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Conhecendo Thimpu, a capital do Butão

Bem vindos a Thimpu. Se naquele jogo de saber os nomes das capitais dos países alguém o desafiar com o Butão, agora você já sabe sua capital qual é.  Thimpu, de apenas 115 mil habitantes, é uma cidade curiosa. Há prédios como em outras capitais do mundo, mas aqui eles todos seguem (por lei) a estética tradicional butanesa, com seus coloridos. Se culturas do mundo todo passaram a dar lugar à por vezes insípida arquitetura contemporânea de edifícios reluzentes sem personalidade cultural, essa personalidade no Butão se guardou. Não é igual aos outros lugares. É uma cidade também em construção. Apesar da

Entre campos de arroz, arquitetura butanesa e budismo tântrico em Punakha, Butão

De que o Butão é um país pitoresco, acho que já os convenci no post anterior. É algo que continuará em todas estas postagens. Mas o Butão também é rico de particularidades, curiosidades, seja o curioso Budismo tântrico, seja a sua arquitetura tradicional tão particular. Eu dormira em Punakha, um dos distritos mais visitados do país, e acordei no dia seguinte para uma manhã nublada. Eu, ambicioso, aproveitei-me de estar viajando sozinho — e, portanto, na minha própria velocidade — para fazer um programa intenso, com tudo o que fosse possível ver ou fazer. Nesta manhã, faria uma caminhada pelos arrozais até um

No Reino do Butão, país budista nos Himalaias

Bem vindos ao Reino do Butão, este país budista nos Himalaias. Uma das viagens mais memoráveis que já fiz. O Butão é o bucolismo rural e natural cada vez mais difíceis de encontrar na Ásia, saturada que está pela superpopulação e pela urbanização desordenada. No Butão, temos menos de um milhão de pessoas, que sequer estão concentradas na capital. Essa, Thimpu, possui apenas 1/7 da população do país, algo mais de 100.000 habitantes.  Os rios continuam limpos. Ver corredeiras ainda quase transparentes, da água gélida que desce dos Himalaias e aqui ganha breves tons esverdeados enquanto margeia as pedras, encheu-me de alegria.

O Mosteiro Kopan e Boudhanath: Espaços tibetanos em Katmandu, Nepal

Katmandu tem o agito e o bafafá que eu mostrei no post anterior, mas tem também seus cantos singelos. Muitos desses estão relacionados à presença tibetana aqui. Alguns dos mais belos locais de cultura tibetana fora do Tibete estão em Katmandu, a capital nepalesa. Sempre houve grandes trocas culturais através dos Himalaias, esta que é a maior cordilheira do planeta. Porém, quando a China invadiu em 1951 a terra do Dalai Lama, este fugiu para a Índia, mas foi cá no vizinho Nepal que muitos tibetanos se refugiaram. Parte da riqueza cultural do Nepal de hoje se deve a essa linda mistura,

Bordejos em Katmandu, Nepal: Templos, ruas loucas, e cultura tibetana

Olhe o horizonte. Calma, não se assuste demais com a muvuca das ruas. Estamos no Nepal, um dos países mais pobres da Ásia, mas também um dos mais belos. Pobreza e beleza estão aqui lado a lado. Aqui fica o famoso Monte Everest, maior montanha do mundo (a 8.848m); há lindas paisagens tanto rurais quanto naturais; e há ricas e milenares culturas dos Himalaias, a mais elevada cordilheira de montanhas da Terra. O Nepal acontece de ser onde o Buda nasceu (em 563 a.C.), e estando estrategicamente posicionado entre a Índia e o Tibet  (este atualmente na China) o Nepal também tem

Ulan Ude: Bem vindos à República da Buryatia, na Sibéria

Estamos de volta à Rússia, na Sibéria, num recanto que a grande maioria dos ocidentais sequer sabe que existe: a Buryatia. Nesta viagem eu aprendi que a Rússia está longe de ser homogênea, e que guarda muitas culturas regionais que nós ocidentais sequer imaginamos. A primeira vez que ouvi falar da Buryatia foi, curiosamente, numa loja de souvenirs no Canadá. Não, eles não estavam vendendo souvenirs russos por lá. O funcionário da loja ("100% quebequense", nas palavras dele próprio), no entanto, acontecia de ser uma daquelas pessoas de quem você nunca esquece. Era época de Natal na Cidade de Québec, e

