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China

6 aplicativos essenciais (mais 2 úteis) numa viagem à China — e como fazê-los funcionar

A China é um lugar maravilhoso onde passear e um destino relativamente fácil de navegar (apesar do exotismo e da barreira da língua), mas para isso é preciso que você se adeque ao seu “ecossistema” de aplicativos. 

A China de hoje vive sempre conectada à internet — os chineses todos têm e estão viciados até demais em celular —, e ela é o grande mercado que não se utiliza do quase-monopólio norte-americano de sistemas online (ex. cartões de crédito Visa e MasterCard, aplicativos como Uber e Instagram, busca no Google, etc.). Eles têm o seu esquema próprio.

Aplicativos chineses na tela
Os chineses têm os seus próprios aplicativos, distintos dos norte-americanos que utilizamos.

Para isso, há uma série de aplicativos chineses que você precisa conhecer e instalar antes de ir.

Estritamente falando, nenhum deles é essencial como é o seu passaporte, mas são aplicativos sem os quais a sua experiência de viagem na China sofre muito e pode ficar comprometida. Digamos, portanto, que estes sejam aplicativos essenciais para uma viagem suave pela China.

Já me perguntaram, sem zoeira, se os oficiais de imigração chineses não o forçam a instalar um aplicativo espião no seu celular. Não, nunca me ocorreu nada remotamente parecido. Os oficiais chineses pouco sequer conversam com você — o que eu acho ótimo. (Aliás, hoje em dia, eu acho mais fácil vasculharem seu celular na imigração dos EUA que na da China.) Venha em paz e descansado.

Estes preparativos com os aplicativos requerem certa energia antes da viagem, mas uma vez que esteja tudo no lugar, a viagem pela China neste sentido logístico fica pura seda, mais tranquila que muitos destinos outros que há por aí. Foi para isso que resolvi compilar este guia. 

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A vida do turista é mansa na China quando você está com os aplicativos certos já instalados e funcionando.

1. Chip virtual (e-sim) da Airalo, Holafly ou outro

A China é famosa pela sua internet censurada. Numa rede de Wif-Fi qualquer na China, ou com um chip de celular local chinês (destes que vendem pelo aeroporto), você não terá acesso à maior parte do que provavelmente costuma acessar na internet. Esqueça o Google, o Facebook, o Instagram, o Gmail e a maioria dos sites ocidentais de notícias. (Uma curiosidade é que o G1 da Globo é vetado, mas o site da Folha de S. Paulo, não. Quem diria.) 

Para driblar estas restrições, a solução convencional sempre foi instalar uma VPN (Virtual Private Network) no computador ou no celular, um programa ou aplicativo que faz crer que seu aparelho está acessando a internet de fora da China — apesar de estar fisicamente em seu território. 

É uma opção, e eu falarei disso mais abaixo, mas o mais simples, prático e indicado a fazer hoje em dia é, simplesmente, baixar e instalar um chip virtual (e-sim) no seu celular antes de viajar à China. Há vários provedores internacionais que o oferecem, com a Airalo ou a Holafly, e não é caro.

Eu já usei a Airalo múltiplas vezes e sempre funciona — ainda que a qualidade do sinal varie a depender da região, e às vezes você precise ficar pondo e tirando do modo avião. Uma bobagem para estar bem conectado na China.

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Aplicativo do chip virtual (e-sim) da Airalo, um dos provedores internacionais facilitando as viagens hoje em dia. Acabou aquela coisa de obter chip local ao chegar no destino de viagem. Você baixa o aplicativo deles (ou da Holafly ou outro) na App Store ou Google Play, e nele compra o chip virtual e o instala antes da viagem. Ele daí se ativa — e começa de fato a funcionar — quando você chega e pega o sinal do país.

Você, basicamente, adquire um pacote de dados por uma duração de X dias e sintoniza seu celular para usar os dados móveis por aquele chip virtual. Há pacotes com diferentes tamanhos do pacote de dados. Vai aí dos seus hábitos online, sobretudo se pretende ficar usando vídeo; se não muito, eu achei 10 GB por semana perfeitamente suficiente.

Você aí acessa a internet como se estivesse em casa — exceção feita apenas ao Google Mapas, que na China é plenamente inútil (veremos substitutos mais abaixo).

Eu não sou do tipo dependente de celular (a título de curiosidade, eu só vim a ter celular em 2010, já tendo feito algumas viagens internacionais antes, e só vim a ter smartphone com internet em 2017, após ter feito uma volta ao mundo), e mesmo esta pessoa lhes diz que hoje, na China, não há como viajar confortavelmente sem internet no celular.

