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Hokkaido Japão

Hakodate e o esplendor das cerejeiras na Fortaleza Goryokaku

(Este será um post longo).

Bem-vindos a Hakodate, norte do Japão na ilha de Hokkaido, um dos lugares mais belos onde assistir à famosa floração das cerejeiras.

Em termos de floração pura, esta foi a mais esplendorosa que eu já vi, no pleno auge das cerejeiras. Os pomares de árvores rosa pareciam pertencer a um outro plano espiritual. Você fica até meio deslocado do chão, a imaginação a voar.

Hokkaido, por estar mais ao norte, tem uma floração um pouco tardia, já nos últimos dias de abril ou começo de maio. É um lugar por vezes visto no mapa e muito comentado, mas raramente visitado por estrangeiros. Resolvi portanto vir vê-la de perto.

Hakodate foi a minha porta de entrada no sul da ilha. É uma cidade histórica, onde o Japão primeiro (re)abriu os seus portos em 1854. Foi onde se travaram as últimas batalhas entre o antigo regime feudal e o novo governo modernizador no século XIX. Falarei mais sobre isso.

Eu cheguei vindo de Aomori, a última cidade no extremo norte da ilha principal do Japão (Honshu), de onde para Hokkaido se pode fazer uma travessia em ferry. Desde 2016, entretanto, existe a opção (mais prática e rápida) de tomar um trem-bala Shinkansen por sob o mar.

Todos a bordo.

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Cerejeiras em Hokkaido, extremo norte do Japão.
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Gouryokaku na cidade de Hakodate é uma das raras fortalezas de estilo ocidental na Ásia — e possivelmente a mais bela entre elas, em formato de estrela. Na primavera, fica assim tomada pelas cerejeiras em flor.

Hakodate, cidade um pouco histórica

Hakodate no mapa do Japao
Hakodate no mapa do Japão.

Poderia-se dizer que toda cidade é histórica — o que varia é a antiguidade e a importância dos acontecimentos. 

Hakodate, fundada em 1454, está longe de ser das urbes mais antigas do Japão, mas foi o primeiro porto japonês a se reabrir ao mundo ocidental no século XIX.

Pensem num lugar que era um arrabalde da perspectiva dos japoneses. Assim era todo este atual norte do Japão, sobretudo a ilha de Hokkaido. Ficava longe dos principais centros de poder (Quioto, Osaka, ou a então Edo, que depois mudaria de nome para Tóquio), e tampouco experimentava os intercâmbios comerciais e culturais históricos que o sul do Japão há muito tinha com a Coreia e a China — e, a partir de 1550, também os os europeus.

Foto antiga do povo Ainu
Foto antiga do povo Ainu, nativos da ilha de Hokkaido no Japão.

Somente no fim do século XVIII é que o xogunato Tokugawa — o poder regente no Japão feudal — consegue tomar o controle desta região. 

À altura de 1853, entretanto, aparecem os norte-americanos forçando os japoneses a abrir seus portos. É nesse contexto que Hakodate, porto onde saíam muitos dos recursos de Hokkaido, se destaca e logo se abre.

Aquele foi o período chamado de Bakumatsu (1853-1869), interregno de instabilidade e caos com elementos de guerra civil entre as forças remanescentes do regime feudal Tokugawa e as forças modernizadoras que queriam constituir um império japonês nos moldes dos europeus, aberto para o mundo e com tecnologias ocidentais. 

Vocês sabem qual venceu. Quem assistiu a O Último Samurai (2003) ou viu as aventuras de Rurouni Kenshin (traduzido no Brasil como Samurai X), entre muitas outras obras que retratam aquele período, sabe que ele foi um dos mais importantes na História japonesa, comparável talvez à Revolução Francesa no Ocidente.

O que vocês talvez não saibam é que muitas dessas forças remanescentes leais ao antigo se refugiaram cá nestes arrabaldes de Hokkaido. Eles chegaram até a fundar uma república separada, a República de Ezo, que no entanto durou apenas alguns meses antes de ser conquistada pelas forças — muito bem armadas, com exército moderno — do novo regime.

