A América Central consegue ser dos lugares mais complexos onde se viajar entre um país e outro, apesar das curtas distâncias. Nota-se que é uma região que, embora rica na matriz cultural e em natureza, ainda precisa se integrar melhor — e se desenvolver.
Para se ir da capital do Panamá à vizinha Costa Rica, é uma certa maçada. Passagens aéreas são proibitivamente caras, na casa das centenas de dólares. (Você aqui pagaria para viajar 1h de avião mais do que lhe custaria para voar 4h dentro do Brasil). A única opção é ir de ônibus.
Acaba você tendo que viajar os quase 900 Km por terra, e de uma puxada só, e exclusivamente durante o dia — o que toma o dia inteiro dentro do ônibus.
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, mas há coisas que você tem vontade de fazer só uma vez, em espírito de aventura e descobrimento, e esta foi uma delas.

TicaBus: Como comprar as passagens e o custo
Vamos ao básico primeiro. A melhor e mais famosa empresa de viação aqui na América Central é a TicaBus, a única a servir este trecho Cidade do Panamá – San José (ou o reverso), e num único horário: saídas da Cidade do Panamá às 7:00h da manhã com chegada à capital costarriquenha, San José, prevista para as 22:30.
Não há competição. A passagem custa por volta de USD 60, e você a compra no Visa ou MasterCard pelo site da empresa. Se você não tiver um desses cartões, pode ir pessoalmente ao guichê da TicaBus no terminal e pagar em espécie (em dólares), mas sugiro fazê-lo assim que chegar à Cidade do Panamá, pois o ônibus lota. Não deixe para o dia da viagem.
Temos aí portanto 16h30min de viagem em tese (na prática, leva mais), inclusas aí as devidas paradas para comer (portanto não precisa levar víveres consigo para farofar a bordo) e cruzar a fronteira.
Os ases da matemática talvez me peguem no pulo dizendo que sair 7h e chegar 22:30 não dá 16h30 de viagem, mas é que você não deduziria, mas se muda de fuso horário entre o Panamá e a Costa Rica. A Costa Rica é 1h antes. Então a chegada é às 22:30 na Costa Rica, 23:30 no horário panamenho.
Brasileiros (ou portugueses) não precisam de visto para entrar na Costa Rica, mas é sempre exigido mostrar a passagem de saída do país, e no caso brasileiro, teoricamente se exige também o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, embora a mim não tenham pedido. Mas sobre a imigração nós falaremos daqui a pouco, quando chegarmos lá.

Trâmites no Terminal Albrook
Minha passagem já estava comprada há semanas. Eu já estou habituado a viagens longas e cansativas, como muito bem sabe quem me acompanha neste blog, mas não estava — digamos — entusiasmado para passar o dia dentro do ônibus e chegar a San José perto da meia-noite. Centro de cidade latino-americana não é lugar em que você queira estar nesse horário, para daí ainda ter que buscar transporte até a acomodação.
Na vida às vezes a gente tem escolhas; de outras vezes, não. Então bola pra frente.
Eu havia gostado do café da manhã amplo do meu hotel na Cidade do Panamá, aquela gente morena vestida de branco a zanzar lá e cá verificando as tampas móveis do buffet quente, e comidas diversas — inclusive salgadas, coisa que eu na Europa dificilmente encontro. Havia sido uma acolhida culturalmente aconchegante.
Neste dia, porém, saí antes de o café começar — o tomaria lá na rodoviária em meio àquele reboliço característico das grandes cidades latino-americanas ao amanhecer do dia.
Chamei um Uber e, aproveitando-me que ainda não havia muito trânsito neste fim de madrugada, cheguei à Entrada 3 (dita a principal) do Terminal Albrook sem grandes demoras.

A unidade tropical já estava grande. Estava uma unidade pantaneira, de me fazer rir sozinho lembrando de quando escutava meus amigos em Amsterdã reclamando de que estava úmido lá. Eu me chocava aqui vendo gente de casaco, mas talvez fosse porque eu estava manejando as mochilas e já quase a suar.
No Terminal Albrook, é preciso se dirigir ao guichê da TicaBus antes de ir embarcar. Você não pode ir direto ao ônibus e só mostrar a passagem no telefone, como se faz noutros lugares.
O guichê da TicaBus é o B-32, que não é muito difícil de encontrar. Você já ganha o formulário da aduana para preencher e entregar na fronteira.
Ganha também uma etiqueta de bagagem de porão (até 2 volumes por pessoa). Lembre-se de guardar o canhoto consigo.