No mínimo, porque os pagamentos todos são feitos por aplicativo, como veremos a seguir. Dinheiro em espécie é útil ter como segunda opção, mas não é o prático. Já cartão quase não se usa — os seus ficarão todos guardados na bolsa ou na carteira, provavelmente intocados, durante toda a duração da viagem.  

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2. AliPay para fazer pagamentos no dia-dia

Alipay e Wechat
O AliPay e o WeChat têm, basicamente, um duopólio dos pagamentos com celular na China. É bom ter ambos à mão.

Praticamente não se usa cartão de crédito na China (exceto em alguns hoteis), e não é prático ficar pagando tudo em espécie — embora por lei os chineses tenham sempre a obrigação de aceitar pagamento em dinheiro vivo. 

Para as compras do dia-dia, pequenas ou grandes, os chineses usam corriqueiramente dois aplicativos de pagamento: o AliPay e o WeChat (do qual eu tratarei mais abaixo).

Antes, esses sistemas eram quase impenetráveis para quem não tem conta na China (um tanto como o Pix no Brasil ainda é aos estrangeiros), mas depois da pandemia, tudo mudou. Agora há versões internacionais ou simplificadas utilizáveis por quem não tem conta na China nem documentação chinesa.

Você, como estrangeiro, vincula o aplicativo ao seu cartão de crédito de bandeira Visa ou MasterCard e sai fazendo pagamentos normalmente com o celular. (Não sei se é possível vinculá-los a um Revolut, NuBank e estes outros — você pode experimentar). A interface básica é super simples.

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O AliPay é um dos dois principais aplicativos de pagamentos na China de hoje. É provavelmente o mais simples ao usuário estrangeiro.

Você não precisa enveredar pela miríade de funções internas que o aplicativo tem, sobretudo na sua versão não-simplificada — a maioria delas continua inacessível a quem não tem vida bancária na China.

O essencial é fazer e receber pagamentos, e para isso na China há dois modos: ou você lê o código QR do vendedor (e, hoje em dia, até pedinte na China e vendedor ambulante tem) ou ele usa uma máquina e lê o seu, que é o que você ativa naquele botão ali acima de Pay/Receive.

Via de regra, lugares mais estabelecidos têm uma máquina — que parece máquina de cartão — com um leitor. Vendedores mais modestos têm um adesivo com o código dele(a), que quando você lê com a função scan, abre uma tela para você inserir o montante a ser pago. É tudo muito simples e corriqueiro.

Para pagamentos de até ¥200 (cerca de USD 30), não há sobretaxa. Já acima disso, há um adicional e 3%, então estas compras maiores você pode optar fazer em espécie para economizar.

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Há limites mensais e anuais para uso do AliPay com cartão estrangeiro, mas eles são bastante vastos. Você pode consultar seus limites dentro do aplicativo. Se der alguma mensagem de erro dizendo que você estourou o limite do uso deste cartão sem que você o tenha feito, reinicie o aplicativo, ponha o celular no modo avião e tire. Costuma resolver. (Ocorreu comigo apenas uma vez.)

Instalando o AliPay

O AliPay é simplérrimo de utilizar no dia-dia, mas sua instalação pode ser um pouco chatinha, e eu recomendo que você o faça vários dias antes da viagem.

O que você faz, como dito, é criar uma conta e vinculá-la a um ou mais cartões estrangeiros, usando também seu passaporte, que fica lá registrado. Você primeiro confirma seu telefone (internacional mesmo, não-chinês) recebendo um SMS com um código de ativação. Daí você fotografa e fornece a página de informações do seu passaporte, seguida de uma selfie para ver que você é você mesmo.

Comigo, o aplicativo travou várias vezes durante o processo de criação da conta, fosse preenchendo o formulário ou após enviar a foto. Se levar mais de 2 minutos processando algum passo, sugiro reiniciar o aplicativo e começar outra vez. (Foi o que fiz, senão às vezes fica carregando indefinidamente e não vai para lugar nenhum).

É meio fresco, mas após umas quatro tentativas eu consegui enviar minha documentação. Não tem jeito, se quiser fazer funcionar, tem que dar seus dados aos chineses mesmo (como você certamente já deu a outros países ao passar na imigração e aos aplicativos norte-americanos na sua vida online).

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Até motorista de táxi na China anda assim com seus dois QR codes, um azul para o AliPay e um verde para um WeChat. É bastante raro que um vendedor opere apenas um dos dois.

Esse processo que expliquei acima cria um chamado TourCard, que é como eles designam este uso do AliPay por estrangeiros. (Antes, era chamado TourPass, com regras distintas. Não existe mais, mas se você fuçar na internet, ainda acha muito comentário obsoleto sobre como costumava ser antes de 2023).