Epílogo: Dias finais em Ulaanbaatar após tour pelo interior da Mongólia

O meu tour pelo interior da Mongólia havia durado 9 dias, passando por esculturais vales rochosos, pelo famoso Deserto de Gobi, e pelas paisagens verdes, amplas e repletas de rebanhos da Mongólia Central, além de um puxadinho em Karakorum, a histórica capital medieval dos mongóis. Agora, eu estava de volta à capital Ulaanbaatar. Poucos dias me separavam do meu próximo trem. Havia coisas que eu ainda não havia visto na cidade, especialmente o Mosteiro Gandantegchinlen, no centro da cidade; e significativamente, uma estátua do viajante latino Marco Polo. Eu não podia ir embora sem uma foto ali. O budismo na Mongólia é

Karakorum, a histórica capital da Mongólia na Idade Média (Tour dias 8 e 9)

À 7ª noite do nosso tour, chegamos a Karakorum, a histórica capital medieval dos mongóis. Já havíamos cruzado por dias as estepes da Mongólia na nossa kombi, as paisagens secas do Deserto de Gobi no sul do país, e mesmo as estepes verdejantes banhadas pelo Rio Orkhon na Mongólia Central. Agora era hora de um pouco (mais) de História e cultura neste nosso passeio. O nosso tour de 9 dias se completaria em breve, e estávamos já naquele misto de "o que falta ainda pra ver?" e uma vontade escondida de tomar um banho digno, deitar numa cama macia, e comer

Bem vindos à Mongólia e ao Gorkhi-Terelj National Park

Eis a Mongólia, um país de tão forte imagem medieval (dos tempos do conquistador Gêngis Khan) que a gente nem lembra que o país ainda existe, e poucos fazem ideia de como ele atualmente é. Estamos na Ásia Central; para nós, das menos conhecidas regiões do mundo. Aqui, os povos das estepes encontram-se espremidos entre as milenares influências chinesa, persa, e muitas outras. Pode parecer estranho falar em "espremido" nestas esparsas terras onde há menos de 2 pessoas por Km², mas cultural e politicamente é assim que os mongóis estão desde que os herdeiros de Gêngis Khan perderam as rédeas. Acompanhem-me aos

Singapura, a cidade-estado das três culturas: Chinesa budista, malaia islâmica, e tâmil hindu

Eis aí o leão, símbolo de Singapura. "Singa Pura" significa exatamente "Cidade Leão" em sânscrito. Desde a Antiguidade, mercadores indianos, chineses e malaios comerciam por esta região, passando aqui pelo Estreito de Malacca entre a ilha de Sumatra e a pontinha da península malaia, onde Singapura está (ver post anterior). Esta é uma localização comercial estratégica. Os portugueses necessariamente passavam por aqui para chegar até a China e o Japão, e depois os seguiram os holandeses e, por fim, os ingleses. Estes no século XIX precisavam necessariamente cruzar este estreito para vender ópio cultivado nas Índias aos chineses. Nos idos de

Visitando o belo Kek Lok Si, o maior templo budista da Malásia

Era um dia nublado de chuviscos quando eu resolvi ir à Colina de Penang e, de lá, vir conhecer o Kek Lok Si, o maior templo budista de toda a Malásia. Ele fica em meio a colinas bastante verdes, entrecortadas por estradas, e com algo de urbanização desordenada (à là Terceiro Mundo) aparecendo aqui e ali. Você caminha pelas barracas que mostrei no post anterior e depois por umas beiras de estrada, mas nada muito longo. No total, é uma caminhada de seus 30-40 minutos separando a subida para a Colina de Penang e a entrada do templo. Você verá o

Georgetown, Penang, Malásia (Parte 4): Mansões coloniais e templos budistas birmanês e tailandês

[Continuação de Georgetown, Penang, Malásia: Onde as culturas chinesa, hindu, e malaia islâmica convivem, Georgetown, Penang, Malásia (Parte 2): Comidas, curiosidades e templos, e Georgetown, Penang, Malásia (Parte 3): No meio do povo nestas terras tropicais] Estas terras tropicais têm de tudo. Eu já havia visto bastante aqui em Georgetown, mas não tudo. Embora as culturas malaia, chinesa, e hindu tâmil sejam mesmo as dominantes nesta região dos Estreitos de Malacca (incluso em Singapura), há outras também. Dentre essas outras estão os birmaneses (do atual Myanmar, antiga "Birmânia") e tailandeses budistas que se instalaram aqui. Se você sentiu falta do budismo no pot-pourri de

