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Roma para além do Vaticano, o básico: Panteão, Coliseu, e outras paragens na Cidade Eterna

Lá estava eu no meu magnífico apartamento alugado em Roma, próximo ao Vaticano, preparando-me para definir o que mais eu veria aqui na Cidade Eterna. Roma tem uma infinidade de atrações datadas dos seus mais de dois milênios e meio de História, e mesmo quem mora aqui admitirá que há coisas que ainda não conhece. São escolhas difíceis. Porém, eu diria que há um "básico" — para além do Vaticano, já retratado no post anterior — essencial aqui que você não pode deixar de ver. (As opiniões certamente vão divergir.) Acompanhem-me neste passeio. Na primavera, o sol de Roma dá o ar

Istambul na primavera (Parte 3): Ortakoy e passeio de barco no Estreito do Bósforo

Cá estamos em mais uma das adoráveis vizinhanças de Istambul. No lado europeu do Estreito do Bósforo, onde o mar separa a Europa da Ásia, está o bairro de Beşiktaş [lê-se Bê-shik-tásh], uma área que na época da Constantinopla dos Bizantinos — antes dos turcos — ficava fora da cidade, mas que hoje é um dos lugares mais cênicos e verdejantes de Istambul. Poderia-se até dizer que é a orla da cidade. Aqui, a este mesmo lugar, eu havia vindo anos atrás quando tomei meu primeiro café da manhã turco ás margens do Bósforo. Uma experiência inesquecível (e ótima comida, como você pode

Istambul na primavera: Revendo o Grand Bazaar, Hagia Sophia, a Mesquita Azul e outros lugares da maior cidade da Turquia

Eu chego a ficar com cara de bobo. Rever Istambul pra mim sempre é um reencontro com uma das minhas cidades preferidas. A magnífica rainha do Estreito do Bósforo, entre dois continentes (Ásia e Europa), é uma cidade como nenhuma outra. Eu aqui me sinto numa espécie de "linha do equador" do mundo dividindo-o entre Ocidente e Oriente. Na primavera, então, Istambul fica especialmente bonita. Tulipas nos jardins enfeitam as praças e canteiros dos pontos turísticos com essa flor de origem persa, e que os otomanos usavam muito antes de ela virar sensação na Holanda. O tempo ainda varia, com os

De volta a Moscou (Rússia), quatro anos depois

Estamos de volta em Moscou. Moscou não são só o Kremlin e a Praça Vermelha, ao contrário do que as agências de viagem e a mídia nos fazem crer. Esse largo rio na foto por exemplo, o Rio Moscova, passa bem no centro da cidade. Eu vim aqui duas vezes antes, relatos que você verifica aqui e aqui, ou mais amplamente na minha lista de postagens sobre a Rússia. Eu desta vez chegava de uma noite mal-dormida no Aeroporto Liszt Ferenc (em homenagem ao compositor clássico, que era húngaro), de Budapeste, em um voo na madrugada até o Aeroporto Vnukovo (um dos

Budapeste (Hungria), das mais belas capitais da Europa

Budapeste e eu temos uma amizade colorida. Surgiu há anos atrás, quando eu vim pra cá pela primeira vez. Eu, que até então quase nada havia ouvido dela, me surpreendi com a sua beleza, elegância, assim como com a vida na cidade. Se outras cidades de grande porte na Europa (como Paris ou Viena) me parecem voltadas para o passado, vivendo de nostalgia, Budapeste me passa a sensação de uma cidade muito atual. Por mais que também tenha seus séculos de História como lastro, ela me parece ter uma animação pulsante muito viva e contemporânea, que as outras nem sempre

Amsterdã (Holanda), a cidade mais pitoresca do mundo

Cada um tem a sua menina dos olhos: a minha é Amsterdã. Ainda que a minha lista de cidades favoritas inclua várias outras, até mesmo algumas mais próximas do meu coração, pra mim é Amsterdã a mais bonita e mais pitoresca de todas. Se não fosse clichê, eu diria que ela é um grande museu a céu aberto. A capital holandesa, povoado medieval das margens do Rio Amstel (Amstel + dam, de "represa no rio Amstel", para daí Amsterdam) que emergiu como cidade nos idos de 1300, é uma metrópole europeia sui generis com suas centenas de canais e pontes por