A essa mudança de regime se deu o nome de Restauração Meiji (1868), pois Meiji era o nome do então imperador. “Restauração” porque o poder supostamente retornava ao imperador após séculos nas mãos dos xoguns, regentes militares da família Tokugawa que haviam deixado o monarca apenas como uma figura simbólica esvaziada de poder nos últimos 250 anos.

Na prática, entretanto, o poder agora estaria não tanto com o imperador, mas com uma oligarquia de famílias poderosas rivais dos Tokugawa. A saber, muitos deles foram os fundadores dos grandes conglomerados que viriam a dominar a economia japonesa moderna, com marcas mundialmente famosas como Mitsubishi e Mitsui.  

Port of Hakodate Map 1863
Gravura histórica da Baía de Hakodate em 1863 com sua emblemática montanha (Hakodateyama).

Goryokaku e os Shinsengumi

Aquela fortaleza ocidental em formato de estrela (a Goryokaku) foi feita ainda pelo antigo regime Tokugawa, numa tentativa de absorver algumas tecnologias militares ocidentais.

O grande tchan daquele formato estrelado, caso você não tenha se dado conta, é que ele permite posicionar um número enorme de canhões ao longo das muralhas — muito mais do que se fosse uma mera fortaleza circular.

Essas fortificações foram ideia do senhor Sebastien Le Prestre, marquês de Vauban (1633-1707), engenheiro militar do rei Luís XIV na França. Daí, como de hábito, da França as ideias ganham o mundo.

Photo Hijikata Toshizo c1869
Foto de 1869 de Hijikata, um dos líderes da resistência do xogunato aqui em Hakodate.

Goryokaku foi desenhada em 1855, concluída em 1866, e chegou a servir de reduto às forças do antigo regime, mas não conseguiu evitar a derrota dos Tokugawa.

Um filme japonês que eu recomendo muito a quem tiver interesse em saber mais desse período é Baragaki (2021). Eu o vi no meu voo de chegada ao Japão até Osaka, o que acabou sendo uma boa escolha.

É super interessante ver como, se o seriado Shogun (2024) (e o livro em que ele se baseia) são obras evidentemente ocidentais, que buscam exaltar e até romantizar certos comportamentos tradicionais japoneses, Baragaki — por ser uma obra dos próprios japoneses sobre si — os retrata com bem mais normalidade e realismo.

Eu confesso que, quando assisti, nem sabia que os personagens eram gente que havia existido de verdade.

O filme pode não ser exatamente uma obra-prima, mas é instrutivo ao mostrar os caminhos de Hijikata Toshizou (1835-1869), líder dos Shinsengumi, um bando de espadachins de Edo (rebatizada de “Tóquio” em 1868) que acabam se convertendo em bastiões do antigo regime e vêm até aqui a Hakodate para a sua batalha final.

Hoje, claro, Hakodate é uma cidade inteiramente transformada. Moderna, a sua fortaleza em forma de estrela virou apenas atração histórica, onde as flores venceram o canhão.  

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As cerejeiras em flor na Fortaleza Goryokaku em Hakodate, Japão.

Cruzando o Estreito de Tsugaru: Bem-vindos a Hokkaido

Hora de eu lhes falar das minhas andanças. Eu poderia simplesmente postar de uma vez uma série de fotos das cerejeiras, mas prefiro permitir a vocês acompanharem os passos que eu dei.

Acompanhem-me, primeiro, no que foi chegar a Hakodate de trem por debaixo do mar.

Um dia frio, um trem debaixo do mar

Hokkaido é a mais setentrional das quatro ilhas principais que formam o Japão — isto é, aquela que fica mais ao norte. Enquanto que pela grande maioria da História japonesa este lugar era considerado um arrabalde selvagem, hoje Hokkaido é para os japoneses um lugar de férias, onde ainda ver natureza menos modificada e bastante neve no inverno.

Se o sul do Japão é um lugar subtropical onde se planta até cana-de-açúcar (em Okinawa), este norte é o oposto. Mesmo neste meado de primavera, enquanto as grandes cidades japonesas lá no sul já estavam quentes e úmidas em prenúncio de verão, aqui ainda fazia um friozinho leve de montanha.

Estreito de Tsugaru no mapa
O Estreito de Tsugaru, que separa a ilha de Honshu de Hokkaido, a mais setentrional de todas no Japão.

