You are here
Home > Posts tagged "Melanésia"

Nova Caledônia: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Depois de relatar as várias histórias da minha viagem pela Nova Caledônia, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem gostaria de visitar o país. O que mais gostou. Da natureza, sobretudo à beira-mar. A Nova Caledônia é um lugar "Classe A" onde fazer snorkel e ver a vida marinha. Ela tem a segunda maior barreira de corais do mundo (após a australiana) e recantos lindos, como a Ilha dos Pinheiros (Île des Pins). Visita obrigatória. A Ilha dos Pinheiros, sem dúvida. Um lugar pitoresco, mágico, um paraíso a ser visitado por quem vem tão longe. O que não

Na Ilha do Farol Amédée (Nova Caledônia): Vistas, snorkel e vida marinha

Estamos na Nova Caledônia, território ultramarino francês na Oceania. Já relatei as minhas experiências pela capital Nouméa e na linda Ilha dos Pinheiros. Agora era hora de conhecer mais da vida marinha deste lugar e, pura e simplesmente, curtir a praia. Quando eu fui à praia de Nouméa, fui atendido na loja por uma travesti. Eva, da cor do pecado, se descrevia como "taitiana-chinesa" (tahitienne-chinoise), e morria de empolgações pelo Brasil. Eu buscava um passeio a algum lugar interessante onde eu pudesse ir à praia — e, de preferência, fazer um snorkel (aquele mergulho de superfície com máscara) também. A minha escolha foi

A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), Nova Caledônia: Um paraíso na Terra

Quando você viaja muito, já não se impressiona mais tão facilmente com as coisas. Alguém lhe fala de um café ma-ra-vi-lho-so, e você já tomou vários que são melhores. Ou uma igreja linda, mas você já viu tantas. Claro que cada coisa tem sua beleza, cada coisa tem seu sabor particular a ser apreciado, mas já é mais difícil ocorrer aquele "Uau!". Ainda assim, volta e meia você se depara com lugares que elevam os seus parâmetros a outro nível. A Ilha dos Pinheiros (Île des Pins), na Nova Caledônia, foi um desses. A cerca de 100 Km da ilha principal,

Nova Caledônia, departamento francês no Oceano Pacífico: Histórias de uma colônia do século XXI

(Este é um post longo. Eu poderia tê-lo fragmentado, mas optei por preservar o todo.) Parece até a Catedral de Notre-Dame à beira-mar. Estamos na Nova Caledônia, um departamento ultramarino francês bastante longínquo da "metrópole", como eles ainda chamam. Às vezes nem parece que estamos no século XXI. Até aqui vocês me acompanharam por nações independentes na Oceania, países onde há uma certa precariedade material, grande presença de australianos e neozelandeses (tanto turistas quanto missionários vindo ganhar almas para suas igrejas fundamentalistas), e dominância do inglês como segunda língua. Já nas posses da França na Oceania — que ela nunca libertou — a banda toca

Vanuatu, Oceania: Dicas de viagem, lugares para ver, e o que fazer

Depois de relatar em detalhes a minha viagem por Vanuatu, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem gostaria de visitar o país. O que mais gostou. Da natureza indomada. Este é um arquipélago grande, de ilhas separadas por centenas de Km, e pouco habitada. Há muito de natureza deixada quieta — praias, rios, florestas, e até vulcões. Isso me fascinou. Faz você o mundo de antes dos grandes impactos ambientais humanos. Visita obrigatória. Alguma vila tradicional, seja autêntica, seja de espetáculos culturais para apresentar a cultura de Vanuatu aos visitantes. Uma ou outra, não vá embora só conferindo a

A Praia de Champanhe (Champagne Beach), Turtle Bay, Towoc e outros refúgios naturais em Espíritu Santo, Vanuatu

Chegou a hora de ir a belas praias remotas, a lugares quietos da natureza (onde parece não andar ninguém), e de ver como encerrei o meu passeio aqui em Vanuatu. Hora de subir a costa nordeste desta Ilha do Espíritu Santo. Eu havia chegado podre da trilha da Millennium Cave quando Marie, a dona da pensão, me disse que haveria um casal de hóspedes australianos subindo de carro na mesma direção que eu no dia seguinte. O meu plano original era ir na caminhonete coletiva com o povão atrás, mas uma carona sempre vem a calhar. Só esqueci que não estava no

Fazendo a Millennium Cave em Vanuatu: Trilha, caverna, e rio na floresta

Não é todo dia que eu entro num passeio onde uma das principais recomendações é "ir com uma roupa que você não vai querer mais". Passei um bom tanto da tarde anterior pelas lojas de chineses para comprar uma bermuda vagabunda, e custou-me selecionar qual camisa seria "sacrificada". Um dos lugares mais populares de Vanuatu entre os turistas é a Millennium Cave, uma caverna (re)descoberta no ano 2000 na ilha de Espíritu Santo. ("Re" porque grandes quantidades de população aqui da Oceania morreu de doenças contagiosas quando os europeus vieram aqui entre 1600-1800, tal como já havia ocorrido nas Américas.) Hoje,

