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Chugoku (região) Japão

(Re)visitando Hiroshima e seu memorial da bomba no Japão

Às margens do rio Motoyasu, o domo atômico que restou em ruínas do bombardeiro de 1945. 

Hiroshima sofreu o primeiro ataque atômico da história, em 6 de agosto daquele último ano da Segunda Guerra Mundial. Alemanha rendida desde 8 de maio, e o Japão já nas últimas após guerrear os Estados Unidos no Pacífico.

Recusava-se a se render pelo espírito de luta ferrenho dos japoneses, que se valoroso em certas pelejas na vida, havia levado o Japão a massacrar e se impor sobre seus vizinhos asiáticos de modo brutal. Agora, essa resistência indomável ia ao encontro do interesse estadunidense em fazer valer seus bilhões de dólares investidos numa arma derradeira — e mostrar à União Soviética que tinha superioridade bélica.

Visitar Hiroshima é um passeio pela História do século XX e também uma viagem pelo espírito humano, uma reflexão sobre o que podemos e o que (não) devemos fazer. Eu já havia vindo cá 11 anos atrás, na minha primeira viagem pelo Japão, e tinha um reencontro marcado. 

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Debaixo de chuvisco, as pessoas formavam fila no Memorial da Paz construído em Hiroshima após 1945. O domo lá ao fundo foi deixado sem restauro, como testemunho do que se passou aqui.

Reencontrando-me com Hiroshima

Estávamos agora na primavera deste ano, eu que havia vindo num longínquo inverno, quando havia encontrado então uma Hiroshima quieta e fria — embora a ilha de Miyajima aqui perto estivesse deliciosamente agradável, um contraste com a sobriedade de cá. 

Eu lhes relatei aquela viagem em detalhes, e agora os meus olhos buscavam reencontrar aquilo de que eu me lembrava. 

Hiroshima não mudou muito. O domo destruído em 1945 continua idêntico, só que o museu do Memorial da Paz (visita obrigatória a quem aqui vem) foi reformado neste ínterim e hoje está bem maior — e com algumas modificações. O número de turistas também aumentou consideravelmente. 

O restante da cidade me parecia bastante igual neste dia em que eu desembarcava do trem oriundo de Fukuoka, mais a sul. O céu estava plúmbeo — como talvez seja mesmo adequado a uma visita a Hiroshima —, e caía um chuvisquinho daqueles de música triste.

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Não havia tristeza na fina estação de trens de Hiroshima, entretanto. Se o Japão hoje é geopoliticamente mouco, sua população tem seu lado alegre e divertido, envolvidos que estão no consumo e na tecnologia.
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Era um fim de manhã, hora daquela pausa sagrada no Café Doutor.

Um passo para fora da estação e você tem as ruas de Hiroshima. 

Poderiam ser as de Nagasaki ou de outra cidade japonesa. As cidades japonesas — erigidas em sua grande maioria após a guerra — são todas bastante parecidas, de um jeito que vai além dos outros países. A ninguém no Brasil ocorreria dizer, por exemplo, que Salvador e São Paulo são parecidas, nem Rio de Janeiro e Manaus. 

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O centro de Hiroshima com os bondes característicos deste sul do Japão. São das breves marcas de distinção.
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Uma coisa que mudou desde que estive aqui é a presença bem maior de cafeterias, seja o Starbucks, sejam outras. Acho que aumentou também o número de bistrôs de inspiração francesa. (Caso você não saiba, os japoneses têm um caso de amor com a França. Você talvez retruque indagando “Quem não tem?“, mas acho que o amor dos japoneses é mais roxo.)
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Os bondes característicos de Hiroshima. Você toma um destes para ir aqui do centro até o Memorial da Paz, onde fica o Domo Atômico e o museu sobre o bombardeio.
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Como os japoneses são meio doidinhos, fazem-me uma parada de bonde assim, em que mal cabe uma pessoa por vez. Sei que é para fazer fila para entrar, mas ouriça até os cabelos do braço quando o bonde chega raspando em você. Claustrofóbicos não gostarão de estar emprensados entre o bonde e esta parede.

