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Visitando a fábrica de Oskar Schindler (o da famosa lista) no bairro judeu de Cracóvia, Polônia

Quase todo mundo já ouviu falar em Schindler, no mínimo pelo filme A Lista de Schindler (1993), dirigido por Steven Spielberg e vencedor de sete estatuetas do Oscar. Oskar (não é um trocadilho) Schindler foi um industrialista alemão e membro do partido nazista que, durante a Segunda Guerra Mundial, salvou mais de mil judeus da morte nos campos de extermínio. A forma como ele o fez foi empregando-os na sua fábrica metalúrgica. É interessante como o homem de negócios o faz, inicialmente, apenas por a mão de obra judia ser mais barata (e os judeus que eram considerados "úteis" aos

Islândia: Seu ambiente urbano e atrações de Reykjavik, sua capital

Bem vindos à Islândia, este remoto país europeu que está bombando no turismo desde que a crise financeira derrubou sua economia em 2008. De um lugar isolado do qual nada se sabia (só que ele existia) a um dos "destinos da vez" nos últimos anos. O pequeno país, de 334 mil habitantes, há 10 anos atrás recebia de turistas o equivalente à sua população, e agora recebe mais de 2 milhões por ano. Seu nome quer mesmo dizer "terra do gelo": Iceland em inglês, Ísland no original islandês. Sim, a Islândia tem o seu próprio idioma, aquele que mais se assemelha

Florença, Itália: David de Michelangelo, Santa Maria del Fiore (Il Duomo), e outros tesouros artísticos do Renascimento italiano

Capital da famosa região da Toscana, Florença é das mais visitadas cidades italianas. Não é sem razão. Berço do Renascimento e às vezes chamada de a "Atenas da Idade Média", a cidade tem uma enorme riqueza artística e histórica. Eu acho surreal estar aqui circundado por tantas obras de alto calibre a tão pouca distância: o David de Michelangelo ali, a catedral de Florença com seu domo projetado por Brunelleschi algumas quadras pra lá, majestosas fontes seculares ao lado de esculturas de personagens da mitologia clássica greco-romana decorando as ruas... Você se sente num parque temático do Renascimento, só que

Visitando o Vaticano e vendo o Papa Francisco em Roma

Visitar o Vaticano é algo que passa pela cabeça da maior parte dos cristãos. Independente de qual for a sua fé (se alguma), o coração de Roma é um lugar de relevância histórica inquestionável, e um dos destinos mais visitados do mundo. Aqui estão nada menos que algumas das maiores obras do Renascimento italiano, como a Basílica de São Pedro, a Pietà, a Capela Sistina com seu teto pintado por Michelangelo, dentre outros tesouros religiosos e artísticos que têm do melhor da cultura e História italianas. Estamos na gema da Itália, só que fora dela. Como se seu coração fosse soberano

A famosa Galeria Estatal Tretyakov de Moscou em 15 fotos

Pouco conhecida dos brasileiros, ela é o museu mais visitado de Moscou e o maior repositório de arte russa no mundo. A Galeria Estatal Tretyakov, estabelecida em 1856, abriga nada menos que 130 mil itens, entre esculturas e pinturas russas. Tudo começou no século XIX como uma coleção pessoal do mercador moscovita Peter Tretyakov, até se tornar um museu nacional. Para quem gosta de arte, a visita é mais do que indicada. Há arte sacra, retratos dos monarcas russos, e vistas interessantíssimas de como Moscou e São Petersburgo eram séculos atrás. Eu confesso a minha ignorância e que só vim descobri-la

Haia e a Mauritshuis na Holanda: Maurício de Nassau e a Moça com Brinco de Pérola

Haia é aquela cidade que todos os mais antenados sabem que existe (em grande medida devido à sua Corte Internacional de Justiça), mas que pouco figura nos mapas da maior parte dos turistas brasileiros. Admitamos: Haia não é assim uma cidade turística por excelência. Sede do governo holandês, ela é muito mais uma cidade burocrática e administrativa que qualquer outra coisa. Ainda assim, não deixa de ter o seu charme e algumas atrações dignas de nota — como a Casa de Maurício de Nassau (Mauritshuis), hoje um belo museu que detém as mais antigas pinturas europeias de paisagens brasileiras. Perdi a conta do

