Eis uma das vistas mais emblemáticas do mundo contemporâneo: o Monte Fuji, com 3.776m de altura o monte mais alto do Japão. É provavelmente a montanha mais fotografada do planeta.
Sim, se trata de um vulcão — e ativo, mas que não entra em erupção desde 1707. Os japoneses registram uma dúzia de erupções anteriores a cada poucos séculos.
Eu não vou negar que gera um leve desconforto, sentir-se minúsculo, estar ali à mercê da magnânima montanha que os japoneses na sua religião tradicional xintoísta de fato veneram como uma magna anima, um grande espírito.
Fora de uma cadeia, ela é impressionante como um gigante solto na paisagem.

Como você há de deduzir, ao contrário do que se divulgou erroneamente em 2024, o Monte Fuji não fechou para turismo. Se você parar para pensar, não há nem como limitar a vista para uma montanha enorme destas e que se vê a quilômetros de distância, com várias cidades e vilas ao redor.
Tudo o que ocorreu foi a prefeitura de uma delas mandar levantar uma parede perto de uma loja onde gente demais estava se acumulando para tirar foto de um certo ângulo. Só. Daí para virar alarde — à là a brincadeira do “telefone sem fio” — de que não seria mais possível visitar o Monte Fuji, como se pudessem ter posto alguma burca nele, foi um pulo.
Bem-vindos portanto a Fuji Kawaguchiko, fofa cidadezinha montanhesca (com lago e tudo!) a poucas horas de Tóquio e que faz parecer que você está na Suíça, só que no Japão.
Ela segue plenamente acessível, com direito a milhões de ângulos para o Monte Fuji, templos, e tiozinho japonês na beira da rua vendendo batata-doce. Acompanhem-me.


Indo de Tóquio a Fuji Kawaguchiko
Vamos começar, como de praxe, com a logística da coisa. Chegar foi também o começo da experiência da vinda aqui, por supuesto.
Fuji Kawaguchiko não é a única, mas é das mais visitadas cidadezinhas em torno da grande montanha — e, segundo alguns, a que rende as mais belas vistas. O desafio destes lugares do entorno do Monte Fuji, contudo, é a acessibilidade se você não tiver um carro (e turista no Japão quase nenhum tem).
Se há mil maneiras de fazer Neston, há apenas duas maneiras de vir a Fuji Kawaguchiko sem carro: de trem ou de ônibus. Surpreendentemente para o Japão, o trem aqui é pouco prático para quem vem de Tóquio. Requer baldeação, inclusive com uma linha local que o passe ilimitado da Japan Rail não cobre, numa viagem que dura 2h30 só de vinda, outras 2h30 para voltar. Pouco prático.
O ônibus acaba sendo melhor negócio, e foi o que eu escolhi: viagem direta de 1h45.

Os ônibus são confortáveis, com banheiro a bordo e wi-fi que funciona. Eu apenas faço dois alertas.
Primeiro, compre com bastante antecedência — de semanas, se não de 2-3 meses — se estiver viajando no fim de semana, na alta estação da primavera, ou mesmo se fizer questão de escolher aqueles horários mais convenientes no começo da manhã, mas que não sejam cedo demais.
O site oficial é este aqui, e ele aceita pagamento com cartões estrangeiros. A passagem não precisa ser impressa, basta apresentá-la no celular.
Como não se demora a perceber, os japoneses não são exatamente os melhores para o lado de interface de uso — ficaram parados meio que lá atrás nos anos 90 —, mas busque pela linha que parte de Shinjuku Express Bus Terminal até Kawaguchiko Station. O destino final dela é Fujisan, mas você salta antes. Daí verá listados os vários horários na data escolhida.
Há partidas quase que a cada 10-15 minutos, mas não se iluda: eles todos lotam na alta temporada. Por isso, importante também comprar logo a volta.

