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Halle (Saale): A cidade do compositor Handel na Alemanha

Você aí provavelmente conhece as obras de Händel [lê-se "Rendel"] sem talvez saber que são dele. Fãs de música clássica ou barroca o conhecem. Aos demais, vale saber que George Frideric Händel (1685-1759) é um dos maiores compositores clássicos europeus do século das luzes (o XVIII) e autor de uma das mais famosas melodias da Ave Maria. Nasceu alemão, morreu inglês. Nesta viagem eu vim conhecer aquela que é não apenas a sua cidade natal, mas também uma bela paragem a 1h de Berlim. Halle an der Saale, hoje conhecida como Halle (Saale) e nomeada assim por estar às margens do

Conhecendo Hamburgo, a metrópole portuária da Alemanha

Bem vindos a Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha (depois da capital Berlim). Ainda assim, é uma metrópole relativamente pouco visitada por turistas, que parecem preferir sempre Munique, Frankfurt, ou outros lugares mais ao sol e ao sul. Hamburgo é, no entanto, a principal cidade portuária e comercial da Alemanha (por onde ela exporta boa parte das Mercedes, BMWs e outros produtos da sua engenharia), uma cidade de longa tradição marítima com participação na famosa Liga Hanseática da Idade Média, de um cheiro norte-europeu que às vezes lembra mais as vizinhas Holanda e Escandinávia que o sul da própria Alemanha.

Salzburgo, Áustria: Conhecendo a cidade natal de Mozart

Bem vindos à Áustria! Eis a sua quarta maior cidade (depois de Viena, Linz e Graz), mas provavelmente a sua segunda mais famosa, por ter sido o nascedouro de Mozart. Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), compositor clássico, criou mais de 600 obras musicais e morreu jovem como tantos outros gênios artísticos da humanidade, aos 35 anos. Fiquem à vontade para ler o post escutando a música. Vamos agora conhecer Salzburgo. Eu vim a Salzburgo duas vezes na vida; curiosamente, ambas elas vindo de Munique, na Alemanha. Uma no verão, há 10 anos, e outra neste mais recente inverno. Já conto como foram essas

Ballet Folclórico Mexicano no Palácio de Belas Artes da Cidade do México

O Palácio de Belas Artes da Cidade do México é um de seus prédios mais notáveis, teatro-maior da cidade com sua arquitetura do início do século XX em mármore branco de Carrara. Hoje é um ícone na grande praça Alameda Central onde jovens namoridos mexicanos agarram-se sem pestanejar.  Muitos turistas vêm fotografá-lo por fora; relativamente poucos entram para assistir a um espetáculo. Eu lhes recomendo fazê-lo, e talvez o melhor desses espetáculos não seja outro se não o Ballet Folclórico Mexicano. Esse é um grupo artístico fundado pela produtora Amalia Hernández em 1952, mui tradicional e que segue em atividade (sempre,

San Pedro de Atacama, Chile (Parte 3): Gêiseres de Tatio ao raiar do sol, e finalmente lhamas!

Continuação de San Pedro de Atacama, Chile (Parte 2): Flamingos andinos e as Lagunas Antiplânicas Nem sempre onde há fumaça há fogo. Tecnicamente, estamos falando de vapor, mas são verdadeiras as nuvens que emergem da água fervente rumo ao sol enquanto do lado de fora estávamos a -7ºC. "Mairon!", gritou-me a chilena da recepção quando eu passei, ao que devia ser umas 4:30 da manhã, tudo ainda escuro em San Pedro de Atacama. "Se vista mais", disse-me ela fazendo gesto de quem põe uma jaqueta e naquele tom quase maternal que algumas moças acham de adotar com todo mundo. Eu tenho boa tolerância

Cultura e arte andinas no Equador: Espiritualidade indígena e o Ballet Folclórico Equatoriano Jacchigua

