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Pelas ruas de Antananarivo: Mercadão e curiosidades da cultura de Madagascar

"Por que é que o Brasil perdeu daquele jeito?", me perguntou Mina do banco de trás do táxi. Por que? Ensaiei alguns comentários sobre tática, inexperiência, pressão e apagão, mas ela não parecia muito interessada na minha resposta. "Aqui estava todo mundo torcendo pelo Brasil. Aqui em Madagascar o povo é Brasil ou Argentina, mas quase todo mundo é Brasil".  "E as seleções da Europa?", perguntei eu. "Blargh!", respondeu ela fazendo careta, que eu pude ver olhando pra trás. Passados alguns segundos de silêncio, ela continuou: "Meu tio morreu por causa daquele jogo". Perguntei se ela estava zoando. "Não, é

Comidas, música e dança de Madagascar, em jantar com o presidente

Suazilândia, Madagascar, Senegal. Eu em excelente companhia africana. O meu dia começou com a cerimônia mensal de hasteamento da bandeira de Madagascar no Ministério da Agricultura. Deram-nos todos — eu e uns 40 africanos — chapéus de palha, e ficamos ali como agricultores ouvindo o microfone do ministro falhar. Sujeito simpático, o ministro. Fala espanhol, inclusive. Mas na ocasião ele optou pela língua nacional, o malagássy (ou malgaxe). Seu tradutor era uma figura sui generis: um malgaxe moreno escuro de seus quase 40 anos, cabelo liso curtinho, lábios finos, nariz de batata, com a cara feia de algum gnomo saído do Senhor dos Anéis, sempre

Era uma vez em Madagascar: Antananarivo e região

Madagascar, eis a ilha de verdade, cujo nome muitos conhecem apenas pelos filmes de animação. Há quem a chame de "o oitavo continente", já que 90% da fauna e flora desta ilha (do tamanho de Minas Gerais) é endêmica e, portanto, só existe aqui. Já outros são mais poéticos, e chamam Madagascar de a "ilha do amor", como aquela clássica música do Olodum — que sempre ensinou mais de História e cultura da África ao Brasil que o nosso ensino escolar eurocêntrico (relembre aqui).  
A natureza aqui pode muito bem ser fruto do amor de Deus, mas a miséria social é obra clara da falta

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