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Camarões

Viajando para Camarões: O visto e a experiência da chegada

Foi um dia destes que eu estive em Camarões, um dos mais famosos países da África central. Famoso pelo seu futebol — do lendário Roger Milla, que com mais de 40 anos ainda marcava gol em Copa do Mundo, e mais recentemente pelo francês Kylian Mbappé, cujo pai é camaronês — e pelo nome engraçado, não é um país que se visite muito a turismo.

Em verdade, visitar Camarões dá uma trabalheira danada. O setor de turismo é pouquíssimo desenvolvido. Não há lá muita coisa histórica para os olhos (o que não quer dizer que não haja História), e a natureza, embora bela, não tem lá muita infraestrutura para visitação.

Ainda assim, cá vim eu. A trabalho, é preciso que se diga, mas a gente não deixa de aproveitar para ver um pouco de como é o país na prática. 

Acabei por descobrir exotismos, semelhanças com o Brasil, coisas que são muito mais desorganizadas que o Brasil (que fazem o Brasil parecer a Suíça em comparação), e conheci gente boa, o que sempre é o mais importante.

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Arte em mosaico no hotel onde fiquei em Yaoundé, Camarões.

Os requisitos para visitar Camarões

Voar para Camarões é uma novela. Daqui a pouco eu detalho mais a coisa, e conto minha experiência pessoal, mas vai aqui primeiro uma listagem geral. Você precisa:

Bandeira de Camaroes

♦ Tirar o visto eletrônico (e-visa) no site oficial. Não há distinção de vistos com base no propósito da sua viagem (turismo, negócios etc.), apenas na duração: curta ou longa, isto é, short-stay ou long-stay visa. O de curta duração cobre estadias de até 90 dias no país, e permite mais de uma entrada, então é o que servirá à maioria.

Ele custa uma pauladinha de cerca de mais de R$ 1.000. Você paga em euros, cerca de 165 euros, Há o valor propriamente dito mais uma taxa administrativa no próprio site para o uso do cartão de crédito. O pagamento vem em nome da empresa que opera o processo de pagamento para o governo camaronês.

Todo mundo precisa do Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. Às vezes, a cia aérea já pede (foi o caso da Air France comigo), e no aeroporto eles realmente cobram.

injecao cartum

Note que, inusualmente, esta exigência aqui se aplica a todos os viajantes, não somente aqueles oriundos de regiões afetadas. Ou seja, quem estiver viajando com passaporte europeu também precisa apresentar o certificado.

Quem tiver o certificado brasileiro antigo, em papel, de antes de a vacina ser considerada vitalícia, e havia aquela validade de 10 anos, sugiro ir ao site público do SUS fazer a conversão. Ela é gratuita.

Baixar o aplicativo CMR Customs no celular e preencher a declaração da aduana dizendo o que você vai levando, etc. Você precisa também fornecer o endereço e número de telefone do lugar onde vai se hospedar. Ele gera um QR code no final, que a companhia aérea pode lhe pedir para apresentar ou não. No aeroporto, eles em tese pediriam, mas a mim nem pediram — preenchi à toa.

(Vem a calhar que seja online, mas enche o saco por ser ainda mais uma burocracia. Quem fala em “custo Brasil” deveria se indagar se o custo dos camarões não é ainda mais alto.)

Uma vez no aeroporto em Camarões, você precisa aí apresentar o seu certificado de vacinação, trocar o visto eletrônico (e-visa) por um visto propriamente dito — adesivo à moda antiga colado no seu passaporte — e então entrar na fila para tê-lo carimbado.

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O site oficial onde solicitar o visto eletrônico para entrar em Camarões é este, ao qual você chega tanto via https://evisacam.cm/ ou https://evisacam.com/. Outros que haja internet afora são empresas terceiras, que vão certamente lhe cobrar uma taxa de serviço adicional.

O site funciona relativamente bem. Você precisa fazer um registro com seu endereço de e-mail, e a partir daí vai respondendo às diversas etapas. Toma um tempo, mas dá para ir salvando.

Você precisa já ter sua passagem aérea comprada e sua acomodação em Camarões reservada antes de solicitar o visto online. As informações outras que eles pedem são dados pessoais, dados da sua previsão de chegada e saída, da acomodação onde você vai ficar, por onde já viajou, etc. Nada muito fora do habitual neste mundo dos e-vistos.

Ao final, você sobe os documentos anexos (ex. passagem aérea, reserva da acomodação) e paga no Visa ou Mastercard o equivalente a cerca de 165 euros pelo visto de curta duração (short-stay visa).