Os nossos vizinhos andinos aqui na América do Sul têm um patrimônio cultural fascinante, e menos conhecido no Brasil do que a proximidade geográfica nos faria crer. (Um brasileiro médio provavelmente conhece mais de cultura japonesa ou chinesa do que peruana ou equatoriana.) Compartimos séculos da mesma história colonial e uma mestiçagem semelhante, mas segue esse apartheid atencional do Brasil com seus vizinhos de língua espanhola que só aos poucos, com o turismo e os intercâmbios, é que estamos começando a superar. Estamos começando a nos reconectar. Quito, como eu já coloquei antes, é das cidades mais belas da América do Sul — possivelmente

Karakorum, a histórica capital da Mongólia na Idade Média (Tour dias 8 e 9)

À 7ª noite do nosso tour, chegamos a Karakorum, a histórica capital medieval dos mongóis. Já havíamos cruzado por dias as estepes da Mongólia na nossa kombi, as paisagens secas do Deserto de Gobi no sul do país, e mesmo as estepes verdejantes banhadas pelo Rio Orkhon na Mongólia Central. Agora era hora de um pouco (mais) de História e cultura neste nosso passeio. O nosso tour de 9 dias se completaria em breve, e estávamos já naquele misto de "o que falta ainda pra ver?" e uma vontade escondida de tomar um banho digno, deitar numa cama macia, e comer

Heiva, o festival de verão de danças e esportes no Taiti & Polinésia Francesa (com vídeos)

O Heiva provavelmente é o melhor festival de que você nunca ouviu falar. Ele é tão bom que vale a pena você programar a sua viagem ao Taiti na época dele. Mistura de Carnaval com Olimpíadas, o Heiva é um festival que acontece anualmente em julho desde o século XIX no Taiti e em outras ilhas aqui da Polinésia Francesa. Ele reúne competições de esporte (coisas curiosas, como levantar rochas pesadas, correr carregando cachos de bananas, entre outras coisas tradicionais e típicas daqui), cantos tribais, e — o que mais atrai o olhar do espectador — competições de dança. O negócio é fascinante. Eu me

Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 3): Danças, tradições, cultura, e a origem da tatuagem

Continuação de Crônicas em Samoa, Oceania (Parte 2): Descobrindo as comidas e as pessoas. Eu confesso que vim a Samoa essencialmente atraído por sua beleza natural. Praias, coqueiros, a brisa do mar. No entanto, rapidamente aprendi que essa não está por toda parte, como mentem os cartões postais. É preciso às vezes dirigir horas (numa terra sem transporte público de confiança) para chegar da cidade a um daqueles paraísos. Também aprendi que Samoa tem uma cultura pra lá de interessante, e sobre a qual eu quase nada sabia.  Num país essencialmente rural, insular, economicamente pobre, onde a maioria da população vive na subsistência

Conhecendo o povo Maori e a sua cultura tradicional em Rotorua, Nova Zelândia

Os Maori são um povo amável, ainda que guerreiro. Guerreiros amáveis. Antes, no entanto, de relatar o que vi, permitam-me um breve prólogo sobre a Polinésia, à qual eles pertencem, pois quase nada aprendemos sobre ela no Brasil. Prólogo: A Polinésia A Polinésia, e não a Ásia, é a região mais a oriente no mundo — assim como também a mais a ocidente. Ela tem os primeiros fusos horários e os últimos. A Linha Internacional da Data, que se convencionou traçar sobre o Oceano Pacífico (aqueles fins do mapa que você tem na parede, uma mera convenção no globo terrestre), passa exatamente

Coisas de Barcelona: Sagrada Família, obras de Gaudí, e noites na rua

Barcelona tornou-se uma das sensações da Europa (e do mundo) nos últimos tempos. Uma cidade descolada, animada, e muito diferente do espírito monarquista da Espanha. Aliás, uma cidade diferente de toda aquela Europa tradicional. Barcelona representa a nova Europa: da União Europeia, do multiculturalismo liberal, e dos jovens festeiros que não querem nada com o conservadorismo da Europa de outras eras que você costuma imaginar. Eu cheguei a Barcelona para o início do que seria uma jornada solitária de 4 meses, uma volta ao mundo que me levaria daqui ao norte da África, ao Oriente Médio, a países da Ásia ainda

