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Celebrando Midsommar: A festa junina do solstício de verão na Suécia

Quando o verão se aproxima, a Suécia entra em polvorosa, mas de modo diferente da maioria da Europa. Não se trata somente da chegada da estação mais calorosa depois de meses de tempo frio. Na Suécia, como em alguns outros países da Europa nórdica e báltica, se trata do maior evento do ano: Midsommar, a celebração do dia mais longo do ano, uma tradição milenar por aqui. Como estamos em elevada latitude, a duração dos dias varia bastante a depender da estação. É algo que pouco se vê nos trópicos, mas que faz toda a diferença aqui nas zonas temperadas do

Ballet Folclórico Mexicano no Palácio de Belas Artes da Cidade do México

O Palácio de Belas Artes da Cidade do México é um de seus prédios mais notáveis, teatro-maior da cidade com sua arquitetura do início do século XX em mármore branco de Carrara. Hoje é um ícone na grande praça Alameda Central onde jovens namoridos mexicanos agarram-se sem pestanejar.  Muitos turistas vêm fotografá-lo por fora; relativamente poucos entram para assistir a um espetáculo. Eu lhes recomendo fazê-lo, e talvez o melhor desses espetáculos não seja outro se não o Ballet Folclórico Mexicano. Esse é um grupo artístico fundado pela produtora Amalia Hernández em 1952, mui tradicional e que segue em atividade (sempre,

Konya (Turquia), Rumi e os “dervixes rodopiantes” (whirling dervishes): Na capital mundial do Sufismo

Estamos no interior da Turquia, a uma centena de quilômetros da Capadócia, no coração do planalto da Anatólia, essa península que constitui a maior parte do território turco hoje. Esta é uma das cidades mais antigas e tradicionais de todo o país. Konya é habitada há mais de 5 mil anos, desde 3.000 a.C., passando por muitos povos antigos de que hoje mal se ouve falar, como os cimérios ou os hititas. Alexandre, o Grande, a conquista dos persas em 333 a.C. e o nome grego de Ikonion ganha notoriedade — que se tornaria a Iconium dos romanos. (O engraçado é que o

Heiva, o festival de verão de danças e esportes no Taiti & Polinésia Francesa (com vídeos)

O Heiva provavelmente é o melhor festival de que você nunca ouviu falar. Ele é tão bom que vale a pena você programar a sua viagem ao Taiti na época dele. Mistura de Carnaval com Olimpíadas, o Heiva é um festival que acontece anualmente em julho desde o século XIX no Taiti e em outras ilhas aqui da Polinésia Francesa. Ele reúne competições de esporte (coisas curiosas, como levantar rochas pesadas, correr carregando cachos de bananas, entre outras coisas tradicionais e típicas daqui), cantos tribais, e — o que mais atrai o olhar do espectador — competições de dança. O negócio é fascinante. Eu me

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 3): Danças, tradições, cultura, e a origem da tatuagem

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 2): Descobrindo as comidas e as pessoas. Eu confesso que vim a Samoa essencialmente atraído por sua beleza natural. Praias, coqueiros, a brisa do mar. No entanto, rapidamente aprendi que essa não está por toda parte, como mentem os cartões postais. É preciso às vezes dirigir horas (numa terra sem transporte público de confiança) para chegar da cidade a um daqueles paraísos. Também aprendi que Samoa tem uma cultura pra lá de interessante, e sobre a qual eu quase nada sabia.  Num país essencialmente rural, insular, economicamente pobre, onde a maioria da população vive na subsistência

A dança do ventre no Cairo, na origem

O Cairo é muito mais do que apenas as pirâmides. A cidade é também o lugar mais tradicional de dança do ventre no mundo. A origem da dança do ventre não é clara. Há quem diga que ela surge no Egito Antigo, outros que falam em Mesopotâmia e Pérsia. O que é certo é que ela há séculos faz parte da cultura popular do Oriente Médio e de regiões adjacentes. Os árabes depois a desenvolvem, e sobretudo durante a época do Império Turco Otomano (1400-1917) ela ganha sobeja atenção na Europa — impressionada com aquela sensualidade, na sua onda "orientalista" da época do imperialismo

Irlanda: Primeiras impressões, regadas a música celta e dança irlandesa

"Good afternoon! How're you?", me perguntou a voz rápida e automática de uma das aeromoças (aerocoroas seria mais apropriado) da Aer Lingus, que mais pareciam as versões modernas das Bruxas de Salem, agora trabalhando na cia aérea nacional irlandesa. O nosso capitão mui irlandês se chamava John O'Connor, nome de protagonista de filme de ação (quase John Connor, o personagem de Exterminador do Futuro). Uma hora e meia depois da decolagem em Amsterdã, chegávamos a Dublin, a simpática capital da República da Irlanda. Um branco gordão, careca e com atitude de ogro — que parecia já saturado do que estava fazendo e nem olhou pra

Música andina, as Cholitas e o Carnaval boliviano

Esse chão de quadrados coloridos pode parecer saído de algum jogo eletrônico, mas é a bandeira histórica do povo Aymara, uma das principais etnias indígenas desta região dos Andes. Wiphala é o nome desta bandeira quadriculada de 7 cores, reconhecida desde a Constituição de 2008 como um dos símbolos do Estado Boliviano. (Não dá pra usar a palavra "nacional" corretamente aqui, pois a Bolívia se autodenomina um Estado Plurinacional, que abriga várias nações, vários povos de línguas e costumes diferentes, o que é verdade.) Você a verá balançando ao vento e muitos locais de La Paz. Nem sempre a disposição é assim no

Na Sapucaí vendo o maior espetáculo da Terra

Os colonizadores europeus feitos como carrancas num carro alegórico, no desfile campeão da Beija-Flor sobre a Guiné Equatorial. — "Já estamos há três semanas sem tirar folga", disse-me a moça do café no aeroporto, uma negra jovem, bonita, de sorriso limpo, com a bandana preta do uniforme e aquela cara de "fazer o quê?". — "E pode isso?" — "Acho que não..." Outros três, da periferia como ela, circulavam pra lá e pra cá enquanto ela me atendia. Dentre eles uma senhora pesada que suava no uniforme, calor do Rio de Janeiro no verão. — "Uai, o dono impede vocês de tiraram as folgas e isso fica assim? Vocês

Bali, Indonésia: Danças, praias, flores & templos à moda hindu local

Bali. Este é o destino da grande maioria dos turistas que vêm à Indonésia. Não é difícil entender o porquê: Bali parece uma mistura de Índia com Havaí, e mescla tanto religião e cultura quanto festas à beira da praia com guirlandas de flores no pescoço. 
Esta ilha, localizada a leste de Java (a principal da Indonésia), tem cerca de 150 x 100km de extensão, e uma série de pecularidades. No post anterior eu mencionei que a Indonésia, antes de se tornar islâmica, era hindu e budista. Pois então: os balineses nunca se converteram, e permanecem hinduístas até hoje. Mas é um hinduísmo diferente.

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