Você receberá no e-mail uma confirmação de envio da solicitação, mas este não é daqueles em que o visto fica pronto quase que instantaneamente. Você precisa esperar uns 3-5 dias úteis até receber a notificação de que ficou pronto, aí você vai no site e baixa a carta de uma página com um código de barras nela. Leve-a impressa

CMR Customs
O aplicativo CMR Customs você baixa no App Store ou Google Store e preenche em inglês ou francês, já que o Camarões é bilíngue (mais sobre isso nas postagens). Isto você pode fazer no dia do voo.

Minha experiência

Era quase o dia de viajar. Os e-mails da Air France eram recorrentes — se eu queria me mudar à classe executiva ou isso ou aquilo, mas ia além do habitual. Embora eu já tivesse o visto eletrônico, tirado algumas semanas antes, a Air France agora queria que eu já subisse essa documentação no seu sistema, e que por obséquio já fornecesse também uma versão eletrônica do meu certificado de vacinação. 

Nada demais, mas confesso ter tido a impressão de que dali a pouco iriam querer também meu mapa astral ou sei lá mais o que. Quando me pediram para ainda baixar o aplicativo da CMR Customs e preencher antecipadamente, bateu-me aquele “Peloamordedeus” acompanhado de um palavrão. (Que mistura profana).

Enfim. Na véspera, uma colega que foi antes de mim deu notícias de que tudo tinha sido relativamente tranquilo (“um pouco caótico, mas suave“, definiu ela), exceto pela demora de mais de 1h para entregarem as bagagens despachadas.

Eu, já ressabiado com esses aeroportos africanos de países pouco turísticos após a minha experiência em Togo de uns anos atrás, fiquei meio com o pé atrás. Resolvi que viajaria só com bagagem de mão. Por sorte, a estadia curta me permitiria isso.

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Camarões, como boa parte dos países africanos, não tem moeda própria. Ele é um dos 14 países, quase todos ex-colônias francesas, que usam o franco CFA, uma moeda emitida pela França e que tem um câmbio fixo com o euro. Um euro = 655 francos. (CFA queria dizer Colonies Françaises d’Afrique. Hoje mudaram para Communauté Financière Africaine para não ficar feio, mas segue mais ou menos a mesma coisa). Não precisa adquiri-los antes, basta trazer euros e trocá-los aqui — ou sacar dinheiro no caixa uma vez que esteja em Camarões.

Camarões foi colônia tanto da França quanto da Inglaterra, após ambas filarem as colônias africanas da Alemanha derrotada na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). No fim do século XIX e começo do XX, foram os alemães a dar as cartas aqui.

Ou seja, Camarões passou pelas mãos de todas as maiores potências europeias e está hoje como está. Fica aí para aqueles que entram naquela cantilena cansada de dizer que o Brasil estaria melhor se tivesse sido colonizado por outros europeus que não Portugal — mas essas são conversas para logo mais.

A França segue sendo a principal conexão econômica e logística com Camarões na Europa, e portanto era em Paris onde eu estava para o meu voo de ligação até Yaoundé, a capital camaronesa.

É também o francês a principal língua estrangeira usada, corriqueira entre as pessoas nas grandes cidades. No interior, falam-se mais as línguas locais.

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Aeronave da Air France no Aeroporto Internacional de Yaoundé Nsimalen, em Camarões. A companhia aérea francesa é a principal a operar rotas intercontinentais aqui.

No aeroporto de Paris

Sabe aquele vídeo antigo do filtro solar, que na versão brasileira ganhou narração de Pedro Bial? (O texto original, publicado em 1997 m em inglês, é da colunista norte-americana Mary Schmich). Pois. Se puder, evite levar bagagem despachada. É o único conselho que tenho. No mais, são vivências a compartilhar.

Eu cheguei com um bom tempo de conexão ao Aeroporto Charles de Gaulle em Paris. Fiquei ao telefone e fazendo uns trabalhos ao computador. O check-in havia se dado sem intercorrências nem firulas adicionais. Ainda bem.

O único porém era que o nosso voo, já previsto para chegar a Yaoundé só à noite — e eu não gosto de chegar a países “trabalhosos” à noite — agora sairia com mais de 1h de atraso.

Na fila para embarcar, já ao portão, um camaronês bem posto chegou ao meu lado. Maior que eu, tinha um ar polido de ministro. Num paletó creme, parecia que ia viajar em executiva até. Com a funcionária de aparência asiática da Air France que nos orientava num francês fluente, ele comentava que agora só chegaríamos às 22:30, com 1h de atraso, e que ainda haveria os imprevistos da entrega de bagagem.

— “C’est lá galère [É uma zona]. C’est un sport national”, dizia ele com ar de experiência.

Às 15:40, o avião começou a se mexer, do que era pra ser a decolagem às 14:20 e, depois, 15:30. 

