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Tailândia

Bangkok, aqui me tens de regresso: Voltando à Tailândia após 10 anos

(Este será um post longo.)

Figuras budistas, os angulosos templos característicos deste Sudeste Asiático, vasos de plantas em miniatura. Tudo isso sob o calor úmido algo escaldante de um dia de janeiro em Bangkok. Picante, pero saboroso.

A Tailândia é um dos meus destinos favoritos no mundo, e fazia já 10 anos desde que eu havia vindo aqui pela primeira vez passar o réveillon. Eu cheguei a revisitar Bangkok rapidamente antes da pandemia em duas breves ocasiões, numa delas para ser convidado de honra no casamento de um amigo tailandês e outra numa conexão. 

Desta vez, seria finalmente outra viagem completa pelo país — embora com itinerário diferente e companhias que não eram exatamente as mesmas. Eu veria lugares que me haviam ficado faltando da outra vez, como Ayutthaya e Sukhothai, assim como veria mais destinos de ilhas no sul. Tudo aqui, porém, inevitavelmente começa com Bangkok, e aqui ela me tinha de regresso. 

Em 10 anos muito se passa, e a Tailândia mudou. Eu avaliarei algumas das coisas que mudaram, na minha percepção, no que eu ia me reencontrado com lugares-chave de Bangkok já visitados antes e alguns novos, que eu nunca havia visto. Cheguem mais. Desembarquemos.

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O apagar das luzes do ano passado em Suvarnabhumi — que as más línguas apelidam de “Suar na Bunda” —, o principal aeroporto de Bangkok.

Desembarcando à meia-noite

Reflexões de aeroporto

Pela primeira vez na vida, eu virei o ano numa fila de imigração. Não vou negar um certo fetiche da minha parte em fazê-lo, embora a razão principal não tenha sido essa. Mundanamente, a razão principal foi o preço: voo centenas de euros mais barato a quem topasse aterrissar às 23:30 do dia 31 de dezembro. Por que não?

Eu, que já havia virado o ano de muitas formas imagináveis, nunca o havia feito assim, e estou numa fase em que ando buscando novidades na vida. Eu não queria fingir estar revivendo aquele magnífico réveillon de dez anos atrás passado aqui. Cada experiência é única, e sempre que eu tento em vão repeti-las, apanho da vida. 

Recordando-me daquilo, havia uma sensação inevitável de história se passando e, inevitavelmente, de estar envelhecendo. Não necessariamente no sentido de ficar idoso, que não sou, mas de que você já está com uma boa quilometragem, e o prato da balança que carrega as lembranças de boas memórias já vividas e episódios fantásticos da sua vida vai ficando cada vez mais pesado. Você começa a olhar com certa piedade para o outro prato, o do futuro, a se perguntar se ele poderá ainda fazer frente a todo aquele peso. Trabalhemos para isso.

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Verdade seja dita, eu cheguei a cogitar se o avião não acabaria por chegar mais cedo, ainda com tempo de (quem sabe?) chegar à cidade. Que nada, o ponteiro bateria mesmo meia-noite na fila do controle de passaporte, com o ano anterior a morrer hoje sem foguete, sem retrato nem bilhete, sem luar nem violão — pelo menos não que eu visse. 

Isso, entretanto, me permitia encarar bem esta viagem não como uma viagem de Ano Novo, mas como uma viagem de ano novo, de começar o ano com o pé direito, e também o esquerdo, os dois pés aqui na Tailândia.  

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O aeroporto estava bem mais movimentado do que eu imaginaria para este dia e horário. Eu, definitivamente, não estava sozinho.
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Aos viajantes oriundos da África ou América do Sul — ou portando passaportes desses continentes, mesmo que viajando a partir de outros lugares —, é obrigatório fazer uma parada técnica neste guichê lateral, apresentar seu certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, e obter um carimbo antes de chegar à imigração. Se não o fizer, será mandado de volta a este guichê pelo oficial.

Desembaraços

Eles aboliram o antigo cartão de desembarque que você antes precisava preencher a mão, e agora é necessário preencher online um Cartão de Desembarque Digital (Thailand Digital Arrivals Card).

Pelo amor de Jesus Cristo, Buda ou quem você preferir, que se o faça apenas no site oficial tailandês. O serviço é plenamente gratuito, mas o Google abunda com sites espúrios de terceiros que alegam fazê-lo por você por uma tarifa. É preciso preenchê-lo dentro das 72h que antecedem o voo.