Chegando a Auckland, Nova Zelândia: Imigração e impressões

Prólogo: Imigração e alfândega Depois de voar 10h desde Singapura, chegava eu a este remoto país. A Nova Zelândia é tão longe que, mesmo saindo da Austrália, voar até aqui ainda leva 3-4h. A alfândega para entrar na Nova Zelândia é uma novela. Compreensivelmente, há uma preocupação grande quanto à biosegurança, pois estas ilhas tão remotas e de biodiversidade peculiar são muito vulneráveis a pestes e doenças trazidas de fora. No entanto, há um certo terrorismo exagerado: por toda parte, desde o formulário que você recebe pra preencher no avião, há “Multa instantânea de 400 dólares se você trouxer qualquer alimento e

Singapura, a cidade-estado do país tropical moderno

Já comentei como Singapura é um paraíso das comilanças asiáticas, e de como o país resulta de uma mistura de chineses, malaios e indianos que vieram parar aqui no tempo da dominação britânica. Mostrei os bairros étnicos com os seus templos no post anterior. Esta cidade-estado, no entanto, quer também se estabelecer como um moderno e organizado país tropical — coisa que a gente não vê muito mundo afora. Do ponto de vista do turista, isso significa mais alguns lugares interessantes a visitar. Singapura tem a maior renda per capita da Ásia, fora o Japão. É também um paraíso de segurança —

Kuala Lumpur, Malásia: Passeando pela capital malaia e vendo de perto as Torres Petronas

Perdoem-me começar o post com uma mentira. Eu não amo K.L.. Eu gostei de algumas coisas da cidade, mas dizer que a amo seria falsidade. Fiquei instalado no centro da capital malaia, nos arredores de sua Chinatown. (Como eu já coloquei antes, não faltam chineses que vivem há séculos nestas proximidades do Estreito de Malacca.) Estamos numa megalópole de 7 milhões de habitantes em toda a região metropolitana, e — como você há de imaginar — esta metrópole de Terceiro Mundo tem seus altos prédios, luxuosos, mas também uma renca de pessoas pobres no chão e vizinhanças subdesenvolvidas. É uma cidade de

Conhecendo Seul, Coreia do Sul (Parte 2): Descobertas pelo centro e no distrito turístico de Insa-dong

Nem tudo reluz em Seul. Nem tudo são os glamurosos prédios de distritos mais modernos como Gangnam, retratado no post anterior. Há ainda muito de tradicional na Coreia — e, com isso, muito de mais humilde, mais simples, que não exala tanto a dinheiro.  Se você quer algo mais de achego humano — na medida em que o permite esta reservada cultura oriental —, é preciso vir ao centrão de Seul, ou ao agradável distrito comercial de Insadong, perto do centro.  Eu cheguei a comentar antes como Seul, ao modo da maioria das metrópoles asiáticas, é pouco centralizada (não há um downtown como nas metrópoles ocidentais).

Conhecendo Seul, Coreia do Sul (Parte 1): Gangnam, a “Manhattan coreana” e distrito do Gangnam Style

Um dos fenômenos musicais mais populares do mundo contemporâneo é coreano — quem diria. Música de 2012, Gangnam Style, do artista sul-coreano Psy, ainda é dos vídeos mais vistos do mundo no YouTube, com cerca de 3 bilhões de visualizações. O que pouca gente sabe é que esse vídeo é uma sátira, uma ironia com os opulentos "novos ricos" de Gangnam, distrito no sul de Seul onde se concentram os altos prédios de escritórios de empresas e o centro financeiro do país. Sendo um país que vem crescendo vertiginosamente nas últimas décadas, a Coreia tem uma ascendente classe de executivos, empresários e

Bem vindos a Seul: As minhas primeiras impressões na Coreia do Sul

Bem vindos a Seul, a capital sul-coreana que tantos brasileiros conhecem de nome, mas que bem poucos visitam. Por alguma razão, a Coreia do Sul não está costumeiramente na lista de turismo dos brasileiros. Claro, é longe pra caramba. Além disso, a Coreia não conta com o mesmo apelo cultural que temos pelo Japão — por toda a imigração japonesa no Brasil, exposição à cultura tradicional japonesa de muitas formas, etc. Curioso, porque a Coreia e o Japão são muito parecidos. (Meo deos! Jamais diga isso a um japonês ou a um coreano.)  O aeroporto internacional de Incheon, que serve Seul, é

