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Celebrando Midsommar: A festa junina do solstício de verão na Suécia

Quando o verão se aproxima, a Suécia entra em polvorosa, mas de modo diferente da maioria da Europa. Não se trata somente da chegada da estação mais calorosa depois de meses de tempo frio. Na Suécia, como em alguns outros países da Europa nórdica e báltica, se trata do maior evento do ano: Midsommar, a celebração do dia mais longo do ano, uma tradição milenar por aqui. Como estamos em elevada latitude, a duração dos dias varia bastante a depender da estação. É algo que pouco se vê nos trópicos, mas que faz toda a diferença aqui nas zonas temperadas do

Naadam: Festival nacional e “Olimpíadas” da Mongólia

Todo ano, os mongóis se reúnem para celebrar a sua nação em grande estilo.  Esqueça as paradas militares e essas coisas já batidas. Na Mongólia, a celebração se dá com festejos musicais, comilanças, e competições esportivas tradicionais (arco-e-flecha, corridas a cavalo, luta-livre, e outros jogos seculares dos mongóis). O Festival Naadam, como os mongóis o chamam, são olimpíadas que ocorrem todos os anos país afora. As datas exatas variam, e cada comunidade organiza o seu, o maior de todos sendo naturalmente o da capital Ulaanbaatar — embora eu depois fosse experimentar também os de pequeninas comunidades do interior, que tem o seu charme

Heiva, o festival de verão de danças e esportes no Taiti & Polinésia Francesa (com vídeos)

O Heiva provavelmente é o melhor festival de que você nunca ouviu falar. Ele é tão bom que vale a pena você programar a sua viagem ao Taiti na época dele. Mistura de Carnaval com Olimpíadas, o Heiva é um festival que acontece anualmente em julho desde o século XIX no Taiti e em outras ilhas aqui da Polinésia Francesa. Ele reúne competições de esporte (coisas curiosas, como levantar rochas pesadas, correr carregando cachos de bananas, entre outras coisas tradicionais e típicas daqui), cantos tribais, e — o que mais atrai o olhar do espectador — competições de dança. O negócio é fascinante. Eu me

Na Sapucaí vendo o maior espetáculo da Terra

Os colonizadores europeus feitos como carrancas num carro alegórico, no desfile campeão da Beija-Flor sobre a Guiné Equatorial. — "Já estamos há três semanas sem tirar folga", disse-me a moça do café no aeroporto, uma negra jovem, bonita, de sorriso limpo, com a bandana preta do uniforme e aquela cara de "fazer o quê?". — "E pode isso?" — "Acho que não..." Outros três, da periferia como ela, circulavam pra lá e pra cá enquanto ela me atendia. Dentre eles uma senhora pesada que suava no uniforme, calor do Rio de Janeiro no verão. — "Uai, o dono impede vocês de tiraram as folgas e isso fica assim? Vocês

Kamakura e o festival do arremesso de feijão

Era um belo domingo de sol, apesar de ser inverno. E não era um domingo qualquer: era dia de Setsubun, a festa anual do arremesso de feijão. Essa festa celebra o final do inverno e o começo da primavera — e, portanto, o começo de um novo ano. Nesse dia os japoneses lotam os templos para assistir a rituais, para beliscar comidas em barraquinhas montadas, ou simplesmente para saber a sorte (os japoneses ADORAM mexer com a sorte: adoram um joguinho de azar, amuletos protetores, ver as previsões para o futuro... essas coisas). 
E é claro que eu não ia ficar de fora. Minha sorte,

O meu dia-dia em família em Nova Délhi: Choques culturais na Índia, coisas de casa, e até aniversário de santo hindu

Moramos eu, Seu Bhalla & Dona Bhalla (os anfitriões, donos da casa), seus pequenos filhos (dois garotos de 6 e 9 anos), e Muskan, a jovem imigrante do oeste do país e empregada na cozinha, que estes dias teve um revertério e foi substituída por outra mais alegre, que chamamos de Didi (mas não é o nome dela). Somos a família feliz. Não, não é bem assim. Eu comentei nos posts anteriores que estou morando estas semanas na casa de uma família indiana, num bairro até bastante simples de Délhi. Tenho me surpreendido com uma série de coisas, e vivido outras de

Dilli Haat: Diversidade cultural, danças e compras em Délhi

"Unidade na diversidade", o lema que inspira a Índia desde o tempo em que os europeus ainda estavam em guerra entre si. Ele depois viria a ser adotado como mote, também, da União Europeia. A Índia como país é uma idéia que só virou realidade em 1947, com sua independência do Reino Unido. Mas se engana quem acha que, antes da chegada dos ingleses, havia aqui um país bonitinho, organizado, com pessoas que se amavam. Havia um conjunto de povos com aparências diferentes entre si, falando línguas diferentes, com religiões diferentes (islamismo, budismo, hinduísmo...), e que habitavam esta parte do continente

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