A quem viu numa das fotos acima as vendinhas de chip local, saiba que essa é uma solução antiquada. A coisa mais simples hoje em dia de se fazer, se seu celular for minimamente novo, é adquirir online — antes da viagem — um chip virtual (e-sim) com pacote de dados para a Tailândia, que se ativa quando você aterrissa aqui e se conecta à rede móvel do país. Eu comprei o meu da Airalo por um punhado de dólares, e funcionou como uma seda.

Airalo Thailand
Há muitos pacotes de dados de tamanhos e duração diferentes. Você pode ver no site da Airalo ou baixar o aplicativo, o que é mais prático. A instalação é bem simples. Há também alternativas como a Holafly e outras que fazem o mesmo, mas a Airalo foi a que eu usei e funcionou.

Passado tudo, ano novo, vida nova, estávamos com alguma fome e fomos mordiscar algo no próprio aeroporto antes de tomar rumo à cidade. Os muitos lugares onde comer em Suvarnabhumi pareciam funcionar 24h e estavam a todo vapor. 

Eu reconhecia esta parte, digamos, “externa” do aeroporto com bastante familiaridade. Ele continuava essencialmente o mesmo, como se o tempo aqui tivesse parado. Suvarnabhumi foi inaugurado em 2006 e pelo visto não viu reforma de 2015 para cá, com suas estruturas de cimento, os vários andares e muita iluminação, além dos preços inflados habituais de aeroporto.

O ideal aqui é se dirigir ao piso subterrâneo (B), de onde sai o trem do Airport Rail Link para a cidade, onde há casa de câmbio mais em conta (a Superrich) e alimentação que custa a metade do preço. Porém, as coisas lá fecham cedo (umas 21-22h), então tivemos mesmo que comer nos andares superiores a preço de Europa. Ninguém morreu. Pelo contrário, fomos um pouco revividos pela comida tailandesa após voos longos desde a Europa.  

Passado da meia noite, a maior desvantagem — para mim ao menos — era não poder mais tomar o Airport Rail Link, que se encerra às 23:30, e ter que depender de táxis, coisa que eu abomino.

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Nada como uma manguinha madura com arroz grudadinho e leite de coco na madrugada. É provavelmente a mistura tailandesa mais famosa entre os ocidentais. Acha-se dela por toda parte.

Taxi, Uber, Bolt… Grab?

Você aí, safo dos Ubers e aplicativos gerais, deve estar a se perguntar por que depender de táxi se tais aplicativos existem. 

Depende. Para começo de conversa, o Uber não existe na Tailândia. Temos aqui o Grab, predominante pelo Sudeste Asiático, e o europeu Bolt. Dizem as más línguas que o Grab aqui é mais sério e o Bolt é o mais barato, meio baixaria, mas a verdade é que eu não cheguei a usar esse último em solo tailandês. (Na Europa, ele funciona relativamente bem e, via de regra, melhor que o Uber). 

Só que eu não havia instalado o Grab, e não queria me dar o trabalho de fazê-lo agora em plena madrugada no aeroporto. Tampouco as diferenças entre táxi e aplicativo são tão exorbitantes quanto no Brasil. 

Eu depois me daria conta de que as coisas mudaram na Tailândia, e já não era tão fácil depender dos célebres tuk-tuks para o transporte aqui e ali no dia-dia. Ter o Grab virou uma coisa quase essencial — como são esses aplicativos no Brasil —, e eu em poucos dias o teria. Por ora, entretanto, vou de táxi.

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Para sair de táxi do Aeroporto Suvarnabhumi em Bangkok, dirija-se à área de Public Taxi do lado de fora do andar 1F. Há ali um daqueles sistemas organizados em que você faz fila, pega um número, e se dirige ao táxi correspondente.

Já eram duas da madrugada, e mesmo assim havia filas, embora não muito longas. (Menores que as do Aeroporto de Lisboa hoje em dia). O que estava todo esse pessoal fazendo aqui num dia destes em vez de estar celebrando em algum lugar?

Levei coisa de uns 10-15 minutos ali, todos tentando chegar a umas máquinas onde você não faz nada. No muito, você aperta o botão Get Ticket quando chega a sua vez — ou nem isso, pois o mecanismo é meio automático e lhe cuspirá um ticket mesmo se você não apertar o botão.

Você precisa decidir se toma a fila para Regular Taxi, outra para Large Taxi ou a terceira para Short Distance Taxi, de curta distância, que acho que só se aplica a quem for pernoitar perto do aeroporto. Regular taxi cabe até três pessoas com as respectivas bagagens — e mesmo assim já forçando um pouco. Os carros na Tailândia são muitas vezes pequenos, e o bagageiro mal cabem duas malas.

