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Romênia com Transilvânia: Dicas de viagem, cidades a visitar, e o que fazer

Nem todos sabem que a Transilvânia fica na Romênia, ou que a Romênia tem mais para ver que apenas a Transilvânia. Estamos aqui na região dos Bálcãs Orientais, num dos países mais subestimados da Europa do ponto de vista turístico. Eu já vim 3 vezes à Romênia. Já morei com romenos e me satisfaço em ter muitos amigos aqui. É um país fascinante, culturalmente muito rico, e definitivamente pouco conhecido e subestimado pelos turistas mundo afora. Aproveitando-me dos 100 anos do país, faço aqui um breve balanço das minhas experiências na Romênia, e compartilho algumas dicas de lugares maravilhosos a conhecer. O

Timisoara, a mais elegante das cidades da Romênia

Timisoara bem possivelmente é a mais elegante de todas as cidades romenas. Aqui já não estamos mais na Transilvânia, mas no extremo oeste do país, quase fronteira com a Sérvia e a Hungria (ver mapa abaixo). Continua aquele pano de fundo histórico e arcabouço cultural da Europa Central, que detalhei anteriormente nas cidades transilvânicas (Brasov, Sighisoara, Cluj-Napoca, Sibiu), mas o ambiente de montanhas agora dá lugar às planícies e fazendas que caracterizam esta região de Banat. Eu chegava aqui de Sibiu num trem da madrugada que veio praticamente vazio. Era 1° de janeiro, e poucos pareceram dispostos a se juntar a

Réveillon em Sibiu, Saxões na Romênia e a Transilvânia barroca

Sibiu é possivelmente a cidade mais bonita que eu ainda não conhecia. Fundada no século XII como um entreposto comercial por imigrantes alemães — saxões, para ser mais exato —, Sibiu é um dos grandes centros da Transilvânia e talvez a mais bela cidade na Romênia. O que Sighisoara mostra da Transilvânia medieval dos tempos do Drácula, Sibiu revela da Transilvânia barroca, mais moderna, dos últimos séculos já sob domínio austríaco. Foi também onde eu escolhi passar este último réveillon. Era noite quando eu cheguei aqui, vindo de Cluj. Aquela, porém, ainda não era a noite do réveillon. Eu havia me dado a

Entre a Transilvânia de ontem e hoje na sua capital histórica, Cluj-Napoca (Romênia)

Eis ali no seu cavalo, diante da Catedral de São Miguel Arcanjo, o rei húngaro Matthias Corvinus (1443-1490). Estamos hoje, todavia, na Romênia, numa das cidades de nome mais curioso aonde já fui, Cluj-Napoca — lê-se como se escreve. Cluj, como é mais comumente chamada, foi a capital do Grande Principado da Transilvânia, uma entidade sob a coroa húngara e, mais tarde, austríaca. A cidade, como o restante da região, até hoje guardam aromas e vistas típicas da Europa Central, ainda que a Romênia não faça parte dessa região. Hoje, ela é a segunda maior cidade do país, após a capital Bucareste. Nos

Sighisoara, a pitoresca cidade medieval da Transilvânia onde teria nascido o Drácula

Bem vindos ao interior da Romênia no leste europeu; à Transilvânia, esta terra de natureza e heranças medievais bem conservadas, e que muitos creem nem existir de verdade. Existe, é composta por vales entre as Montanhas dos Cárpatos, colinas verdes, e belas cidades históricas. Delas, Sighisoara é talvez a mais pitoresca de todas. Eu chegava aqui vindo de Brasov, naqueles dias mágicos entre o Natal e o Ano Novo. Um inverno de zero grau pairava no ar, sob um céu nublado e uma névoa que dão certa magia à região. Inevitavelmente, quando se menciona "Transilvânia", quase todo mundo a associa imediatamente ao Conde

Viagens de trem na Romênia: O que esperar e como reservar online

A Romênia é um país com 22 milhões de habitantes e do tamanho da Espanha, com muita diversidade regional e lugares a conhecer. Portanto está longe de ser a viagem curta que é ir a outros países dos Bálcãs como Macedônia ou Kosovo, ou mesmo a países pequenos como a Bélgica e a Holanda. Nessa diversidade de riquezas culturais e naturais, a Romênia é um país que tem muito mais a oferecer do que a maioria dos brasileiros (e europeus) pensam, e viajar de trem aqui é parte da experiência. Como noutras partes da Europa, há uma densa malha ferroviária ligando as