O segundo alerta se refere ao Shinjuku Express Highway Bus Terminal. A estação de trens de Shinjuku é uma verdadeira babilônia, e se o seu metrô ou trem local chegar pelo lado contrário, você é capaz de passar meia hora perdido se batendo. A sinalização é parca, os aplicativos de mapas são pouco úteis, e as pessoas — até as do balcão de informações — foram absolutamente inúteis na hora de informar.
O Shinjuku Express Highway Bus Terminal fica à saída Sul (South Gate) da estação de trens e metrô de Shinjuku. É preciso primeiro procurar as indicações para chegar até ele. É preciso então sair, atravessar a rua, e o terminal fica do outro lado, num prédio separado. Uma vez lá, tudo é tranquilo, pois a sinalização passa a ser abundante. Muito provavelmente, seu ônibus sairá do andar 4F.
Daí é só mostrar no celular a reserva ao tiozinho, que tem uma prancheta eletrônica (num tablet) tomando nota dos passageiros que vão chegando. O ônibus sai pontualmente, via de regra, com destino final Fujisan Station. Tenha consigo o número do ônibus para ver no painel a plataforma do qual ele sairá. A minha foi a C9, mas não sei se é sempre assim.
De toda maneira, recomendo chegar a Shinjuku com uma boa gordura de tempo para queimar procurando.


Eu cheguei feito um desesperado a essas faixas coloridas aí no chão. Havia achado que, uma vez na estação de trens e metrô de Shinjuku, haveria indicações simples apontando para onde o terminal de ônibus ficava — tolinho.
Cheguei e não havia nada. Meus aplicativos de mapas estavam completamente birutas, sem saber em qual dos múltiplos andares eu estava nem quais caminhos eram realmente livres ou detrás de catracas. Por sorte, eu detinha o poderoso JR Pass de uso ilimitado (ou quase). Alguns caminhos consistiam em andar toda uma plataforma e sair pelo outro lado, tomar elevador, descer escada rolante pela barafunda, e você a se perguntar se está indo mesmo pelo lado certo ou não.
Cheguei a perguntar a funcionários no lugar de atendimento ao usuário, mas a grande maioria dos japoneses é meio mecânica e provinciana nessas horas. Ou você o aborda — em japonês — fazendo perguntas que já estejam no protocolo dele, ou ele se perde e não se engaja. Não é como outros lugares onde, mesmo com a barreira da língua, a pessoa aponta e procura orientá-lo de alguma forma.
O engraçado foi que um destes postos de informações ficava bem na frente de uma catraca, e eu ainda tomei duas gentis mas impacientes bolsadas na cabeça de uma senhora japonesa que queria passar sem pedir licença — pra você ver que esse negócio da nobre educação japonesa é relativo. Enfim, virou tragicômico.
Sei que em algum momento eu consegui finalmente chegar ao lado sul da estação, passando à força por catraca onde meu passe se recusou a funcionar (crianças, não façam isso em casa), até que dei com a saída desta platônica caverna e encontrei o El Dorado do Shinjuku Express Highway Bus Terminal — em tempo.

Posso agregar ainda uma sugestão aos alertas que fiz? Traga água e lanchinhos para esta viagem de ônibus — ela pode demorar mais que o previsto.
No meu caso, num pleno sábado de primavera, havia um engarrafamento brutal. Não era tanto que houvesse milhões de pessoas na estrada, mas que tiraram o dia para fazer renovações na pista.
(Eu ainda me lembro, em priscas eras que bem longe vão, numa manhã em que havia barulho excessivo de alguém fazendo obras no campus enquanto eu estava em aula na federal do Paraná, meu professor rubro de raiva exaltando que nos EUA se fazia desses consertos de madrugada para não atrapalhar, e que só no Brasil era assim. Pois bem, pelo visto não só no Brasil, amado mestre.)
Eu sei que cada trecho da viagem duraria 3h30 — o que acabou fazendo eu me indagar se não teria sido melhor vir de trem, mas já era tarde para arrependimentos. E não os tive, apesar da indagação. Deleitava-me em me ver me aproximar do Fuji pouco a pouco, vislumbrando-o da estrada. Tampouco acho que estas demoras sejam comuns, diga-se de passagem.