Eu achei que na maquininha já se inseriria o endereço de aonde você vai ou algo assim, mas que nada. Não se digita nada ali. Você apenas recebe um papelzinho com a indicação da vaga numerada onde o táxi que vai lhe levar já está (ou está pra chegar), e precisa informar analogicamente o endereço de destino ao motorista. Se você tiver o endereço escrito em tailandês, melhor, já que nem todos eles leem o alfabeto latino. 

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As maquininhas onde pedir táxi no Aeroporto Suvarnabhumi em Bangkok é assim. Você fica ali parado diante da máquina esperando chegar a sua vez na fila, quando aí ela lhe cospe um papel.

Contos e contas na madrugada

Eu caí na besteira de ficar num hotel de nome bem genérico, que incluía Grand Bangkok Hotel, então tive que ali na hora catar na internet como era o endereço escrito no alfabeto tailandês para o motorista ler. Ele era um senhor já de seus 60 anos e cabelos mais cinzentos que pretos. Ladino, daqueles áureos tempos pré-aplicativo em que os taxistas faziam a farra.

Não ache que porque há este sistema de distribuição de passageiros os taxistas aqui são diferentes daqueles dos outros lugares. Se a máquina não permitia inserir já o endereço de destino, tampouco ela dava qualquer noção do preço. Você fica ou à mercê de negociar antes de entrar (o que eu geralmente faço) ou do taxímetro, sujeito a city tours não-solicitados.

Meu senhor motorista já quis nem saber de taxímetro. “Está hora não precisa, não”, respondeu ele quando lhe perguntei, o carro já saindo do aeroporto e ele dizendo inocentemente que eram 40 minutos até a cidade. “Você me dá 600 baht e está bom”, inteirou ele, naquela conversa característica de taxista. O hotel quis 800 para vir me buscar, mas no aplicativo, dizem que o normal são uns 400, equivalente a uns €11 ou R$ 70.

Negociei para baixo, para 500, e lhe dei Feliz Ano Novo. “Ok ok“, aceitou ele rindo. Eu geralmente nem caio nessa de entrar em táxi nem sentar sem antes acertar o preço, mas minhas energias aqui estavam meio comprometidas, e eu não quis fazer muito caso por conta de merreca justo no meu começo de ano na Tailândia. A estrada diante de nós estava quase que completamente vazia, e levaríamos menos de 40 minutos para chegar.

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A Tailândia é uma monarquia parlamentarista. Quando eu vim da primeira vez, o rei ainda era Bhumibol (1927-2016), aqui retratado em sua versão jovem cool num grafite de rua ao lado da rainha Sirikit (1932-2025). A homenagem é pelo reencontro dos dois agora no céu.

Na estrada vazia, eu vi muitas decorações referentes ao atual rei, entronizado em 2016 após o falecimento do pai. Trocaram todo o dinheiro para ter agora a cara do novo monarca.

Esse é Rama X, filho de Bhumibol, que era Rama IX”, explicou-me pedagogicamente o motorista num inglês rudimentar, mas funcional. Os monarcas tailandeses têm os seus nomes próprios e também esses títulos que fazem referência às antigas escrituras de matriz hindu. 

O país é fervorosamente budista, mas o budismo nasceu naquela matriz religiosa indiana. Rama é o personagem principal do épico hindu Ramayana, que se acredita ter sido escrito por volta dos séculos VIII-IV a.C., sobre eventos — que não se sabe até que ponto reais ou inventados — séculos antes. É um tanto como o caso da Guerra de Troia e da Odisseia, escritas por Homero naquele mesmo tempo.

Não é que os tailandeses creiam que seus reis são a reencarnação de Rama, mas usam Rama como título honorífico, já que na história ele foi um rei exemplar. 

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As notas de baht tailandês, reemitidas após a ascensão ao trono do novo rei. A moeda flutua, mas R$ 1 atualmente equivale a 6,50 baht. USD 1 equivale a 33 bahts, e EUR 1 a 38 bahts.

Eu tive que achar bonitinho — e não rir — quando o senhor motorista procurou o endereço do meu hotel no celular perguntando algo em voz alta para a “Sili” (a assistente virtual da Apple conhecida no restante do mundo como Siri). 

