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Brasov (Transilvânia) no inverno e no Natal

Basta mostrar um castelo e falar "Transilvânia", e os ocidentais imediatamente pensam todos no Drácula. Calma, a Transilvânia tem bem mais que isso, nem é esse lugar macabro que muitos imaginam. Há, sim, uma atmosfera algo soturna, nebulosa, ajudada tanto pela natureza ainda preservada de matas e colinas verdes (ou algo brancas, no caso deste inverno) quanto pelas estruturas medievais pitorescas bem conservadas. Longe de malévolo, o ambiente é bem bonito, bucólico e até romântico.  Por exemplo, celebra-se muito bem o Natal aqui na Transilvânia. Pra quem não sabe, estamos no miolo da Romênia. O país é entrecortado pelos Cárpatos, montanhas

O subestimado centro histórico de Bucareste, Romênia

Voltar à Romênia é sempre divertido. Seu jeito bagunçado, que lembra em certa maneira o Brasil, junto com seu aroma balcânico, lhe dão um tempero especial nem sempre encontrado noutras partes da Europa. Bucareste, sua capital, está longe de ser a mais cotada da Europa. Em verdade, poucos europeus lhe fazem caso — a maioria acha a capital romena horrível, dotada como é com seus prédios cinzentos de inspiração soviética, e quase desprovida da beleza encontrada em outras capitais do leste europeu como Praga ou Budapeste. O que a maioria não se dá conta, contudo, é que Bucareste tem, sim, um centro histórico

Na Suécia, entendendo o significado original do Natal

É noite aqui na Suécia. Aliás, nesta época do ano, parece quase toda hora ser noite aqui na Suécia. A época do Natal, solstício de inverno aqui no hemisfério norte do planeta, tem as noites mais longas do ano.  Na cidade de Gotemburgo, onde moro (sim, eu viajo muito mas moro em algum lugar), o sol estes dias tem nascido perto das 9h da manhã e se posto antes das 15:30. Entre um momento e outro, não imagine que há sol: no geral têm sido dias nublados, de um céu de chumbo, ventosos e de temperaturas por volta de 0 grau. Muito

Estrasburgo, a Capital do Natal

Este é um post especial de Natal e bastante visual. Na minha experiência tendo visitado até agora 35 países europeus, Estrasburgo é uma das mais belas cidades do continente. Uma cidade que muitos brasileiros, devido ao seu nome alemão, sequer sabem que é francesa, e que — às margens do Rio Reno, na fronteira entre a França e a Alemanha — tem mesmo um ar germânico. Tirarei um momento posterior para falar da sua importante história e mostrar a sua linda herança como divisora de águas de dois mundos europeus, o francês e o germânico, mas hoje eu falarei exclusivamente da época em que Estrasburgo

Maastricht (Holanda) e a curiosa igreja transformada em livraria (com café)

Se, como escreveu São João evangelista, no princípio era o Verbo e o Verbo era Deus, então estamos aqui diante de uma bela manifestação divina. Preparem-se para uma das livrarias mais originais do mundo, no animado sul holandês. 
Estamos no extremo sul da Holanda, em Maastricht. Aqui nesta cidade nasceram a União Europeia e o euro. Sua escolha para a assinatura dos acordos de 1992 — o chamado Tratado de Maastricht — certamente não foi acidental; aqui, neste rabinho sul da Holanda já espremido entre a Alemanha e a Bélgica (e pertinho da França), a cidade adquire um ecumênico espírito cosmopolita europeu. A maioria de

Bem vindos à Eslovênia: Réveillon em Ljubljana

31 de dezembro. Em vinte minutos o ônibus me trouxe de Trieste na Itália até Sežana, na Eslovênia. A natureza é idêntica, mas a atmosfera humana muda completamente. Os eslavos em geral são muito mais discretos que os italianos, e isso de certa forma reflete no ambiente. Além disso, as pessoas nos antigos países comunistas têm uma postura mais humilde, sobretudo os de mais idade, e isso se percebe na vestimenta simples e até na linguagem corporal.  
As ruas são muito mais quietas, e tudo parecia dominado por uma serenidade invernal. Não vi alvoroços de grupos de jovens onde cada um tentava aparecer

Em Veneza: Canais, labirintos, boa comida e hotéis de luxo

É Natal. Na ausência da família, resolvi viajar — estar com a minha família global, aquela sensação de "estar por aí", sem conhecer ninguém, mas onde qualquer um pode de repente se tornar seu mais novo amigo. Mas eu não estava sozinho. A meta era passar o Natal com minha amiga Filiz (sim, eu estou ciente do trocadilho). Após deixar Luxemburgo, nos encontramos então em Milão para o Filiz Natal em Veneza. Lá eu também encontraria amigos venezianos pra ao menos jantarmos no dia 25, mas não esperem um post muito natalino. Filiz, sendo turca, nem Natal celebra, e a cidade não oferece

Luxemburgo, um país que você desconhece

Pra mim, até agora a solução da equação França + Alemanha + bancos e muito dinheiro era sempre "Suíça". Mas agora aprendi que Luxemburgo também é uma resposta válida. Este pequenino país — menor que metade do estado de Sergipe — está espremido entre a França, a Alemanha e a Bélgica (que por sua vez já é uma boa mistura de França com Holanda). Quase sempre passa despercebido no mapa, mas Luxemburgo está no topo de muitos rankings socioeconômicos, e tem das maiores rendas per capita do mundo. Ou seja, podre de rico. Aqui estão sediados muitos bancos e empresas atraídas pela política fiscal macia

Rovaniemi, Finlândia: Visitando a Lapônia e o Papai Noel no Ártico

Foi Ano Novo em Amsterdã. O cheiro dos fogos se misturava ao de maconha na rua. Não que os holandeses e turistas fumem sempre, mas nesta noite de réveillon havia o bastante para confundir os cheiros. E olhe que aqui os fogos de virada de ano não são poucos. Parece festa junina. Há muitos milionários que, para além da festa paga pelo governo, fazem as suas próprias, então há fogos por toda a cidade. Além disso, aqui todo mundo parece virar criança e o que mais se vê são adultos jogando bombas na rua como se fosse a coisa mais

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