Bem vindos a Hong Kong: Entre prédios, templos e jardins no dia do aniversário de Buda

Bem vindos a Hong Kong, uma das grandes metrópoles mundiais. "Asia's Global City", eles aqui gostam de dizer, e sem dúvidas um dos maiores centros financeiros do planeta. (O banco HSBC, caso você não saiba, quer dizer Hongkong and Shanghai Banking Corporation.) Embora faça parte da China, Hong Kong oferece uma versão mais light do país. Trata-se de uma "região administrativa especial", com seu próprio controle de fronteiras, certa autonomia política e econômica, moeda própria (Hong Kong dollars), e sem os bloqueios e censuras de Pequim na Internet. Portanto, Facebook, YouTube e Google aqui funcionam. Além disso, não é necessário visto para vir visitar

Bordejos em Paris na primavera (Parte 1): Conhecendo lugares mais famosos (Arco do Triunfo, Torre Eiffel, e Champs Elysées)

"É primavera. Te amo." Tim Maia não compôs a canção aqui em Paris, mas poderia tê-lo feito. Paris, apesar de todos os pesares e riscos dos últimos tempos, ainda é uma das cidades mais elegantes, charmosas e românticas do mundo. Na primavera então, tudo isso se acentua. Verdade seja dita, eu não sou um desses apaixonados por Paris, mas reconheço o charme da cidade e respeito a sua sólida tradição cultural e intelectual. Aliás, não só respeito, como gosto. No entanto, é preciso reparar que Paris não é exatamente aquele mundo de sonhos que os mais entusiastas pintam. Você abre um livro de

Chegando ao Cairo, Egito: Visto para brasileiros, imigração, e as primeiras impressões

[Atualizado em Nov 2017]. Egito, o mais antigo país continuamente em existência no mundo, muitos dizem. Um destino turístico por excelência, com muita coisa impressionantemente bem preservada. E aos que vieram até aqui para saber sobre o visto para brasileiros, saiba que a maior parte da informação na internet está desatualizada: É possível, sim, obtê-lo diretamente no aeroporto por US$ 25 [Informação atualizada em Ago 2017. O consulado pode dizer que você precisa tirar o visto antecipadamente, mas na realidade você continua podendo tirá-lo mais facilmente na chegada, no aeroporto.]. Leve os dólares consigo, de preferência a quantia exata. O

Coisas de Barcelona: Sagrada Família, obras de Gaudí, e noites na rua

Barcelona tornou-se uma das sensações da Europa (e do mundo) nos últimos tempos. Uma cidade descolada, animada, e muito diferente do espírito monarquista da Espanha. Aliás, uma cidade diferente de toda aquela Europa tradicional. Barcelona representa a nova Europa: da União Europeia, do multiculturalismo liberal, e dos jovens festeiros que não querem nada com o conservadorismo da Europa de outras eras que você costuma imaginar. Eu cheguei a Barcelona para o início do que seria uma jornada solitária de 4 meses, uma volta ao mundo que me levaria daqui ao norte da África, ao Oriente Médio, a países da Ásia ainda

Bangkok à noite: Lady boys, sky bars, e a famosa Rua Khao San

Se a noite é uma criança em outros lugares, aqui em Bangkok ela definitivamente é maior de 18. 
Esta provavelmente é a cena noturna mais pervertida do mundo. Se durante o dia Bangkok é uma metrópole "normal" do Sudeste Asiático, com seus lindos templos budistas e outras belezas (ver aqui), à noite ela revela um "lado B" bastante diferente, em que as ruas exalam nightlife, sexo e prostituição. Basta o sol se pôr (ou às vezes nem isso), e já surgem os neons e a música eletrônica vinda dos bares. As barraquinhas na calçada, que durante o dia vendem frutas ou souvenirs