Eram ainda umas 6:00 da manhã, pois a recomendação aqui é se chegar 1h antes da partida do ônibus.
No meu caso, a plataforma de embarque seria a 42, mas o acesso é aberto só às 6:30.
Perguntei à funcionária se — e quando — haveria paradas para comer. Ela disse que haveria quatro, mas a primeira só dali a 4h, então ela gentilmente alertava a todos os passageiros que procurassem comer antes do embarque.
Há uma praça de alimentação com as redes corriqueiras (Subway, McDonald’s, KFC) e alguns lugares mais “locais”, com pratos feitos com carne, ovo, arroz… essas coisas, em versões menos pretensiosas do Giraffas. Só que às 6:20 ainda estava praticamente tudo fechado, exceto por dois desses lugares mais “raiz”.


Uma descoberta interessante foi como eles aqui também utilizam a massa de mandioca em forma de rolinho e a chamam de carimã (carimán na escrita espanhola, às vezes dito também carimañolas). Só que aqui ele é salgado e frito em vez de cozido na folha de bananeira, mas a mesma massa branca naquele formato comprido.
A quem é de região do Brasil onde não existe carimã, ele é comum pelo Norte-Nordeste do país, e é de matriz indígena como todos os demais alimentos da mandioca.
(Há uma teoria espúria de que o termo viria da palavra francesa “carmagnole”, mas é tentativa vã de gourmetização. Carimã vem do Tupi, e o nome é usado por toda a zona de influência desse grupo linguístico, como também Brasil e Colômbia. O Panamá, embora naquilo que convencionamos chamar de América Central, pertence histórica e culturalmente a essa matriz sul-americana).
Pois bem. Hora de tomar rumo. Se você se aproximar das portas de embarque, verá uma espécie de sala de espera com ar condicionado, mas daí é preciso esperá-los chamar pra ir à plataforma dos ônibus.


O ônibus e suas amenidades
O ônibus da TicaBus é dignamente confortável, mas não imagine nenhuma nave sobre rodas. Se você assistir a vídeos de anos atrás internet afora, arrisca-se a ver experiências em ônibus executivo, que a TicaBus não oferece mais para esta linha. Só Clase Turista, como chamam esta normal.
Tem ar condicionado, tem banheiro, mas como nos avisou o motorista antes de iniciar a viagem:
“Los sanitarios son unicamente para las necesidades urinarias, necesidades líquidas. Si por acaso tienen algún otro tipo de emergencia, pueden comunicar a la tripulación.”
Olha que elegância?

Viajei do lado de uma nicaraguense cujas posses pareciam ocupar mais espaço que ela própria. Não que ela fosse particularmente pequena — era normal —, mas era o tanto de coisas que levava, no espaço acima, nas pernas e sobre o corpo amontoados.
Ela ia à minha direita, e com o braço esquerdo quebrado ao meu lado, cotovelo em tipoia a mexer em mim. Nada melhor do que viajar grudadinho.
Há um sinal de Wi-Fi no ônibus que pega, mas que não resolve nada — não se conecta à internet. A própria pessoa do guichê já sabia e informava aos passageiros que indagavam, para você ver que não foi acidental.

Estes assentos de couro preto eram até confortáveis, e o ar condicionado não estava nem fraco nem forte demais.
Como em avião, há uma telinha detrás do assento à sua frente com filmes, mas você precisa ter seus próprios fones de ouvido — e daqueles com fio, que os celulares mais novos já não pegam e muita gente já não tem.


Eu tinha um pacote de dados com deslocamento para as Américas no meu chip brasileiro, e acho que foi o melhor caminho, pois cobertura de sinal de celular havia todo o tempo.
Relaxei, descansei, e me despedi do Canal do Panamá ao que o cruzamos por sobre a ponte. Tínhamos aí algumas horas ininterruptas até uma vindoura parada para o almoço dali a quatro horas, após as 11:00.