Rumo a Wellington: A capital da Nova Zelândia e o espetacular museu “Te Papa”

Tinha tudo pra ser um dia lindo. O sol raiava, era uma manhã fresquinha, e eu me preparava para embarcar numa cênica viagem de trem desde Auckland até Wellington, a capital neozelandesa, no extremo sul da Ilha Norte do país.  Começou bem. Todos os trens são cênicos e turísticos na Nova Zelândia: como é habitual nos países de língua inglesa, há um predomínio do automóvel e das estradas, mas aqui há linhas especiais de trem nas quais turistas podem fazer uma viagem mais gostosa apreciando a paisagem. Há comentários em inglês e mandarim (o que achei revelador), e o trem era

A bela e pouco conhecida arte “batik” do Sudeste Asiático, em Penang, Malásia

Eu já falei muito da presença chinesa aqui nos Estreitos de Malacca, da presença hindu tâmil, assim como também das presenças do budismo e do islã trazido por mercadores árabes e indianos. Nada disso é nativo. Daí você pode me perguntar: o que é realmente malaio? Somente o mérito de ser uma grande mistura? Não. Os malaios têm cultura própria, para além de serem um caldo multicultural. Uma das manifestações mais bonitas dessa cultura malaia, que eles compartilham com a vizinha Indonésia (que fala basicamente o mesmo idioma), é a arte batik. Ela se refere a uma forma de pintura

Bordejos em Paris na primavera (Parte 4): O Museu do Louvre e o Musée d’Orsay em 15 fotos cada

Brasileiros têm pouco hábito de visitar museu. A grande maioria de nós nunca foi a um. Todos sabemos como a conservação cultural deixa a desejar no Brasil; mas, mesmo em viagens, mesmo os mais escolados dentre nós, normalmente limitamos-nos quase que exclusivamente a visitar os museus super famosos, como os de Paris, Londres ou Nova York. Há uma parcela de gosto pessoal, mas há uma parcela de descaso cultural também. Isso não é exclusividade do brasileiro (como quase nada do que se diz do brasileiro é realmente exclusivo do brasileiro); é um hábito de quase todos nós das Américas. Somos muito mais antenados

Bordejos em Paris na primavera (Parte 2): “Les Invalides” com o mausoléu de Napoleão, e o “Panteão” de grandes homens da França

Muita gente crê que Paris é somente a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e aqueles monumentos principais — um ledo engano. Paris tem "pano pra manga" capaz de ocupá-lo por muito tempo. Eu sou do tipo que viaja relativamente rápido, mas mesmo assim Paris tem lugares que você simplesmente não pode deixar de visitar.  Uma série de lugares belíssimos, históricos e interessantes são os vários mausoléus de notáveis da França. A França parece ter dedicação suprema quando se trata de zelar pelo seu patrimônio histórico e cultural, e isso se refere também às pessoas. Afora uma vinda a Les Invalides, onde está o

Impressões em Tirana, a capital da Albânia: Tradições, comidas, Bunk’art e Enver Hoxha, o discípulo de Stálin

No caminho de volta de Berat a Tirana eu conheci Keisi, uma albanesa de seus 20 anos que se sentou ao meu lado no ônibus. Estudava biologia num caderno e eu, como biólogo, não resisti e puxei conversa. Ela voltava de uma visita de fim de semana aos pais no interior, e retornava agora à capital, onde cursa odontologia. "Nós os albaneses somos conhecidos por três coisas: pela hospitalidade, por termos a cabeça aberta  em relação a cor, raça e religião, e por sermos fofoqueiros", disse-me ela quando a conversa já ia além da biologia. Os albaneses às vezes podem parecer taciturnos ou quietos para

A Igreja Suspensa no Cairo e os cristãos do Egito: Conhecendo de perto o Cristianismo Copta