Uma vez enviado tudo, eles levam até 3 dias úteis para processar a sua solicitação (Oh-oh! Portanto não deixe para fazer isso na véspera da viagem!). Esqueça notificações via email ou WhatsApp, aqui você ficará sabendo dentro do próprio aplicativo.

AlipayHK qrcode 600x600

Como dito, a maioria das funções mais sofisticadas, como transferir dinheiro virtual (AliMoney) para outra pessoa, continuam restritas aos chineses, e se você for cavucar, pode descambar numa página onde o aplicativo lhe pedirá informações sobre seu cartão bancário chinês — que não existe. Então não se incomode com essas funções mais avançadas.  

Você pode alternar dentro do aplicativo entre a versão padrão (standard) e a versão internacional, mais simples. (Na hora de baixar, não existe distinção, o aplicativo é um só.) Na prática, tudo o que lhe interessa pode ser encontrado na versão internacional em bom inglês e ainda com um tradutor embutido para o que lhe aparecer em mandarim.

Não dá para testar o funcionamento antes de viajar, pois os QR codes de Alipay que você porventura vê fora da China são só para turista chinês pagar e não funcionam neste AliPay vinculado a cartão estrangeiro. C’est la vie. Se tudo parecer pronto dentro do aplicativo, venha em paz — e é uma glória quando a gente chega à China e o coloca em operação.

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Até coco verde nas ruas se vende com AliPay e WeChat. Veja ali os QR codes azul e verde. Eles espalham vários assim pela banquinha para atender vários clientes ao mesmo tempo. Falamos de um aplicativo, agora vamos ao outro.

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3. WeChat: como alternativa para pagamentos, para se comunicar com os chineses e usar o Didi, que faz as vezes do Uber na China

O WeChat — que em chinês eles chamam de Weixin, embora entendam quando se diz WeChat — é o WhatsApp da China, por assim dizer. Trata-se do principal aplicativo de mensagens instantâneas. Só que ele é mais que isso: ele também faz as vezes de aplicativo de pagamentos instantâneos, muito semelhante ao AliPay, e tem uma série de mini-aplicativos dentro, dentre eles o Didi, que é praticamente idêntico ao Uber.

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WeChat, que os chineses chamam de Weixin, talvez o aplicativo mais popular que há em toda a China.

Isso quer dizer que o WeChat é praticamente um canivete suíço digital a se ter no celular numa viagem à China.

A grande maioria dos chineses não têm WhatsApp — apenas um ou outro gerente de agência ou de hotel voltado ao público estrangeiro, e mesmo assim, eles não olham o aplicativo tão regularmente quanto nós o fazemos. Onde eles ficam direto é no WeChat. 

Você pode dizer “E por que é que eu vou precisar ficar batendo papo com os chineses na minha viagem? Eu, aliás, nem falo chinês“, e eu entendo. Só que o WeChat tem uma utilíssima função de tradução instantânea entre o mandarim e o inglês, servindo às vezes de ferramenta útil para você se comunicar com a sua acomodação ou pessoas que você encontra pelo caminho.

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Eu me meti num tour daqueles de chineses (experiência memorável!), e a primeira coisa que eles fazem é criar um grupo no WeChat com todo mundo. Por lá a guia mandava instruções, inclusive de local e horário onde se estar. Pousadas no interior também o usam muito. Se você for se aventurar fora das grandes cidades, o WeChat se torna uma ferramenta quase imprescindível.

Uma curiosidade é que os chineses raramente usam foto própria ou nome próprio nas suas contas de WeChat. O habitual é você ver uma foto nada a ver (tipo uma paisagem, um cartum ou um balão), e às vezes o nome da pessoa é um ponto, um nome genérico ou até um emoji.

Isso porque eles sabem que as mensagens são vigiadas — não há a mesma privacidade que supostamente existem nos aplicativos ocidentais. (Embora, no frigir dos ovos, também no Ocidente as autoridades podem sempre quebrar essa privacidade e olhar.) Então não use o WeChat para ficar emitindo opinião sobre Xi Jinping nem a política da China.

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Tem-se o WeChat também como aplicativo de pagamento, muito similar ao AliPay. Também aqui há a opção de escanear o QR code dos outros ou de gerar o seu na tela para ele ser escaneado. Igualzinho com o AliPay. Também aqui, se você estiver escaneando, precisará digitar o montante manualmente antes de prosseguir.

Aliás, eu já vi gente internet afora dizendo que esta versão para estrangeiros do WeChat não escaneia, que só se seria possível ser escaneado e não escanear, mas isso não é verdade. É só que a função de escanear está fora da área de Pay and Services. Você acessa ela com o botão + na área das conversas.