Não demorou a começar alguma conversa com Sara, a moça nicaraguense de braço quebrado que ia do meu lado com suas numerosas bagagens e lanches. Ela deveria ter seus 35 anos, e fazia um tipo meio taurina. Seus lanches e bens giravam em todo dela como os aneis de Saturno, e o papo também girava um tanto em torno dela própria e suas atividades e preocupações de natureza prática.
Ela tinha uma cordialidade divertida, mas sabíamos desde o princípio que este era aquele tipo de bate-papo fortuito que terminaria ali mesmo no ônibus, sem pretensões de manter contato depois.
Por exemplo, ela levou a manhã toda achando que eu era costarriquenho, o que eu não deixei de achar engraçado. Meu espanhol é fluente, mas daí a ser nativo é outra história — e muito menos com o chamado sotaque tico.
A quem não sabe, os costarriquenhos são apelidados de ticos, pelo hábito de fazer o diminutivo com ico em vez de ito (ex. chiquitico em vez de chiquitito).


Meu disfarce involuntário de costarriquenho só se quebrou por acaso, quando Sara, que vinha dizendo sobre como quebrou o braço, das vindas ao Panamá a fazer compras e ver parentes e das visitas ao hospital, resolveu me perguntar como era o atendimento nos hospitais da Costa Rica.
E eu sei lá? Fiz uma cara que provavelmente é a mesma que você teria feito no meu lugar. Não sabia e pretendia continuar sem saber como é o atendimento dos hospitais na Costa Rica.
“Luego vi que eras muy amable para ser tico“, reagiu Sara surpresa, mas sem expressar grande choque. A quem não sabe, os costarriquenhos são um tanto vistos como metidos de nariz em pé aqui na região, pelo seu nível econômico mais alto — que, eu suponho, leva muitos a se acharem melhor que os vizinhos.
Estávamos aqui ainda no Panamá todavia, antes da fronteira, e era hora já da parada para o almoço às 11:30 “num restaurante aprovado pela empresa”, nas palavras do nosso querido motorista.

O almoço era um daqueles buffets gerais em que cada coisa tem um preço e você vai dizendo “eu quero desse e daquele”. Nada como a amplidão de coisas que há no Brasil, mas um básico de feijão com arroz, carnes e saladas. Esse é um basicão mais onipresente do que se imagina, América Latina afora. Custou-me 5 dólares.
A parada era para ser de 20 a 30 minutos, mas virou 45 min. Às 12:15, tomamos de novo a estrada já almoçados.
Às 13:30, fomos parados no posto de controle da polícia rodoviária, e um policial entrou a verificar brevemente os passaportes e documentos de todos. Não levou mais que 10min a bordo. Às 15:25, a coisa se repetiu, com mais um guarda a bordo por uns 10 minutos a verificar os passaportes de todos. Não houve problemas.
Notava-se que estávamos nos aproximando da fronteira com a Costa Rica, aonde chegamos às 15:45. Eu ali ouviria o motorista reclamar com o funcionário que “perdemos 1h”, não sei onde, acho que no trânsito na saída da Cidade do Panamá, então pode-se imaginar que normalmente se chega à fronteira um pouco antes.

Cruzando a fronteira por terra entre o Panamá e a Costa Rica
O ônibus parou na emigração panamenha, entreguei o formulário de saída preenchido, e depois entrei numa fila para carimbar a saída no passaporte, onde também lhe colhem as digitais digitalmente de novo (após o mesmo ter sido feito na entrada no país no aeroporto). Carimbo, e tchau.
Tudo ali levou 20 minutos. Seriam portanto 16:05 no horário panamenho, mas atenção que aqui seu celular já passará automaticamente ao horário da Costa Rica, que é 1h antes.
Tudo agora é a pé. Terminados os trâmites panamenhos, você não volta para o ônibus, segue adiante sozinho para os rituais de imigração da Costa Rica.
Cruza-se uma terra de ninguém horrível, uma beira de estrada com ares de periferia, lixo por toda parte e gente acumulada à espera de sei lá o que, como naqueles postos de saúde de periferia brasileira.