Voo Paris Yaounde
Camarões fica no mesmo fuso horário da França, quando esta não está no horário de verão europeu. São cerca de 7h de voo.

No voo para Yaoundé

Eu confesso até que estava meio Salsicha pra esta viagem — feito o personagem clássico de Scooby Doo, que via em tudo razão pra intimidá-lo —, e talvez nem tudo fosse culpa de Camarões, embora a burocracia e a zona prevista à chegada sejam. O trabalho (sim, eu trabalho) e outras coisas haviam me cansado um pouco estes dias (ou talvez seja a meia-idade chegando…), e o meu tanque de disposição estava baixo.

Ia do meu lado no avião uma senhora africana de seus 50-60 anos com deficiência nas mãos. Ia um braço numa tipoia, e os dedos das duas mãos deformados — não sei se de nascença ou de acidente — dificultavam que ela segurasse as coisas direito. Precisei atar-lhe o cinto. Era de deixar a gente sóbrio dar-se conta das dificuldades que as pessoas passam na vida, a gente às vezes reclamando de barriga cheia. 

A deficiente ia na janela, eu no corredor. No meio, que eu em vã esperança achei que fosse ficar vazio, sentou-se um africano parrudo, de braços roliços, um basicamente encostado no meu por falta física de espaço. Parecia quase que eu estava sentado numa namoradeira involuntária. Era daqueles moços, como diria minha avó, com cara de quem comeu muita banana amassada quando era menino. 

Do meu lado, do outro lado do corredor, ia um senhor africano de seus mais de 60 anos e costeletas brancas e chapéu. Ao seu lado, no meio do meio, um rapaz branco e barbudo de seus 30 anos. Lia uma Bíblia num dado momento, e discutiam. Virou quase que um debate público, outros passageiros adjacentes a olhar, aqueles empolgados debates teológicos de boteco que eu tantas vezes entreouço quando estou em Feira de Santana. 

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Camarões nos esperava.

Este voo se revelou um tanto zoneado, eu preciso dizer. Não sei se é normalmente assim.

Num dado momento, o gordinho do meu lado havia sumido, e a a deficiente precisava de assistência para ir ao banheiro. Apertei-lhe o botão de chamar a tripulação e nada, ninguém vinha. Tive que ir lá ao fundo buscá-los. Estavam dois tripulantes comendo e conversando de boa — os demais haviam sumido. Não sei se foram tirar uma soneca. 

O capitão francês já de cabelos cinzentos pôs então sua comida de lado e veio me acompanhar para assisti-la. Acabou tendo também que apartar uma briga três cadeiras à frente, onde já se diziam desaforos porque um cara pelo visto havia recostado demais o assento. A mulher atrás já estava furiosa, e trocavam insultos em francês, às vezes metendo palavra ou outra numa língua africana.

— “Seu sono não é mais importantes que os meus filhos” (?), vociferava o homem.

— “Eu também sou mulher casada! Você vê uma mulher, você tem de respeitar!”.

Os vizinhos se metiam em favor dos seus respectivos adjacentes. Eu tomava notas como um observador tentando ser tão rápido quanto os acontecimentos. O capitão francês, com ar e tom de quem já era acostumado a apartar confusão, dizia pra todo mundo acalmar os ânimos. 

Num dado momento, os principais já haviam parado, mas os coadjuvantes continuavam ainda discutindo o tema, voz algo levantada e gesticulando à italiana, só que à africana.

Quando seria mais tarde minha vez de me levantar para ir ao banheiro, o gordo do meio aproveitou-se. Quando retornou, ele deu aquela sentada — feito um splash na água — e a mulher de trás já reagiu, e eu vi a hora de dar outro quiprocó, agora junto de mim. Por sorte não estourou a guerra China com Japão, como cantava a marchinha de Carnaval de Ary Barroso.

Eu, francamente, acho que nunca estive num voo de ambiente tão barraqueiro. O que notei, entretanto, era que os camaroneses pareciam facilmente entrar em bate-boca entre si, mas nem um piu com a tripulação da companhia aérea nem com os estrangeiros. Legado colonial? Talvez.

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No avião da Air France de Paris a Yaoundé, Camarões.

Enfim chegamos, lá pelas 22:30.

Se você acha os brasileiros agoniados para se levantarem antes de o sinal de atar cintos ser desligado, não viu nada. Aqui, o avião ainda estacionando e já tinha bastante gente em pé — mais que o habitual cidadão sem noção. Levou um tempo até serem mandados sentar. Um chegou até a se espreguiçar. O capitão teve que falar umas três vezes que não se levantassem ainda. 