Como a floração das plantas responde à mudança de temperatura (comumente, ao calor que chega com a primavera), Hokkaido é o último lugar do Japão onde as cerejeiras florescem.

Eu amanhecia o dia em Aomori, extremo norte da ilha de Honshu, a principal. No dia anterior, havia visto as belas cerejeiras em torno do Castelo Hirosaki, considerado um dos locais mais belos do país para ver a floração, e eu agora iria a outro deles: a Fortaleza Goryokaku.

Para isso, era preciso cruzar o Estreito de Tsugaru. Dia de experimentar o trem-bala que passa por debaixo do mar até Hokkaido.

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O meu café da manhã de hoje incluiu sopa de missô (soja com algas), abóbora cozida, bolinhos no vapor e tigela arroz branco com acompanhamentos. O café da manhã japonês — e asiático em geral — traz comida de verdade, não é só coisa doce como em certos países europeus.

Os hoteis japoneses, inclusive, têm a polidez curiosa de lhe dar uma plaquinha igual àquelas de rodízio, que de um lado diz que você ainda está comendo e do outro indica que você já terminou, para eles então virem recolher os pratos usados. 

(Evita aquela coisa ocasional de o garçom levar embora os talheres que você ainda estava usando, só porque você se levantou para ir buscar um café.) 

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Foi a primeira vez em toda a minha vida em que vi pipoca e sorvete no buffet do café da manhã.
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Eu me despedia daquele clima de Japão dos anos 80 que Aomori tem (tratei mais disso no post anterior), aqui vista da janela do meu hotel. Parecia que eu estava nos cenários que via em Winspector 30 anos atrás.

De Aomori a Hakodate em trem

Quem já viajou de trem no Japão sabe que, frequentemente, os Shinkansen (trens-bala) utilizam estações ferroviárias maiores nas periferias das cidades (com o prefixo shin) em vez das estações centrais urbanas.

Portanto, aqui era necessário primeiro pegar um trem local de Aomori até Shin-Aomori, para então tomar o trem-bala para Shin-Hakodate do outro lado do estreito e de lá outro trem local para a estação Hakodate propriamente dita, no centro. Não é complicado.

Os trens locais japoneses têm um ambiente meio metrozão, mas com as pessoas levando bagagem de viagem.

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De Aomori para Shin-Aomori nesta manhã.
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Os japoneses (como os outros asiáticos) às vezes levam cada bagagem enorme que dá até medo. Caberia a própria pessoa dentro.
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Chegando para o primeiro trem em Aomori nesta manhã.

As estações de trens locais geralmente têm este ar de estação ferroviária de bairro. É um contraste grande com o ar bem mais de alta tecnologia das estações onde passam os trens-bala. 

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Identificando o nosso trem-bala com destino a Shin-Hakodate. As linhas de trens japoneses tipicamente têm nome próprio, e esta é a do Hayabusa (falcão peregino).
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As plataformas de entrada do trem-bala têm este naipe diferenciado, com portas que só se abrem na hora que o trem chega.
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Geralmente, há indicado ali em que altura da plataforma cada vagão parará, para você já se posicionar o mais próximo possível do seu assento.
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O lado de dentro dos Shinkansen varia, mas via de regra a diagramação é assim de 2 x 3 assentos. (Depois eu farei um novo post detalhado sobre os trens japoneses e como reservá-los.)

A passagem do trem por sob o mar é um feito da engenharia, mas não é nada do outro mundo em termos da experiência do viajante. Basicamente, é como passar 20 minutos por qualquer túnel e logo você está do outro lado.

São 53 Km de túnel a 200m de profundidade, pelo qual o trem-bala pode passar a mais de 200 Km/h. (Na superfície, ele alcança mais de 300 Km/h, mas não pode imprimir essa. velocidade toda debaixo da terra — nem do mar). Se estiver distraído, você nem se dá conta de que já passou por debaixo d’água.

(E a gente no Brasil ainda preso a cultura de ônibus e carro por causa dessa fixação em transporte rodoviário…)

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A paisagem de Hokkaido quando emergimos do outro lado. Terra arável aparentemente em pousio, com uns montes ao longe.
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Em Shin-Hakodate, as plataformas para o trem local até Hakodate são por letra com figuras de animais (presumivelmente cow, vaca em inglês). Coisas da lúdica criatividade japonesa.
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Ao chegar na estação de Hakodate, um mural sobre as batalhas derradeiras da queda do regime tradicional Tokugawa e instauração do novo governo em 1868. A maioria dos visitantes estrangeiros passa batido por isso.