Em Fuji Kawaguchiko
A grande atração de Fuji Kawaguchiko é o seu entorno — a cidade em si é modesta. Guardadas as devidas distinções, ela lembra um balneário daqueles que há mundo afora noutras regiões de lago e montanha, na Suíça ou nos Lagos Andinos (como San Martín de los Andes), por exemplo.
Curiosamente, por influência ocidental até a arquitetura aqui imita em partes o estilo alpino, como vocês verão mais abaixo, mas ela quase toda tem o estilo japonês contemporâneo de prédios aquadradados.
As cidades japonesas atuais são todas muito parecidas. Se alguém lhe desse uma paulada e você acordasse de repente numa delas, levaria um tempo até descobrir em qual está. Quem faz a diferença aqui, evidentemente, é o Monte Fuji. Dito isso, há uma certa atmosfera de “férias e descanso” no ar.



O que ver aqui? O Monte Fuji, por supuesto, mas há paragens específicas aonde ir. Há um lago aqui na cidade — a uns 10-15 minutos caminhando desde a estação — que merece ser conferido, assim como um teleférico que deixa os asiáticos em polvorosa, pois eles parecem gostar muito de teleférico.
Esse aí é o Mt. Fuji Panorama Ropeway, que o leva até uma estação no alto, de onde é possível ter uma vista do monte com lago aqui da cidade e seu entorno. Nesta página oficial da atração você tem informações sempre atuais sobre preços e horários. (Preciso avisar, entretanto, que tem a fama de ser lugar onde você mofa um bom tempo na fila esperando a sua vez de subir ou descer.)
Entretanto, a vista mais famosa para o Monte Fuji não é de lá, é a vista que inclui o Pagode Chureito — o que está na foto de capa desta postagem. Esta vale muuuito a pena. É preciso tomar um trem local até a estação vizinha e daí caminhar um pouco, além de subir degraus. Chegaremos lá.
Estava previsto o ônibus estar aqui às 11:30, mas com todo aquele engarrafamento, acabamos chegando às 13:10. Sendo assim, cuidamos primeiro de almoçar ali mesmo por perto da estação, o que foi uma experiência curiosa.

Em verdade, este era um lugar curioso. Não havia nada de extraordinário acerca da comida — era uma comida boa, uma sopa de macarrão japonesa como tantas, bem-feita. A vista para a montanha, claro, era especial.
O mais especial, entretanto, é que este era um restaurante meio “gato de Schrödinger“. Estava aberto e ao mesmo tempo fechado, a depender do cliente.
Aos não-familiarizados com o termo, é uma metáfora para um paradoxo da física quântica, em que o elétron pode ou não estar lá, a depender do observador. Se fosse um gato dentro de uma caixa, o gato poderia estar vivo ou morto, mas você só saberia na hora que abrisse a caixa e olhasse. Ele não “está” nem uma coisa nem outra de modo independente do observador.
Do mesmo modo, o curioso funcionário de óculos — com ares de ser o dono — acolhia ou despachava os novos clientes que iam a todo momento aparecendo à porta. Eu, por sorte, fui um dos eleitos. Não é que faltasse lugar, nem que ele aparentemente discriminasse pessoas com esta ou aquela cara — sabe-se lá que critério quântico ele usava. Sei que não olhava a toda hora o relógio, e parecia ser daqueles para quem a hora mais feliz é quando todo mundo vai embora.