Bem vindos a Luganville e Espiritu Santo (assim com U), em Vanuatu

Terra à vista!  Você talvez não soubesse que os portugueses tinham chegado assim tão longe. Verdade seja dita, o português Fernão de Magalhães foi o primeiro a circumnavegar o globo (de 1519 a 1522), então há poucos lugares aonde os portugueses não foram. O que você provavelmente não imaginava é que houvesse terras assim tão longe com nomes portugueses. Muito, muito distante do Espírito Santo brasileiro há um semi-homônimo, Espíritu Santo (que os nativos e os ingleses, que vieram aqui depois, acabaram por grafar com U, e essa permanece a grafia oficial) uma ilha no Oceano Pacífico batizada assim pelos navegadores portugueses

O Vanuatu tribal da Melanésia tradicional

Esses são os meus novos amigos. Lembram a Timbalada, mas numa versão mais hardcore. Como eu comentei no post anterior, Vanuatu (e toda a Melanésia) têm uma organização social tribal, que os europeus encontraram aqui e que ainda subsiste. Isso guarda um impressionante, curioso, e às vezes até macabro passado tradicional.  Por exemplo, o famoso bungee jump surgiu como uma "versão nutella" para um rito de passagem de raiz da Ilha de Pentecostes (sim, o nome lhe foi dado por portugueses) aqui em Vanuatu. Lá, para chegar à idade adulta os homens precisam se atirar de um penhasco com vinhas amarrada aos pés —

Descobrindo Vanuatu, Oceania: Um tour pela ilha de Efate

Estamos em Vanuatu, um arquipélago soberano em pleno Oceano Pacífico, na parte da Oceania conhecida como Melanésia. São as ilhas de negros que não são africanos — e onde há inclusive negros naturalmente loiros, que eu mostro a seguir. No post passado, eu relatei a minha chegada a este antigo "pandemônio" (como os nativos chamavam o co-domínio colonial de Reino Unido e França até 1980) e os meus bordejos pela capital Port Vila. Agora, é a vez de conhecermos os campos, as praias, o interior, as paisagens, e mais da gente de Vanuatu. O que os europeus encontraram aqui a partir dos idos

Bem vindos às antigas “Novas Hébridas”, hoje Vanuatu, e sua capital Port Vila

Era uma vez um lugar onde, diz a lenda, todo dia de manhã alguém media no mastro se a bandeira britânica estava exatamente à mesma altura da francesa; nem a mais, nem a menos. Os franceses e ingleses chamaram isso aqui de condominium (co-domínio); os nativos preferiram apelidar de pandemonium. Estamos nas ilhas que eram chamadas de Novas Hébridas, hoje a nação soberana de Vanuatu, no Oceano Pacífico, Oceania. Estamos a 2h de avião a nordeste da Austrália. Depois de passar por Samoa e Fiji na vizinhança, foi pra cá que eu vim. Vanuatu, como Fiji, faz parte da Melanésia, então as

Fiji: Dicas de viagem, resorts, aonde ir, e o que fazer

Depois de relatar em detalhes a minha viagem em Fiji, vamos a um balanço geral com algumas dicas e recomendações a quem gostaria de visitar o país. O que mais gostou. A vida sossegada nos resorts das ilhas Yasawas e Mamanucas. O conforto, a beleza natural, a animação, os festejos, aquele círculo de amizades de verão que você reencontra e que faz você se sentir numa colônia de férias onde só há sossego, descobertas e alegria. Visita obrigatória. Não faz sentido vir a Fiji e não fazer um passeio às ilhas Yasawas. Eu sempre fico muito com o pé atrás quando ouço essas

Em passeios e resorts pelas Ilhas Mamanucas e Yasawas em Fiji: Indo do luxuoso ao basicão

Eu no post anterior mostrei meu breve contato com o Fiji autêntico, dos fijianos. Como turista, contudo, o que me marcou mais foi mesmo o passeio pelos resorts nas ilhas Mamanucas e Yasawas — não há como mentir. Não venha a Fiji para ficar só num hotel ou hostel na ilha principal fazendo tours diários bate-e-volta. Conheci alguns turistas que vieram de longe, da Europa, e passaram uma semana nisso. Só depois eu me dei conta do quanto eles deixaram de aproveitar. Organizar um passeio de vários dias às ilhas Yasawas é essencialíssimo. (Eu costumo ser muito comedido com isso de dizer

Conhecendo melhor Fiji, Nadi e Port Denarau

Fiji não é apenas um arquipélago de ilhas-resort com praias e coqueiros — embora estes sejam lindos —, mas um país real com pessoas e seus hábitos. Fiji inclusive é dos maiores países da Oceania, atrás apenas de Austrália, Nova Zelândia, e Papua Nova-Guiné. São quase 1 milhão de pessoas aqui (mais que em alguns países europeus como Malta, Chipre ou Luxemburgo.) Fiji foi colônia britânica até 1970 (daí quase todo mundo aqui ser fluente em inglês), que os ingleses exploraram com plantações de cana-de-açúcar. Como muito da população nativa morreu vítima de doenças trazidas pelos europeus e para as quais não

Bem vindos a Fiji e à Melanésia: Praias, mar e sossego na Oceania

PRÓLOGO: Melanésia, a terra dos negros que não são da África Essa mulher negra de Fiji na foto ao lado é tão africana quanto Maria Sharapova ou a primeira-dama da China. Seus ancestrais saíram da África há mais de 50 mil anos, como os de todas as pessoas dos outros continentes, e o fato de ela parecer africana não diz nada. Geneticamente, "raça" é um conceito fantasioso, que só existe na cabeça de quem inventou de distinguir as pessoas com base na aparência. Por dentro, a genética de dois povos parecidos aos olhos pode ser bastante diferente. Tampouco o fenótipo dela

Top