Siri acontecia também de estar no nome do hotel onde eu fiquei, Siri Grand Bangkok Hotel, localizado no centro da cidade, uma região de Bangkok onde eu jamais havia me hospedado. Eu, afinal, queria novidades, como lhes falei; não queria “como se fosse a primeira vez”, quando fiquei no bairro de Sukhumvit.

E ali no centro nós chegamos, as vias quietas — embora plena de templos iluminados — de Bangkok pós-festa já a dormir. Não me parecia que o que quer que tivesse ocorrido de festejo para o Ano Novo fosse embalar a cidade até a manhã. Pelo contrário, já havia uma aura de fim de festa no ar, quando encostamos perto daquele hotel amarelo de ar bem-arrumadinho.

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O centro de Bangkok nem sempre é contemplado por quem vem de férias aqui, mas ele é arrumadinho, tem praças belas como esta, e fica a curta distância — que se pode cobrir a pé — de muitas das atrações principais da cidade. Breve eu estaria aqui batendo perna.

Despedi-me do taxista, entramos no hotel, e eu fui ter com a pessoa que estava de plantão à recepção naquelas altas horas da madrugada.

Havia uma pequenina equipe ali pronta, com o jeito cerimonioso e cortês habitual dos tailandeses, quando veio de outra sala um rapaz de seus trinta e muitos anos à recepção me atender. Tinha unhas bem compridas nos dois dedos menores de uma das mãos, tipo quem faz promessa.

Recebeu-nos para os trâmites habituais de hotel, e eu lhe comentei que havíamos acabado de chegar, num inusitado voo aterrissado à meia-noite quase. 

— “Então o senhor não pôde aproveitar a festa de réveillon?“, indagou-me o óbvio. Respondi-lhe que não teve como, a menos que fôssemos agora pegar o fim da festa, ao que ele respondeu que a esta altura já tinha terminado tudo.

— “E você, pôde aproveitar a festa?“, retornei-lhe a pergunta, um minuto depois.

— “Não, senhor…! [Nooo, sir!]”, retrucou-me ele quase em choro, em tom de quem havia perdido no palitinho e ficado responsável pela recepção do hotel em plena noite de réveillon.

Tem dessas. Amanhã seria um novo dia em Bangkok, e todo um novo ano se iniciava.

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Eu estava perto do Monumento à Democracia. O centro de Bangkok não havia mudado tanto assim.

Ano Novo, vida nova, atrações novas: O primeiro dia do ano em Bangkok

O albor de um novo dia

Acordei para aquele amanhecer gostoso que é Bangkok: calor, sol brilhante, céu azul, alguns pássaros na fiarada emaranhada dos postes que há nas ruas e, mais adiante, os sons de motores. Esse “mais adiante”, naturalmente, vai depender de o quanto você está perto das avenidas movimentadas. Eu estava um pouco para dentro.

Claro, tendo ido dormir quase às 4h da madrugada, não acordei ao amanhecer. Acordei só a tempo de não perder o café da manhã, que por sorte ia até as 11h. Lá eu reencontraria a cerimoniosa trupe de tailandeses sempre deferentes, atenciosos e que o cumprimentam com as mãos unidas como se estivessem em prece. Sinal de respeito.

Ao que saí naqueles corredores brancos e amarelos higienizados do hotel, dei-me conta de como a Ásia toda tem o mesmo cheiro. Deve ser o arroz, ou não sei, talvez hoje em dia os produtos de limpeza, mas acho que mesmo se eu fosse cego, perceberia onde estava.

Descemos ao café da manhã, onde no saguão ainda tocavam músicas americanas de Natal naquelas versões de pianinho de internet (não era exatamente Richard Clayderman). Já era janeiro, mas talvez eles aqui sejam tão tradicionais que as mantenham até o dia 6. Por ora, ainda ouvíamos Santa Claus is coming to town.

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Meu humilde hotel estes dias. Décor tradicional, mas com fechadura eletrônica nos quartos. Cores quentes, plantas mais adiante, e o ar úmido do Sudeste Asiático pela janela.

Ah, a Ásia, sempre boa de rever! Os seus interiores de ar moderno higienizado, eletrônico, on-line, de cores vivas e ambientes vivazes, sempre com gente. Reboliço a toda hora, todo momento, exceto — ou talvez inclusive — nos templos.

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Descendo no elevador, viam-se já os anúncios. Afinal, aqui é a Tailândia, lugar hiperturístico. Eu nem havia ouvido falar desta tal “Síndrome do Escritório” (Office syndrome), mas capaz que eu estivesse sofrendo um pouco dela e precisasse de uma massagem.