Bangkok de dia: Os lindos templos budistas da Tailândia e o famoso Buda deitado

Bangkok é uma cidade que se transforma do dia para a noite. Durante o dia, temos uma cidade quente, moderna, de altos prédios reluzentes, combinada a uma de visível pobreza, com muitos mendigos na rua e casebres de madeira às margens do rio. Os lindos templos budistas são o que de mais belo há para se ver aqui nestas terras tropicais. O budismo tailandês sinceramente lhe proporciona um espetáculo difícil de superar por qualquer outro país. Vamos por partes. Primeiro, prepare-se para o calor. Bangkok é uma metrópole tropical, calor nível Rio de Janeiro ou Nordeste do Brasil. Mesmo no inverno

Réveillon em Bangkok! Bem vindos à Tailândia, a terra da libertinagem

Não é todo dia que eu viajo pra encontrar "camisinha" listada no cardápio do serviço de quarto do hotel, quarto triplo com uma cama só, ou banheiro com uma porta extra estratégica ligando a banheira ao quarto. Não, não é motel, isso é Bangkok. 
Bem vindos à Tailândia, um dos países mais belos e simpáticos do mundo. Digo-lhes isso já tendo visitado mais de 60 deles. Gastronomia fabulosa, lindas praias e templos budistas, gente calorosa e, como você talvez já saiba, seguramente o país mais liberal e libertino do mundo em matérias de gênero e sexo. Comparado à Tailândia, o Ocidente

Pelas ruas de Teerã: Aventurando-se no Irã/Pérsia

Cá estamos em Teerã, a capital iraniana de 12 milhões de habitantes. Última capital da Pérsia antes de ela mudar de nome para "Irã", e um dos grandes centros do Oriente Médio. Tráfego louco, mas boulevards bonitos e lindos jardins. Palácios persas de outrora lado a lado com prédios públicos onde figuram (por lei) as faces dos governantes da República Islâmica que o país se tornou desde 1979. Bem vindos ao Irã! Comecemos, devagar, por Teerã, que não é a melhor cidade iraniana a se visitar, mas é a capital e onde a minha aventura começou. 
Deixem-me dizer logo: as ruas

Cidade do México, vulgo Tenochtitlán

A Cidade do México hoje repousa sobre a antiga capital do império asteca, Tenochtitlán. Se você acha esse nome difícil, ainda não viu nada. Diz a lenda que o deus Huitzilopochtli deu uma visão à tribo Mexica (você nunca havia se perguntado de onde vem o nome do país?), que buscassem um certo sinal e, ao encontrá-lo, ali fundariam uma grandiosa cidade. O tal sinal seria uma águia com uma cobra no bico pousada sobre um cacto — imagem hoje imortalizada no meio da bandeira mexicana. Segundo esse mito de origem que ninguém sabe até que ponto foi verdade, os Mexica eram uma

Mais desigual que o Brasil: Em Johannesburgo e Soweto, África do Sul

Sento-me numa confortável poltrona à là século XIX, bebericando do licor de cereja servido pela criada. A poltrona é daquelas antigas de madeira, com estofo estampado; já o licor é uma iguaria regional, guardada aqui em frascos de cristal e servido em copinhos finos e elegantes. À minha frente, um senhor branco, alto e gordo, beirando os 60 anos, me dá as boas vindas à casa de sua família. Ao lado, duas criadas, negras, uniformizadas (e com lencinho no cabelo), nos olham postas aguardando as ordens. Uma delas me lança um prestativo e caloroso Welcome, sir!, sem quebrar a postura.

Visitando Moscou: o Kremlin, a Praça Vermelha, e lugares menos conhecidos

Aquela à esquerda é a Catedral de São Basílio, na Praça Vermelha, em Moscou. A mesma Rússia simples, retratada no post anterior, guarda belezas como a dessa magnífica igreja. Muita gente a vê em fotos e acha que é o Kremlin, mas não é. A Catedral de São Basílio (1561) é o exemplo maior dos domos em forma de cebola e da arquitetura colorida das igrejas russas ortodoxas (vertente oriental do cristianismo católico que tem tradições distintas da igreja de Roma e que não segue o papa). 
Moscou é uma cidade de 12 milhões de habitantes, a segunda maior da Europa (após Istambul), com