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A página inicial desta versão internacional em inglês do WeChat é relativamente simples. Os principais usos ao turista estrangeiro são: o bate-papo (com tradução instantânea) e as compras, que você acessa ali em Pay and Services. Lembrando que, para escanear, usa-se o + que há na área de conversas. Você pode também gerar um outro QR code para as pessoas o adicionarem na lista de contatos. No WeChat, a pessoa tem que primeiro aceitar o seu pedido de amizade antes que você possa escrever a ela — diferentemente do WhatsApp.
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A área de Pay and Services. Aquela parte de Wallet (carteira) não é muito funcional ao estrangeiro. É em Money que você gera seu QR Code para mostrar a vendedores. E veja ali abaixo o mini-aplicativo Didi Ride-Hailing. Os demais você pode ignorar (há um mundo de coisas dentro do WeChat — a maioria inacessível ou inútil ao estrangeiro), mas o Didi é super útil.

A Didi, para quem não sabe, é a empresa dona do aplicativo 99, que compete com o Uber no Brasil. 

As funcionalidades e a mecânica geral do aplicativo são muito semelhantes ao Uber, como também ao Bolt europeu. Ele identifica a sua localização, você insere o lugar aonde quer ir (tudo em inglês), e daí ele lhe oferece as opções que há. 

Ao contrário do Uber ou do Bolt, aqui as respostas são muito rápidas. Via de regra, em cidades de porte, em matéria de segundos alguém já pega a sua corrida, e não há muito embeleque nem pataquada como às vezes ocorre com os aplicativos ocidentais, com motoristas atrapalhados. (Aqui eu acho que já é uma questão educacional e cultural dos chineses, mais que do aplicativo).

De modo semelhante ao Uber, em cidades pequenas o Didi tampouco funciona muito bem — ou às vezes não funciona. Ali você precisará se render aos táxis. Para todo o mais, há Didi.

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A interface do Didi dentro do WeChat é bastante simples. Aliás, ele também pode ser acessado via AliPay. É a mesma coisa.

É barato. Você é capaz aí de trafegar meia hora por um valor correspondente a €4 ou R$ 20. É chocante quando você faz a comparação com os custos das coisas no Ocidente.

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Você insere aonde quer ir e seleciona a modalidade que quer. É tudo muito semelhante — e barato, mais barato que no Brasil.

Uma curiosidade é que, no Didi, o valor da corrida não lhe é cobrado automaticamente. Você paga manualmente pelo aplicativo depois da corrida — quando chegar em casa ou até mesmo dias depois. Não precisa ser na frente do motorista. Tecnicamente, você pode dar calote e nunca pagar, mas daí fica sem usar o aplicativo. Só pode fazer nova corrida quando pagar a anterior. Simples assim.

Instalando o WeChat

Esta é a parte chata. Como costuma ser o caso com estes aplicativos chineses, há uma burocracia. Tal como no caso do AliPay, aqui também você precisa fornecer seu número internacional de telefone, esperar que o confirmem com um SMS (que às vezes não chega, aí você precisa tentar de novo), daí vincular a um cartão de crédito estrangeiro para fazer pagamentos, e fornecer uma foto da sua página de informações do passaporte e uma foto do seu rosto.

O WeChat também pode pedir que você complete o seu perfil com informações sobre o seu endereço e sua profissão.

Até aqui tudo bem. A parte chata — e que eu não sei bem se é possível contornar — é que eles aí exigem que um outro usuário de WeChat confirme que você é você (to verify your account, como dizem eles). A coisa pode ser feita remotamente, com a pessoa lhe mandando um QR code dela, mas eu não sei como proceder caso você ainda não conheça ninguém que tem WeChat.

Via de regra, precisa ser alguém com uma conta de residente da China. (É nestas horas que vem a cabo ter uma pessoa chinesa na sua vida. Eu pedi a uma colega do trabalho.) Aí você precisa cavucar na sua rede de contatos, entre os amigos dos seus amigos, e há até histórias de gente que pede a chineses que eles conhecem em jogo online ou por fórum de internet. A pessoa só precisa avalizar você uma vez e pronto.

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O pagamento no Didi feito manualmente após a corrida. Outra coisa é que fiquei com a impressão de que aquela coisa da avaliação sua ou do motorista não conta muito. Quem diria que seria o Ocidente a levar isso mais a sério.

Procure vincular o seu cartão de crédito estrangeiro já antes de vir para a China. O WeChat leva cerca de um dia para verificar a sua identidade. 

Também quando você abre o Didi pela primeira vez, vão enviar um SMS para o seu telefone internacional para que você confirme que você é você. Melhor ter isso feito antes de vir à China, caso seu telefone estrangeiro tenha dificuldade de receber SMS em território chinês.