Rumando ao Memorial da Paz

Não há muito o que fazer em Hiroshima para além de se visitar o Memorial da Paz — que no título da postagem eu chamei de memorial da bomba porque, na realidade, é um memorial ao ocorrido em 1945, e dedicado à paz.

Aqui foi onde comecei a encontrar gringos e outros turistas ocidentais no Japão. As pessoas parecem quase todas fazer os exatos mesmos roteiros no Japão, incluindo Tóquio, Osaka, Quioto, Nara e Hiroshima. Não os culpo, pois foi exatamente o que eu próprio fiz uma década atrás quando vim pela primeira vez. A coisa não mudou: nesses lugares você encontra cada vez mais turistas; já fora desse circuito, como em Nagasaki ou pelo norte do Japão, é capaz de passar o dia sem avistar outro ocidental. 

Deixei as coisas no hotel perto da estação de trem e tomei o bonde por ¥220, tipicamente pago em espécie na saída ao motorista, e onde já se viam alguns ocidentais. Iam ao memorial como eu. Uma vantagem é que fica mais fácil identificar a parada certa, pois descem quase todos no mesmo lugar.

Chovia lá fora, aquele chuvisco de dia de primavera que nubla. 

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Este é o Parque do Memorial da Paz em Hiroshima, Japão. Conta com um museu, jardins com roseiras fornecidas por diplomacias de diversos países, e lá ao fundo o chamado Domo Atômico, deixado como ficou em 1945 — sem restaurar — como testemunho do ocorrido.
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O parque foi estabelecido em 1954 e tem certos elementos de arquitetura modernista que lembram Brasília.
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A chama eterna da paz e lá adiante o museu.
Domo de Hiroshima antes da bomba
Esta é uma fotografia de época (por volta da década de 1920) mostrando este lugar e o domo ali. Era um centro de exibições, e foi obra do arquiteto tcheco Jan Letzel.
Hiroshima Dome 1945
Após a explosão em 1945, ele ficou assim. Foi a única estrutura a restar de pé neste marco zero da bomba.
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O lugar hoje, apelidado de domo atômico. Foi deixado como testemunho.
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É uma visita sóbria, lugar de contemplação.

Dei umas voltas por ali em torno do domo, vi umas rosas doadas por países estrangeiros, e me dirigi ao museu. Paga-se por ele um preço módico — simbólico — de ¥200, o equivalente a pouco mais de um dólar.

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Os jardins de rosas no Parque do Memorial da Paz.
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Rosa de Hiroshima.

A visita ao museu sobre o bombardeio

Este museu mudou um pouco desde que eu vim aqui em 2013. Para começar, hoje ele tem um sistema de venda de ingressos online, mas não é obrigatório. Você pode também comprar na hora, presencialmente. Eu só seria cauteloso na ocasião do começo de agosto, quando se celebra o aniversário da ocasião (06/08) e o lugar fica mais visitado. 

Você verá na internet histórias de horror sobre horas na fila esperando para entrar, mas é porque só noticiam esses casos dramáticos. Eu não levei mais de 10 min esperando, e isso em plena primavera, alta estação. Decerto, há bem mais gente do que quando eu vim anos atrás. (Se congestiona um pouco, por outro lado é importante que mais pessoas estejam vindo ver e se sensibilizar.)

Eu me lembro que tive o museu quase que todo pra mim naquele já longínquo fevereiro, enquanto que agora — com o tanto de gente — a visita em si parece uma longa fila, que vai andando aos poucos. É também resultado de eles terem criado uma “rota” da visita, em vez de visita livre por salas como nos museus europeus.

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Semblantes sóbrios na visita ao museu do Memorial da Paz em Hiroshima.
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Só não sei se a escolha dos curadores de criar um roteiro fixo foi das melhores. Você parece que está constantemente numa longa fila através da exibição. Só bem mais adiante é que melhora.

A longa fila serpenteava devagar. Aí foi engraçado o guardinha saindo de seu posto para ir lá à frente ver quem estava demorando de andar e engarrafando a coisa. Desnecessário dizer que está apertado para a quantidade de visitantes hoje.

Este museu reformado está bem maior do que era, e você pode gastar umas boas 1-2h lá dentro a depender do nível de detalhes que queira ver. 

