozinho que pode preencher. Dentro de uns dias eles retornam via email confirmando disponibilidade, datas etc.

Ushuaia caminata pinguinera terrestre
Dentre muitas, a Piratour é a única empresa em Ushuaia que oferece a Pinguinera Terrestre, isto é, a visita aos pinguins que lhe permite caminhar entre eles — não só ficar olhando de longe desde o barco. Vale muito a pena.

Você paga online, com cartão ou via PayPal, e recebe um voucher da reserva que pode levar consigo no celular. Evite as terças-feiras, quando a Estância Haberton — uma das paradas — fica fechada.

Você verá que o site oferece tanto uma versão da Pinguinera Terrestre sozinha (7h) quanto um combo com o passeio de barco pelo Canal Beagle no mesmo dia (10h de passeio no total). Eu francamente recomendo fazer as duas coisas separadamente, em dias diferentes, a menos que você esteja com a agenda muito apertada e não haja jeito. Isso porque a Pinguinera já é magnífica por si só, e 7h de passeio já são bastante tempo.

Emoji do pinguim

Munido do voucher, chegue uma meia hora antes ao quiosque a Piratour na orla de Ushuaia (no que eles chamam de muelle turístico). Ele fica juntinho da placa com o nome da cidade, onde as pessoas tiram foto.

Faz-se uma fila para o check-in, e você daí ganha um crachá com o nome da empresa — seu “cartão de embarque”. Com ele, você se dirige ao ônibus da empresa ali de junto.

Se quiser escolher lugar no ônibus e se sentar junto de alguém, seja dos primeiros e não dos últimos a fazer check-in, pois o ônibus vai praticamente cheio. Sobrou-me apenas a vizinhança do banheiro. (Ainda bem que a parte terrestre da viagem seria relativamente curta, e a probabilidade de alguém devolver uma centolha fermentada ali era baixa.)

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Todos munidos dos seus crachás? Quer dizer, não tem nome, é só este boarding pass em volta do pescoço.
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Vamos ali para o ônibus. O nosso hoje seria aquele verde. Seja dos primeiros a fazer check-in se quiser escolher assento. Ele vai cheio.
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O ônibus é padrão, como um ônibus interurbano convencional. O tour começa com cerca de 2h de estrada saindo de Ushuaia.

Este tour às vezes tem saídas pela manhã ou pela tarde. Neste caso, optei pela tarde, com a saída às 14:30. Recomendo muito esse horário, e no verão é ainda melhor porque os dias são longos, então você retornará às 21:30 com o sol ainda no céu.

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As paisagens estupendas que você vai vendo da janela do ônibus. Este é o Canal Beagle; do outro lado, aquelas montanhas já são do Chile.
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Quando se volta, ainda se pega este cair do sol assim às novas horas da tarde.

Rumo aos pinguins: A Pinguinera Terrestre

Tuvieran una suerte fenomenal“, disse-me Lucho, o mais pacato dos nossos dois guias. Ele se referia ao sol e céu azul que tínhamos hoje. A descrição deste tour tinha recomendações climáticas de toda natureza — sobre usar calçados fechados, vir com jaqueta impermeável, etc., mas hoje por obra e graça do Espírito Santo não haveria uma gota d’água caindo do céu.

Falando nisso, Lucho me lembrava uma versão franzina de Jesus com tatuagens, e usando boné. (Use aí sua imaginação). O outro era Norberto, que atendia por Norbie.

O céu era mesmo de um azul invencível. O sol fazia o seu curso baixo, quase lateral, típico destas latitudes altas, e apenas o vento — ó sempre o vento — era irresistível aqui nesta Patagônia. Ele é seu companheiro quase permanente nestas bandas. Traga uma jaqueta, seja lá como for, pois mesmo no verão fazia uns 10 graus hoje.

Saindo de Ushuaia, avistamos ao longe o Monte Olívia, o mais alto desta região com seus 1.500m. Vimos canteiros selvagens de lupinos roxos e lilases, e vimos os belos lagos patagônicos se confundindo com o mar. 

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Os lupinos, estas flores típicas aqui da Patagônia, nos seus diversos tons do rosa ao roxo no caminho.
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As paisagens patagônicas, com lagos azuis que por vezes se confundem com o mar.