Irlanda: Primeiras impressões, regadas a música celta e dança irlandesa

"Good afternoon! How're you?", me perguntou a voz rápida e automática de uma das aeromoças (aerocoroas seria mais apropriado) da Aer Lingus, que mais pareciam as versões modernas das Bruxas de Salem, agora trabalhando na cia aérea nacional irlandesa. O nosso capitão mui irlandês se chamava John O'Connor, nome de protagonista de filme de ação (quase John Connor, o personagem de Exterminador do Futuro). Uma hora e meia depois da decolagem em Amsterdã, chegávamos a Dublin, a simpática capital da República da Irlanda. Um branco gordão, careca e com atitude de ogro — que parecia já saturado do que estava fazendo e nem olhou pra

Em Liverpool, na terra dos Beatles

Eis Liverpool, a afamada terra dos Beatles! Poucos brasileiros vêm aqui, apesar da fama eterna da banda em nosso país. Não sabem que, na verdade, há um sem-número de atrações relacionadas aos Beatles aqui — tours, museus, bares históricos onde eles tocaram, lojas, etc. Resolvi que uma ida a Liverpool na minha mais recente visita à Inglaterra estava na ordem do dia. Pra qualquer fã dos Beatles, é uma visita épica e obrigatória. É equivalente a uma peregrinação a Meca. O inglês do rapaz do albergue era incompreensível. Simpático, o liverpooliano falava com o típico sotaque daqui, um embolado fonético que desafiará mesmo os

Phuket: Praias e música no sul da Tailândia

Poucos ainda não ouviram falar das praias da Tailândia. Mundialmente elas são famosíssimas. Mesmo para nós, que no Brasil temos praias belíssimas "em casa", não dá para vir à Tailândia sem conhecer este sul do país, de mar, praias, ilhas e sol — ah, e também de perdição, muita bebedeira, festas à luz da lua cheia, etc. Pra quem não sabe, o sul da Tailândia é geralmente o ponto de "iniciação" dos mochileiros europeus e norte-americanos. 
Phuket é, seguramente, o coração deste sul, embora não seja o seu lugar mais bonito. (Tailandês não é latim, então o Ph se pronuncia com som de

Sevilha: Capital de Andaluzia, do Flamenco, e do estilo Mudéjar

Sevilha é uma cidade impressionante, e por vários motivos. Rainha do sul da Espanha, ela é tanto a capital administrativa de Andaluzia quanto a sua maior cidade e o seu coração. Aqui moram os melhores espetáculos de flamenco da Espanha, e aqui também repousam quilates e quilates de história espanhola medieval e moderna. (Para os mais chegados em arte, tampouco deixem de ver as obras do pintor Murillo, sevilhano, e a rua onde se passa a famosa ópera Carmen, de Bizet.) 
Vamos por partes, pois as riquezas aqui são muitas. Eu optei por não dividir este post, para que vocês sintam como todos

Málaga e um panorama geral do sul da Espanha, a Andaluzia

O sul da Espanha é a minha região favorita do país. A maior parte dos turistas brasileiros se limita a visitar Madrid e Barcelona (às vezes, Zaragoza e Bilbao a caminho da França), mas a Andaluzia pra mim reserva dos elementos mais interessantes da Espanha. 
Aqui é a terra do flamenco, de cidades medievais lindas como Granada e Sevilha, e da presença mais pronunciada de toda a herança moura no país. (Para os que perderam essa aula de História, a Península Ibérica foi tomada pelos árabes, com exércitos também de berberes [nativos do norte da África], no ano 711 e teve reinos muçulmanos