Brasov (Transilvânia) no inverno e no Natal

Basta mostrar um castelo e falar "Transilvânia", e os ocidentais imediatamente pensam todos no Drácula. Calma, a Transilvânia tem bem mais que isso, nem é esse lugar macabro que muitos imaginam. Há, sim, uma atmosfera algo soturna, nebulosa, ajudada tanto pela natureza ainda preservada de matas e colinas verdes (ou algo brancas, no caso deste inverno) quanto pelas estruturas medievais pitorescas bem conservadas. Longe de malévolo, o ambiente é bem bonito, bucólico e até romântico.  Por exemplo, celebra-se muito bem o Natal aqui na Transilvânia. Pra quem não sabe, estamos no miolo da Romênia. O país é entrecortado pelos Cárpatos, montanhas

O subestimado centro histórico de Bucareste, Romênia

Voltar à Romênia é sempre divertido. Seu jeito bagunçado, que lembra em certa maneira o Brasil, junto com seu aroma balcânico, lhe dão um tempero especial nem sempre encontrado noutras partes da Europa. Bucareste, sua capital, está longe de ser a mais cotada da Europa. Em verdade, poucos europeus lhe fazem caso — a maioria acha a capital romena horrível, dotada como é com seus prédios cinzentos de inspiração soviética, e quase desprovida da beleza encontrada em outras capitais do leste europeu como Praga ou Budapeste. O que a maioria não se dá conta, contudo, é que Bucareste tem, sim, um centro histórico

Praias Romenas 2: Farofa, nudismo e rock n’ roll

Depois de alguns anos, estamos de volta à Romênia. Ah, terra de tão interessantes praias! Não tanto pela praia em si, que no Brasil temos melhor, mas pela muvuca. E cada uma tem uma muvuca à sua maneira. 
Meu destino este ano foi a praia de Vama Veche [Véke], uma das mais badaladas e preferidas dos jovens alternativos na Romênia. Cheguei aqui após duas breve noites na cinzenta — porém interessante — capital romena, Bucareste. (Pra quem perdeu a minha incursão anterior a este país, vejam aqui). Não é o clima que é cinzento em Bucareste, mas os prédios, quase todos herdados da época comunista

Praias romenas, trens quebrados, e ciganos

A Romênia é um destino mais interessante do que se imagina. Eu comecei minha visita por Bucareste, a capital, seguida da Transilvânia, a região mais interessante do país e repleta de lindas cidades históricas e belas paisagens naturais — além da história do Drácula pra atrair muitos turistas. Essas partes foram relatadas já há algum tempo, e eu nunca terminei. Mas agora finalmente chegou a hora. (Pra quem não conferiu ou quiser reler os anteriores: Chegando à Romênia: Bucareste, o Museu Satului e a Casa Poporului e A Transilvânia: Sinaia, Sishisoara e Brasov) A praia é um elemento indispensável na cultura romena. Quando a temperatura sobe, os romenos

A Transilvânia: Sinaia, Sighisoara, e Brasov (e, é claro, o Drácula)

Cá eu vim parar, na terra do Conde Drácula. Sim, a Transilvânia existe de verdade. Aqui viveu o príncipe Vlad o impalador, que inspirou a lenda do vampiro. Mas, ao contrário do que você pensa, a Transilvânia é um lugar lindo. Esqueça a escuridão dos filmes de terror: na Transilvânia o que você tem são florestas sobre as colinas e belas cidades medievais. Ah! Os castelos estão lá, sim, e são um primor. Seu Vlad e aqueles que o sucederam tinham bom gosto! 
Quem vem à Romênia tem de vir à Transilvânia. A região fica no centro da Romênia, envolta pelos Cárpatos,

Chegando à Romênia: Bucareste, o Museu Satului e a Casa Poporului

(Este post relata a minha primeira viagem a Bucareste. Para a minha visita mais recente, visite este outro post. Recomendo ler ambos. E, sim, os nomes romenos são engraçados assim mesmo como os do título.) Todo romeno é apaixonado pelo Brasil. Uma dessas coisas que a gente nem faz ideia, e que descobre de repente. A Romênia, apesar de estar no leste europeu, é um país latino, e a língua falada (o romeno) é parecido com o italiano. Eles tem um pouco daquele ar desconfiado típico do leste europeu ex-comunista, mas em geral são mais calorosos, engraçados, e — como os brasileiros — tem um certo

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