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Kuala Lumpur, Malásia: Passeando pela capital malaia e vendo de perto as Torres Petronas

Perdoem-me começar o post com uma mentira. Eu não amo K.L.. Eu gostei de algumas coisas da cidade, mas dizer que a amo seria falsidade. Fiquei instalado no centro da capital malaia, nos arredores de sua Chinatown. (Como eu já coloquei antes, não faltam chineses que vivem há séculos nestas proximidades do Estreito de Malacca.) Estamos numa megalópole de 7 milhões de habitantes em toda a região metropolitana, e — como você há de imaginar — esta metrópole de Terceiro Mundo tem seus altos prédios, luxuosos, mas também uma renca de pessoas pobres no chão e vizinhanças subdesenvolvidas. É uma cidade de

Indo de ônibus (ou trem) de Penang a Kuala Lumpur, Malásia

Passados alguns dias aqui na ilha de Penang, chegava a hora de seguir viagem à capital da Malásia, Kuala Lumpur (também conhecida como K.L.). Há trens e ônibus indo daqui para lá, mas os bilhetes de trem precisam ser comprados com antecedência. Não espere aparecer à estação e pedir "um para o próximo trem", como eu fiz. Naquele dia já estavam todos já lotados, e a moça do guichê me mandou para a rodoviária. Por sorte, ambas rodoviária e estação de trens ficam lado a lado. Você toma o ferry gratuito de Georgetown até elas, que ficam no continente. Coisa curta, de

Visitando o belo Kek Lok Si, o maior templo budista da Malásia

Era um dia nublado de chuviscos quando eu resolvi ir à Colina de Penang e, de lá, vir conhecer o Kek Lok Si, o maior templo budista de toda a Malásia. Ele fica em meio a colinas bastante verdes, entrecortadas por estradas, e com algo de urbanização desordenada (à là Terceiro Mundo) aparecendo aqui e ali. Você caminha pelas barracas que mostrei no post anterior e depois por umas beiras de estrada, mas nada muito longo. No total, é uma caminhada de seus 30-40 minutos separando a subida para a Colina de Penang e a entrada do templo. Você verá o

Em Penang Hill, Malásia: Conhecendo um templo hindu por dentro e comidas de rua

Depois de tanto circular por Georgetown, cidade histórica deste entreposto comercial e cultural que é a ilha de Penang, era hora de ver o que mais o lugar oferece. Fora da cidade, o lugar mais visitado aqui é Penang Hill, ou Colina de Penang, um ponto alto no centro da ilha, onde há vistas panorâmicas, um trenzinho, comidas de rua, e templos. Um programa bem família, que eu fui conferir. Normalmente, é melhor que você vá num dia claro, limpo, que lhe permita uma vista melhor sobre a cidade. Eu, no entanto, havia visto algo previsão de trovoadas nos dias seguintes

A curiosa arte de rua em Georgetown, Penang, Malásia

Aproveitando a deixa artística do post anterior (sobre a arte batik do Sudeste Asiático), chegou a hora de mostrar a vocês uma outra arte: a arte de rua de Georgetown, um dos grandes chamarizes turísticos da cidade. (Aí acima estou eu com dois simpáticos chilenos que encontrei em Penang.) É dessas coisas meio "Terceiro Mundo" que se permitem enfeitar nas mal-acabadas paredes das ruas do centro histórico de Georgetown. Turistas europeus, em especial, vêm muito aqui invejar a permissão que se dá à criatividade de rua, algo que eles não encontram tanto em seus ordenados países de origem. É arte simples

A bela e pouco conhecida arte “batik” do Sudeste Asiático, em Penang, Malásia

Eu já falei muito da presença chinesa aqui nos Estreitos de Malacca, da presença hindu tâmil, assim como também das presenças do budismo e do islã trazido por mercadores árabes e indianos. Nada disso é nativo. Daí você pode me perguntar: o que é realmente malaio? Somente o mérito de ser uma grande mistura? Não. Os malaios têm cultura própria, para além de serem um caldo multicultural. Uma das manifestações mais bonitas dessa cultura malaia, que eles compartilham com a vizinha Indonésia (que fala basicamente o mesmo idioma), é a arte batik. Ela se refere a uma forma de pintura

Georgetown, Penang, Malásia (Parte 4): Mansões coloniais e templos budistas birmanês e tailandês

[Continuação de Georgetown, Penang, Malásia: Onde as culturas chinesa, hindu, e malaia islâmica convivem, Georgetown, Penang, Malásia (Parte 2): Comidas, curiosidades e templos, e Georgetown, Penang, Malásia (Parte 3): No meio do povo nestas terras tropicais] Estas terras tropicais têm de tudo. Eu já havia visto bastante aqui em Georgetown, mas não tudo. Embora as culturas malaia, chinesa, e hindu tâmil sejam mesmo as dominantes nesta região dos Estreitos de Malacca (incluso em Singapura), há outras também. Dentre essas outras estão os birmaneses (do atual Myanmar, antiga "Birmânia") e tailandeses budistas que se instalaram aqui. Se você sentiu falta do budismo no pot-pourri de

Georgetown, Penang, Malásia (Parte 3): No meio do povo nestas terras tropicais

[Continuação de Georgetown, Penang, Malásia: Onde as culturas chinesa, hindu, e malaia islâmica convivem, e Georgetown, Penang, Malásia (Parte 2): Comidas, curiosidades e templos.] Pelas ruas da colorida Georgetown você encontra de quase tudo. Acho que já dei a entender isso mostrando a grande mistura de religiões aqui e alguns exotismos curiosos, como suco de noz-moscada. Era hora de ir mais a fundo na cidade, vendo mais dos seus tons, e não há maneira melhor de fazer isso que misturando-se ao povo. Após o meu religioso café da manhã chinês no boteco em frente ao meu albergue, hoje eu cruzaria com fundamentalistas islâmicos e

Georgetown, Penang, Malásia (Parte 2): Comidas, curiosidades, e templos

(Continuação de Georgetown, Penang, Malásia: Onde as culturas chinesa, hindu, e malaia islâmica convivem) Estamos em Georgetown, na ilha de Penang, Malásia, quase sob a linha do equador. É como acordar com aquela umidade do norte do Brasil, só que com cheirinho de incenso. Cedo os dois homens que geriam o albergue já haviam acendido o pequenino altar chinês de bons auspícios no chão, ao lado da recepção. O meu café da manhã era com os chineses. Perto do meu albergue, num boteco do outro lado da rua, chineses de todas as sortes reuniam-se nas mesas de bar de manhã para comer macarrão no

Georgetown, Penang, Malásia: Onde as culturas chinesa, hindu, e malaia islâmica convivem

Bem vindos à Malásia! Após andanças pela Coreia do Sul, era hora de um canto mais tropical da Ásia. Eu cheguei por uma das mais fascinantes cidades por onde já passei no mundo (e olhe que não foram poucas). Georgetown, na simpática ilha de Penang, Malásia, não impressiona por seus arranha-céus ou vida urbana moderna; na verdade, trata-se de uma cidade pequena. O que impressiona em Georgetown é um cosmopolitismo estabelecido de diferentes culturas asiáticas que convivem aqui há séculos: chineses, malaios, hindus, entre outros.  Eu já havia, em Sarajevo, escutado o sino da igreja e o chamado da mesquita ao mesmo tempo.

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