Rumo ao Pagode Chureito: Das vistas mais emblemáticas para o Monte Fuji
Eu fazia questão de ver o Pagode Chureito e ter a vista de lá; não fazia tanta questão de subir no teleférico, ainda mais sabendo que isso poderia me custar horas preciosas na fila e, de quebra, ainda me fazer possivelmente perder a hora do ônibus de volta a Tóquio.
Depois eu veria ainda um pouco mais de Fuji Kawaguchiko, mas as prioridades primeiro.
Retornei então à estação e tomei um simpático trenzinho da Fujiko Line. Ela é local, e o Japan Rail Pass não funciona nela. Você compra as passagens com dinheiro vivo numa máquina que parece um fliperama. Foram ¥310 (o equivalente a US$ 2), para 15min de viagem. O trem sai também a cada 15min.
Curiosamente, alguns destes trens que circulam por aqui são estilizados com personagens de animação japonesa. Ao contrário do Ocidente, onde isso é visto como coisa de criança ou adolescente, no Japão — como em muito do restante da Ásia — personagens de desenho, video game e figuras cartunescas são presença constante.




Quando se desembarca em Shimoyoshida (uma estação bem pequena, daquelas de uma só plataforma com dois lados), você tem a impressão de que chegou numa cidadezinha residencial interiorana japonesa sem nada de especial.
Parece ser uma coincidência que outras pessoas tenham desembarcado com você, e não se demora a formarem grupelhos de gente caminhando na mesma direção. Se você não tiver aplicativo de mapas, basta seguir os outros — estão todos indo ao mesmo lugar. Num dado momento, você também começa finalmente a ver fotos do Pagode Chureito em fotografias no chão indicando o caminho.





Entre as pessoas, muitos coroas e idosos usando aquele chapeuzinho de pano do Seu Madruga. Alguns jovens também. A maioria dos visitantes pareciam japoneses mesmo.
Ao lado, em pequenos lotes de terra com cara de fundo de quintal arado, alguns sob barracas montanhas ou com caixas no chão vendiam da maçã fuji, a qual você nem lembrava mais que existia.
A quem não sabe, elas são uma variedade desenvolvida aqui no Japão nos anos 1930 através de cruzamentos de variedades ocidentais para obter uma maçã grande, doce e crocante. É, de longe, a líder no mercado japonês.
Só que, neste país de pouca terra para a agricultura, eles têm uma dieta fraca em frutas e verduras. Custam o olho da cara. Queriam me cobrar ¥400 (ou R$ 15) numa unidade. Não, obrigado. (Com esse preço, não surpreende que usem tantos saborizantes artificiais.)

Chegamos, enfim, à entrada do verde parque onde o Pagode Chureito fica, após a agradável e cênica caminhada sob o leve sol de primavera, 20 e poucos graus e o Monte Fuji no horizonte próximo.
Ele é o Arakurayama Sengen Park, que contém um santuário xintoísta (o Arakura Fuji Sengen-jinja Shrine) com o pagode de cinco andares mais no alto. Sobe-se uma escadaria por entre lindas árvores de folhas vermelhas até se passar por um daqueles portais xintoístas vermelhos (torii).
Num primeiro patamar está a área principal do templo. Daí, quem quiser ascender até o Pagode Chureito precisa pôr as pernas para trabalhar e subir bem mais degraus. Você verá vários outros visitantes fazendo o mesmo, quase em procissão.
(Não contei os degraus, mas você tem a impressão de que as suas coxas ficarão musculosas a ponto de estourar uma melancia entre as pernas.)










Você sobe alguns lances de degraus, por não mais que 10 minutos, e chega enfim ao santuário, o Arakura Fuji Sengen-jinja. Poderia chamar de templo, mas no Japão contemporâneo se convencionou guardar o nome “templo” para os budistas e santuário para os “xintoístas” — mas é uma questão puramente de convenção.
(Até o século XIX, usava-se os dois nomes indistintamente, e não era raro que houvesse templos sincretizando ambas as religiões. A modernidade ocidental com sua sanha de categorização foi que mudou isso.)
O lugar, de boa energia por entre as árvores e com o som da água corrente da fonte onde lavar as mãos, é como tantos outros santuários xintoístas na natureza.



