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Uzbequistão: Visto para brasileiros (ou portugueses) e a experiência da imigração

Como o Uzbequistão está se tornando uma "bola da vez" no turismo mundial, resolvi fazer este post introdutório dedicado exclusivamente à questão do visto, à minha experiência imigratória, e às dicas para a chegada no aeroporto. MUITO mudou recentemente. A maioria do que está na internet de antes de 2019 já está defasado em relação a esse tipo de informação, então vale a pena tomar nota. Eu leio até hoje no TripAdvisor, na WikiTravel e na WikiVoyage relatos de pessoas se empurrando na fila do controle de passaporte, formulários de imigração, etc. etc. Isso pode muito bem ter sido a

O Quirguistão, “a Suíça da Ásia”, e sua capital Bishkek

O Quirguistão é por vezes apelidado de "a Suíça da Ásia Central", por suas montanhas, lagos e picos nevados que se veem desde as cidades. É um lugar cada vez mais procurado por trilheiros europeus e outros turistas. Visto livre para brasileiros. PRÓLOGO: A IMIGRAÇÃO Desembarquei numa manhã de sol no Aeroporto Internacional de Manas, na capital quirguiz Bishkek. Como não há tubos, você caminha pela pista do aeroporto até entrar no saguão de chegadas. Ao contrário do que dizem sites pela internet (inclusive alguns oficiais), brasileiros NÃO precisam de visto para visitar o Quirguistão por até 60 dias como turistas. Ouvi

Visto na chegada para brasileiros e imigração no Nepal: O procedimento e a experiência

Bem vindos ao Nepal, um dos países mais turísticos do Oriente. Estamos na Cordilheira dos Himalaias, a mais alta do mundo, entre a Índia e a China. Acabei de chegar, e nos posts seguintes relatarei a minha visita e experiência aqui.  Por ora, quero compartilhar informações sobre o procedimento e a experiência de obter o visto nepalês na chegada ao aeroporto de Katmandu, a capital. Brasileiros, assim como portugueses e outra centena de nacionalidades, não precisam solicitar visto antes de viajar ao Nepal. Basta vir. Isso se aplica tanto a vindas de avião quanto a entradas por terra, vindo de países vizinhos.

No trem da Sibéria (Rússia) à Mongólia: Paisagens e imigração

Viajar de trem pela Rússia é a experiência de uma vida. Suas longas estepes, estas planícies casadas com aquelas da Mongólia e do Cazaquistão, são chão por onde migraram um sem-fim de povos, passaram incontáveis mercadores, viajantes históricos como Marco Polo, e por onde as civilizações trocaram milênios de mercadorias e influências culturais através da Rota da Seda, que ia até a China. Hoje já não se usam mais caravanas, mas para cruzar essas distâncias estão aí os trens.  Embora os trens russos (e mongóis) não sejam de altíssima velocidade (e é até melhor que não sejam, pois fica mais idílico e

Chegando a Auckland, Nova Zelândia: Imigração e impressões

Prólogo: Imigração e alfândega Depois de voar 10h desde Singapura, chegava eu a este remoto país. A Nova Zelândia é tão longe que, mesmo saindo da Austrália, voar até aqui ainda leva 3-4h. A alfândega para entrar na Nova Zelândia é uma novela. Compreensivelmente, há uma preocupação grande quanto à biosegurança, pois estas ilhas tão remotas e de biodiversidade peculiar são muito vulneráveis a pestes e doenças trazidas de fora. No entanto, há um certo terrorismo exagerado: por toda parte, desde o formulário que você recebe pra preencher no avião, há “Multa instantânea de 400 dólares se você trouxer qualquer alimento e

Bem vindos a Seul: As minhas primeiras impressões na Coreia do Sul

Bem vindos a Seul, a capital sul-coreana que tantos brasileiros conhecem de nome, mas que bem poucos visitam. Por alguma razão, a Coreia do Sul não está costumeiramente na lista de turismo dos brasileiros. Claro, é longe pra caramba. Além disso, a Coreia não conta com o mesmo apelo cultural que temos pelo Japão — por toda a imigração japonesa no Brasil, exposição à cultura tradicional japonesa de muitas formas, etc. Curioso, porque a Coreia e o Japão são muito parecidos. (Meo deos! Jamais diga isso a um japonês ou a um coreano.)  O aeroporto internacional de Incheon, que serve Seul, é