O trajeto e a estância

Passamos pela entrada da trilha de quem vai à Laguna Esmeralda — a mais popular de Ushuaia, e às vezes feita como começo para a trajetória (esta bem mais mais dura) até a geleira Ojo del Albino. Falaram-nos também do Cerro Castor, onde se faz esqui aqui no inverno. Ela é a estação de esqui mais meridional do mundo (isto é, aquela mais a sul no planeta).  

Quase duas horas se passaram com os guias a tranquilamente conversar, contando-nos curiosidades sobre a região. Contaram sobre a formação de Ushuaia, coisa que você ouve diariamente aqui e que abordei no post anterior; disseram-nos de Puerto Williams, com seus 2.500 habitantes do outro lado do Canal Beagle — portanto já no Chile — querendo adotar o posto de cidade mais austral do mundo; e, naturalmente, nos falaram dos pinguins.

Há cerca de 20 espécies de pinguins no mundo, em seis gêneros diferentes. Eles se parecem, mas não são todos iguais. Aqui veríamos dois tipos: os pinguins papua (Pygoscelis papua) e os pinguins magalhânicos (Spheniscus magellanicus). Vai parecer jogo dos 7 erros, mas nas fotos vocês notarão como eles são distintos.

Após cerca de 1h45 de estrada, chegaríamos finalmente às 16:15 à Estância Haberton, cujos donos que chancelam este passeio. Trata-se de uma propriedade rural bem aconchegante, toda de madeira, com um agradável salão de chá (estilo um restaurante), vista para o mar e jardins ao redor. Se deve ser tenebroso isto aqui no inverno, no verão era glorioso.

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Vista para o mar da Estância Haberton, com os lindos lupinos aqui em flor.
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O restaurante e salão de chá é este aqui ao lado, mas a propriedade como um todo é bem vasta.
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Umas geleias caseiras deliciosas que eles aqui vendem, além de mel.
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O ambiente interno. Esta é sua oportunidade de fazer um lanche, tomar um chocolate quente, comer um pedaço de bolo. Não há outra parada para alimentação até seu retorno ás 21:30, então aproveite. (Há wifi e eles aceitam pagamento com cartão.)

Comprei-me umas geleias e fiquei ali uma boa meia hora, pois me puseram na segunda leva. Como o barco que vai à Isla Martillo (onde ficam os pinguins) é pequeno, metade do grupo sai primeiro e a outra metade fica para trás, fazendo primeiro esta visita aqui à Estância Haberton — o que eu achei muito bom, pois já estava com vontade de alguma coisa doce, e assim o principal ficaria para depois num gran finale.

Eles aqui vendem bolos, tortas e bebidas diversas a preços razoáveis e até mais em conta que em Ushuaia, verdade seja dita. (Não vi nada salgado, advirto-lhes, então traga a sua própria empanada se quiser. Eu vim com uma no bolso do casaco.)

Como você deve ter visto nos rótulos das geleias acima, este pessoal da Estância Haberton está aqui desde 1886 (!), quando o governo argentino cedeu esta terra tirada dos índios a uma família missionária britânica que se naturalizou argentina. Haberton é um vilarejo inglês onde a mulher do dono havia nascido, e que ele resolveu homenagear. Os descendentes ainda vivem aqui. (Estes foram dos poucos que deram abrigo aos índios no tempo do que ficou conhecido como o Genocídio dos Selkn’am — como um Oskar Schindler antes do mesmo.)

Demos uma volta, ouvindo sobre a família, os descendentes, etc. O mais belo eram os jardins na atmosfera de paz tranquila que tinha este lugar. Você se sente assim uma visita num rincão remoto do mundo.

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Para não dizer que não mostrei as flores.
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As cores neste rincão do planeta.
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Na Estância Haberton.
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Moraria aqui?
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Hora de embarcarmos.

A Isla Martillo e seus pinguins

Eu não vou falar de novo, Miguel. Veste esse casaco!”, dizia ao meu lado uma senhora do Rio de Janeiro com seu filho de seus 11 anos. Miguel era um tanto teimoso. Não faltavam brasileiros, mas havia também muitas outras nacionalidades no grupo. Os guias diziam tudo em espanhol e em inglês.

