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Visto na chegada para brasileiros e imigração no Nepal: O procedimento e a experiência

Bem vindos ao Nepal, um dos países mais turísticos do Oriente. Estamos na Cordilheira dos Himalaias, a mais alta do mundo, entre a Índia e a China. Acabei de chegar, e nos posts seguintes relatarei a minha visita e experiência aqui.  Por ora, quero compartilhar informações sobre o procedimento e a experiência de obter o visto nepalês na chegada ao aeroporto de Katmandu, a capital. Brasileiros, assim como portugueses e outra centena de nacionalidades, não precisam solicitar visto antes de viajar ao Nepal. Basta vir. Isso se aplica tanto a vindas de avião quanto a entradas por terra, vindo de países vizinhos.

No trem da Sibéria (Rússia) à Mongólia: Paisagens e imigração

Viajar de trem pela Rússia é a experiência de uma vida. Suas longas estepes, estas planícies casadas com aquelas da Mongólia e do Cazaquistão, são chão por onde migraram um sem-fim de povos, passaram incontáveis mercadores, viajantes históricos como Marco Polo, e por onde as civilizações trocaram milênios de mercadorias e influências culturais através da Rota da Seda, que ia até a China. Hoje já não se usam mais caravanas, mas para cruzar essas distâncias estão aí os trens.  Embora os trens russos (e mongóis) não sejam de altíssima velocidade (e é até melhor que não sejam, pois fica mais idílico e

Chegando a Auckland, Nova Zelândia: Imigração e impressões

Prólogo: Imigração e alfândega Depois de voar 10h desde Singapura, chegava eu a este remoto país. A Nova Zelândia é tão longe que, mesmo saindo da Austrália, voar até aqui ainda leva 3-4h. A alfândega para entrar na Nova Zelândia é uma novela. Compreensivelmente, há uma preocupação grande quanto à biosegurança, pois estas ilhas tão remotas e de biodiversidade peculiar são muito vulneráveis a pestes e doenças trazidas de fora. No entanto, há um certo terrorismo exagerado: por toda parte, desde o formulário que você recebe pra preencher no avião, há “Multa instantânea de 400 dólares se você trouxer qualquer alimento e

Bem vindos a Seul: As minhas primeiras impressões na Coreia do Sul

Bem vindos a Seul, a capital sul-coreana que tantos brasileiros conhecem de nome, mas que bem poucos visitam. Por alguma razão, a Coreia do Sul não está costumeiramente na lista de turismo dos brasileiros. Claro, é longe pra caramba. Além disso, a Coreia não conta com o mesmo apelo cultural que temos pelo Japão — por toda a imigração japonesa no Brasil, exposição à cultura tradicional japonesa de muitas formas, etc. Curioso, porque a Coreia e o Japão são muito parecidos. (Meo deos! Jamais diga isso a um japonês ou a um coreano.)  O aeroporto internacional de Incheon, que serve Seul, é

Fazendo voo de conexão na China continental sem visto de trânsito: A experiência

Brasileiros podem ficar até 72h em trânsito na China continental sem visto. "China continental" (mainland China), pra quem estiver perdido, é o nome normalmente usado para referir-se à China propriamente dita, fora das regiões administrativas especiais de Hong Kong ou Macau, que gozam de certa autonomia e fronteiras próprias (pra não falar em Taiwan, que é soberana). Brasileiros podem visitar Hong Kong e Macau por até 90 dias sem visto. Já a China continental, não. Apenas por 72h, que foi o que eu fiz, meio sem querer. Meu voo de Hong Kong a Seul, na Coreia do Sul, foi pela Xiamen

Bem vindos ao Líbano: Imigração, informações gerais, e as primeiras impressões

Saído do Egito, cá estou eu no Líbano, o extremo oriente do Mar Mediterrâneo. Um país árabe, mas diferente dos outros. O mais liberal e "moderno" de todos, dizem. Contudo, a diferença principal é mesmo a religiosa. Enquanto os demais países árabes são majoritariamente muçulmanos, o Líbano é uma mistura de árabes cristãos de várias denominações (ortodoxos, maronitas, etc.), muçulmanos sunitas e muçulmanos xiitas (esses dois últimos são diferentes entre si, como seriam católicos e protestantes, e geralmente não se bicam).  O Líbano é uma bricolagem, um amálgama de grupos religiosos diferentes — muitas vezes inimigos — ajuntados e que concordaram em viver juntos num mesmo

Epílogo: Crônicas do Aeroporto do Cairo

Ah o aeroporto do Cairo!  Recomenda-se chegar com uma boa antecedência (3h) ao aeroporto do Cairo. Há vários controles de segurança, as filas podem ser grandes (e esculhambadas, com gente descaradamente passando à sua frente), e na real nunca se sabe o que pode acontecer. Semana passada alguém sequestrou um avião, um mês atrás houve uma bomba. Saiba também de qual terminal o seu voo sairá. E ainda assim há várias entradas, a depender da cia aérea. Eu comecei a formar fila atrás de uma turma à frente de uma porta (pois aqui no Oriente Médio há sempre que se passar as bagagens por

Chegando ao Cairo, Egito: Visto para brasileiros, imigração, e as primeiras impressões