Ninguém jamais pensa no Egito como uma terra de cristãos — nem hoje, nem nunca —, exceto pelos mais conhecedores da história do cristianismo. Tendemos a ignorar ou esquecer que foi aqui, o Egito, um dos grandes berços do cristianismo institucionalizado, onde ele adquiriu muitos dos elementos que hoje nos são familiares (como a cruz, a "Sagrada Família", o monasticismo cristão), e que houve séculos de transição cristã entre o Egito Antigo dos faraós e o Egito islâmico que surgiria depois. Entre 10-20% da população egípcia atual (que é de 82 milhões de pessoas) se identifica como cristã, e estas em geral são cristãs coptas.

O Museu Egípcio no Cairo em 20 fotos

Retornar à Estação Ramsés e ao metrô do Cairo depois de mais de uma semana mochilando pelo centro e sul do Egito teve uma estranha sensação de volta pra casa. Meu emocional reconhecia aquele ambiente. É interessante como viagens fazem isso com você e, quando passa um tempo num lugar bom, aquilo também começa a criar uma sensação de "lar". Não que o Cairo seja essa delícia — não é —, mas o albergue era legal. Deixemos isso para outros posts. Retornando ao Cairo depois de ver Luxor, o Templo de Karnak, a Tumba de Tutancâmon, o Templo de Ísis em

O Templo de Luxor e o Templo de Karnak: Visitando a antiga cidade de Tebas no Egito

Eis o famoso Templo de Luxor, uma das mais lindas e bem preservadas heranças do Egito Antigo ainda visitáveis hoje. Quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egito no ano 332 a.C., ele deu início a uma dinastia "grega" em lugar dos faraós. Cleópatra fez parte dessa dinastia. Ela e o seu amante romano Marco Antônio perdem o Egito para o Imperador Octavius Augustus em 30 a.C. São Marcos, no primeiro século depois de Cristo, traz o cristianismo pra cá, e ele começa a se misturar com a religião tradicional do Egito Antigo. Quando o Império Romano cai e os árabes conquistam tudo isto

Visitando as ruínas da antiga Cartago, no norte da África

Carthago delenda est ["Cartago deve ser destruída"], é como o senador romano Catão, o velho (234-149 a.C.), concluía todos os seus discursos à tribuna, não importando o assunto. Era um durão. Foi historiador também, e escreveu a primeira História da província romana da Italia. Era crítico às influências gregas na República Romana (ela só se torna Império quando Júlio César dá um golpe militar um século mais tarde.) O norte da África havia por séculos sido domínio dos cartagineses, assim chamados devido à sua grande cidade-estado, Cartago. Ela ficava aqui onde hoje é a Tunísia, ao sul da Itália. Grandes navegadores, os cartagineses

O Museu Bardo e os mosaicos romanos mais lindos do mundo, na Tunísia

Você aí nem sabia que os romanos tinham artes visuais além de esculturas, ou que faziam mosaicos. Faziam, e faziam muitos. Mosaicos são aqueles ladrilhos coloridos que formam imagens, e que os romanos usavam como decoração em suas casas nas paredes, no chão e/ou no teto. Quase sempre tinham motivos épicos da mitologia greco-romana.  O maior legado de mosaicos dessa Antiguidade romana está hoje na Tunísia, aqui no norte da África. A gente tende erroneamente a associar os reinos e impérios de outrora com as fronteiras dos países atuais, mas isso é uma falácia. O Império Romano era muito mais do

Em Liverpool, na terra dos Beatles

Eis Liverpool, a afamada terra dos Beatles! Poucos brasileiros vêm aqui, apesar da fama eterna da banda em nosso país. Não sabem que, na verdade, há um sem-número de atrações relacionadas aos Beatles aqui — tours, museus, bares históricos onde eles tocaram, lojas, etc. Resolvi que uma ida a Liverpool na minha mais recente visita à Inglaterra estava na ordem do dia. Pra qualquer fã dos Beatles, é uma visita épica e obrigatória. É equivalente a uma peregrinação a Meca. O inglês do rapaz do albergue era incompreensível. Simpático, o liverpooliano falava com o típico sotaque daqui, um embolado fonético que desafiará mesmo os