Chegando e se instalando

Era um começo de tarde. Com o jet lag da mudança repentina de fuso horário, para o meu corpo era como se fosse ainda de manhã, ainda aquela vontade danada de tomar um café.

Teria que ser daqueles cafés de latinha tão emblemáticos do Japão. A lata sai quentinha da máquina de vendas (se você der sorte, como eu dei, de achar uma que também venda bebidas quentes; a maioria só vende bebida gelada — incluso aí café frio, que os japoneses não se importam de tomar).

Já no trem final de Shin-Hakodate para Hakodate eu comecei a ter esses desejos de “quero uma latinha transbordando você”. Garanto que a Timbalada jamais imaginou essa conotação à sua letra.

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Café em latinha que sai quentinha da máquina no Japão.

Instalamos-nos num hotel logo ao lado da estação de trens, e naquele entorno procuramos onde almoçar e nos informar acerca de como chegar à Fortaleza Goryokaku, epicentro da explosão floral de cerejeiras na cidade.

O entorno da estação, como me pareceu habitual no Japão, é um grande pátio que funciona também como terminal de ônibus urbanos. Havia canteiros de flores, bancos onde se sentar, e aquele visual urbano que mistura elementos tradicionais em madeira e anúncios contemporâneos bem coloridos. 

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Bem-vindos a Hakodate, senhoras e senhores. Era um começo de tarde de sol, eu já devidamente cafeinado.
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O entorno da estação tinha esta modernidade asiática que puxa elementos tradicionais e os mescla com aspectos contemporâneos. Era uma boa atmosfera, de dia feliz e céu azul.

Depois de verificar alguns restaurantes um tanto caros e com cardápios muito carregados em pratos de carne (que não como), acabei me entregando a um ramen bar, um destes arquetipicamente japoneses que servem sopa de macarrão em mesas ou ao balcão. Costuma ser uma opção econômica e muito típica.

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Estão servidos? Achei um ramen (sopa de macarrão) que fez as vezes de almoço hoje. O ramen nosso de cada dia logo se tornaria uma constante no Japão. (A água gelada como acompanhamento também é uma constante — uma cuja lógica nunca me tocou).

Visitando a fortaleza das cerejeiras

Há, basicamente, dois lugares que atraem interesse turístico aqui em Hakodate, cidade que de outro modo é bem comum, normal, contemporânea, sem nada de muito diferenciado.

Um desses lugares é Hakodateyama, a montanha que vocês chegaram a ver na gravura histórica que mostrei acima. Ela hoje é um lugar turístico aonde se sobe de bondinho (estilo Pão de Açúcar) para contemplar a vista lá do outro. É uma visita, essencialmente, panorâmica.

O outro lugar é a Fortaleza Goryokaku, que nesta época abriga o esplendor das cerejeiras. Para chegar desde a estação central é facílimo, basta tomar um bonde elétrico desses de rua e pagar diretamente ao condutor com moedas. O Google Mapas lhe mostra sem problemas o trajeto e onde parar. 

Eu, entretanto, segui primeiro o método analógico e fui perguntar aos funcionários do hotel, que se revelaram tremendamente inúteis acerca de informações sobre a cidade — o que seria uma relativa constante no Japão. As pessoas não falam inglês muito bem, têm vergonha de dizer que não sabem as coisas e, como outros asiáticos, têm também aquele hábito irritante de fingir que entendeu sem ter realmente entendido patavinas.

A moça do hotel aqui em Hakodate teria me deixado sem ver o forte. Fica aquela coisa mecânica da prestatividade polida que, entretanto, não procura ver se resolveu o problema. Eu perguntei como ir à fortaleza, e ela me mostrou só um ônibus turístico cujo último horário já tinha passado. “Ah, o último já foi 🙂”. (Sim, e eu faço o que, minha filha? Volto pra casa a chupar cana?)