Por fim, como no caso do AliPay, você pode fazer compras de até ¥200 sem que lhe seja cobrada qualquer sobretaxa, e há um limite amplo do quanto você pode gastar por mês ou por ano. A menos que você vá comprar algo grande (tipo um eletrônico ou um vaso Ming), dificilmente alcançará esses limites da casa de ¥15.000 (USD 2.000).

Nesses casos, melhor pagar em espécie — assim como hoteis caros você deve pagar com o cartão, pois eles aceitam — para evitar a sobretaxa ou se aproximar do seu limite. Cuide bem do seu amor e do seu aplicativo.

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4. Lets VPN ou outro da sua preferência, para se beneficiar da Wi-Fi dos hoteis

Lets VPNO título já diz tudo. Com um chip virtual (como explicado no item 1) você já não precisa ter uma VPN — exceto que pode querer fazer aquela chamada demorada de vídeo ou, sei lá, assistir a algo longo na internet sem precisar com isso detonar o seu limitado pacote de dados.

A solução aí, portanto, é ter, sim, um VPN instalado para que possa fazer uso das Wi-Fi dos hoteis — que, via de regra, são quase inúteis, pois lhe trazem apenas a internet censurada da China. Com a VPN, elas passam a ser plenamente úteis.

How VPN works
Ah o humor indiano! Mas vai aí, didaticamente, como uma VPN opera.

Eu devo observar que alguns hoteis de grandes redes internacionais nas metrópoles chinesas, sim, oferecem Wi-Fi em que pega tudo, como se você estivesse em casa. Não sei que bruxaria eles fazem.

Entretanto, no momento em que você sai desses lugares e se depara com as Wi-Fi comuns de pousadas pelo interior da China, restaurantes e demais lugares, a VPN é essencial caso queira acessar as coisas ocidentais.

As opções aí são muitas, e todo mês sai na internet alarde de que esta ou aquela VPN já não funciona mais, que a China está fechando o cerco (que os Aliens vão invadir ou sei lá o que — me dá nervoso gente sensacionalista), e que agora só a VPN X ou Y funcionam.

É mentira, a maioria delas continua funcionando. Aquilo é para garantir um trocado lhe vendendo a VPN X ou Y com links afiliados. Baixe a que você quiser pelo App Store ou Google Play. Eu só recomendo a LetsVPN porque é a que sempre usei, pela simplicidade extrema, e porque nunca me falhou. 

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Você use a VPN que quiser. Eu recomendo a LetsVPN pela simplicidade. Você compra um pacote de 30 dias — de preferência logo a versão platinum, de dados ilimitados — e pronto, estará sempre a um mero clique de acessar a internet do mundo afora mesmo numa Wi-Fi chinesa. (Ele geralmente indica quantos dias de plano você ainda tem. Este aí indicava horas porque eu fiz a captura de tela já quando estava para acabar.)

O plano custa algumas breves dezenas de dólares, mas é bem investido. Não há VPN gratuita. Se achar alguma alegando ser, desconfie.

Quanto ao funcionamento, normalmente você pode deixar no automático e o aplicativo quase sempre joga você para se conectar como se estivesse em Hong Kong, onde a internet é praticamente livre. Porém, é possível regular isso manualmente, caso queira fazer como se estivesse se conectando a partir de um país específico.

Outra coisa: não esqueça de desligar a VPN quando estiver na rua pedindo DiDi ou fazendo pagamentos, por exemplo, ou os aplicativos podem ficar confusos e não funcionar direito.

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5. Trip.com, para passagens de trem, entradas e passeios

Trip com logo
O aplicativo Trip.com

O nível de essencialidade vai agora diminuindo aos poucos, mas ainda temos aqui o Trip.com, um aplicativo de viagens que é excepcionalmente útil para comprar passagens de trem na China, assim como passeios locais e entradas em algumas atrações.

Ele hoje se coloca como um aplicativo internacional — a maioria das pessoas nem sabe que ele é chinês. Começou como Ctrip (de China trip), mas resolveu tirar o C e ganhar o mundo. Ainda assim, e ainda que venda coisas e passeios também noutros países, é na China que a sua utilidade é plena.

Há uma página e um aplicativo chinês oficiais (a 12306, de curioso nome numérico) para comprar passagens de trem — o modo de transporte fundamental, eficiente e maravilhoso que há na enorme malha ferroviária que tem a China.

Dizem que a sua usabilidade tem melhorado para estrangeiros, mas ainda assim, a praticidade de fazê-lo no Trip.com, com apenas uma breve sobretaxa administrativa, é enorme. Sobretudo porque ali pode pagar usando seu cartão estrangeiro, sem torrar seu limite do AliPay ou do WeChat.

