You are here
Home > Grécia

O verdadeiro iogurte grego original: Puro “food porn”

O Brasil finalmente descobriu iogurte de verdade. (Esse era uma dos poucos alimentos que eu lamentava não encontrar de boa qualidade no Brasil, só aquela coisa rala e com sabor artificial.) Agora tudo mudou, o Brasil descobriu o "iogurte grego" e ele agora toma todas as geladeiras do país. Os outros logo sairão de circulação, pode apostar. Iogurte grego, na verdade, há muitos anos é "sensação" Ocidente afora. Ele nada mais é do que iogurte coado, tirado o soro do leite. Fica então a parte grossa, dando aquela consistência firme. Esse é um método tradicional de fazer iogurte muito comum pelo Oriente Médio e nos

Samos, a ilha natal de Pitágoras (e indo de ferry da Grécia à Turquia)

Naquele dia em que visitei a caverna ainda dei umas voltas em Patmos. Aproveitei para checar uns souvenirs (encontrei cópias do Livro do Apocalipse em não sei quantas línguas), e ver um pouco mais da ilha. É um lugar pacato, diferente de Santorini e das ilhas mais movimentadas. Aqui a maior parte dos visitantes são fieis fazendo turismo religioso (principalmente italianos), mas em outubro a alta estação já havia acabado. 
Falando nisso, programem-se para vir à Grécia assim em final de estação (setembro-outubro), pois os preços caem todos pela metade. Em maio, junho e julho é tudo o olho da cara

A Caverna do Apocalipse na Ilha de Patmos

"Eu, João, vosso irmão e companheiro nas tribulações, na realeza e na paciência em união com Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Num domingo, fui arrebatado em êxtase, e ouvi, por trás de mim, voz forte como de trombeta" (Apocalipse, 1: 9-10) Não era domingo, mas já eram 22h quando eu me encontrei no ferry saído de Syros. Era daqueles grandes, que levam carros, e novamente eu não tinha lugar de dormir. Circulei pelos corredores, havia restaurantes e tal, vesti o casaco e me deitei num pranchado de madeira no

Syros: tranquilidade numa ilha grega quase sem turistas

Terminada a minha estadia em Santorini, era hora de conhecer ilhas menos turísticas da Grécia. Hora de ver que nem todas as ilhas gregas são sinônimos de casinhas brancas contrastando com o mar azul. Há outras belezas no país. Eu rumava agora para a ilha de Syros, relativamente muito pouco visitada por turistas, e dali seguiria a Patmos (onde, segundo a tradição, João escreveu o Livro do Apocalipse, da Bíblia), e terminaria esta estadia na Grécia com Samos, a ilha onde o filósofo Pitágoras nasceu, antes de rumar à vizinha Turquia. Eu cheguei a Syros já nos meados da tarde, vindo de Santorini

Santorini, a rainha das ilhas gregas

Pense na Grécia. Se você não imaginou ruínas da Antiguidade (ou a crise econômica), o mais provável é que tenha pensado em casinhas brancas junto ao mar azul. Pois é, isso é Santorini. Santorini é talvez a mais clássica das ilhas gregas, aquela aonde você não pode deixar de ir. Muita gente pensa que todas as ilhas gregas têm esse jeitinho de casas brancas e telhados azuis, mas esse não é o caso. Apenas este grupo de ilhas, as chamadas Cíclades,  entre Atenas e Creta aqui no Mar Egeu, é que tem essa estética. E Santorini é a "rainha" delas, aquela aonde

A Ilha de Creta (Parte 3): Mar, praia e montanhas na Grécia (com surpresas)

Era manhã do meu dia final em Creta, após a chegada em Chania e um breve bordejo em Rethymno. O sol levantou-se cedo, como sempre nestas terras, pra mais um dia de calor sem nuvens. Hoje iríamos à praia: eu, minha amiga, e a mãe dela. Enquanto eu as esperava, Seu Stéphano, pai da minha amiga, me chamou. Como eu disse, ele é um sujeito simples, daqueles que gosta de um futebolzinho... e que faz uma fezinha na loto de vez em quando. Me chamou pra ajudar no bolão do jornal, prevendo resultados de jogos da semana de campeonatos europeus e, pasmem,

A Ilha de Creta (Parte 2): Ruas de Rethymno, o café grego, e almoço em família

Essa é a vista "básica" pela janela do ônibus, de Chania a Rethymno, numa manhã na Ilha de Creta. No final daquela mesma manhã em que cheguei a Chania, meu ônibus chegou a Rethymno [RÉ-thymno], uma cidade maior, do oeste de Creta, a 1h de distância de Chania. Lá um almoço em família já me aguardava — não da minha própria família, mas quem viaja sempre tem muitas famílias. 
Rethymno, como muitas cidades gregas, é aquela mistura de asfalto e pedra, aquelas pedras cor de areia que reluzem sob o sol e doem a vista. O suor já me descia pelas têmporas quando saí da rodoviária

A Ilha de Creta (Parte 1): Chegando a Chania com o ferry noturno de Piraeus

Chegada era a hora de zarpar pelas famosas ilhas gregas. Passadas Atenas, o interior montanhoso da Grécia, e as ruínas do Oráculo de Delfos, a minha próxima parada era a Ilha de Creta. Talvez a mais famosa de todas as ilhas gregas — e de longe a maior delas. Fica lá bem no sul da Grécia, e é a terra mais ao sul em toda a Europa (mapa abaixo). De Atenas a Creta é uma noite no navio. Acreditem: primeira vez que eu viajo de navio. Já estava na hora mesmo de incluir esse meio de transporte no meu currículo. Fui ao

Visitando as ruínas do Oráculo de Delfos na Grécia

Saímos no começo de tarde de Aráhova para ir, finalmente, a Delfos. Hoje, são ruínas nas montanhas do que foi o magnífico oráculo — famoso por todo o mundo grego antigo, e cuja lista de consulentes inclui nomes modestos como os de Sócrates, Nero, Cícero, e Alexandre o Grande. Hoje parece ser um lugar ainda mais isolado que era antes, onde praticamente só se chega de carro. Durante aproximadamente 1000 anos (ca. 700 a.C. - 389 d.C.) houve aqui um templo do deus Apolo, com uma chama que nunca se deixava apagar. A pítia, uma sacerdotisa na função de oráculo, falava sobre a vida e

Em Aráhova, pelas estradas e vilarejos de montanha na Grécia

Qual a probabilidade de você estar no interior da Grécia, procurando o Oráculo de Delfos, e se deparar com adesivo de campanha eleitoral brasileira numa mercearia e alguém de Piripiri, do interior do Piauí? 
Pois bem. Era uma bela manhã de sábado quando íamos eu e minha amiga grega Krystallenia de carro pela estrada, adentrando a Grécia. Café gelado no copo plástico dela (daqueles de milkshake do Bob's), como manda a religião, e eu só apreciando a paisagem: terra seca e montanhosa, com plantações de oliveiras aqui e ali. O destino: as ruínas do antigo Oráculo de Delfos, que fez profecias a

Atenas, Grécia

É começo de outono aqui na Europa. Deixei 13 graus em Amsterdã, e 31 me aguardavam em Atenas. Era chegada finalmente a hora de conhecer a Grécia. Do avião já se vê o mar azul da Grécia. E não é que é azul mesmo? E bota azul nisso. Chega dói. Não me perguntem o porquê; deve ser alguma mistura da química da água com, talvez, o fato de que o céu aqui quase sempre está sem nuvens. Também há poucas algas, e isso interfere. Do avião também se veem muitas montanhas. Que Suíça que nada, é a Grécia o país mais

Top