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Nada temam, senhores e senhoras viajantes. É perfeitamente possível se chegar aos lugares sem depender de informações dos hoteis. Este ônibus rosa sai da praça da estação até Hakodateyama, a montanha aqui da cidade.
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Já para a Fortaleza Goryokaku se toma este bonde elétrico. O Google Mapas lhe indica com precisão as paradas e horários exatos.
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Simbora.

Chegando à área próxima da fortaleza onde o bonde me deixou, não foi difícil perceber de que lado ela estava. Caminhante, por vezes não é você que inventa o seu próximo caminho: é preciso ver o que os outros estão fazendo e, sobretudo, seguir as flores. 

Bastou olhar aonde iam as pessoas naquelas ruas amplas e amistosas ao pedestre. Algumas breves cerejeiras já pontuavam as calçadas, prenunciando a explosão rósea que nos aguardava. Ademais, não é difícil avistar a Torre Goryokaku, um lugar de visitação no exterior justo à entrada principal da fortaleza.

Não se paga nada para adentrar a fortaleza. A torre, sim, mas essa nós veremos depois. Primeiro, era preciso caminhar por aqueles prados angelicais.

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Belas cerejeiras já pontuando as calçadas, pétalas no chão deixando o asfalto rosado.
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Sigamos, companheiros.
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A Torre Goryokaku vista por entre as cerejeiras — ela que nós visitaremos daqui a pouco.
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Adentrando a fortaleza.

Cerejeiras pela Fortaleza Goryokaku durante o dia

O parque nesta fortaleza fica aberto por um número maior de horas nestas épocas festivas, e você basicamente pode visitar a qualquer momento do dia — sempre haverá gente. Entretanto, minha recomendação é a tardinha, que lhe permite ficar já para o anoitecer, como eu fiz. Inúmeros japoneses fazem isso e se instalam em mantas de piquenique debaixo das árvores, como veremos.

Este parque talvez tenha sido a experiência visual mais próxima que eu já tive to céu, no sentido de paraíso. É difícil descrever em palavras como é incrível estar sob aquele mundo de pétalas rosas a se balançar no vento, uma e outra a cair.

A temperatura estava excelente, seus 22 graus que esfriariam depois, exigindo uma jaqueta à noitinha. Os japoneses se fartavam, à sua maneira, educadamente, tantos a tirar foto e muitas a posar — moças com ou sem vestuário tradicional.

A área é relativamente ampla. Você passa uma boa hora para cobrir todo o perímetro da estrelada fortaleza, se quiser dar a volta. Se se detiver para fotografar ou contemplar (como recomendo fortemente que o faça), leva mais.  

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A Fortaleza Goryokaku em Hakodate, norte do Japão, durante a floração das cerejeiras.
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A estrutura em formato de estrela que fica dominada pelas pétalas rosas nesta época.
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É como um mundo encantado.
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Você caminha debaixo daquele pomar e se perde. A alma quase sai do corpo.
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Ali no meio.
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A vista para a Torre Goryokaku por entre as cerejeiras.

Justiça seja feita, as cerejeiras em flor são uma coisa mágica e que vão além delas mesmas.

Isto é, eu já havia visto cerejeiras belamente em flor na Europa, e até no Brasil tem, como há também nos Estados Unidos e por outras partes do mundo temperado, mas no Japão elas adquirem certa aura de magia, certa mística.

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As cerejeiras em flor no Japão são algo especial.
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Os próprios japoneses parecem fazer parte do pacote.
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Não é raro vê-los muito à vontade por ali.
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Muitos fazem piquenique naquele ambiente mágico.
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Outros simplesmente aproveitam para relaxar.
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…e não são poucos os que posam para fotos neste ambiente tão especial, sobretudo as mulheres.
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Também não é pra menos.
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No céu em Hakodate, Japão.
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Com as cerejeiras em flor.
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Surrealmente belo.

A quem quiser ver um pouco mais o movimento das pessoas neste ambiente, abaixo há um pequeno vídeo que eu fiz.

No centro da fortaleza, você chega a um grande pavilhão de madeira que funciona como uma espécie de centro de visitantes.

Ali se formava uma longa fila de japoneses com os seus “passaportes de floração de cerejeiras” para carimbar. São livrinhos com os principais lugares de admiração de cerejeiras em flor no Japão, onde eles colecionam carimbos indicando a quais a pessoa já foi.