Eram cerca de 17:30 quando zarpamos afinal para a Isla Martillo após o breve tour pelos jardins da residência. O barco onde íamos era uma espécie de lancha motorizada comprida, totalmente rodeada por uma capa plástica para evitar que todos tomássemos um banho com os respingos do mar. Aviso que pessoas com dificuldade de locomoção podem ter certo apuro no sobe e desce, mas não tivemos contratempos.

Em cosia de 10-15 minutos desembarcaríamos, após Lucho (Jesus de tatuagens) nos dar seus mandamentos. 

  1. Não te aproximarás mais que 3m dos pinguins.
  2. Não comerás nem beberás na ilha, exceto talvez água.
  3. Não pegarás nada da ilha, nem nada ali deixarás, além de saudades. 

Ok, o toque luso-brasileiro com as saudades foram por minha conta. Você verá depois que o primeiro mandamento é impossível de cumprir, mas os outros dois são tranquilos.

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A lancha que nos leva da Estância Haberton à Isla Martillo é assim. Este revestimento se faz muito útil — e é o que garante que você chegará seco à ilha. A água aqui é bem fria, e cair não é uma opção devido à hipotermia. “Meia hora nessa água e vira comida de centolha“, observou o piloto da lancha. Glup.
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O desembarque na Normandia.

As catamarãs no mar se aproximavam picadas de gente, feito barcos de refugiados. Confesso que eu olhava com um misto de dó e incompreensão toda aquela gente que pagou para vir até Ushuaia, fazer um passeio, chegar até perto da ilha e não descer.

Nós cá teríamos 1h circulando a pé, mas você não fica à toa — o guia vai pastoreando o grupo, inclusive para se certificar de que nenhum turista excessivamente empolgado faça loucuras, tipo tentar tirar selfie agarrado com um pinguim

Os pinguins são uma fofura grande, mas são selvagens. Você os vê mexendo uns com os outros com cara de traquinagem, e é fácil perceber porque tanto inspiram os desenhos animados. Eles são meio ariscos feito ganso, e podem lhe dar um carreirão. 

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Pinguins circulando pela Isla Martillo, que pertence à Estância Haberton. É uma reserva particular. A paisagem nos arredores é impressionante também.
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Estes aqui são os pinguins papua (Pygoscelis papua), que levam esse nome por um erro inicial de taxonomia vinculando-os a Papua Nova-Guiné. Eles são uma espécie antártica, que gosta de frio e vive aqui o ano inteiro. Eles têm de 70 a 90cm de altura. Note as patas amareladas.

Vocês depois notarão que a outra espécie encontrada nesta ilha, os pinguins magalhânicos (Spheniscus magellanicus), não têm parte nenhuma amarelada no corpo. 

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Estão são os pinguins magalhânicos (Spheniscus magellanicus), que são um pouco mais baixinhos (61-76cm de altura) e não têm partes amareladas no corpo. Estes você só encontra aqui no verão — quando chega o frio, eles migram mais ao norte.
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Há várias diferenças comportamentais entre eles, incluso que os pinguins magalhânicos fazem seus ninhos em pequenos buracos no chão. Já os outros fazem um cercadinho de pedras e galhos.
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Estes com penugem são os juvenis.
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Olha que fofura. Os pinguins rapidamente trocam essa penugem por uma pele meio escamosa mais adequada ao nado. De 3 meses a 5 anos são considerados adolescentes, com cara de adulto, mas sem se reproduzir, e podem viver em média até os 25 anos.

Quem quiser algo com movimento — e não se importar com o barulho de vento patagônico como pano de fundo — pode checar rapidamente o vídeo abaixo que fiz.

Todo mundo entra num afã louco para fotografar os pinguins. Os primeiros estavam mais longe — como você vê no vídeo acima —, e o guia nos dizia que breve teríamos a oportunidade de vê-los ainda mais de perto.

Sentindo do ar dos mais puros que já respirei na vida, eu tomava aquele sol e vento no rosto sob a música da pinguinzada.

Se você não sabia, pinguins cantam — ou, para ser mais preciso, emitem uma série de sons distintos, cada qual com a sua função. Entramos aí na fascinante seara dos detalhes do comportamento social dos animais não-primatas, um tema que até recentemente era pouco pesquisado por sofrer de um certo tabu (de gente que a priori dizia que os animais eram burros), e só nas últimas duas ou três décadas é que estamos aprendendo melhor.  