No Andean Explorer, o charmoso trem pelas montanhas do Peru

As brumas se juntavam conforme avançávamos dentre as montanhas. Entre Puno e Cusco, no Peru, está talvez a melhor rota de trem da América do Sul. São 8h de uma viagem confortável margeando os Andes, seus rios e montanhas, e passando por vilarejos bucólicos. O custo da passagem pode ser ligeiramente alto (ver preços atuais em PeruRail.com), mas vale muito a pena. 
Você compra tudo online, com cartão de crédito, e leva um voucher impresso em casa para trocar pelas passagens cá no Peru (em Puno ou em Cusco). Lembre-se de ter consigo o cartão de crédito usado na compra. Eu

Música andina, as Cholitas e o Carnaval boliviano

Esse chão de quadrados coloridos pode parecer saído de algum jogo eletrônico, mas é a bandeira histórica do povo Aymara, uma das principais etnias indígenas desta região dos Andes. Wiphala é o nome desta bandeira quadriculada de 7 cores, reconhecida desde a Constituição de 2008 como um dos símbolos do Estado Boliviano. (Não dá pra usar a palavra "nacional" corretamente aqui, pois a Bolívia se autodenomina um Estado Plurinacional, que abriga várias nações, vários povos de línguas e costumes diferentes, o que é verdade.) Você a verá balançando ao vento e muitos locais de La Paz. Nem sempre a disposição é assim no

Uma Carta Chilena: Minhas desventuras em Valparaíso e Viña del Mar

Dizem que em Vila Rica, atual Ouro Preto, às vésperas da Inconfidência Mineira (1789), circulavam cartas anônimas de tom jocoso, supostamente de alguém em Santiago falando (mal) dos governantes chilenos. Na realidade, eram críticas veladas ao governo colonial brasileiro. Já esta "carta" aqui não é política, tampouco anônima, e se passa no Chile mesmo.  Viña del Mar é o resort chileno preferido dos endinheirados; Valparaíso, uma histórica e importante cidade costeira que conheceu a sua glória no século XIX, mas que afundou após a abertura do Canal do Panamá em 1914.  
As duas estão a uma curta viagem (1:30h) de Santiago, e é fácil

Santiago do Chile: Cerros, charme, tango e “café con piernas”

Santiago é uma cidade agradável, que me lembra uma versão meio montanhosa de Curitiba, e com pontos histórico-culturais importantes a conhecer. Tem aquele jeito do Sul do Brasil na atmosfera e no jeito latino-porém-recatado das pessoas (se comparados aos colombianos ou aos nordestinos, por exemplo). Aqui há o célebre Palacio de La Moneda, onde o presidente chileno Salvador Allende viveu as suas últimas horas durante o golpe do General Pinochet em 1973. Há um estupendo museu sobre os direitos humanos. Há coisas de Pablo Neruda e Gabriela Mistral (dois prêmios Nobel de literatura) com que se familiarizar. Há lindas colinas

Na Sapucaí vendo o maior espetáculo da Terra

Os colonizadores europeus feitos como carrancas num carro alegórico, no desfile campeão da Beija-Flor sobre a Guiné Equatorial. — "Já estamos há três semanas sem tirar folga", disse-me a moça do café no aeroporto, uma negra jovem, bonita, de sorriso limpo, com a bandana preta do uniforme e aquela cara de "fazer o quê?". — "E pode isso?" — "Acho que não..." Outros três, da periferia como ela, circulavam pra lá e pra cá enquanto ela me atendia. Dentre eles uma senhora pesada que suava no uniforme, calor do Rio de Janeiro no verão. — "Uai, o dono impede vocês de tiraram as folgas e isso fica assim? Vocês