[Atualizado em Nov 2017]. Egito, o mais antigo país continuamente em existência no mundo, muitos dizem. Um destino turístico por excelência, com muita coisa impressionantemente bem preservada. E aos que vieram até aqui para saber sobre o visto para brasileiros, saiba que a maior parte da informação na internet está desatualizada: É possível, sim, obtê-lo diretamente no aeroporto por US$ 25 [Informação atualizada em Ago 2017. O consulado pode dizer que você precisa tirar o visto antecipadamente, mas na realidade você continua podendo tirá-lo mais facilmente na chegada, no aeroporto.]. Leve os dólares consigo, de preferência a quantia exata. O

Irlanda: Primeiras impressões, regadas a música celta e dança irlandesa

"Good afternoon! How're you?", me perguntou a voz rápida e automática de uma das aeromoças (aerocoroas seria mais apropriado) da Aer Lingus, que mais pareciam as versões modernas das Bruxas de Salem, agora trabalhando na cia aérea nacional irlandesa. O nosso capitão mui irlandês se chamava John O'Connor, nome de protagonista de filme de ação (quase John Connor, o personagem de Exterminador do Futuro). Uma hora e meia depois da decolagem em Amsterdã, chegávamos a Dublin, a simpática capital da República da Irlanda. Um branco gordão, careca e com atitude de ogro — que parecia já saturado do que estava fazendo e nem olhou pra

Pelas ruas de Teerã: Aventurando-se no Irã/Pérsia

Cá estamos em Teerã, a capital iraniana de 12 milhões de habitantes. Última capital da Pérsia antes de ela mudar de nome para "Irã", e um dos grandes centros do Oriente Médio. Tráfego louco, mas boulevards bonitos e lindos jardins. Palácios persas de outrora lado a lado com prédios públicos onde figuram (por lei) as faces dos governantes da República Islâmica que o país se tornou desde 1979. Bem vindos ao Irã! Comecemos, devagar, por Teerã, que não é a melhor cidade iraniana a se visitar, mas é a capital e onde a minha aventura começou. 
Deixem-me dizer logo: as ruas

Mairon em Teotihuacán, no México

Teotihuacán, uma das mais impressionantes cidades antigas da Mesoamérica. Estamos no México, perto da capital. Teotihuacán é um sítio que precede até mesmo a cultura asteca. Trata-se das ruínas de uma antiga cidade indígena, datada do século I antes de Cristo. Diz-se que a cidade vingou ao longo de todo o primeiro milênio depois de Cristo, provavelmente com uma população de várias diferentes etnias indígenas da região. As ruínas estão surpreendentemente bem preservadas. As enormes pirâmides do sol e da lua continuam aqui, e é possível subir os seus íngremes degraus — o que eu fiz, mas não sem antes tomar uma

Era uma vez em Madagascar: Antananarivo e região

Madagascar, eis a ilha de verdade, cujo nome muitos conhecem apenas pelos filmes de animação. Há quem a chame de "o oitavo continente", já que 90% da fauna e flora desta ilha (do tamanho de Minas Gerais) é endêmica e, portanto, só existe aqui. Já outros são mais poéticos, e chamam Madagascar de a "ilha do amor", como aquela clássica música do Olodum — que sempre ensinou mais de História e cultura da África ao Brasil que o nosso ensino escolar eurocêntrico (relembre aqui).  
A natureza aqui pode muito bem ser fruto do amor de Deus, mas a miséria social é obra clara da falta

Pra cá de Marrakech: Bem vindos ao Marrocos

34 graus. Um calor da moléstia em Marrakech, como o brilho na minha testa aí não esconde. Estamos no final do inverno marroquino. Entre um parágrafo e outro, espio as moçoilas — brasileiras e estrangeiras — tomarem banho na piscina do nosso albergue, um belo casarão mouro escondido no meio da medina. 
Quando você sai do aeroporto e pega o ônibus em direção ao centro, parece que está viajando pelo sertão nordestino. Tudo é seco e cheio de pedregulhos. As casas cor de telha são pobres e as calçadas, quebradas. O solão encandeia a sua vista e, no ônibus, você começa a suar.

Banzai! Chegando ao Japão: Imigração e o Primeiro Dia

Bem vindos ao Japão! Há muitos anos eu queria vir pra cá, e finalmente a chance chegou. Estarei aqui durante quase um mês participando de um evento na Universidade das Nações Unidas esta semana, e passeando em seguida. Não faltam coisas a ver nem a contar. O que nestes primeiros dias eu já percebi é que o que a gente sabe sobre o Japão no Brasil é a mera ponta do iceberg. 38 graus devia ser a temperatura... da minha febre quando eu embarquei no avião. Peguei uma gripe em Amsterdã, das que sempre circulam naquela cidade molhada, depois de uma

Rumo à Bielorrússia, a última ditadura da Europa

Eu acho que poucos brasileiros sequer sabem que esse país existe. A Bielorrússia é um dos países mais fechados do mundo. Foi "sorte" eu ter conseguido vir aqui, embora não tenha sido nada fácil. Como mostra o mapa ali ao lado, entre a Polônia e a Rússia no leste europeu está a Bielorrússia — às vezes escrito "Belarus", mas que os bielorrussos leem biéla-rus, e não "Belárus" como às vezes fazem erradamente os ocidentais. Bela [biéla] em russo e bielorrusso (línguas bem parecidas) significa "branco", então o nome do país quer dizer Rus branca, um nome medieval de séculos antes de haver a Rússia moderna. Portanto, a ocasional tradução como "Rússia

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