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A fila de japoneses para carimbar seus “passaportes” indicando os lugares do Japão onde já viram a floração das cerejeiras. Você pode adquirir um para si se quiser, por supuesto.
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Pavilhão de madeira no centro da Fortaleza Goryokaku em Hakodate.
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Você também não demora a perceber que há diversos tipos de cerejeiras em tons distintos de rosa — cada um mais bonito que o outro.

Subindo na Torre Goryokaku

Depois de dar umas boas voltas pelo florido parque fortaleza afora, era hora de subir na Torre Goryokaku, que lhes mostrei de longe. Com mais de 100m de altura, ela data de 1964 e, portanto, é algo bem mais moderno que a fortaleza.

A torre é, essencialmente, um lugar panorâmico, onde você paga ¥1000 (equivalentes a uns USD 7) e sobe de elevador. O grande “tchan” é mesmo a vista, embora haja também um pouco sobre a História, alguns estandes de souvenirs e uma sorveteria lá no alto. 

Aí é onde entram as loucuras das artificialíssimas merendas japonesas, como casquinhas de sorvete azul sabor Shinsengumi — em homenagem lá ao grupo de espadachins nacionalistas que tentou resistir aqui em Hakodate à derrocada do regime feudal.

Havia também sorvete Sakura (“flor de cerejeira”), sem dúvida alguma sem um grama sequer de cereja dentro. Os japoneses conseguiram a proeza de superar os norte-americanos na criação de comidas artificiais, que abundam por toda parte e enganam um total de zero pessoas que conheçam o gosto real das coisas.

(Depois teremos uma conversa sobre o mito de que o Japão é um lugar 100% saúde na alimentação, num post posterior). 

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A panorâmica Torre Goryokaku no exterior da fortaleza. São 107m de altura, de onde é possível ver toda esta fortaleza e a Baía de Hakodate lá do alto.
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Sobe-se de elevador. A entrada custa 1000 ienes, o equivalente a cerca de 7 dólares. Não é preciso fazer nada online, tudo é aqui pessoalmente, e a fila tampouco é monstruosa. Em menos de 10 minutos eu estava no elevador, subindo com a ascensorista humana de voz um tanto robótica.

Uma curiosidade foi que eu achava que os japoneses sabiam se distinguir dos demais asiáticos só de vista, mas não. Percebi que havia vários turistas chineses aqui, aos quais os funcionários se dirigiam em japonês sem sucesso, enquanto que comigo falavam em inglês.

Eu achava que essa coisa de confundir os asiáticos uns com os outros era só dos nossos olhos destreinados, mas não. A pensar bem, faz sentido, pois também muito brasileiro ou português que for à Espanha, à Itália ou à Turquia provavelmente vai ser tomado por pessoa local.

Breves minutos de elevador e logo chegamos lá ao alto.

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Lá do alto, a incrível vista para a Fortaleza Goryokaku em formato de estrela. Ela data da década de 1850 e foi feita em moldes europeus, no chamado estilo Vauban, do engenheiro militar do rei francês Luís XIV nos idos de 1700.
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A vista para a cidade e baía de Hakodate lá do alto no entardecer.
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Lá no alto, uma estátua de Hijikata, um dos líderes dos Shinsengumi, espadachins que lutaram para preservar o regime feudal do xogunato Tokugawa no Japão.

Eu não vou aqui entrar em discussão se ele era herói ou vilão (até porque acho pobre essa mania maniqueísta de hoje em dia, de querer enxergar o mundo como bandidos ou mocinhos). Ele foi quem foi, e que você vê retratado até bem no filme Baragaki (2021), que mencionei acima. Fez parte da História japonesa, e aqui não faltou quem posasse aqui para foto com ele. 

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Complicado, aí sim, eram estes sorvetes artificialmente coloridos à venda. No Japão, os gostos artificiais e alimentos ultraprocessados abundam.
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Caso você queira algo melhorzinho, tem esta sorveteria, que tinha sabores mais reais e alguns curiosos, como abóbora. (Era bom!)
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Moça tirando foto da Fortaleza Goryokaku lá do alto.

As cerejeiras em flor no anoitecer

Não se pode deixar uma área de cerejeiras em flor sem antes vê-las ao anoitecer, sob pena de duros arrependimentos. O sol é substituído por luzes em meio às árvores, e tudo ganha um encanto diferente.