Há maiores recursos midiáticos que antes e um foco bem maior na experiência das vítimas, pertences deixados, etc. Puseram, por exemplo, agora também desenhos feitos pelos japoneses sobre o ocorrido junto das fotografias e informações. 

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Fotos e muitos desenhos das pessoas queimadas e mortas pela bomba atômica.
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Eram 8:15 da manhã do dia 6 de agosto de 1945 quando a bomba atingiu Hiroshima e este relógio ficou parado na hora que marcava.

Quem leu meu post recente em Nagasaki — ou o post da minha vinda anterior a Hiroshima — já pegou o contexto do final da guerra, mas em benefício de quem chegou primeiro aqui, vamos a uma súmula.

Em maio de 1945 a Alemanha Nazista já havia se rendido, superada pela União Soviética e acossada desde 1944 também no ocidente após o desembarque das forças aliadas na Normandia (França). O Japão, porém, resistia embora a maré da guerra já tivesse virado contra os países do chamado Eixo (Alemanha, Japão, e a também já rendida Itália).

Quem assistiu ao filme Oppenheimer (2023) viu o investimento bilionário feito pelos Estados Unidos para desenvolver uma bomba atômica, arma que mudaria o curso da guerra. Fazê-lo antes dos nazistas era imperativo, como o era também esconder esta tecnologia dos soviéticos, que embora aliados nesta guerra, eram rivais ideológicos e geopolíticos dos EUA. 

Àquela altura de agosto de 1945, a arma estava pronta. O Japão, embora mal das pernas e sofrendo bombardeios incendiários que mataram dezenas de milhares de civis nas suas cidades, recusava-se à rendição — um grande tabu na cultura japonesa do lutar até a morte. 

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Uniforme que restou de um menino de 13 anos.

Já no apagar das luzes da guerra, o governo dos Estados Unidos queria mostrar que seu investimento bilionário numa arma atômica não havia sido em vão — e que a bomba realmente funcionava.

Além disso, queria evitar ter que fazer um ataque anfíbio — um novo e custoso “desembarque na Normandia” — no Japão para o ocupar por terra.

A solução foi, portanto, demonstrar seu poderio ao mundo, e em especial aos soviéticos, coagindo os japoneses a se render pelo horror destrutivo que esta bomba causava.

 

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A cidade em 1945 após o bombardeio. Os japoneses ficaram chocados que uma só bomba havia arrasado Hiroshima.

Eu não gosto de fazer leituras moralistas de guerras e muito menos leituras maniqueístas, como se houvesse um lado bom e um lado mau. O Japão havia feito horrores nos países vizinhos, cometido crimes de guerra e massacres em grande escala na China e Sudeste Asiático na sua tentativa imperial de controlar a Ásia como as potências europeias haviam feito na África.

Lamentam-se sempre, entretanto, as vidas destruídas na espiral de violência, sobretudo as crianças. 

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Foto de uma escadaria de pedra no epicentro da explosão onde só restou a sombra de quem estava ali.
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A pedra com a marca da sombra ainda presente. Foi só o que restou de quem estava ali, sentado na escadaria da entrada do banco em Hiroshima.
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A lancheira carbonizada e o cantil.

Eu, a propósito, não recomendo este museu para crianças. Vi famílias visitando acompanhados de pequenos, mas eu pessoalmente não o faria. É muita desgraceira junta, e com muitas fotos bastante fortes.

Talvez ele seja até um pouco extenso demais. Chega uma hora que você cansa de ver fotos de gente deformada ou deixada à beira da morte pela bomba.

Só bem mais adiante é que vem a parte política, do contexto da guerra e da criação de uma bomba atômica. Aliás, neste sentido o filme Oppenheimer mostra Einstein como um vovô bonzinho jogando milho pra os pombos no parque, mas ele assinou e apoio a construção da bomba atômica também. Aqui há correspondências suas com as autoridades norte-americanas, assim como outros documentos da época.