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O Trip.com é o aplicativo mais útil que há para comprar passagens de trem na China. Acaba sendo essencial se você for viajar país afora. Ele também vende passeios e, às vezes, entradas para algumas atrações.

Depois eu vou escrever mais sobre os tipos de trens na China e a compra de passagens. 

Porém, o Trip.com também se faz essencial para comprar passeios (tipo bate-e-volta) e às vezes entradas em algumas atrações. 

Quem vive no Ocidente pode estar habituado a adquirir ingressos direto nos sites oficiais, seja de um museu europeu ou o que for. Na China, não é bem esse o hábito. As pessoas usam muito estas plataformas como a Trip. Então, digamos, você quer ir ver pandas num santuário? Ticket pela Trip. Quer comprar entrada no Mausoléu dos Guerreiros de Terracota em Xian? Compra-se pela Trip. E assim vai.

Às vezes, ela é até incontornável, como para visitar a Torre do Sino em Xian. Você chega lá na entrada física e eles lhe mandam comprar o bilhete online pela Trip. Para os outros passeios, às vezes se acham equivalentes carésimos pela Viator ou outros portais ocidentais, mas na Trip há mais opções e mais baratas. Facilita muito a vida. 

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6. O aplicativo de Mapas da Apple, Gaode ou Baidu, para navegação

Aplicativo de mapas é algo que a gente vivia muito bem sem até os idos de 2010. As pessoas viajavam, se perdiam e se achavam — era e ainda é parte da graça. Entretanto, se você não quer gastar tempo demais se batendo, sobretudo para navegar os metrôs das grandes cidades, ter um aplicativo de mapas funcionando é eficiente. 

Apple Maps Logo 3D
O Mapas da Apple.

O Google Mapas ⊗ é a opção número um de quase todos os ocidentais, mas na China ele é inútil mesmo que você tenha acesso a ele com seu pacote de dados internacional ou com uma VPN, simplesmente porque as coisas não estão atualizadas. Até para lhe dar uma rota de metrô dentro de uma metrópole como Xangai o Google não serve.

Alternativas? Para os usuários de iPhone, o aplicativo nativo de Mapas da Apple vem surpreendentemente a calhar — aquele que a maioria das pessoas plenamente ignora. Ele, na China, se torna muito útil.

A notar que ele só dá orientações de deslocamento quando você o opera de dentro da China. Ele usa uma outra base de dados chinesa. Se testar de fora, não vai conseguir nada útil, mas vá com fé, que uma vez em território chinês, ele funciona.

Apple Mapas na China
A quem não está habituado, o aplicativo de Mapas da Apple tem uma interface bem semelhante ao Google Mapas — quase que só muda o padrão de cores. O mais útil é para obter informações sobre as conexões de metrô.

E quem não é usuário de iPhone? Quem tem celular chinês, Huawei ou Xiaomi, provavelmente já tem algum aplicativo nativo deles — eu nem sei.

Já para quem é usuário de Android, as principais opções são o Gaode (também buscado sob o nome Amap) e o Baidu. Ambos têm uma interface em inglês limitada, mas são ricos em detalhes e resolvem. Talvez não vá se ficar grudado a eles como muitos fazem ao Google Mapas como oráculo para decidir onde comer etc., mas eles darão cabo do principal.

Só tenha atenção que, ao buscar por hoteis e demais acomodações, não é raro que o nome com que eles se vendem no Booking.com, por exemplo, seja diferente do nome que consta nestes aplicativos de mapas. Não se surpreenda. Por vezes, o nome comercial em chinês não tem nada a ver com o nome em inglês. Bom ter ambos à mão, quando estiver caçando o lugar onde vai dormir e queira perguntar a alguém.

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Dois aplicativos extras, que não são essenciais, mas vêm a calhar. Faixas bônus deste álbum.

7. Aplicativo de tradução com função sonora, para ler cardápios e conversar com os chineses

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Aplicativo de tradução nativo da Apple. Há muitos que fazem praticamente o mesmo serviço.

Os chineses de hoje são uma gente muito informatizada. Até os idosos andam com celular na mão, e a coisa mais corriqueira é traduzir algo entre o chinês e o inglês — ou outro idioma — num aplicativo e dar para eles lerem. (O governo pode não ser bom para algumas coisas, mas alfabetizou quase todo mundo na China. Mesmo a vendedora de coco verde na calçada sabe ler).

Melhor ainda, se você puder, é pôr aquelas funções em que o aplicativo lê em voz alta e também grava o que a pessoa está dizendo — ou o que a você quer dizer à pessoa — e traduz. Isso é super corriqueiro aqui, e muita gente, sobretudo vendedores e funcionários de acomodação, já andam mesmo com tais aplicativos à mão. Não é estranho como seria fazê-lo, sei lá, na França ou no Brasil.