O Chile latino-americano: Pablo Neruda, Gabriela Mistral e Salvador Allende

O Chile é parte indissociável da alma latino-americana. Em sua poesia, sua História, sua literatura, reflete elementos-chave do continente — seja o romantismo, seja a luta social numa realidade de explorações. Neste país de dois prêmios Nobel de Literatura (Gabriela Mistral e Pablo Neruda), as letras são coisa séria. Elas sempre tiveram forte influência na sociedade, e talvez exatamente por isso tenham sido tão fortemente reprimidas no regime de Pinochet. Aqui, a História do país é indissociável daquela de seus maiores expoentes, que estão entre os maiores nomes da América Latina e do mundo. Uma visita a Santiago não está completa sem conhecer um pouco

Nantes (França), a cidade de Júlio Verne

La France. Finalmente eu estreio as minhas postagens em terras francesas. É curioso como na França existe um hiperfoco do turismo brasileiro — ou, pra ser mais justo, do turismo não-europeu em geral — em Paris apenas. O que se conhece das demais cidades francesas? Na Itália se vai a Veneza, Florença, Milão e outras além de Roma. Na Espanha as pessoas visitam Madrid mas também Barcelona, Sevilha, Granada, Bilbao e outras. Na Alemanha vão a Munique, Frankfurt. Na França, não. Quase que só Paris. O que se sabe de Marselha, Lyon ou Toulouse, respectivamente a segunda, terceira e quarta maiores cidades da França?

Visitando Sarajevo, Bósnia (Parte 1): Chegada de trem, histórico, e a arrepiante Galeria 11/07/95

Sarajevo é uma cidade muito mais bonita e charmosa do que você provavelmente imagina. Sim, ela tem uma história recente sangrenta, cujas marcas permanecem pra todo mundo ver na pobreza, nos olhares às vezes arredios das pessoas mais velhas (sobreviventes), e em prédios e paredes cravejados de balas na rua. Se você, como eu, não tem o hábito de andar por cenários reais de guerra, Sarajevo lhe chamará a atenção. 
Mas Sarajevo também me chamou muito a atenção — e sem eu esperar — por um lado histórico mais antigo, bem conservado, e muito menos conhecido, do tempo quando a Bósnia era parte do Império

Pelas ruas de Teerã: Aventurando-se no Irã/Pérsia

Cá estamos em Teerã, a capital iraniana de 12 milhões de habitantes. Última capital da Pérsia antes de ela mudar de nome para "Irã", e um dos grandes centros do Oriente Médio. Tráfego louco, mas boulevards bonitos e lindos jardins. Palácios persas de outrora lado a lado com prédios públicos onde figuram (por lei) as faces dos governantes da República Islâmica que o país se tornou desde 1979. Bem vindos ao Irã! Comecemos, devagar, por Teerã, que não é a melhor cidade iraniana a se visitar, mas é a capital e onde a minha aventura começou. 
Deixem-me dizer logo: as ruas

Zagreb (Croácia) e o Museu dos Relacionamentos Partidos

Bem vindos a Zagreb, a capital croata. Uma cidade simples, mas bonita e rica em história. Ao contrário da costa da Croácia, que atualmente recebe enxames de jovens festeiros de toda a Europa e parece funcionar na base do turismo, a capital é autêntica: uma cidade de croatas e para os croatas. Isso significa preços mais baratos e maior contato com o povo local. 
Para quem está perdido, a Croácia fica a leste da Itália. A costa praieira no sul lembra o lado italiano, mas aqui o norte do país lembra mais as suas origens centro-europeias como parte do Império Austríaco.