O café da manhã tailandês, e na Ásia em geral, sempre é uma refeição como um almoço. Não existe essa noção ocidental de que o desjejum é uma refeição diferenciada e menor — e está longe daquela coisa francesa e italiana de coisas doces de manhã.

Aliás, evite pela hora da morte os quitutes ocidentais que eles muitas vezes servem nestes bufês de café da manhã em hoteis na Ásia. Quase sempre, são tentativas escabrosas, sem referência e que podem deixar traumas profundos até no seu perispírito. Eu aqui neste hotel comi um croissant mal feito, mal assado, com gosto de margarina vagabunda e massa crua que eu terei dificuldade de esquecer. (“Superou” até os croissants de Feira de Santana). 

Servi-me portanto de arroz em abundância, macarrão frito, molhos bem-temperados e o que mais havia, ao que um quarteto de funcionários homens pareciam pouco dispostos para o trabalho neste 1º de janeiro de manhã. 

Ah, os sucos naturais também costumam ser outra cilada. Infelizmente, coisa natural de frutas na maior parte da Ásia ainda é uma dificuldade — mesmo nesta Ásia tropical, o que é um contrassenso. O orange juice no café da manhã se traduziria melhor por “suco laranja” que por “suco de laranja”. Tinha o gosto de uma Fanta espessa e sem gás, talvez como os mesmos aditivos químicos que o açucareiro dizia ter em baixa quantidade. 

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O açucareiro — com esta tia tailandesa risonha que parecia estar a nos trolar. Açúcar branco “especial”, “baixo em químicos” (Low chemical).
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A essência do Sudeste Asiático é que você pode ficar num lugar arrumadinho, e logo do lado de fora tem uma baguncinha camarada e bem autêntica. As pessoas são risonhas, calorosas.

Loha Prasat, o Castelo de Metal

Eu ainda me lembro da minha antiga orientadora de mestrado, uma canadense bem disposta, do tipo que acampa, que viajava com o marido e que muito tranquilamente me disse certa vez em Salvador que, sempre que chegava num país novo, passava as primeiras 24h descansando no hotel antes de começar a visitar qualquer coisa.

Faz quase 20 anos que ela me disse isso, e eu nunca esqueci. Deus me livre. Eu gosto de chegar já no ânimo da visita — se bobear, meu primeiro dia é até mais “aceso” que os demais. Então não foi surpresa que, tomados café (quer dizer, praticamente almoçados às 11h), tomamos logo rumo a visitar — a curta distância daqui — uma das atrações de Bangkok que eu não havia visto das outras vezes.

Loha Prasat, que literalmente quer dizer Castelo de Metal, é um grande templo budista piramidal de sete andares e 37 pináculos metálicos no telhado. No interior, dizem haver uma relíquia do Buda (isto é, uma parte do seu corpo, que pode ser um fio de cabelo, dente, etc., mas não está especificado). A edificação foi levantada no século XIX nos moldes de outras que dizem ter existido no Sri Lanka e na Índia na Antiguidade e que não existem mais. 

Oficialmente, ele é chamado de Wat Ratchanatdaram (Templo da Sobrinha Real). As versões aí divergem, se o rei o dedicou mesmo à sobrinha ou à neta. Seja como for, é um lugar bem fotogênico e bem tranquilo, longe das multidões que às vezes se encontram nas atrações mais famosas de Bangkok.

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Assim é o Loha Prasat, ou Castelo de Metal, um dos templos budistas mais sagrados de Bangkok, que conserva o que se considera ser uma relíquia do Buda no seu interior, no sétimo andar. São 37 pináculos de metal ao todo.
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Visto de longe.

Ficar no centro de Bangkok traz esta vantagem de ter tudo perto de si, a uma distância que se cobre a pé.

Eram, de onde eu estava, meros 10-15 minutos até o Loha Prasat, trajeto que entretanto fizemos na maciota, apreciando primeiro a simpática praça e o pavilhão feitos em homenagem a Rama III, o rei que ordenou a construção desse templo em 1846. 

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Boa tarde a vocês com esta cara de sono, com o Monumento à Democracia atrás e ali três pessoas na moto — imagem típica de Bangkok. (Às vezes são quatro ou até cinco.)
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Outra imagem típica de Bangkok são os monges circulando nos seus hábitos laranja sob os olhares interessados dos turistas ocidentais nestes bares e restaurantes.