Neste outro vídeo abaixo, vocês podem ouvir um pouco da gritaria. Eu pensei até que era algum leão-marinho na costa.

O guia comentava que os pinguins vocalizam assim para marcar território, para chamar o parceiro que está na costa pescando (para voltar e revezar), ou que pode ser briga de casal gritando mesmo, como os humanos.

Os pinguins comem basicamente animais marinhos: peixes, moluscos, camarões, etc. Aqui na terra eles só fazem reproduzir e ficar de boa. Era engraçado vê-los assim em grupo, pois parecia um pessoal reunido. Volta e meia um ia lá mexer no outro, tomava um carreirão e o outro saía correndo, enquanto outros permaneciam sossegados no canto. Você ficava ali um tempo longo assistindo se pudesse.

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A gente caminha por umas vias assim. Os pinguins atravessam sem cerimônia e às vezes se interpõem no seu caminho, então aquele primeiro mandamento de não se aproximar mais que 3m vira fantasia.
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Na Isla Martillo, fazendo a Pinguinera Terrestre perto de Ushuaia, Argentina.
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Assim caminha a humanidade.
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E assim caminham os pinguins, bem eretos e altivos.

Pinguim não voa, faça-se saber. Ao menos não no sentido de decolar e sair pairando no ar. Tecnicamente, considera-se que ele, sim, voa, mas um chamado voo subaquático — ou seja, ele nada. Acho isso um certo chuncho dos meus colegas biólogos, mas enfim. 

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O tempo e o vento.

Certo momento eu caminhava, e havia um pinguim no meio do caminho. No meio do caminho havia um pinguim. 

Ninguém ache que eles são gentis — não o são consigo nem tampouco com os outros. Briga de pinguim consiste em furar o olho alheio ou bicar a orelha para o outro ficar surdo e, portanto, desorientado. É um mito achar que todos os animais são bonzinhos, por natureza. Isso é da nossa imaginação.

Um ficou me olhando, como que a tirar o meu retrato, e o guia havia dito que isso é sinal de que ele está medindo se você está perto demais. Eles são um pouco vesgos, não enxergam com muito foco. Você daí tem de andar despacito, piano piano, sem bulir demais com a fera. Feito gansos, eles me pareceram algo temperamentais.

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Lá vai o pinguim.
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Um grupo — e a magnífica paisagem com as montanhas lá no horizonte.
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Estas são as únicas outras aves que você encontra nesta ilha. Os pinguins precisam ficar espertos, pois estes podem predar seus ovos.

Um lado de mim havia imaginado que eu poderia ficar entediado e achar 1h demais para só ficar circulando, mas que nada. Passou voando. Logo avistamos a nossa lancha retornando à praia para nos buscar.

Retornaríamos à Estância Haberton, e — embora já estivéssemos em clima pós-gozo de “já acabou e valeu a pena” — ainda faríamos uma visita guiada de seus 20 minutos ao museu marítimo em anexo, onde uma argentina simpática nos mostrou ossos e falava sobre a fauna marinha aqui desta região.

Eram 19:45 quando tocamos de volta a Ushuaia. Chegaríamos pontualmente às 21:30 na cidade. A quem fica com fome fácil, sugiro ter um almoço bem reforçado e trazer um lanche consigo, pois se fica desde as 14h da tarde com apenas a pausinha no salão de chá.

Lucho havia razão: tivemos sorte fenomenal com o tempo. Era uma extensa tarde gloriosa de sol. Ele chegou a dizer que não era raro chover durante o tour, mas hoje nem sombra disso. Amanhã havia mais, com o passeio de barco pelo Canal Beagle.

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Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “Vendo pinguins de perto em Ushuaia: O tour da Pinguinera Terrestre

  1. Lindo passeio… Fofos os pinguins… Imaginei que fossem pacatos e amigáveis… hahahah. Pelo visto não…
    As paisagens continuam imbatíveis… belíssimas… como também as flores… dignas de um pintor…
    Linda região… e que vento˜… Misericórdia hahahah.
    Hahahah….
    Lindos, o céu, as montanhas e a água
    Um sonho
    Obrigada ,jovem viajante , pelas belas postagens. encantada.

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