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São bastantes fotos e paineis explicativos, hoje com um foto maior no impacto humano do ataque atômico, mas com algo também sobre a física da bomba e o contexto político.
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Mais pra o fim da exposição há o contexto contemporâneo, e não deixava de ser tristemente irônico o quanto ele já ficou desatualizado. Tínhamos aqui os presidentes Obama (EUA) e Medvedev (Rússia) firmando um tratado para redução de armas nucleares estratégicas (isto é, aquelas maiores e que podem cruzar continentes).

A esta altura do campeonato, já há menção já à invasão da Ucrânia em 2022. Percebe-se que o mundo voltou a ficar geopoliticamente arriscado. 

Se há uma lição em Hiroshima — e esta visita a deixa bem nítida —, é que não se deve tratar com leviandade os riscos das armas nucleares. As consequências são por demais nefastas.

Quando vejo a propaganda jornalística russa ou norte-americana minimizar os riscos, ou seus lobistas de plantão dizendo que o outro está blefando, é de uma irresponsabilidade crassa. 

Se o vemos de imagens atualmente dos conflitos e pessoas desabrigadas já é de partir o coração, isto aqui seria à décima potência. Responsabilidade é premente.

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O domo atômico em Hiroshima, natureza de volta ao redor após décadas.

Epílogo

Vida que segue. A vida seguiu em Hiroshima, afinal. O Japão seguiu sem se render, mas houve o ataque em Nagasaki três dias depois, e aquele foi o evento derradeiro da Segunda Guerra.

O Japão assinaria sua rendição — com a condição de que seu sistema formal de governo imperial fosse mantido — e, em 1947, adotou uma Constituição pacifista escrita pelos oficiais dos Estados Unidos e que ainda vigora.

Geopoliticamente podado, o Japão retornaria à sua caixinha, e se dedicaria ao desenvolvimento tecnológico e à conquista de mercados — muito ajudado agora pelos Estados Unidos, que meio que buscaria compensar o alijamento político internacional japonês com parceria econômica.

Cá na terra, na terra do primeiro ataque atômico da história, eu saía daquele mergulho no tempo para retornar à Hiroshima atual, verde, de concreto, e com as suas flores no jardim.

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Ainda chuviscava em Hiroshima depois de eu deixar o memorial.
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Hiroshima hoje.
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E o ramen nosso de cada dia.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

2 thoughts on “(Re)visitando Hiroshima e seu memorial da bomba no Japão

  1. Nossa, essa foto de abertura é impressionante…. Mais ainda impactante que Nagazaki
    Significativo e belíssimo esse Memorial da Paz… Bela a chama acesa…
    Impressionante o Domus queimado e retorcido…
    Verdade, meu jovem amigo viajante… Os Céus choram a insensatez do bicho homem. e suas terríveis consequências .

    Pareceu-me uma cidade um pouco mais interessante, organizada e bonita que Nagazaki.
    Amor pela França? Quem não o tem??? hahah
    Lindinhos os bondes !…
    Isso ai é uma parada de bonde?? Jesus…De fato, muito estreitas essas paradas… Aqui no Brasil seria inconcebível … Nossa

    Dramático esse Museu.
    Os horrores da Guerra e das armas atômicas!…
    E que horror o que restou da cidade no pós ataque!… impressionante.
    E que belo gesto o dos diversos países de oferecer rosas na recomposição da cidade.
    Belissimas as rosas assim como os vários jardins…
    Como já disse altamente significativa e eternamente simbólica a Chama da Paz. Serve de alerta , ou deveria servir para impedir a novas incursões nesse nível, embora o ser humano continue com sua beligerância insana.
    Como era belo o Domus em 1920.
    Linda a pracinha.
    E que horror após a bomba.
    Chocantes as imagens… terriveis… impressionantes…

    Çom certeza, meu jovem amigo… é uma visita de contemplação e reflexão. Não poderia ser diferente.

    O preocupante é perceber a insistência de líderes mundiais em continuar e favorecer a corrida armamentista , com cada vez armas mais poderosas, inclusive atômicas, pondo em risco a sobrevivência da raça humana e do próprio planeta com essas posturas irracionais e nefastas.

    Visita obrigatória , sobretudo nesse momento presente , onde potencias testam suas armas e se agridem mutuamente, em várias partes do planeta.

    Deis nos acuda.
    .

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