Em Gyeongju, cidade histórica no interior da Coreia do Sul

Cheguei de ônibus a Gyeongju, uma cidade histórica no sudeste da Coreia do Sul. Por nada menos que 1.000 anos ela foi a capital do Reino de Silla (57 a.C. - 935 d.C.), no tempo em que a Coreia ainda não era unificada. Ela chegou a ser a quarta maior cidade do mundo em sua época, um período que viu o budismo como religião oficial aqui. Hoje, eu cheguei esperando encontrar uma cidade histórica nos moldes das pequeninas cidades históricas europeias, mas na prática me deparei com o que mais parecia uma cidade-resort de montanha — com lojas modernas de marca, pessoas

Busan, no sul da Coreia do Sul, e o templo budista Haedong Yoggungsa à beira-mar

Bem vindos à segunda maior cidade da Coreia do Sul, após a capital Seul. Busan [às vezes pronunciado Pusan pelos coreanos] fica no litoral, e é uma cidade de médio porte com seus 3,5 milhões de habitantes na área metropolitana.  Cheguei num dia de sol após tomar o eficiente trem KTX desde Seul. Os trens coreanos são rápidos, confortáveis, e bem mais baratos que os japoneses (onde andar de trem é mais caro que avião). À praça da estação, um grande monumento em formato de polvo, um dos símbolos da cidade.  É uma cidade para quem gosta de (comer) frutos do mar.

Conhecendo Seul, Coreia do Sul (Parte 4): Visitando seus templos budistas

O budismo é uma das grandes religiões históricas na Coreia, junto com o cristianismo (sim), o confucionismo, e o xamanismo. No entanto, ao contrário do que você pode imaginar, o budismo na Coreia nunca foi dominante, e sempre encontrou forte competição. Ele aqui jamais atingiu o nível de aceitação que veio a encontrar na China ou no Japão, por exemplo. O budismo surge onde hoje são o Nepal e a Índia no século VI a.C., e chega à Coreia especificamente em 372 d.C. Até então, os coreanos eram predominantemente xamanistas (na verdade, ainda são), ou seja, veneravam espíritos da natureza e

Hong Kong: O Mosteiro Po Lin na montanha e o Grande Buda de Tian Tan, na Ilha Lantau

Uma das atrações mais fenomenais em Hong Kong é o Grande Buda de Tian Tan, numa das montanhas dos arredores da cidade. São 34m de bronze do Buda sobre uma flor de lótus, numa localidade cheia de verde e visível à distância. Tian, vocês já viram no post anterior, é o conceito chinês de "céu" ou "mundo espiritual". Tian Tan quer dizer "altar do céu", e este modela um templo budista do século XV em Pequim que leva esse nome. Caso você esteja admirado(a) de ver tanto verde numa metrópole densa como Hong Kong, vale saber que "Hong Kong" não é só a cidade

Bem vindos a Hong Kong: Entre prédios, templos e jardins no dia do aniversário de Buda

Bem vindos a Hong Kong, uma das grandes metrópoles mundiais. "Asia's Global City", eles aqui gostam de dizer, e sem dúvidas um dos maiores centros financeiros do planeta. (O banco HSBC, caso você não saiba, quer dizer Hongkong and Shanghai Banking Corporation.) Embora faça parte da China, Hong Kong oferece uma versão mais light do país. Trata-se de uma "região administrativa especial", com seu próprio controle de fronteiras, certa autonomia política e econômica, moeda própria (Hong Kong dollars), e sem os bloqueios e censuras de Pequim na Internet. Portanto, Facebook, YouTube e Google aqui funcionam. Além disso, não é necessário visto para vir visitar