Há também a útil função de apontar a câmera e traduzir o texto na tela.

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Você utiliza a função de câmera dentro do tradutor e as coisas aparecem traduzidas na sua tela.

Qual aplicativo usar? Qualquer um. Há o nativo da Apple, há o do Google e tantos outros — alguns hoje até com inteligência artificial (não sei exatamente para quê).

Só se certifique de baixar ambas as línguas, de entrada e de saída, para ele funcionar corretamente e também offline quando o sinal estiver ruim.

Estes aplicativos servirão muito na hora de ler cardápios, placas e outras informações escritas que porventura estejam apenas em mandarim.

Por vezes, o tradutor produz umas bizarrices engraçadas, mas isso faz parte. Melhor com ele que sem ele.

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Sem tradutor, você fica ao Deus-dará com cardápios assim, que são bastante comuns na China. Claro, você pode sempre pedir no uni-duni-tê e abraçar a sorte — fica a seu gosto. Todavia, na prática a maioria das pessoas acaba é deixando de comer nestes lugares mais raiz e ficando restrito a estabelecimentos maiores. Então o tradutor lhe abre portas para a sua aventura chinesa.

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8. Maps.me

Mapsme logo
O Maps.me é talvez o mais popular dos aplicativos de mapa offline que há.

Este é meu companheiro de viagens desde 2017. Não é essencial, mas é um aplicativo de mapas offline sempre útil.

A sua utilidade não é para obter informações de rota, de como chegar a tal lugar, mas para a sua orientação geral, dentro de um veículo ou quando está a pé pela rua. Ele, inclusive, tem até trilhas e caminhos para pedestres, já que é alimentado por informações dos usuários. Aqui na China, então, ele é até mais rico que em alguns outros países.

Alguns dos seus mapas, inclusive, são mais completos que o do aplicativo de Mapas da Apple, e como não depende de sinal nem de internet — só do GPS navegando seu mapa offline — ele vem a calhar em quase todas as situações.

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O Maps.me é bastante útil para dar uma ideia do melhor caminho ou de quanto tempo se leva para chegar a pé de A a B, por exemplo. Você também pode ir marcando nele seus pontos de interesse, seu hotel etc. 

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Eis aqui portanto um rol de aplicativos para o acompanharem numa viagem pela China. Eu lhes digo que, embora alguns sejam chatos de instalar no início, e a coisa tome algum tempo (sobretudo se você o está fazendo pela primeira vez), depois vira tudo a mais pura seda. 

É, inclusive, refrescante se dar conta de como existe vida fora do Google e dos aplicativos da Meta. É um certo detox. Ainda que você esteja só saindo do forno para a frigideira, dá uma sensação boa de independência.

Depois de algumas semanas pela China pagando com os aplicativos de pagamento instantâneo etc., você sente até falta deles quando volta para casa. Usar cartão de crédito físico fica parecendo coisa antiga.

Se houver alguma dúvida ou eu puder ajudar, é só escrever abaixo nos comentários. Bons preparativos!

Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

7 thoughts on “6 aplicativos essenciais (mais 2 úteis) numa viagem à China — e como fazê-los funcionar”

  1. Olá Mairon, parabéns pelo artigo, muito útil para quem está planejando uma viagem para a China.
    Uma dúvida (apenas para confirmar na verdade), se eu comprar o e-sim do Brasil e ativá-lo quando chegar a Pequim, consigo acessar alguns aplicativos como Instagram e Whatsapp normalmente certo? Preciso apenas desses e estou avaliando se vale mais a pena o e-sim ou VPN (entendi que se tiver um o outro não é totalmente necessário), pois planejo visitar outros países asiáticos também (Japão e Coreia do Sul).
    Obrigado e parabéns novamente pelo trabalho.

    1. Olá Kevin, bem-vindo! E contente que tenha gostado do artigo sobre os aplicativos.

      Talvez valha mais a pena você obter um e-sim. Se for um voltado para a Ásia (ou especificamente para a China), ele se ativa quando seu telefone se conectar à rede de celular de lá após seu desembarque.

      O e-sim, na prática, já é como se tivesse uma VPN embutida. Ao menos o do Airalo (e, pelo que ouço falar, também o da Holafly) abre quase qualquer coisa, como se você estivesse no Ocidente. (A única exceção é o Google Mapas, que não funciona, mas que também é inútil lá.)

      Se você obtiver só a VPN, vai ainda assim precisar obter um pacote de dados, através de um e-sim ou chip local, então o e-sim resolve já a sua vida de uma vez só. A Airalo oferece um e-sim regional para a Ásia que inclui tanto a China quanto também o Japão, a Coreia do Sul e mais um bocado de países. Acho que seria sua melhor pedida.