Eu já adianto que estes bares e restaurantes com ar ocidentalizado servem uma comida também ocidentalizada, sem muita pimenta nem muito tempero — nem lá muito ar de Tailândia. Há lá quem queira esta coisa “nutella”.

Eu opto sempre pelo raiz, mas disso nós tratamos daqui a pouco.

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Pracinha bem arrumada no centro de Bangkok com canteiros e a vista para o Loha Prasat ali.
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Tailandeses em prece diante da figura do antigo rei Rama III (1788-1851).
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Pavilhão na formosa arquitetura tailandesa.
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Chegando ao imponente (e curioso) Loha Prasat nesta tarde fagueira do primeiro dia do ano em Bangkok.

Paga-se um preço módico de 20 bahts (o equivalente a €0,50 ou R$ 3,30) para entrar na estrutura, mas há também templos adjacentes que são de acesso livre neste complexo.

Por dentro, o Loha Prasat é relativamente básico. Não conta com grande enfeites nem decorações estonteantes. O seu esplendor é mesmo este externo.

O que se tem dentro são placas com lições ou conceitos budistas extraídos das suas escrituras e explicados aqui em tailandês e inglês.

Aos poucos, vai-se subindo por uma escada central até chegar ao lugar onde está entesourada a relíquia budista no ápice do templo. É bonito, como é bela também a vista de cá do alto.

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O interior do Loha Prasat é assim simples, com placas registrando lições ou conceitos das escrituras budistas.
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Nos andares superiores, têm-se imagens budistas assim pelos corredores.
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Os ímpios obtêm a sua força procurando defeitos nos outros.”
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Ao não se deixar enervar por alguém que está nervoso, você venceu a batalha não facilmente vencida.
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Há placas com cada um dos elementos do chamado Nobre Caminho Óctuplo, assim como das chamadas Quatro Bases da Potência (Iddhipada), e por aí vai. A densidade destes conceitos budistas é uma coisa quase kantiana.

Chanda, a primeira daquelas bases, é ali descrita como “aspiração, vontade, afeição, avidez por fazer algo com completa e sustentada atenção enquanto deseja dar o melhor de si para obter resultados cada vez melhores“. A pessoa que quiser ler todas pode passar uma boa hora aqui. Inegavelmente, a pessoa sai um tanto com vontade de aprender mais.

(Não à toa, a literatura corporativa adora pescar estes conceitos budistas e pervertê-los adaptá-los soltos para outro contexto muitas vezes orientado pela ganância. Deveria ser dito que fundamental para uma abordagem budista é o conceito de suficiência, de se contentar com aquilo que lhe basta.

um livro clássico, dos anos 70, do economista alemão E.F. Schumacher, cujo capítulo mais interessante é precisamente uma análise de como o sistema econômico seria distinto se seguisse preceitos budistas. Fica a recomendação de leitura, disponível aqui em português.)

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Onde está guardada uma relíquia de Buda lá no alto do templo.
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A vista para Bangkok cá do alto.
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Com os belos pináculos do Loha Prasat.
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Com o Loha Prasat visto de fora, já cá de baixo.
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O interior de um dos pavilhões budistas adjacentes, com imagens tanto de Buda quanto dos reis tailandeses, que aqui são reverenciados à moda antiga, como figuras sagradas.
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Outro dos pavilhões que espiei antes de seguir caminho.

Comidas de rua: O normal

Saídos do Loha Prasat lá pelas quatro da tarde naquela Bangkok que ainda parecia carregar um torpor de feriado, numa beleza quieta de tarde de verão, fomos comer. Não há horas nem horários a quem chega com jet lag à Ásia — talvez também por isso ela nos seja tão fantástica aos nossos olhos ocidentais.

Paramos numa barraca de rua, onde uma senhora de pele morena apertada (a palavra “preto”, que só existe em português e em nenhuma outra língua latina, vem da grafia antiga apretado, o mesmo que apertado, viu gente? A língua é uma coisa linda) mexia utensílios de vozinha veteranos de guerra, com um botijão de gás ali e dois rapazes, um dos quais parecia o sobrinho visivelmente contrariado de ter que trabalhar no 1º de janeiro na barraca da tia.

Estes muquifos servem das melhores comidas tailandesas que há — e não, eu e quem me acompanha nunca tivemos sequer uma vez um único problema de indigestão, pois nada é fresco nem vencido, nem guardado de um dia para o outro. Tudo passa e é esterilizado na flama quente e naquele óleo que samba gostoso com os temperos na panela da tia, a depois ser ajuntada uma rodela de limão ou ramos de coentro no seu prato.