São Petersburgo (Rússia) no inverno: O Museu Russo, o Balé Mariinsky, e os marcos de quando se chamava Leningrado

É inverno. Nosso trem desliza sobre o metal de Helsinki a São Petersburgo. Do lado de fora, campos cobertos de neve cheios de casamatas, torres e fiação, parecendo uma área militar vigiada da Segunda Guerra Mundial. O sol já havia se posto desde as 4h da tarde, e só se viam as luzes brancas de holofotes sobre a neve. Dentro do trem, também metal, pois é o que mais se ouve escapando dos fones de ouvido dos finlandeses. Belas finlandesas de rostinho quadrado e tranças louras no trem, mas sentava-se do meu lado bem um marmanjo com cara de russo

São Petersburgo (Rússia) no verão: Hermitage, Peterhof, e mais da capital imperial russa

Se Moscou evoca os ares da União Soviética e da Guerra Fria, em São Petersburgo dominam os ares da Rússia imperial — tempo dos czares, de Pedro o Grande, e de Catarina da Rússia. São Petersburgo é uma cidade bem elegante e europeizada, e foi feita para ser assim. Ela é a obra máxima da transição moderna que a Rússia experimentou no século XVIII, quando deixou de ser um principado asiático herdeiro das conquistas mongóis e passou a ser uma corte europeia. (Até hoje, é claro, a Rússia ainda lida com essas duas identidades.) A cidade foi erigida pelo Czar (Caesar) Pedro, o Grande, em 1703,

Istambul, Turquia (Parte 4): O Palácio Topkapi, morada dos sultões otomanos

A minha estadia em Istambul estava chegando ao fim. Mas não eu podia partir sem saber mais do sultão, seu harém, e descobrir aqui relíquias bíblicas que eu nem imaginei que ainda existissem (se é que existem mesmo e esses turcos não estão me enrolando). O último dia da minha estadia em Istambul começou tarde. O show de rock turco no dia anterior foi uma beleza, e eu fiquei impressionado de ver (1) como parece o Brasil e (2) a quantidade de gente na rua mesmo às 3h da manhã, quando estávamos retornando. Parecia carnaval, por mais que fosse só um

Istambul, Turquia (Parte 1): Hagia Sophia, a Cisterna da Basílica, e a Mesquita Azul

Istambul é uma cidade estupenda. São 15 milhões de habitantes — a maior cidade da Europa, e a única metrópole no mundo a estar dividida entre dois continentes. Parte está na Europa e parte na Ásia, com o Estreito do Bósforo no meio. Não é a capital (esta seria Ankara, uma cidade administrativa e menor), mas é claramente a mais importante cidade da Turquia, e aquela que você não pode deixar de ver. A riqueza de antiguidades surpreende até mesmo os bons conhecedores de História (quer apostar?). De quebra, a gastronomia é a maravilhosa, assim como a vida noturna. Dito isso (que me

Descobrindo Tóquio (Parte 2): Seu passado, quando se chamava Edo, e o atual Palácio Imperial

Depois das luzes em Shibuya e das ofertas de garotas em Roppongi, achei que era hora de algo mais construtivo para temperar. Tóquio — e até certo ponto o Japão — são isso: tradição e espiritualidade de um lado, combinadas com uma frenética sociedade do trabalho, entretenimento e consumo do outro. Eu sei que é clichê dizer isso sobre o Japão, mas é a verdade. No entanto, não acho que os dois lados estejam tão bem equilibrados quanto dizem. 
Trabalho (das 8 ou 9 da manhã até as 9 ou 10 da noite, às vezes com trabalho extra e não remunerado no fim de semana, e quase sem

Chegando à Romênia: Bucareste, o Museu Satului e a Casa Poporului

(Sim, os nomes romenos são engraçados assim mesmo.) Todo romeno é apaixonado pelo Brasil. Uma dessas coisas que a gente nem faz ideia, e que descobre de repente. A Romênia, apesar de estar no leste europeu, é um país latino, e a língua falada (o romeno) é parecido com o italiano. Eles tem um pouco daquele ar desconfiado típico do leste europeu ex-comunista, mas em geral são mais calorosos, engraçados, e — como os brasileiros — tem um certo jeito malandro e sabem fazer piada mesmo quando estão na pior. Dá pra entender romeno? Falado, quase nada; escrito, um pouco. Mas eles nos entendem melhor do que

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