Veja se localiza gente do seu ônibus — quase sempre há pessoas cruzando esta fronteira pela enésima vez e que já sabem onde fica tudo e que você pode acompanhar. No meu caso, havia um senhor idoso que, fluente em inglês, resolveu ciceronear dois rapazes holandeses viajando por conta e não-versados no espanhol.
Caminhe. Não é nada óbvio, mas pode caminhar uns 100-200m de rodovia na fé, quase como se você estivesse a ir por conta — e a pé — Costa Rica adentro sem o ônibus. Até que à direita da rodovia, depois da muvuca, você verá — voltadas para “dentro” da Costa Rica e portanto difícil de ver de fora — as ventanillas, janelinhas gradeadas meio azuis que não pude fotografar por não ser permitido.
Ali lado a lado você verá indicação de quais são as de entrada e de saída, para aqueles que estão deixando a Costa Rica rumo ao Panamá.
Elas me lembraram algum colégio público brasileiro dos anos 90 que não viu reforma desde então. A fila não anda tãããoo rápido, então tenha paciência.

O atendimento no lado costarriquenho também é breve. A oficial me perguntou o que faço da vida e pediu — invariável na Costa Rica — a prova da reserva de uma passagem de saída do país. Sempre bom ter isso impresso no papel em lugar de somente no celular.
Em tese há outras exigências, como prova de meios de subsistência (dizia ali USD 100 por mês, embora eu ache que comeram um zero) e vacina contra a febre amarela, mas a mim não pediram nem uma coisa nem a outra.
O que fazia demorar é que havia nada mais que uma mera janelinha atendendo, pra uma fila que se fazia de 25 pessoas quando sem nada pra fazer enquanto esperava eu contei. Apesar de tudo, foram uns meros 10-15min de espera pela minha vez, e uns 5 min de trâmite.
Tudo isso é só com a bagagem de mão. A etapa final é justamente passar para uma área gradeada onde se espera as bagagens de porão sendo aos poucos trazidas do ônibus já ali, pelos mesmos caras que nos haviam verificado os formulários de aduana antes.
No centro da área cercada de grades havia umas mesas de pedra lisa, como altares de sacrifício — onde sua bagagem será provavelmente estripada em público.

Às 16:25 — sempre no horário panamenho — eu já estava ali esperando as bagagens de porão serem dispostas no meio do espaço, nós todos em redor como um júri. Vi minha mochila de porão ser trazida de um braço como uma aprisionada pendente, coitada.
Às 16:50 ainda estávamos ali com todas as malas já dispostas, aparentemente esperando todos os passageiros terminarem lá atrás os trâmites dos passaportes. Por alguma razão, parecem não começar até estarem todos ali. (Bem que podiam já ir adiantando…)
Só às 17:15 começaram, após uns bons 50 minutos de espera. O motorista gordo e careca gritou para que cada um então se pudesse de pé ao lado da sua respectiva maleta, como que a iniciar uma versão aduanesca de quadrilha de São João.
Os inspetores iam uma a uma passando as pessoas, olhando mais o passaporte que as bagagens, e levando acho que menos de 1min com cada um. Nenhuma bagagem foi aberta em público, e em menos de 10 minutos, terminaram tudo. A montanha pariu um rato.
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Às 17:20, estávamos todos de volta sentados no ônibus. O motorista disse então que quem quisesse, desse uma contribuição voluntária aos caras que ajudaram com as bagagens, que passaram então pelo ônibus com uma sacoleta plástica transparente onde as pessoas punham breves notas de dólares.
Eu já havia descarregado as minhas moedas todas com um mendigo na “terra de ninguém” da fronteira que parecia mais vulnerável. A Costa Rica usa moeda própria, e nessas horas do câmbio ninguém quer saber de moeda propriamente dita, só cédula.
A saber, paga-se US$ 8 dólares para sair da Costa Rica por terra, mas nada para entrar. Tampouco há qualquer pagamento de saída do Panamá por terra, ao contrário do que dizem alguns sites pela internet. Talvez estejam defasados. Portanto, não dispensei nenhum centavo aqui nesta travessia toda.
Às 17:30, enfim tomamos a estrada, e às 19h houve o anúncio de pararmos para jantar e uso de banheiros.