Desci da torre e, embora a fome já estivesse batendo — o estômago apenas brevemente enganado pelo sorvete de abóbora —, não me furtei a dar ali mais uma volta.

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As cerejeiras em flor ganham um encanto distinto ao anoitecer.
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Vira uma festa sob as copas rosas.
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Você se sente imerso num mundo de sonho.
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Com as cerejeiras ao anoitecer em Hakodate. É uma festa.

Os japoneses, por sua vez, começam a farofa os seus piqueniques de modo mais sério quando a noite cai. Chega a ser difícil encontrar lugar onde se instalar, daí tantos chegarem bem cedo.

Você aí que, como se eu, se trata de lanchinhos leves só mesmo para contemplar o ambiente, reveja o seu conceito. Os japoneses trazem churrasqueira onde grelhar frutos do mar e fazem uma verdadeira farofada sob as cerejeiras, com engradado de bebidas e todo o mais, a fumaça a tomar o lugar com os cheiros.

É curioso (e surpreendeu a mim na minha inocência), mas não retira o encanto do lugar. Abaixo, você pode conferir um videozinho que gravei nessa noite.

 

Você dali maravilhado. Em verdade, dá vontade de ali ficar e jamais ir embora.

Não se trata, contudo, de um programa corujão. Lá pelas 21-22h a coisa se encerra. Nós fomos assim comer num restaurante pan-asiático aqui perto, e de bonde retornar para nos prepararmos a zarpar para Sapporo — a principal cidade nesta ilha de Hokkaido, e nossa visualização final desta temporada de cerejeiras — na manhã seguinte.

No caminho, ainda víamos mais das cerejeiras à luz da noite, uma coisa aparentemente saída da fantasia, mas que, como tantas desse gênero, são realidade no Japão.   

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Há coisas da fantasia que, no Japão, são realidade. Talvez por isso este país e sua cultura tanto encantem.
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Revejo vocês com as andanças do dia seguinte.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

2 thoughts on “Hakodate e o esplendor das cerejeiras na Fortaleza Goryokaku

  1. Nossa!… E eu que pensava que ja havia visto tudo que de beleza havia nessa viagem do viajante brasileiro!… Ledo engano!…
    Essa postagem me revela que ainda há muito de belo a ser percebido.

    Meu Deus!… Quanta graça e beleza nessa floração das cerejeiras japonesas!.. Esplendorosas…Parecem etéreas!… irreais … elas e as imagens…
    Difícil conceber tamanha beleza nessa apoteose rosa que parece cobrir o Sol…E em que extensão… Incrivelmente bela… Fantástica… extraordinária!… Uma verdadeira maravilha… Parece um sonho… Um pedacinho do Paraíso…
    O viajante tem razão, a floração dessas cerejeiras parece ser do mundo Espiritual, tamanha perfeição, beleza e exuberância.. É de deixar qualquer um embasbacado…
    Que espetáculo!…surreal… E o chão, acarpetado de pétalas róseas de diversos tons… que lindo… Parece um tapete celeste…
    Que visões maravilhosas, diáfanas ímpares, uma preciosidade.. Um espetáculo monumental da natureza em flor…
    Estou encantada!… Sua amiga aqui nunca tinha visto tamanha beleza natural… e nessa proporção… Um achado…
    Feliz em ter tido a oportunidade de as apreciar através dessa vossa postagem… Que maravilha…

    Muito interessante e oportuna essa vossa tirada meu amigo ; “as flores venceram os canhões” … Felizmente… que assim seja sempre… pois assim podemos testemunhar a presença dos Céus na terra ,com esse chuva maravilhosa de pétalas rosas… Um encanto..

    Interessantíssima a visão do Japão que o jovem viajante brasileiro nos trás entre elas as diferenças entre o N e o Sul, suas ancestralidades e modernidades como o túnel sub-aquático, o trem bala, diferenças climáticas, hábitos japoneses, bons e outros nem tanto dentre outros.