Comidas, música e dança de Madagascar, em jantar com o presidente

Suazilândia, Madagascar, Senegal. Eu em excelente companhia africana. O meu dia começou com a cerimônia mensal de hasteamento da bandeira de Madagascar no Ministério da Agricultura. Deram-nos todos — eu e uns 40 africanos — chapéus de palha, e ficamos ali como agricultores ouvindo o microfone do ministro falhar. Sujeito simpático, o ministro. Fala espanhol, inclusive. Mas na ocasião ele optou pela língua nacional, o malagássy (ou malgaxe). Seu tradutor era uma figura sui generis: um malgaxe moreno escuro de seus quase 40 anos, cabelo liso curtinho, lábios finos, nariz de batata, com a cara feia de algum gnomo saído do Senhor dos Anéis, sempre

Bonn, cidade de Beethoven e capital da antiga Alemanha Ocidental

Bonn. Foi onde passei boa parte deste mês de junho. Mal voltei a morar na Holanda e já tive duas semanas de compromissos na Alemanha. Pra quem não sabe, Bonn foi onde nasceu Beethoven. Vou aproveitar também para dizer algumas coisas que gosto e que não gosto na Alemanha. 
Aí acima é a estátua do dito cujo, acima referido, no centro histórico de Bonn. As cidades alemãs, como em quase toda a Europa, têm uma estação central de trens no coração da cidade e um centro com calçadões só para pedestres e bicicletas. Ali atrás, amarelo, é o prédio dos correios,

Praias romenas, trens quebrados, e ciganos

A Romênia é um destino mais interessante do que se imagina. Eu comecei minha visita por Bucareste, a capital, seguida da Transilvânia, a região mais interessante do país e repleta de lindas cidades históricas e belas paisagens naturais — além da história do Drácula pra atrair muitos turistas. Essas partes foram relatadas já há algum tempo, e eu nunca terminei. Mas agora finalmente chegou a hora. (Pra quem não conferiu ou quiser reler os anteriores: Chegando à Romênia: Bucareste, o Museu Satului e a Casa Poporului e A Transilvânia: Sinaia, Sishisoara e Brasov) A praia é um elemento indispensável na cultura romena. Quando a temperatura sobe, os romenos

A Ilha de Creta (Parte 2): Ruas de Rethymno, o café grego, e almoço em família

Essa é a vista "básica" pela janela do ônibus, de Chania a Rethymno, numa manhã na Ilha de Creta. No final daquela mesma manhã em que cheguei a Chania, meu ônibus chegou a Rethymno [RÉ-thymno], uma cidade maior, do oeste de Creta, a 1h de distância de Chania. Lá um almoço em família já me aguardava — não da minha própria família, mas quem viaja sempre tem muitas famílias. 
Rethymno, como muitas cidades gregas, é aquela mistura de asfalto e pedra, aquelas pedras cor de areia que reluzem sob o sol e doem a vista. O suor já me descia pelas têmporas quando saí da rodoviária

Quem é a Ucrânia: Identidade, Revolução Laranja, e a Praça (Maidan) da Independência em Kiev

A Ucrânia é um país que muitos conhecem, só que não. Sabemos que fica no leste europeu, perto da Rússia, mas pára por aí. Poucos sabem, por exemplo, que a Ucrânia tem idioma próprio (o ucraniano), que é o maior país da Europa após a Rússia (e dos mais populosos, com 45 milhões de pessoas), e é uma das identidades nacionais que mais se afirmam neste século XXI. Eu tive uma breve passagem por aqui em abril, minha primeira experiência neste país, para agora no verão retornar com mais tempo. Tive oportunidade de provar e ver algumas das muitas pequenas coisas

Dilli Haat: Diversidade cultural, danças e compras em Délhi

"Unidade na diversidade", o lema que inspira a Índia desde o tempo em que os europeus ainda estavam em guerra entre si. Ele depois viria a ser adotado como mote, também, da União Europeia. A Índia como país é uma idéia que só virou realidade em 1947, com sua independência do Reino Unido. Mas se engana quem acha que, antes da chegada dos ingleses, havia aqui um país bonitinho, organizado, com pessoas que se amavam. Havia um conjunto de povos com aparências diferentes entre si, falando línguas diferentes, com religiões diferentes (islamismo, budismo, hinduísmo...), e que habitavam esta parte do continente

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