Fazendo voo de conexão na China continental sem visto de trânsito: A experiência

Brasileiros podem ficar até 72h em trânsito na China continental sem visto. "China continental" (mainland China), pra quem estiver perdido, é o nome normalmente usado para referir-se à China propriamente dita, fora das regiões administrativas especiais de Hong Kong ou Macau, que gozam de certa autonomia e fronteiras próprias (pra não falar em Taiwan, que é soberana). Brasileiros podem visitar Hong Kong e Macau por até 90 dias sem visto. Já a China continental, não. Apenas por 72h, que foi o que eu fiz, meio sem querer. Meu voo de Hong Kong a Seul, na Coreia do Sul, foi pela Xiamen

Bem vindos ao Líbano: Imigração, informações gerais, e as primeiras impressões

Saído do Egito, cá estou eu no Líbano, o extremo oriente do Mar Mediterrâneo. Um país árabe, mas diferente dos outros. O mais liberal e "moderno" de todos, dizem. Contudo, a diferença principal é mesmo a religiosa. Enquanto os demais países árabes são majoritariamente muçulmanos, o Líbano é uma mistura de árabes cristãos de várias denominações (ortodoxos, maronitas, etc.), muçulmanos sunitas e muçulmanos xiitas (esses dois últimos são diferentes entre si, como seriam católicos e protestantes, e geralmente não se bicam).  O Líbano é uma bricolagem, um amálgama de grupos religiosos diferentes — muitas vezes inimigos — ajuntados e que concordaram em viver juntos num mesmo

Epílogo: Crônicas do Aeroporto do Cairo

Ah o aeroporto do Cairo!  Recomenda-se chegar com uma boa antecedência (3h) ao aeroporto do Cairo. Há vários controles de segurança, as filas podem ser grandes (e esculhambadas, com gente descaradamente passando à sua frente), e na real nunca se sabe o que pode acontecer. Semana passada alguém sequestrou um avião, um mês atrás houve uma bomba. Saiba também de qual terminal o seu voo sairá. E ainda assim há várias entradas, a depender da cia aérea. Eu comecei a formar fila atrás de uma turma à frente de uma porta (pois aqui no Oriente Médio há sempre que se passar as bagagens por

Chegando ao Cairo, Egito: Visto para brasileiros, imigração, e as primeiras impressões

[Atualizado em Nov 2017]. Egito, o mais antigo país continuamente em existência no mundo, muitos dizem. Um destino turístico por excelência, com muita coisa impressionantemente bem preservada. E aos que vieram até aqui para saber sobre o visto para brasileiros, saiba que a maior parte da informação na internet está desatualizada: É possível, sim, obtê-lo diretamente no aeroporto por US$ 25 [Informação atualizada em Ago 2017. O consulado pode dizer que você precisa tirar o visto antecipadamente, mas na realidade você continua podendo tirá-lo mais facilmente na chegada, no aeroporto.]. Leve os dólares consigo, de preferência a quantia exata. O

Irlanda: Primeiras impressões, regadas a música celta e dança irlandesa

"Good afternoon! How're you?", me perguntou a voz rápida e automática de uma das aeromoças (aerocoroas seria mais apropriado) da Aer Lingus, que mais pareciam as versões modernas das Bruxas de Salem, agora trabalhando na cia aérea nacional irlandesa. O nosso capitão mui irlandês se chamava John O'Connor, nome de protagonista de filme de ação (quase John Connor, o personagem de Exterminador do Futuro). Uma hora e meia depois da decolagem em Amsterdã, chegávamos a Dublin, a simpática capital da República da Irlanda. Um branco gordão, careca e com atitude de ogro — que parecia já saturado do que estava fazendo e nem olhou pra