Chiang Rai e o fabuloso templo branco “pop” Wat Rong Khun

Veja se o templo não parece saído de alguma fábula, encantador e ao mesmo tempo misterioso. O Wat Rong Khun, mais conhecido como "o Templo Branco", é o trabalho ainda em andamento de um artista tailandês contemporâneo, Chalermchai Kositpipat. Misturando elementos budistas e da cultura pop (você verá), esse senhor daqui da cidade de Chiang Rai diz que seu projeto só será concluído em 2070. Deve estar querendo ser o Gaudí asiático, cuja obra na Sagrada Família segue ainda décadas após a sua morte. 
Estamos no extremo norte da Tailândia, a poucas horas de viagem de Chiang Mai. Chiang Rai é

Visitando Chiang Mai, a cidade mais “cool” da Tailândia

Chiang Mai provavelmente é a cidade tailandesa favorita dos estrangeiros, o que é uma faca de dois gumes. O clima ameno do norte da Tailândia, seus templos, natureza ao redor, e ruas (bem) mais tranquilas que as de Bangkok dão o tom. Chegando lá logo sentimos o ar fresquinho, muito diferente do calor tropical úmido da capital. Por outro lado, há mais taxistas perguntando "Wé yu go?" na rua e restaurantes com preços e sabores "ajustados" para turistas. 
Na estação, você precisará tomar uma das caminhonetes vermelhas que servem de táxi na cidade. (Há táxis propriamente ditos, mas estes são mais caros. Já

Bangkok de dia: Os lindos templos budistas da Tailândia e o famoso Buda deitado

Bangkok é uma cidade que se transforma do dia para a noite. Durante o dia, temos uma cidade quente, moderna, de altos prédios reluzentes, combinada a uma de visível pobreza, com muitos mendigos na rua e casebres de madeira às margens do rio. Os lindos templos budistas são o que de mais belo há para se ver aqui nestas terras tropicais. O budismo tailandês sinceramente lhe proporciona um espetáculo difícil de superar por qualquer outro país. Vamos por partes. Primeiro, prepare-se para o calor. Bangkok é uma metrópole tropical, calor nível Rio de Janeiro ou Nordeste do Brasil. Mesmo no inverno

Nara, a primeira capital e o maior Buda do Japão

Nara é uma cidade bastante budista. Ela foi a primeira capital do Japão (710-794 d.C.), antes mesmo de Kyoto. Durante os anos 600 o Japão recebeu forte influência da China: administração centralizada, técnicas e estilos arquitetônicos, e também as filosofias confucionista e budista. A China estava experimentando uma era de ouro, de unidade e de muito desenvolvimento intelectual e organizativo com as dinastias Sui (581-618) e Tang (618-907), e muito disso se filtrou para o Japão. A corte imperial Japonesa assim empreendeu uma série de reformas (as chamadas "Reformas Taika") para consolidar seu poder central, adotando princípios de administração chinesa. Nara

Kyoto, Japão (Parte 3): Entre comidas japonesas e os bosques de bambu de Arashiyama, com o Pavilhão Dourado (Kinkaku-ji)

Naquela tarde em que encerramos a visita ao Pavilhão de Prata (Ginkaku-ji), fomos logo à rua comer. Os templos no Japão todos fecham às 4 ou 5h da tarde no inverno (normalmente, templos budistas se fecham ao pôr do sol). (Ver Kyoto, Japão: Jardins Zen, o Caminho do Filósofo, e o Pavilhão de Prata.) Brasileiros que acham que churrasquinho de beira de calçada só existe no Brasil estão enganadíssimos. Os japoneses ADORAM. Um de nós foi no churrasquinho (que, aqui, acredito eu não serem de gato), e todos fomos jantar num restaurante tradicional. No dia seguinte, iríamos ao lado oeste de Kyoto,

Kyoto, Japão (Parte 2): Os Jardins de Rocha Zen

Os Jardins de Rocha são uma das demonstrações mais curiosas da estética Zen. O Zen, como eu disse no post anterior, é uma vertente do budismo que enfatiza a meditação, o auto-controle e o auto-conhecimento. É muito popular no Japão há mais de um milênio (embora tenha surgido na China), e presente na maioria dos templos que se encontram em Kyoto. Nós conhecemos bem os jardins zen — aqueles ambientes japoneses com plantas, moinhos de bambu, pequenos lagos e muita tranquilidade no entorno de templos budistas (ver Kyoto, Japão: Jardins Zen, o Caminho do Filósofo e o Pavilhão de Prata). Os Jardins