Minhas impressões iniciais da Costa Rica e o fim da viagem
Que país simpático, a Costa Rica. É perceptivelmente um tanto mais caro que o Panamá, mas também mais asseado e organizado.
Paguei cerca de US$ 10 num prato de buffet com uma coca-cola daquelas na garrafa de vidro e uns doces. Não é só o preço que se parece mais com o Brasil, como também a gente. Você vê mais pessoas com ares de classe média também, enquanto que nos vizinhos centro-americanos predomina mais o perfil de pessoas de baixa renda.
Tocava uma música latina alta estilo reggaeton, mas o bar era mais limpo e de melhor infraestrutura. As pessoas eram simpáticas, e achei cocada (cajeta), assim como beijinho de coco industrializado. Claro que menos bom que um caseiro, mas bom mesmo assim. Davam-me uma reconfortante sensação caseira essas semelhanças com o Brasil.
A Costa Rica tem sua moeda própria, o colón, mas aqui nesta beira-de-estrada próximo à fronteira ainda se podia pagar em dólares. Tínhamos ainda algumas horas de viagem pela frente, e foi somente às 22:45 no horário costarriquenho (23:45 no horário do Panamá) que chegamos.

Sara teria seu ônibus dali à Nicarágua mais tarde. Despedi-me brevemente com um aceno daqueles de “tudo de bom pra você na vida”, e naveguei aquelas pessoas que pareciam ali instaladas para mais tempo que eu.
Chamei um Uber, que veio sem problemas, e na última hora do dia eu finalmente chegava à minha acomodação. No manhã seguinte, seria o dia de conhecer San José e começar o meu périplo pela Costa Rica.





Hahahahaha. Impar… Interessante… divertida, apesar de longa…a viagem …hahaha
Adorei , e curti horrores a viagem… apesar da amolação e percalços que sofreu o viajante brasileiro… hahahah….
Ri com as tiradas do jovem viajante, em muitos momentos da viagem e em diversas situações…. hahah.
Mas, em verdade ninguem merece passar tanto tempo dentro de um bus, nem tantos trâmites e andanças por lugares inóspitos e tão pouco agradáveis … mas, cést la vie…… conhecer e avaliar as dificuldades sempre se faz necessário nessas andanças, muitas vezes.
Apreciei bastante as comparações feitas e encontradas com as coisas brasileiras, e sobretudo a natureza sempre bela e altaneira.
Gostei tambem de ver um pouco da estrutura da cidade panamenha para o transporte, bem arrumadinha, apesar de lamentar as limitações e restrições de escolha. Muito longa a viagem e pouco confortável, pelo visto.
Além da muita burocracia no percurso, na saída e na entrada.
Coisas ainda do sub-desenvolvimento.
Bom que ,apesar de tudo ,e com a esportividade e leveza próprias do viajante, que em diversos momentos as tem demonstrado, tudo se resolveu e deu certo, e ele pôde nos contar suas aventuras hahah sempre muito interessantes e, muitas vezes divertidas. hahah
Valeu, jovem amigo viajante.
E vamos ver como é a Costa Rica.
Vamos que vamos.
Boa tarde
Estou na Colombia e quero ir ao Panamá, mas infelizmente não posdo fazer por terra,gostaria de saber se é necessário apresentar uma passagem de saida do pais para poder entrar?vou para a CR depois e quero fazer a travesía por terra,seu artigo me ajudou bastante, mas não encontrei esta resposta? Desde ja agradeço
Bom dia, Talita! Contente que meu artigo tenha te ajudado 🙂
A Costa Rica eu sei que sempre exige esse demonstrativo da passagem de saída do país, mas não o Panamá me pareceu bem mais flexível neste sentido. Na minha experiência, é aquela coisa de que EM TESE eles podem exigir, mas nem sempre exigem.
De toda maneira, se você já sabe que pretende fazer por terra a viagem Panamá – Costa Rica, talvez o mais simples a fazer seja adquirir já de antemão pela internet essa passagem de ônibus e tê-la consigo. Foi o que eu fiz. Eles não me pediram, mas nunca se sabe — pode sempre ser que peçam, então por via das dúvidas, melhor já tê-la.
Sucesso! E qualquer coisa, estamos aí.