Pelas ruas de Teerã: Aventurando-se no Irã/Pérsia

Cá estamos em Teerã, a capital iraniana de 12 milhões de habitantes. Última capital da Pérsia antes de ela mudar de nome para "Irã", e um dos grandes centros do Oriente Médio. Tráfego louco, mas boulevards bonitos e lindos jardins. Palácios persas de outrora lado a lado com prédios públicos onde figuram (por lei) as faces dos governantes da República Islâmica que o país se tornou desde 1979. Bem vindos ao Irã! Comecemos, devagar, por Teerã, que não é a melhor cidade iraniana a se visitar, mas é a capital e onde a minha aventura começou. 
Deixem-me dizer logo: as ruas

Mairon em Teotihuacán, no México

Teotihuacán, uma das mais impressionantes cidades antigas da Mesoamérica. Estamos no México, perto da capital. Teotihuacán é um sítio que precede até mesmo a cultura asteca. Trata-se das ruínas de uma antiga cidade indígena, datada do século I antes de Cristo. Diz-se que a cidade vingou ao longo de todo o primeiro milênio depois de Cristo, provavelmente com uma população de várias diferentes etnias indígenas da região. As ruínas estão surpreendentemente bem preservadas. As enormes pirâmides do sol e da lua continuam aqui, e é possível subir os seus íngremes degraus — o que eu fiz, mas não sem antes tomar uma

Era uma vez em Madagascar: Antananarivo e região

Madagascar, eis a ilha de verdade, cujo nome muitos conhecem apenas pelos filmes de animação. Há quem a chame de "o oitavo continente", já que 90% da fauna e flora desta ilha (do tamanho de Minas Gerais) é endêmica e, portanto, só existe aqui. Já outros são mais poéticos, e chamam Madagascar de a "ilha do amor", como aquela clássica música do Olodum — que sempre ensinou mais de História e cultura da África ao Brasil que o nosso ensino escolar eurocêntrico (relembre aqui).  
A natureza aqui pode muito bem ser fruto do amor de Deus, mas a miséria social é obra clara da falta

Pra cá de Marrakech: Bem vindos ao Marrocos

34 graus. Um calor da moléstia em Marrakech, como o brilho na minha testa aí não esconde. Estamos no final do inverno marroquino. Entre um parágrafo e outro, espio as moçoilas — brasileiras e estrangeiras — tomarem banho na piscina do nosso albergue, um belo casarão mouro escondido no meio da medina. 
Quando você sai do aeroporto e pega o ônibus em direção ao centro, parece que está viajando pelo sertão nordestino. Tudo é seco e cheio de pedregulhos. As casas cor de telha são pobres e as calçadas, quebradas. O solão encandeia a sua vista e, no ônibus, você começa a suar.

Banzai! Chegando ao Japão: Imigração e o Primeiro Dia

Bem vindos ao Japão! Há muitos anos eu queria vir pra cá, e finalmente a chance chegou. Estarei aqui durante quase um mês participando de um evento na Universidade das Nações Unidas esta semana, e passeando em seguida. Não faltam coisas a ver nem a contar. O que nestes primeiros dias eu já percebi é que o que a gente sabe sobre o Japão no Brasil é a mera ponta do iceberg. 38 graus devia ser a temperatura... da minha febre quando eu embarquei no avião. Peguei uma gripe em Amsterdã, das que sempre circulam naquela cidade molhada, depois de uma

Rumo à Bielorrússia, a última ditadura da Europa

Eu acho que poucos brasileiros sequer sabem que esse país existe. A Bielorrússia é um dos países mais fechados do mundo. Foi "sorte" eu ter conseguido vir aqui, embora não tenha sido nada fácil. Como mostra o mapa ali ao lado, entre a Polônia e a Rússia no leste europeu está a Bielorrússia — às vezes escrito "Belarus", mas que os bielorrussos leem biéla-rus, e não "Belárus" como às vezes fazem erradamente os ocidentais. Bela [biéla] em russo e bielorrusso (línguas bem parecidas) significa "branco", então o nome do país quer dizer Rus branca, um nome medieval de séculos antes de haver a Rússia moderna. Portanto, a ocasional tradução como "Rússia

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