Acompanhando tudo aquilo, uma água de coco no coco, ou uma coca-cola passível de vir em temperatura ambiente, pois lugar nenhum do mundo faz tanta questão de bebida gelada como o Brasil.

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Comida de rua na Tailândia, um pad thai de veras, macarrão de arroz no molho especial de tamarindo acompanhado de ovo mexido, amendoim triturado, camarão e uma rodela de limãozinho.
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Panela velha é que faz comida boa.

Como dizia Saint-Exupéry nos versos do Pequeno Príncipe: o essencial é invisível aos olhos. Você prefere o industrializado para evitar isto aqui, e acaba não vendo os aditivos químicos que depois vão lhe dar câncer. Eu fico com a comida da tia da barraca. (E, sim, a água de coco é melhor que a coca-cola; mas como dizia o Templo de Apolo em Delfos: tudo com moderação — até esta própria). 

Numa Bangkok que já começava a entardecer, e que o faz depressa como o restante dos trópicos (na Europa, o entardecer pode levar horas), seguimos um pouco a pé por aquelas ruas quietas e ermas, uma urbanidade precária de Sudeste Asiático num feriado.

…até que chegamos ao Wat Suthat, fundado pelo rei Rama I, uma delícia de templo, tornado mais agradável ainda por aquela serena hora do anoitecer. Aqui, terminaríamos este primeiro dia do ano.

Diante dele, a gangorra gigante de 21m de altura instalada em 1784. Não era para uso recreativo, mas para um tipo de cerimônia das colheitas. Entretanto, após uma série de acidentes fatais, desativaram o balanço, e ficou só o eixo. (Você aí imagine a altura que isso alcançava, com 21m de eixo.)

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Ruas do centro de Bangkok no feriado de 1º de janeiro ao entardecer.
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Um café ou outro aberto, na estética da Ásia do século XIX, como o tradicional Petit Peyton.
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Ao que chegamos a pé na praça onde se encontra o Wat Suthat e a gangorra gigante, do século XVIII.
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Esta gangorra imensa, de 21m, era usada para em rituais de celebração da colheita, com as pessoas a se balançarem lá no alto sobre uma plataforma de madeira amarrada ao alto por cordas. Até que acharam por bem desativá-la em 1935, após um excesso de quedas fatais.

A primeira noitinha do ano em Bangkok

Nem toda noitinha em Bangkok é noitada. As pessoas acham que é só festa, mas essa é a imagem clichê de Bangkok propagada pelos filmes norte-americanos.

É claro que, como toda cidade grande, há vida noturna no sentido de festas, boates etc. Eu próprio escrevi sobre isso aqui certa vez, quando fui dar umas voltas pela afamada Rua Khaosan (aqui pertinho).

Aos 30, eu estava curioso. Já agora aos 40, eu prefiro um jantarzinho com os amigos ou uma volta tranquila por um templo budista iluminado à noite. Tudo é Bangkok.

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A gostosa aura do templo Wat Suthat em Bangkok. Traduziria-se por algo como “Templo da Bela Vista”. Estrangeiros pagam 100 bahts (R$ 15) para entrar, mas vale a pena.

Wat Suthat é abreviação de Wat Suthat Thepwararam, templo dedicado à cidade celestial do deus Indra, da mitologia hindu e na cosmologia do budismo tailandês. Thepwararam quer dizer algo como “abrigo dos anjos”. Portanto, Templo da Bela Vista do Abrigo dos Anjos.

De fato, não sei se fui a outro lugar mais angelical em Bangkok. Quase vazio de turistas, este lugar — que é aos tailandeses dos templos mais importantes da cidade — tinha apenas algumas dezenas de pessoas ali circulando num clima que combinava oração, contemplação e passeio.

O céu azulado do anoitecer, escurecendo-se, contrastava com o dourado brilhante da arquitetura tailandesa e servia de pano de fundo para aqueles pavilhões altos e angulosos. 

No chão, liso, com plantas que lembravam bonsais, pagodes em miniatura e estátuas, circulávamos nós em paz sob varais de bandeirolas coloridas. Embora fosse muito, havia uma harmonia naquilo tudo.  

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O templo Wat Suthat Thepwararam, um dos mais importantes em Bangkok, Tailândia.
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Pagodes em miniatura e plantas que me lembravam bonsais no pátio ao redor deste pavilhão do templo.
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Alguns monges em vestes laranjas ali a circular.
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Um dos pavilhões, iluminado à noite. Vamos entrar.