Istambul, Turquia (Parte 4): O Palácio Topkapi, morada dos sultões otomanos

A minha estadia em Istambul estava chegando ao fim. Mas não eu podia partir sem saber mais do sultão, seu harém, e descobrir aqui relíquias bíblicas que eu nem imaginei que ainda existissem (se é que existem mesmo e esses turcos não estão me enrolando). O último dia da minha estadia em Istambul começou tarde. O show de rock turco no dia anterior foi uma beleza, e eu fiquei impressionado de ver (1) como parece o Brasil e (2) a quantidade de gente na rua mesmo às 3h da manhã, quando estávamos retornando. Parecia carnaval, por mais que fosse só um

Istambul, Turquia (Parte 3): Perdendo-se nas ruas, no Grand Bazaar, e nos doces turcos

Perder-se em Istambul é fundamental. E não é difícil. Basta meter-se nas inúmeras e infindáveis ruelas, que vão por aqui e por ali, e onde sempre tem gente. Como eu disse, esta cidade é um pouco como um formigueiro histórico, onde nunca se sabe quando se vai esbarrar numa torre bizantina, numa mesquita turca, ou mesmo em algo mais antigo. De quebra, há os interessantíssimos redutos mais populares, como os bazares, as casas de velharias, e as lojas de doces artesanais. Um bom lugar pra se perder é Karakoy, um dos distritos mais antigos de Istambul. Entre 1273 e 1453 os

Istambul, Turquia (Parte 2): Rumelihisari e um café da manhã turco às margens do Estreito do Bósforo

Hoje o dia prometia. Café da manhã turco às margens do Bósforo, visita ao bazar, lojas de doces, ida ao lado asiático da cidade para jantar, e show de rock turco no centro à noite. Um sábado de turco bon-vivant em Istambul, pelas áreas menos turísticas da cidade. Minha guia foi a amiga da minha amiga: Filiz, que encontrei ao fim daquele dia de turista na cidade (ver post anterior). Perguntei a ela se era a pronúncia correta era Fíliz ou Filíz; ela respondeu que era algo entre um e outro. (Ao contrário do português, em muitas línguas simplesmente não

Istambul, Turquia (Parte 1): Hagia Sophia, a Cisterna da Basílica, e a Mesquita Azul

Istambul é uma cidade estupenda. São 15 milhões de habitantes — a maior cidade da Europa, e a única metrópole no mundo a estar dividida entre dois continentes. Parte está na Europa e parte na Ásia, com o Estreito do Bósforo no meio. Não é a capital (esta seria Ankara, uma cidade administrativa e menor), mas é claramente a mais importante cidade da Turquia, e aquela que você não pode deixar de ver. A riqueza de antiguidades surpreende até mesmo os bons conhecedores de História (quer apostar?). De quebra, a gastronomia é a maravilhosa, assim como a vida noturna. Dito isso (que me

Japão, um país de homens?

Anúncio de um maid café, tipo de lanchonete onde as garçonetes se vestem e se comportam como serviçais, por 80 reais. O Japão é um país machista — não diferentemente do restante da Ásia, com algumas particularidades aqui e ali. Não é mera opinião; são o que os dados mostram. Dentre os países ricos, o Japão é de longe o mais desigual em questão de gênero. Em 2012 o relatório anual do Fórum Econômico Mundial o classificou na centésima posição em termos de paridade de oportunidades entre homens e mulheres, ao lado de países como Gâmbia e Tajiquistão. 
Alguns questionam, dizendo que culturas são diferentes, e

Descobrindo Tóquio (Parte 3): Da tranquilidade de Ueno às badalações de Shinjuku, Harajuku e Akihabara

Este post dará um nó na sua cabeça — mas também mostrará claramente os contrastes de Tóquio — ao ir de um extremo ao outro, do passado ao futuro, do dia à noite. Você custará a crer que aqueles distritos se encontram na mesma cidade. Comecemos pelo afortunado encontro que eu pude ter com uma amiga brasileira no distrito de Ueno. (Uma daquelas coisas de você dizer que está em Tóquio e aquela sua amiga que você não vê há anos enviar uma mensagem "Você está no Japão?? Eu também!") Ueno é um dos distritos mais tradicionais de Tóquio, com um dos maiores e mais populares

Descobrindo Tóquio (Parte 2): Seu passado, quando se chamava Edo, e o atual Palácio Imperial