Kyoto, Japão (Parte 1): Jardins zen, o Caminho do Filósofo, e o Pavilhão de Prata (Ginkaku-ji),

Após chegar a Kyoto no trem-bala japonês, o shinkansen, visitar à noite o bairro das gueixas e fazer uma caminhada no dia seguinte pelo Monte Kurama com direito a banho nu nas termas, era hora de finalmente conhecer mais da cidade. Kyoto é a cidade mais tradicional do Japão. Do ano 794 a 1868 ela foi a capital do país, a residência do imperador, até este ser transferido para Edo (rebatizada então de Tóquio, "capital do leste") àquele ano com a Restauração Meiji. Kyoto é, portanto, tudo aquilo que há de mais tradicional no Japão, aquele Japão "medieval" dos samurais,

Indo ao Monte Kurama e ao banho nu nas fontes termais

(Fico a me perguntar se alguém vai abaixar correndo a barra de rolagem pra ver se tem alguma foto de mim sem roupa. Não, não tem, sinto o desapontamento ;-)). Kyoto fica num vale, e é cercada por colinas verdes. A foto não me deixa mentir. Essas construções de arquitetura japonesa em meio à natureza são algo ímpar. Passam uma paz imensa. Na primavera é mais movimentado, porque milhões de deslocam para vir ver as cerejeiras em flor; mas no inverno é mais tranquilo, então a paz é maior. Você tem várias vezes o lugar só para si. Na verdade, eu acabei vindo visitar

Kamakura e o festival do arremesso de feijão

Era um belo domingo de sol, apesar de ser inverno. E não era um domingo qualquer: era dia de Setsubun, a festa anual do arremesso de feijão. Essa festa celebra o final do inverno e o começo da primavera — e, portanto, o começo de um novo ano. Nesse dia os japoneses lotam os templos para assistir a rituais, para beliscar comidas em barraquinhas montadas, ou simplesmente para saber a sorte (os japoneses ADORAM mexer com a sorte: adoram um joguinho de azar, amuletos protetores, ver as previsões para o futuro... essas coisas). 
E é claro que eu não ia ficar de fora. Minha sorte,

Indo ao templo no Japão: Xintoísmo e Budismo em Tóquio

Ir ao templo aqui no Japão é um programa muito mais corriqueiro que ir ao templo (à igreja) no Brasil. Excetuando-se alguma ocasião especial como os festivais, é algo bem casual: passear nos jardins, lavar as mãos na água sagrada, talvez acender um incenso, fazer uma prece diante do altar, e tirar um papelzinho da sorte. Parece uma espiritualidade pessoal de dia-dia (como no caso dos Celtas ou dos índios das Américas), mais do que uma religião instituída e organizada no caso das igrejas cristãs, do judaísmo ou do islã. 
Eu sempre fui fã do animismo japonês, e não podia ficar

Borobudur, o maior templo budista do mundo, na Ilha de Java (Indonésia)

No post anterior eu relatei a minha visita a Prambanan, o milenar complexo de templos hindus nos arredores de Yogyakarta, no centro da ilha de Java. Aquilo era um fim de dia. Na calorosa manhã tropical do dia seguinte, nós iríamos a Borobudur, um magnífico templo ainda mais antigo, desta vez budista. Ele acontece de ser o maior templo budista do mundo. Borobudur data de 800-825 d.C., e tem um conceito bem interessante. São nove plataformas formando uma espécie de pirâmide, e em cada uma delas há ilustrações esculpidas mostrando aspectos da vida de Buda e, em geral, da vida humana.

Conhecendo Sarnath (Índia), onde o Budismo começou

Siddhartha Gautama nasceu em Lumbini, hoje no Nepal, em meio às montanhas dos Himalayas, em 563 a.C. Esse príncipe de família nobre, ao ver o sofrimento humano dos pobres acometidos por doenças, pela velhice e pela morte, abandonaria sua herança material para dedicar-se à busca espiritual e tornar-se o Buddha (na língua pali, "o desperto"). O Buddha teve um papel fundamental na religiosidade mundial por ter sido o primeiro a fazer o ser humano olhar para dentro de si, em vez de para deuses lá fora, na busca pela transcendência espiritual. Numa época em que todos preocupavam-se sobremaneira com rituais, formalismos,

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