Para entrar, como de hábito em todos os templos budistas tailandeses, é preciso retirar os sapatos. Eles, entretanto, deixam você ficar de meias. (Não é sempre o caso. Na China, eu já entrei de sapato e tudo; e em Myanmar, eles exigem que você retire até as meias dos pés.)

Às vezes, dava-me a impressão de estar deslizando, em vez de andando, de meias naquele chão liso. Dá uma sensação de pureza, limpeza.

No interior, imagens douradas de Buda, em altares por vezes bastante elaborados, com oferendas de flores frescas e de alimentos. Os alimentos vão desde frutas a coisas contemporâneas, como Fanta, biscoito etc.

É comum que não seja permitido permanecer de pé — é preciso assentar-se no chão ou em alguma cadeira. Não raro, há um monge ao microfone levando orações.

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Interior de um destes pavilhões do Wat Suthat. As paredes são repletas de ilustrações budistas, usadas para as parábolas, como tradicionalmente se fez com as passagens bíblicas nas igrejas cristãs.
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Um rico altar com oferendas e donativos. Note aqui os muitos pacotes de arroz.
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Detalhes desta imagem de Buda, das muitas que há.
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Muitas.

Algumas pessoas de alinhavam em parte do ambiente externo para tomar a bênção a um dos monges, e outros adquiriram — por um custo módico — uma série de moedas a serem despejadas uma em cada cumbuca de esmolas. 

A ideia é praticar o ato da doação repetidamente. A ênfase, portanto, está no exercício do ato, não no montante. É tido como algo auspicioso a se fazer no templo, como o católico que se serve de água benta, e parte também da atmosfera sacra do lugar. 

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Tigelinhas de moedas que você pode adquirir nos templos para depois ir jogando uma a uma nas cumbucas de esmolas que ficam ali.
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As cumbucas de esmolas dentro de um dos pavilhões. Você ouve o tlim-tlim-tlim das moedas caindo ao que as pessoas passam doando. O mais auspicioso é que haja 108 destas cumbucas, número considerado sacro no budismo. Os rosários budistas, tipicamente, tem 108 contas.
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Fieis tomando a benção aos monges no Wat Suthat.
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Eu ali.
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No espaço que ia se esvaziando conforme entrava a noite. Fica aberto até as 20h.

O que não deixou de ser engraçado foi quando o monge que estava coordenando as orações num dos templos precisou atender o celular. Daquelas coisas divertidas que o mundo nos oferece.

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“Mãe, pode ligar depois?”

Terminava assim, pacata, a minha primeira noitinha deste ano, o meu primeiro dia — em Bangkok, uma cidade sempre pulsante à sua maneira própria e interessante de rever. Eu reveria mais desta cidade nos próximos dias, atualizando-me sobre como está a Tailândia agora, revendo lugares e também amigos.

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O Wat Suthat à noite com seu balanço gigante em Bangkok.
Mairon Giovani
Cidadão do mundo e viajante independente. Gosta de cultura, risadas, e comida bem feita. Não acha que viajar sozinho seja tão assustador quanto costumam imaginar, e se joga com frequência em novos ambientes. Crê que um país deixa de ser um mero lugar no mapa a partir do momento em que você o conhece e vive experiências com as pessoas de lá.

One thought on “Bangkok, aqui me tens de regresso: Voltando à Tailândia após 10 anos

  1. Meu jovem, que maravilha !…
    Fascinante…
    Que espetáculo os templos… que riqueza…que arte magnifica!… impressionante esse acervo cultural e religioso…
    Belíssima!… estonteante!… Adorei!…Chama a atenção tanta beleza…
    Os templos são magníficos!… cada um mais belo do que o outro…deslumbrantes.
    Lindinhos os tuk-tuks uma graça…
    a cidade é bonita e agradável
    E que comida deliciosa… só de olhar dá água na boca, hahahaha e popular, ao alcance de todos… maravilha, meu jovem.
    Conheço a comida de rua tailandeza e posso assegurar que é uma das melhores do mundo… adoro.
    E é um povo simples, simpático, respeitoso e por ai vai.
    E parece pacíficos.
    Muito bonito e interessante o país…
    Adorei a postagem.
    Adoro a Ásia , a sua arte, a sua. cultura e sua culinária., e a sua religiosidade.
    O uso do coco me agrada sobremaneira,
    Uma beleza, a Tailândia… há locais belíssimos
    Quem conhece se apaixona.
    Maravilhosa…
    Valeu, meu jovem… linda, Bangkok…

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