Operação: Subir até o Pagode Chureito. São mais uns 10 minutos por escadas íngremes, mas não mais que isso, até se chegar ao pagode que — tipicamente — parece maior na foto que na realidade. De perto, ele é relativamente modesto, embora não deixe de ser bonito por isso.
Você precisa subir um pouco mais até estar mais alto que o pagode para poder tirar das fotos como a de capa desta postagem, com o pagode e o Monte Fuji atrás. Não faltam ângulos.






Devagarzinho, vai-se descendo. Você não descer pela mesma escada que sobe — para evitar acidentes naquela coisa íngreme. A descida é por uma ladeira até gentil, que vai se curvando entre a floresta. Até que você chega numa via lateral plena de cafés e lojinhas em meio à paisagem natural. É elegante e agradável.

De volta e partindo de Fuji Kawaguchiko
Retornei pelo mesmo caminho naquele fim de tarde até a estação de trem de Shimoyoshida, caminho no qual os vendedores de maças fuji e sei-lá-mais-o-que começavam a recolher as suas mercadorias.
Atento, tomei o trem de 15 minutos de retorno a Fuji Kawaguchiko de modo que houvesse uma gordura e ainda desse tempo de ver um pouquinho de lá antes de tomar o ônibus de retorno a Tóquio.
Muita gente me pareceu se hospedar por ali alguns dias em clima de veraneio. Nota-se que é uma cidadezinha que vive do turismo.
Fui até o lago, onde alguns passeavam em embarcações pequenas. À margem dele, prédios de apartamentos com varandas que eu não sabia se eram apartamentos ou quartos de hotel.




Como eu disse, este é um lugar que mistura balneário com clima de cidadezinha de montanha. A beleza está mesmo no entorno.


“Muito doces! [Very sweet!]“, apregoou ele com aquele jeito empolgado-comedido que os japoneses conseguem ter.
De fato, eu já sabia de outros carnavais que as batatas-doces assadas são uma verdadeira iguaria de rua no Japão, algo a não ser ignorado, então me comprei logo duas para o caminho. Valeria a pena, pois seriam outras 3h30min de estrada até Tóquio — em lugar da 1h45min que a viagem oficialmente deveria durar.
O engarrafamento pelo visto continuava, e os ônibus demoravam até mesmo a chegar — o que no Japão, famoso pela pontualidade, era um certo descalabro. O de 17:50 chegava antes do de 17:35 e coisas do gênero — tipo o que ocorre cotidianamente em muitos países afora.

Quando o meu ônibus chegou (com meros 15 min de atraso), eu regozijei. Aleluia — vibrei eu, ainda sem saber o quanto demoraríamos na pista travada por consertos. As doces batatas-doces assadas em rocha vulcânica viriam a calhar.
Valeu a pena mesmo assim? “Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor”, já dizia Fernando Pessoa após indicar que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Para ver o Monte Fuji também.
Eu agora retornaria a Tóquio, sobre a qual lhes falo mais no post seguinte.






Belíssimos esse Monte e esse pirulito vermelho. Magnificos.
Amei. Perfeitos.
Paisagem maravilhosa. Transmite uma paz jmensa.
Parece um pedacinho do Céu.
Eita Japão belo.
Parabéns, meu jovem pela escolha do local.
Irei ao Japão em abril de 2026 e já estou anotando as suas dicas!
é complicado se locomover em Kawagushiko?
Estou em dúvida sobre ver o monte Fuji em Hakone ou em Kawagushiko
Maravilha, xará! Eu ainda não conheci Hakone, mas achei Kawaguchiko super fácil de se locomover. Dá para fazer tudo a pé (o lugar é pequeno o bastante), exceto pelo trem local que vai até a área onde fica o Pagode Chureito. Achei bem agradável, e imaginaria até um pernoite se tiver tempo!