Quando finalmente paramos e nos levantamos, vi pela primeira vez gente levando a bagagem de mão em cima da cabeça feito na feira, o que achei curioso. Os africanos gostam de levar coisa em cima da cabeça mesmo quando é aparentemente desnecessário e ficar com as mãos livres. 

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Nas ruas do centro de Yaoundé, Camarões. É corriqueiro ver pessoas com as mãos livres e mercadorias sobre a cabeça. As pessoas se habituam desde pequenas.
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O que eu achava mais curioso era isto, que vi repetidas vezes. Olhe estes dois cidadãos aqui, cada qual com um par de sapatos sobre a cabeça. Depois percorreremos as ruas de Yaoundé para revelar mais do que eu vi.
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Voltemos, por ora, ao aeroporto.

A chegada no Aeroporto de Yaoundé

Descemos, afinal. Sentia-se já no ar noturno tropical aquele calor à brasileira. Funcionários do aeroporto uniformizados faziam-se presentes ali no tubo, como de praxe.

Ainda no corredor após o tubo, um guarda bem fardado e com decorativos — praticamente um traje de oficial militar —  verificava os passaporte de cada um que passava. No caso de estrangeiros feito eu, queria também ver o visto eletrônico. Mostrei-lhe o papel, e ele me mandou seguir.

Desce-se então uma escada normal, onde havia elevador como alternativa, e lá embaixo o saguão principal onde tudo ocorre. Ele não é muito grande, e as pessoas não formam exatamente fila. Há umas quase-filas, onde você precisa tomar cuidado para não passar muita gente na sua frente.

O primeiro passo é a checagem da vacinação contra a febre amarela. Mostrei o meu certificado brasileiro, e o rapaz de ar meio voante não questionou nem fez perguntas.

Aí você passa para a parte de trás do saguão, onde há os balcões de visto eletrônico (e-visa). Foram ali uns 10-15min de fila. O funcionário tomou meu passaporte e nem quis ver o e-visa impresso — ele já o tem no sistema.

Ali se colhem suas digitais e se tira uma foto meio que de qualquer forma. A minha ficou plenamente torta, porque a câmera estava torta, mas ninguém deu assunto. Breve ele imprimiria o adesivo do visto propriamente dito para colar no passaporte, o que não deixou de ficar engraçado com minha cabeça torta e o pessoal atrás no fundo da foto. 

O terceiro passo é entrar nas filas — ou no bolo — para os habituais guichês de controle de imigração. No meu caso, as filas não eram a coisa mais organizada do mundo, mas tampouco era zona total. O fundão era um bolo que depois se dissociava em filas distintas. Eu vi que algumas pessoas iam sem cerimônia para a fila dos diplomatas, que era menor, então não me avexei em fazer o mesmo. Foi mais rápido.

Carimbaram então o meu visto sem fazer mais perguntas. Logo eu estaria do outro lado, felizmente sem bagagem despachada para esperar. (Dito isso, eu não vi o armagedon que estavam anunciando. Parecia bem movimentado, mas nada demais. Só tenham em conta que a entrega às vezes demora. Minha colega disse ter esperando 1h até a bagagem dela finalmente aparecer.). 

Meus colegas de trabalho estavam ali a me esperar. Do lado de fora do aeroporto, mulheres com isopores de bebida faziam suas vendas. Os carros eram muitos no estacionamento. Não há ônibus, pois não há transporte público em Camarões.

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Do estacionamento no lado de fora do Aeroporto de Yaoundé. Não é um aeroporto grande, nem espere amenidade praticamente nenhuma na área de desembarque — você sai quase que já à rua, onde as várias pessoas estarão aguardando os seus.

Rumamos estrada adentro à noite até o centro de Yaoundé, passando no caminho por várias bodegas de beira de pista, daquelas com luz vagabunda de neon acesa e música alta tocando. Carros com aquelas luzes coloridas proibidas, tipo roxa ou azul, das que prejudicam a visão de quem olha, eram muitos, no que era a meia-noite de uma segunda-feira.

Minhas voltas em Yaoundé eu conto a seguir. Por ora, havíamos chegado a Camarões, na África central.

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “Viajando para Camarões: O visto e a experiência da chegada

  1. Jesus. Quanta coisa para se chegar a Camarões, na África.
    Vale como experiência.
    Ainda bem que chegaram em paz, apesar dos impasses.
    De toda forma, é importante conhecer os lugares, em particular na África.
    Tem áreas parecidas com a parte da realidade brasileira.Mas que deu trabalho, pelo visto deu.
    Sempre bom conhecer realidades novas.
    E bpm que foi e voltou em paz. e fez o que se propões.
    As experiencias fazem parte do show.
    Valeu.

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