  2. Olá, Mairon. Primeiramente, parabéns e muito obrigado pelo excelente artigo. Foi muito útil. Embarco para a China daqui a 7 dias, e hoje comecei a configurar os aplicativos. Tanto o Alipay quanto o Wechat, eu coloquei o cartão da Wise, as informações do passaporte e eles não me pediram foto para confirmar minha identidade, e aparece que o cartão já está cadastrado automaticamente, inclusive aparece uma mensagem no app da wise dizendo que o cartão foi adicionado. Minha duvida é porque como você disse que eles pedem foto e leva até 3 dias para autorizarem, será que eu fiz alguma etapa errada? Meu medo é chegar lá e não conseguir efetuar pagamentos, mas já olhei tudo nos apps e aparentemente está tudo certo.

    1. Salve, Danilo! Obrigado! Feliz que o artigo lhe tenha sido útil nesses preparativos!

      Você, ao adicionar seu cartão ao AliPay e WeChat, criou uma senha para pagamentos acima de certo valor (acho que 200 yuan)? Costuma ser um sinal de que a instalação está indo bem. Via de regra, se o seu cartão Wise consta ali quando você acessa o seu perfil no aplicativo chinês (em Bank Cards no AliPay), é para funcionar.

      O meu palpite é que eles simplificaram o processo nestes últimos meses. Isso vai em linha com alterações várias nos últimos anos no sentido de facilitar a vida dos estrangeiros visitando a China e estimular o turismo.

      Outra coisa é que as cobranças deles às vezes são inconsistentes. Isto é, às vezes pedem mais documentação de uns que de outros (às vezes a depender de qual banco é o seu cartão, etc). Nem sempre é idêntico.

      Por fim, eu me lembro de ter visto muitos comentários sobre pessoas que, após um certo limite de gastos, precisaram fazer essa verificação adicional de identidade.

      Então, se eu fosse você, minha conclusão seria a seguinte: tudo parece certo, mas por via das dúvidas, tenha yuan em espécie consigo (como tábua de salvação em qualquer aperto), e tenha se possível os dois aplicativos (AliPay e WeChat), porque se um por alguma razão der pinote no meio da viagem e resolver lhe cobrar verificação adicional de identidade para continuar usando, você tem o outro funcionando enquanto isso.

      Dito isso, eu acho que está tudo certo com você. Se quiser depois dar um sinal dizendo se funcionou mesmo sem a verificação de foto, eu agradeço! (O site aqui abre mesmo na internet chinesa). E boa viagem! Qualquer coisa, estamos aí.

  3. Bom dia amigo,
    Por acaso achei essas boas explicações na net,porém tenho dúvida. Sei que os chineses são tecnológicos,mas eu não sou.Pretendo ir lá conhecer sem celular,que não uso e não gosto. Pode-se ir apenas com dinheiro?Hâ gente que fala ser lei aceitar e outros que eles não aceitam. Se os Google da vida são bloqueados lá,como você diz acima para usá-los?É só com VPN, mas qual?Dizem também que a maioria é bloqueada lá.

    1. Bom dia, Fabiano!

      É desafiador visitar a China de hoje em dia sem celular (sobretudo devido aos aplicativos de pagamento, além do aplicativo de transporte tipo Uber, o DiDi), mas não é impossível.

      Por lei eles precisam sempre aceitar pagamento em espécie, e de fato eu não encontrei ninguém que recusasse. Paguei várias coisas em dinheiro (até mesmo porque saquei por segurança, e precisava gastar). Nunca tive problema. O trabalho maior é só que no metrô você aí precisa (às vezes) pegar fila para ir até o guichê, onde há uma pessoa que vende a dinheiro.

      Quanto ao trens, caso você pretenda ir mais além de Pequim ou de Xangai, certamente existe a opção de comprar passagens diretamente na estação, mas aí precisa se bater um pouco. Sobretudo sem o domínio do idioma (presumindo aqui que você não fala chinês), é desafiador.

      Quanto a VPN, eu usei a Lets VPN e nunca tive problema nenhuma. A internet também exagera nesse alarde de que está tudo bloqueado. (Não te dizem, por exemplo, que em Xangai ou Pequim, hoteis de rede internacional têm Wi-Fi que acessa tudo sem bloqueio nenhum). No geral, é sim bloqueado, e o Google Mapas não serve pra nada mesmo com VPN, já que não é atualizado, mas pra o resto todo (inclusive Gmail, Instagram, o que for), o VPN funciona perfeitamente.

      1. Tens razão, viajar para a China sem telemóvel pode ser bastante difícil hoje em dia. Podemos usar cartões eSIM como os da Airalo e da Cinqstella para nos ajudarem com o trabalho.

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