Depois das luzes em Shibuya e das ofertas de garotas em Roppongi, achei que era hora de algo mais construtivo para temperar. Tóquio — e até certo ponto o Japão — são isso: tradição e espiritualidade de um lado, combinadas com uma frenética sociedade do trabalho, entretenimento e consumo do outro. Eu sei que é clichê dizer isso sobre o Japão, mas é a verdade. No entanto, não acho que os dois lados estejam tão bem equilibrados quanto dizem. 
Trabalho (das 8 ou 9 da manhã até as 9 ou 10 da noite, às vezes com trabalho extra e não remunerado no fim de semana, e quase sem

Descobrindo Tóquio (Parte 1): O metrô e as luzes e neons de Shibuya, Roppongi, e da Torre de Tóquio

Tóquio é uma cidade enorme, cheia de distritos (como eles aqui chamam os bairros), cada qual com a sua personalidade. Não é uma cidade europeia ou colonial, onde normalmente você tem o centro histórico ou algum ponto central de referência. Na prática, Tóquio não tem centro. Para descobri-la, é preciso ver cada um dos distritos e saborear seus contrastes. Você, por exemplo, já percebeu que essa Tóquio da foto acima é bem distinta daquela retratada no post anterior, sobre os templos.  
Para conhecer Tóquio não há escapatória: tem que se usar o metrô, tido como o melhor do mundo. Você acha

Bem vindos a Mumbai/Bombaim, Índia: Uma breve passagem

Era uma manhã quieta e cinzenta de domingo em Mumbai quando chegou o meu longo trem de 24h desde Chennai, na costa do outro lado da Índia. Mumbai é a maior cidade da Índia, com 18 milhões de habitantes em sua região metropolitana. (Pode parecer pouco para um país de 1.2 bilhão de habitantes e só um terço da área do Brasil, mas a questão da Índia é que tudo parece urbanizado. Viajando entre as cidades, você não para de ver gente por onde quer que passe.) Eram cinco e pouca da manhã, e nós havíamos passado a noite mal dormida no

Visitando o Forte Vermelho (Red Fort) e a Jama Masjid em Nova Délhi, Índia

Quando eu retornei a Nova Délhi após o meu périplo pelo Rajastão e Varanasi, retornei à mesma família que havia me albergado antes. "Eu estou com a febre", declarou-me Seu Bhalla (assim com o artigo definido mesmo, embora jamais tenha me especificado que febre era essa, nem eu tenha perguntado). Seu Bhalla, pra quem não lembra, é o chefe da família a quem eu paguei para ficar umas semanas em estilo home stay, e que havia tentado me passar pra trás com o preço. Estávamos já em final de outubro, e a chuva diária das monções e o calor úmido começavam

O centro de Délhi: Connaught Place, Palika Bazar, e o India Gate

O centro de Délhi provavelmente é o mais hediondo que eu já visitei na vida. Em geral, não há nada que interesse os turistas nesta parte da cidade, mas como eu estou aqui na Índia também a trabalho, não pude evitá-lo.  Na verdade, muitos indianos aqui dizem que não há downtown (centro da cidade) em Délhi. De fato, há comércio por toda parte, e os bairros aqui me parecem bastante "independentes". É radicalmente diferente das cidades da Europa, onde você sente a importância daquele núcleo onde geralmente está a estação principal de trem, o centro histórico, etc. Nada poderia ser mais diferente

Aventurando-se de tuk-tuk pelas ruas de Nova Délhi

Eu acho engraçado quando ouço as pessoas, no Brasil, darem atributos de "horrível", "impossível", ou "a pior coisa" ao trânsito brasileiro. Sabem de nada, inocentes. O trânsito brasileiro é uma sinfonia de Mozart quando comparado ao indiano. Aqui na Índia em geral não há sinais de trânsito, as pessoas não param de buzinar, as ruas em geral não têm acostamento nem calçada, e o nível de pânico que junta tuk-tuks, motos, ciclo-táxis, carros, ônibus lançando fumaça preta no ar, e ainda as ocasionais vacas no caminho, cria nada menos que um pandemônio urbano. O metrô de Délhi, criado em 2002 (e em constante

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