    Maravilhoso e belo o trem bala… Impressionante a sua velocidade… e bem organizadas as estações.
    Muito bem situado o atraso brasileiro e de outros países presos às rodovias…

    Interessantes e instrutivos os murais.. Bela forma de contar a História…
    Apreciei saber sobre os aspectos históricos do Japão de ontem e de hoje… de alguns mitos sobre o Japão correntes aqui no Ocidente… como alimentação sadia etc.
    Vilgen, hahaha … que horror.. café frio… Deus nos livre…

    A cidade e a região parecem mesmo mais simples, mais antigas que as do sul, embora sempre limpas e ordenadas, como parece que são todas no Japão… Com belas amplas, floridas avenidas, com ótimo piso, amplas calçadas, sinais inclusive sonoros, tambem para cegos, nos chãos, … Tudo organizado em todas as áreas públicas….o que chama a atenção.. e uma certa inveja… diante da realidade do lado de cá, com cidades muito mal cuidadas.
    Bela a praça da chegada…
    O viajante, como sempre em alto astral hahaha.Lindas as lanterninhas, Amo.

    Como boa descendente de italianos, adoro macarrão… E essa sopa parece estar ótima…
    Não se usa por aqui esse acompanhamento com água gelada hahaha e que me conste, nem na Itália…

    Achei engraçada a forma japonesa de informar … polida, prestimosa , mas vazia de soluções…hahaha

    Adorei a ideia de seguir as flores… Até porque a maravilha da floração ja se percebia: árvores rosas por toda parte, calçadas cobertas por tapetes de florezinhas rosas… que benção…
    Linda a elegante torre envolta em cerejeiras em flor… Uma graça.

    Nossa… que imagem maravilhosa dessas águas mansas, a ponta rosada da estrela e as flores… Que encanto…
    Verdade, amigo… Verdadeira visão do Céu…Paradisíaca…
    Imagino a maravilhosa sensação que deve ter sido ter essa visão de perto…
    Belíssima essa verde. relva com esse tapete de flores róseas… Magnifico!…
    As imagens são encantadoras…. Há mesmo uma aura especial, algo de celeste nessas paragens…
    E o amigo, para variar, parece parte do conjunto, perfeitamente integrado ao contexto , quase imaterial hahaha Muito bom.

    Belo e artístico o pavilhão de madeira. Amo essa arquitetura japonesa….simbólica, rica em filosofia e significação… Ela também parece inspirada em ambientes celestiais.
    Tudo ai como que leva à oração, à elevação e à espiritualidade. Que clima elevado. Parece a materialização da alma do Japão tradicional… tão amada e reverenciada por nós ocidentais, e fonte de tanta inspiração e elevação. Que maravilha… Enche os olhos e os corações de Paz e Harmonia.

    A festa de cores e tons continua com o cair da tarde… E há umas flores mais rosadas que são mais belas ainda… preciosas…

    A torre é bonita, A visão do alto impressiona… Podemos ter uma fantástica visão da estrela como um todo rosa, cercada de mansas e belas águas. Um primor.. Belíssima imagem do conjunto…

    E que horror a artificialidade desses jovens, principalmente eles, e o habituar=se com esses sabores que nada tem de natural… Uma lástima…

    Achei o espadachim simpático… Acho que foi um herói… hahaha.

    Uauuu,… que maravilha com o pôr do sol e o acender das primeiras luzes… Se são tão belas durante o dia, imagine com os super tons do lusco-fusco ?
    Ainda sob os raios do sol poente , diante das belas luzes acesas e aos primeiros tons da noitinha que chega, tudo fica mágico e mais irreal ainda… Uma graça e uma beleza esfuziantes… Não parece a terra.. Como que você e todos.. são transportados para uma estrela de luz suave, leve, linda e elevada… Um sonho maravilhoso….
    Imagens e ambiente fantásticos… como se todos fossem protagonistas de um filme surreal.. Lindíssimo…
    Maravilhosos campos em flor iluminados por uma luz celestial… Uma ante-visão do paraíso….
    Uma bela manifestação da pujança da Natureza em flor. Uma riqueza…
    Que postagem maravilhosa!…
    Que bela postagem, meu amigo… Parabéns !… E, como se dizia há um tempo atrás: é para cheirar e guardar hahaha
    Das mais belas que vossas andanças ja produziram..
    Amei, horrores hahah.
    Amaria estar por lá e viver ” esse momento lindo ” como diz Roberto Carlos?
    Quem sabe um dia ??????
    Sayonara Cerejeiras em flor… Até breve…

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